Três blogs: jornalismo online, formatos digitais e mídias locativas

Indicação de três blogs, de colegas que também fazem mestrado na linha de Cibercultura aqui no Póscom.

Ciberalgo, do @pvbsousa

Blog sobre geolocalização, mídias locativas e mapeamento colaborativo. Destaque:  O cinismo dos sistemas ubíquos

Ciberalgo

Papel Digital, do @rodrigocunha85

Blog sobre jornalismo, novos formatos de publicação e convergencia. Destaque: OESP e O Globo lançam versões para iPad

Papel Digital

Valores-Notícia

@rodrigo_martins

Sobre jornalismo online, ferramentas de participação e aproximação dos leitores com as notícias. Destaque: O novo Estadão e o Twitter
Valores-Notícia

Mini Bis, product placement e aplicativos sociais

Na minha opinião, um dos principais objetivos a ser alcançado por empresas que investem em comunicação digital e mídias sociais é transformar suas marcas no próprio material significativo da interação entre as pessoas. Ou seja, que a marca não seja citada apenas na hora da compra, de forma operativa ou somente quando um incentivo palpável está em jogo. Mas sim que se torne parte das interações descompromissadas, do cotidiano das pessoas. A estratégia de product placement, desde os meios “analógicos”, busca algo parecido. Meu personagem preferido, aquele herói, aquele galã que conquista todas, o esportista que sempre vence ou a garota mais popular (estereótipos narrativos, não concordo com eles como ideais) utilizavam, na tela, com maior ou menor naturalidade um produto. Estratégia paga pelas empresas para que os espectadores vissem aquele produto como o escolhido pelos seus modelos de comportamento.

mini bis colheita feliz

Nos meios digitais e interativos, o product placement pode chegar a outro nível. Talvez até o nome “product placement” seja pouco para falar sobre as possibilidades. Falando especificamente de aplicativos sociais, nesta semana ganhou pauta em vários blogs a ação feita para a marca Mini-Bis no jogo social Colheita Feliz. O pitoresco de se plantar chocolate nesse jogo é verossímil: se “planatava” caviar em aquarioszinhos que ficavam sobre a terra já era possível, por que não isto? Os pezinhos de Mini BIS ficaram disponíveis aos 20 milhões de usuários do jogo no Orkut.

Outros exemplos famosos de product placemente em aplicativos sociais ocorreram no BuddyPoke, que segue sendo o aplicativo social mais utilizado no Orkut. Para o lançamento do filme Wolverine, duas ações especiais faziam referência ao personagem-título. E, para divulgar o chiclete Bubbaloo, uma ação de “estourar bola” também foi criada.

Xmen_buddy_poke_001

bubbaloo buddypoke

Existem, é claro, diversos aplicativos voltados a uma única marca. Porém, essas estratégias de product placement interativo podem ser mais interessantes porque oferecem um nova interação possível para que as pessoas se comuniquem. É importante sempre lembrar que os aplicativos sociais permitem, em sua essência, interações entre pessoas que já se conhecem. Por isso, cada poke, mensagem, comentário, jogada traz consigo um valor relacional interessante. Pode-se constuir associações afetivas com estes aplicativos, porque se integram ao cotidiano de conversação entre os usuários do site de rede social. Mais que um product placement no conteúdo, também é um posicionamento na forma como as pessoas trocam valores e sentimentos. É em busca disso que as marcas devem ir para ter êxito nas mídias soicias.

Jornalismo participativo e informação hiperlocal

Na próxima terça-feira, 27 de Abril, o bolsista PETCOM Nelson Oliveira apresenta no Sessões Científicas seu artigo de tema “Jornalismo participativo e informação hiperlocal: o papel de Mashups e Hashtags na construção da notícia em redes sociais.” Na Facom-UFBa, sala 01, às 11h.

O trabalho traz a discussão de como o uso de redes sociais e de ferramentas e dispositivos baseados em localização, por parte das fontes e dos jornalistas, podem contribuir para o aperfeiçoamento das práticas de apuração e construção de notícias. Tal análise foi feita a partir do estudo de dois casos relacionados ao uso do Twitter para a construção coletiva de conteúdos informativos, principalmente no que diz respeito a serviços de utilidade pública.
jornalismo participativo e informação hiperlocal

Monitoramento de Marcas na Internet: Instituições de Ensino Superior no Twitter

Os slides abaixo são o primeiro relatório público de monitoramento disponibilizado pela PaperCliQ. Nós oferecemos o serviço para alguns clientes locais e, tanto para desenvolver o mercado (para que conheçam as possibilidades), quanto para divulgar o serviço, passaremos a publicar periodicamente relatórios curtos de monitoramento de marcas. Como devem imaginar, um relatório completo de monitoramento de marcas possui muito mais informações, inclusive informações estratégicas e eventualmente sigilosas. Este aqui, público, é mais exploratório. Vejam no penúltimo slide da apresentação mais algumas das possibilidades elencadas. Este relatório avaliou 851 menções no Twitter a três instituições de ensino superior privadas daqui de Salvador. O relatório traz alguns dados principais e alguns parâmetros comparativos.

[slideshare id=3729616&doc=monitoramentodemarcasnotwitter-universidadesprivadasdesalvador-100414220301-phpapp02]

O papel da estrutura e design nos padrões de interação social nas Mídias Sociais

Layout, design de interação, recursos, ferramentas, constrições e aberturas das mídias sociais exercem um papel importante no volume, formatação, direções e tipos das interações sociais nestes espaços.

Uma apresentação interessante sobre o assunto é a The Impact of Social Model, de Luke Wroblewski. Apresentada no IDEA2009, a apresentação parte da hipótese de que modelos sociais interferem na colaboração e produção em mídias sociais. Segundo o Wrobleski, o tipo de “modelo social” (sem relacionamento, comunidade, grupo, simétrico ou assimétrico) pode explicar a concentração de colaboração e produção de conteúdo encontrada em algumas das mídias sociais analisadas. Clique na imagem para baixar o pdf:

social models lukeW

Já o artigo “The Virtual of Social networks: a comparative analysis of Facebook, LinkedIn and ASmallWorld” analisa como as estruturas destes três sites de redes sociais influenciam quatro campos: a confluência entre o público e o privado; auto-apresentação em espaços públicos e privados; comunidades de interesses, inclusão e exclusão; desenvolvimento de normas comportamentais. A autora Zizi Papacharissi mantem em seu site a listagem de sua produção acadêmica:  http://tigger.uic.edu/~zizi/Site/Research.html