Case do MiniBis no Colheita Feliz

A Ogilvy publicou esse vídeo-case em inglês. Incrivelmente maquiado, troca a estrutura tosca do jogo social por uma representação em flash, pintando de ouro tudo. Além disso, fala que esse é o aplicativos social mais famoso, algo muito questionável. Mas vale dar uma olhada na ação que, de fato, foi muito boa. Veja também o post que já publiquei aqui “Mini Bis, product placement e jogos sociais”.

Who said chocolate does not grow on trees? Mini Bis Chocolate Tree from Bis on Vimeo.

Ciber Comunica 5.0 discute ciberdemocracia

De 11 a 13 de maio acontecerá, na Unijorge, o quinto Ciber Comunica. Neste ano, o tema é “Ciber Democracia”. A programação acabou de ser lançada. Acompanhem também pelo blog e twitter do evento e faça sua inscrição.

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Documentário – O Poder dos Seis Graus

Disponibilizado e legendado por uma iniciativa de um grupo da Escola de Redes, o documentário começa falando do “mito” dos seis graus de separação para introduzir a teoria das redes sociais. Entrevistou teóricos como Laszlo Barabási, Steve Strogatz e Duncan Watts. Dirigido por Annamaria Talas e com roteiro de Simon Nasht, o vídeo simplesmente ignora o trabalho de Stanley Milgram e pesquisa anterior à década de noventa, além de trazer outras falhas consideráveis, mas vale ver a título de curiosidade.

Esclarecendo o #massivefail da IDGNOW (e dos milhares que retuitaram ou repostaram)

Update: a matéria foi atualizada alguns dias depois. Fica aqui o post como um incentivo ao rigor.

Quem me segue no Twitter provavelmente já leu alguns resmungos meus sobre o chamado “jornalismo de tecnologia” que tem sido feito por portais como Info Online, IDGNOW e semelhantes. Como já reclamei em outro post, o “oba-oba” generalizado, a busca por números chamativos e a corrida por postar primeiro tem levado jornalistas a fazer barbaridades.

Uma das mais graves foi cometida pelo jornalista do IDGNOW, o William Marchiori, no dia 22 de abril. Comentando um relatório e dados do Statcounter (lançados no mesmo dia), publicou o texto “Twitter lidera tráfego em mídias sociais no Brasil, segundo a StatCounter. O próprio texto carece de coerência interna. No primeiro parágrafo: “No Brasil, o Twitter hoje é responsável por 56% do tráfego de dados em sites de mídia social” e  no quinto: “Os resultados nacionais diferem dos registrados no mundo. Segundo a StatCounter, o Twitter está longe de liderar”.

Se isso já não fosse #fail o suficiente, o título ambíguo e o termo “tráfego de dados” dá a entender que o jornalista fala de acesso total a estas mídias sociais. Por isso, o Portal Exame e o Comunique-se, por exemplo, que são dois sites com reputação, publicaram: “Twitter é a mídia social mais acessada no Brasil” e “Twitter lidera como mídia social mais acessada no Brasil“. Lamentável.

O Statcounter falava das mídias sociais como fontes de visitantes para os sites. O Statcounter é uma ferramenta de analytics utilizada por milhões de sites pelo mundo e, por isso, pôde analisar qual mídia social gera mais cliques que resultam em visitação aos sites que monitora.

Isso é muito diferente de dizer que tal mídia social é mais acessada que outra. O Twitter e o StumbleUpon se destacaram nesses dados por causa de suas características, que envolvem em grande parte recomendação de conteúdo e links. O que aconteceu nesse caso lamentável foi que um jornalista falhou na leitura, tradução e interpretação dos dados e, a partir daí, outros jornalistas (com tão pouca ou menos vontade de apurar) replicaram o erro, assim como centenas ou milhares de tuiteiros.

E a partir daí, o que acontece? Desinformação que prejudica profissionais que trabalham nessas mídias sociais, outros jornalistas, publicitários, gestores de empresas, RPs e cidadãos que não trabalham com comunicação, mas que podem erroneamente gastar tempo mudando seus padrões de consumo e produção de mídia por causa das informações erradas.

É por isso que repito o que eu disse em um tweet. Se algum dia eu bloquear, na rede de minha empresa (coisa que não vai acontecer), o acesso a um site, este será o IDGNOW.

Twitter lidera tráfego em mídias sociais no Brasil, segundo a StatCounter