12 livros para o profissional de mídias sociais ler em 2011 – parte 3

Na terceira parte da série de posts com dicas de livros para 2011 (veja parte 1 e parte 2), mais dois livros sobre mensuração e um livro sobre inteligência competitiva.

Marketing Metrics – The Definitive Guide do Measuring Marketing Performance, dos autores  Paul Farris, Neil Bendle, Philip Pfeifer e David Reibstein é uma edição revisada e lançada em 2010 do livro Marketing metrics: 50+ metrics every executive should master. Este já foi lançado em português, com o título Métricas de Marketing – Mais de 50 Métricas que todo Executivo deve Conhecer.

São métricas de marketing, e não apenas de comunicação. Os autores explicam e discorrem sobre share of heart, mind e market, falam de ROI financeiro, lucratividade por consumidor/cliente, estratégias de precificação, promoção entre outros temas. Ainda propõe um sistema de métricas para avaliar diversos fatores, inclusive a relação entre decisões e objetivos. Pode ser um pouco mais complicado para quem vem de algumas áreas, mas vale o esforço.

Does Measurement Measure Up? é um curioso livro com uma interrogação no título. A pergunta feita por John M. Henshaw é necessária para uma compreensão mais aprofundada da mensuração e, consequentemente, uma aplicação mais acertada. A visão crítica do autor é exemplificada desde o subtítulo: “How Numbers Reveal and Conceal the Truth” (Como os Números Revelam e Escondem a Verdade). Publicado em 2006, começa com três capítulos que falam da história da mensuração, do porquê as coisas são mensuradas, definição de escalas, padrões, medidas e rankings. Em seguida, diversos capítulos tratam do tema em várias esferas da vida, como negócios, esportes, inteligência e clima. Finalizando o livro, os últimos capítulos falam do papel dos computadores nisto tudo, a relação entre mensuração e conhecimento e, por fim, o futuro da mensuração.

Competitive Strategy – Techniques for Analyzing Industries and Competitors, do famoso Michael Porter – que possui diversos livros sobre estratégia e inteligência competitiva – é um clássico. Reeditado diversas vezes em várias línguas, possui versão em português.

São 16 capítulos organizados em três partes: Técnicas Gerais de Análise; Ambientes Genéricos de Setores; e Decisões Estratégicas. Porter apresenta e detalha neste livro seu famoso modelo das “5 Forças Competitivas”: Concorrência, Entrantes Potenciais, Compradores e Substitutos (veja apres. sobre o modelo). Entre as diversas aplicações do livro, o capítulo “Estratégia Competitiva em Setores Emergentes” é fabuloso para entender como competir no mercado da comunicação digital.

12 livros para o profissional de mídias sociais ler em 2011 – parte 2

Continuando a série de posts com dicas de livros para 2011 (veja parte 1), mais três publicações que indico para leitura em 2011 pelos profissionais que trabalham com comunicação em mídias sociais.

A primeira é o recém-lançado e já indispensável livro Retorno de Investimentos em Comunicação: Avaliação e Mensuração. Publicado em outubro, o livro foi escrito por Mitsuru Yanaze, Otávio Freire e Diego Senise, pesquisadores do CEACOM/USP. O livro inicia-se com a discussão sobre a importância de se medir o retorno da comunicação institucional, mercadológica e administrativa. Apresenta também a revisão de oito publicações referências sobre a temática. O capítulo mais extenso apresenta metodologias de mensuração em 15 âmbitos da comunicação, incluindo “social media”. Apesar de acreditar que outros autores já apresentaram a discussão sobre ROI em mídias sociais de uma forma mais aprofunda, esse livro é indispensável para qualquer profissional que trabalhe com o tema, por situar a avaliação e mensuração da comunicação em diversos âmbitos e níveis de empresas dos mais diversos setores.

