Pesquisa em mídia social e online – dados, métricas e métodos

O recém-lançado artigo de Georgeta Drula, Social and online media research – data, metrics and methods, apresenta o atual estado da discussão sobre métricas e métodos de pesquisa em mídias sociais. Segue o resumo e link:

Studies and current researches in online digital media and communication science are related to Web 2.0 at least from two perspectives: either to better understand this medium as research object, or to collect data on different topics. Social media can be a tremendous data source and topics for researchers. At the same time, these data are found in multimedia formats on different platforms, are updated continuously, and could be posted by professionals or users. This situation requires different solutions for data analysis.
The objective of this paper is to show what metrics, measurements, methods and tools are used for by researchers to study and analyze online digital media, in their work with academic purposes.
The concern of this paper is to show which research methods are used for social and digital media analysis and which data, metrics and measures are considered as basis of the analysis. Case studies in this paper refer to scientific articles dealing with social media research in online media and communication studies.
Findings of this paper show the specificity and trends in media and communication researches related with social and digital media, and relative to economic and social needs. The conclusion that emerges from this paper is that research on and about the Web 2.0 invents or redefines traditional methods and tools, or adopts new ones. [artigo]

Veja mais Bibliografia sobre Monitoramento, Mensuração, Pesquisa e Inteligência em Mídias Sociais

Lançamento do livro “Mídias Sociais: saberes e representações”

Livro Mídias Sociais: saberes e representações, organizado por José Carlos Ribeiro, Thiago Falcão e Tarcízio Silva, integra o Lançamento Coletivo EDUFBA – Junho de 2012

Reafirmando o potencial das tecnologias da informação, o livro Mídias sociais: saberes e representações, organizado por José Carlos Ribeiro, Thiago Falcão e Tarcízio Silva e publicado pela Editora da Universidade Federal da Bahia (EDUFBA), será lançado na próxima terça-feira, 19 de junho, a partir das 17h30, na Biblioteca Universitária de Saúde da UFBA, durante o Lançamento Coletivo EDUFBA – Junho de 2012.

Hoje, a grande maioria dos setores da sociedade já foi tocada, direta ou indiretamente, pelas mídias sociais. E é neste contexto que surge a necessidade de debater, dentro e fora da academia, este fenômeno. Dentre os assuntos abordados, estão a interatividade e a participação em contexto de convergência midiática, a sociabilidade em RPGs on-line, a interação pessoal mediada pelos blogs, a prática religiosa em tempos de internet, o fenômeno das compras coletivas e a circulação de música nos sites de redes sociais.

Estão presentes neste livro artigos assinados por pesquisadores de diversos cursos e instituições de ensino superior brasileiras, prezando pelo caráter multidisciplinar da obra. São eles: Allysson Viana Martins, Bruno Yagelovic Pedra, Camila Monteiro, Erika Oikawa, Felippe Thomaz, Jane Maciel, João Renato de Souza Coelho Benazzi, Leonardo Lima, Luiz Adolfo de Andrade, Maria Clara Aquino, Moisés Sbardelotto, Nina Santos, Paulo Victor Sousa, Rodrigo do Espírito Santo da Cunha, Rodrigo Nejm e Tatiana Rodrigues Lima.

 

Serviço

O quê: Lançamento Coletivo EDUFBA – Junho de 2012

Quando: 19 de junho, terça-feira, das 17h30 às 20h30

Onde: Biblioteca Universitária de Saúde Professor Álvaro Rubim de Pinho (Campus Canela, UFBA – Rua Basílio da Gama, s/n, Canela – Salvador, Bahia)

Quanto: entrada gratuita

 

Saiba mais sobre o Lançamento Coletivo EDUFBA – Junho de 2012.

Realidade Sintética: Jogos Eletrônicos, Comunicação e Experiência Social

Semana passada foi lançado o livro “Realidade Sintética – Jogos Eletrônicos, Comunicação e Experiência Social“, organizado por Thiago Falcão e Luiz Adolfo Andrade, pesquisadores e estudiosos de jogos eletrônicos na UFBA. É dividido em três partes: Jogos Eletrônicos e Redes Sociais – com contribuições de Raquel Recuero, Simone de Sá, Nelson Zagalo, Thiago Falcão, Tarcízio Silva e Marcel Ayres; Jogos Eletrônicos e Experiência Urbana – com contribuições de André Lemos, Markus Montolla, Annika Waern e Christy Dena; e, finalmente, Mundos Virtuais, com colaborações de Suely Fragoso, Torill Mortensen e Luiz Adolfo Andrade.