O segundo livro faz parte da coleção Harvard Business Review e se chama Renovação da Estratégia. Essa série reúne os melhores artigos da revista e este número em específico traz duas entrevistas e seis artigos sobre o assunto. Destaco “Como os setores mudam”, de Anita M. McGahan, “Como procurar sua atividade principal”, de Chris Zook e a entrevista com Jeff Bezos, CEO e fundador da Amazon. No atual contexto, em que tanto empresas clientes quanto as próprias agências de comunicação precisam reinventar-se dia a dia, entender renovação estratégica é essencial para qualquer profissional de marketing ou comunicação.

Pra mergulhar na teoria, recomendo o Introdução às Teorias da Cibercultura, escrito por Francisco Rüdiger. Publicado em 2004, a segunda edição (2007) do livro (da excelente coleção Cibercultura da Editora Sulina) discute a relação entre técnica, tecnologia, humano e sociedade desde o pensamento antigo aos contemporâneos André Lemos, Lyotard, Lévy, Castoriadis e outros.

Daqui a duas semanas, mais três dicas de livros. Aguarde e assine o feed do blog pra não perder nada: http://feeds2.feedburner.com/tarciziosilva

Imagem, Papel e Fúria publicado em livro!

Blogs: Mad About Design é um livro produzido pela Mao Mao Publications, e acaba de ser publicado este ano em espanhol pela mesma editora e em inglês pela Page One Publishing. Reúne 240 blogs de design de todo o mundo. Quatro deles são feitos por brasileiros: Abduzeedo (escrito em inglês), Design.com.br (agora Espaço com Design), o portifólio de Mariana Coan e… o Imagem, Papel e Fúria!

As imagens abaixo mostram a capa do livro e a dupla dedicada ao Imagem, Papel e Fúria quando ainda era blogspot. Em breve uma resenha detalhada de Blogs: Mad About Design.

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O reconhecimento vem em boa hora. O blog está ficando ainda melhor com os novos colaboradores. O Marcio Duarte já publicou seu primeiro post, dois outros ótimos colaboradores já se preparam para estrear e ainda temos uma vaga! Quer se candidatar?

O Design Gráfico Brasileiro: Anos 60

o-design-grafico-brasileiro-anos-60-chico-homem-de-meloChico Homem de Melo é o organizador deste livro da Cosac Naify, que segue O Design Brasileiro Antes do Design, organizado por Rafael Cardoso. Desta vez são seis ensaios, contando com a introdução, que é extensa e repleta de exemplos e análises de designs.

Os dois ensaios seguintes são também de Chico Homem de Melo. O primeiro é  Design de Livros: Muitas Capas, Muitas Caras. Ao longo do texto o autor passa por vários designers, tipógrafos e ilustradores de capas de livros, como Moysés Baumstein, sobre o qual já escrevi neste singelo blog.

O outro é Design de Revistas: Senhor está para a ilustração assim como Realidade está para a fotografia. De título grandioso, é realmente um ótimo ensaio sobre duas revistas brasileiras antológicas, que puseram o melhor da ilustração e da fotografia a serviço do que existia de melhor em literário e jornalístico no país. No final do post, um trecho deste ensaio.

Rogério Duarte, designer baiano, é o tema do quarto texto, de Jorge Caê Rodrigues. Responsável por parte do discurso gráfico do tropicalismo, produziu as capas dos disco homônimos de Gilberto Gil e de Caetano Veloso de 1968. Também foi autor do clássico cartaz de Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha. Jorge Caê Rodrigues também aborda um pouco – o suficiente -, da vida controvertida de Duarte, com informações necessárias para entender este artista polêmico.

André Stolarski escreveu o texto A Identidade Visual Toma Corpo, mostrando o estabelecimento de padrões de identidade visual em algumas empresas e produtos brasileiros, a partir da atuação de designers do porte de Alexandre Wollner, Cauduro Martino, Aloísio Magalhães e Ruben Martins.

Fechando o livro, De Costas Para o Brasil, O Ensino de Um Design Internacionalista é uma crítica contudente feita por João de Souza Leite sobre a replicação de modelos de ensino de escolas européias, como a Ulm, sem levar em conta as especificidades do Brasil.

É deste livro um trecho com o qual pretendo abrir a introdução do meu Trabalho de Conclusão de Curso. Mesmo que eu frequentemente eu não concorde com algumas das idéias de Chico Homem de Melo (como a comparação com o cinema, como se a revista e a arte sequencial fossem posteriores à sétima arte), o texto abaixo toca em várias das muitas matérias significantes com as quais o designer de revistas tem de lidar:

A matéria sobre Arrelia é primorosa. Lembremos ser ele um palhaço terlevisivo, à frente de um programa dominical que permanceu décadas no ar. À inversão presente nos textos corresponde uma inversão análoga nas imagens: a postura sisuda e distante estampada no sóbrio preto-e-branco da primeira foto – quase uma pintura – é substituída pelo retrato colorido e acolhedor do palhaço. No canto, o passo-a-passo da transformação, na forma de um curto storyboard. A virada da página corresponde exatamente ao corte da cena.”

Já publiquei esta matéria em outro post, no qual escrevo sobre esta diagramação sequencial.

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O Design Brasileiro Antes do Design – Aspectos da História Gráfica, 1870-1960

o-design-brasileiro-antes-do-designMuitos consideram a criação da ESDI, em 1963, como o marco inicial do design brasileiro. Mas, apesar de que o termo “design” só foi utilizado no país a partir dessa época, algumas práticas anteriores evidenciam que a história gráfica do Brasil entre 1870 e 1960 apresentou inúmeras manifestações do que pode ser chamado hoje de design. É isso que Rafael Cardoso, organizador do livro O Design Brasileiro Antes do Design prova através dos ensaios selecionados.

O primeiro texto é A circulação de imagens no Brasil oitocentista: uma história com marca registrada, no qual Lívia Lazzaro Rezende escreve sobre desenho de marcas e embalagens no final do século XIX.

Em seguida, Do gráfico ao foto-gráfico: a presença da fotografia nos impressos, trata do início da utilização de fotografia em periódicos, revistas ilustradas e álbuns. Texto de Joaquim Marçal Ferreira de Andrade.

A Maçã e a renovação do design editorial na década de 1920, no qual Aline Haluch escreve sobre esta e outras publicações lançadas no início do século, abre um miolo com cinco textos sobre design editorial.

O texto seguinte, de Julieta Costa Sobral, dedicado a J. Carlos, sobre o qual já escrevi neste blog. Do organizador Rafael Cardoso, O início do design de livros no Brasil. De Edna Lúcia Cunha Lina & Márcia Christina Ferreira, o texto Santa Rosa: um designer a serviço da literatura. Também em torno de um artista é o texto Ernst Zeuner e a Livraria Globo, sobre o artista alemão radicado no Brasil.

Em Os baralhos da Copag entre 1920 e 1960 Priscila Farias fala dessa indústria, que pede um design “invisível”:

“[…] o apego às tradições e o respeito a convenções estabelecidas historicamente são fundamentais para garantir a identidade e permanência dos jogos tradicionais. Some-se a isso a resistência de jogadores e fabricantes a aceitar novidades, justificada pelo fato de que certas mudanças poderiam incentivar ou favorecer a fraude, e o resultado é que podemos encontrar nas cartas de jogar, assim como na tipografia tradicional, registros visuais bastante precisos dos gostos e costumes de eras remotas.”

E, para fechar o livro, Capas de discos: os primeiros anos, de Egeu Laus. Neste blog já foi publicado um texto sobre César G. Villela.

O livro, publicado pela Cosac Naify, foi editado com várias sobrecapas diferentes. Por baixo destas, uma capa vermelha (acho que 75% dos livros sobre design tem capa vermelha) com fio tipográfico delimitando o espaço do título e nome do autor.

É um livro fascinante da primeira à última página. São 360 recheadas de ilustrações, com um projeto gráfico excelente. No ano seguinte a editora lançou O Design Gráfico Brasileiro: Anos 60, organizado por Chico Homem de Melo, que será resenhado em breve. Por enquanto, leia o post sobre um dos ensaios.

Rafael Cardoso é um dos maiores historiadores do design, brasileiro ou não. Também é autor, entre outros livros, de Uma Introdução à História do Design.

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