Para saber mais, visite o site do organizador Thiago Falcão.

Aplicativos de Análise de Informações Sociais – Mapeamento e Dinâmicas Interacionais

Divulgo aqui a dissertação “Aplicativos de Análise de Informações Sociais – Mapeamento e Dinâmicas Interacionais”, que foi defendida no início do ano no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da UFBa. Meu mestrado foi orientado pelo prof. José Carlos Ribeiro, foi uma importante fase de formação e esta é a produção de dois anos de dedicação a este tema.

Resumo
Esta dissertação busca caracterizar e analisar os aplicativos de análise de informações sociais quanto a sua utilização em processos interacionais online. Considerando a importância da comunicação através de ambientes digitais como os sites de redes sociais, buscamos observar novas práticas de auto-apresentação e de monitoramento. Partindo da perspectiva interacionista, a dissertação elenca o gerenciamento de impressões e a construção identitária como conceitos-chave para a compreensão da comunicação digital. Os aplicativos sociais são softwares que extraem, processam e classificam os dados publicados em sites de redes sociais com fins interacionais. A pesquisa está interessada em compreender como tais aplicativos podem exercer papéis nas dinâmicas interacionais online e utilizou como metodologia o mapeamento e classificação dos aplicativos quanto a variáveis relacionadas a suas Práticas Prescritas, Manejo dos Dados, Visualização, Motivação e Compartilhamento. Pode-se constatar a importância de aspectos destes aplicativos que podem condicionar as práticas de busca por informação social e auto-monitoramento, com consequências para os processos de vigilância, memória, gerenciamento de impressões e construção identitária.
Palavras-chave: sites de redes sociais, busca por informação social, gerenciamento de impressões, aplicativos sociais

 

Artigos do Encontro da Compós 2012

Anualmente acontece o Encontro da Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Comunicação, a Compós, que reúne alguns dos principais pesquisadores acadêmicos na área. Neste ano acontecerá entre 12 e 15 de junho em Juíz de Fora. É um importante momento de articulação de ideias e debates em diversos grupos de trabalho. Apesar de ainda não ter participado presencialmente do evento, aproveito a biblioteca disponível no site da associação, que armazena os artigos apresentados desde o encontro de 2000.

Neste ano, gostaria de destacar e indicar os seguintes trabalhos:

Rastros Digitais: o que eles se tornam quando vistos sob a perspectiva da teoria ator-rede? – Fernanda Bruno
Resumo: Um volume expressivo de rastros de nossas ações são gerados, monitorados e tratados cotidianamente na Internet, constituindo imensos arquivos sobre nossos modos de vida. Estes rastros digitais vêm sendo apropriados por diversos campos: vigilância, publicidade, entretenimento, serviços etc. Mas eles também vêm sendo valiosa fonte de pesquisa em ciências humanas e sociais. O valor desses rastros está atrelado ao conhecimento que possibilitam e há, neste domínio, uma série de embates. Este artigo confronta dois modelos de conhecimento neste domínio, os quais têm implicações diferenciadas para uma política dos rastros digitais. O primeiro, vigente nos aparatos comerciais e policiais, concebe o rastro como evidência atrelada ao indivíduo e/ou a padrões comportamentais. O segundo, objeto maior de nosso interesse e inspirado na teoria ator-rede, entende os rastros como inscrições de ações que permitem descrever a formação de coletivos sociotécnicos.

Sites de vídeos pornográficos amadores: encenação, midiatização e exibicionismo do anonimato – José Carlos Ribeiro e Thais Miranda
Resumo: Este trabalho problematiza algumas questões que cercam o fenômeno das interações efetivadas em sites de vídeos pornográficos amadores. Neste sentido, discute as características associadas à circulação – em “tempo real” – de imagens de sexo explícitas feitas e disponibilizadas por “pessoas comuns”, em especial aquelas relacionadas às práticas sociais que envolvem a privacidade e o anonimato. O site Cam4, dada a sua popularidade e recente crescimento no segmento em questão, é o objeto escolhido para análise. Propomos, neste artigo, que esse ambientes apontam, portanto, para o surgimento de elementos como: encenação das práticas sexuais, midiatização do sexo e exibicionismo do anonimato.

O Algoritmo Curador: o papel do comunicador num cenário de curadoria algoritmica de informação – Elizabeth Saad e Daniela Bertocchi
Resumo: A recente cena das redes digitais tem indicado com ênfase a atividade de curadoria e a própria figura do curador como saída ao problema da abundância informativa em rede. Argumentamos, contudo, que na atualidade a curadoria da informação em ambientes digitais tem se manifestado mais como um procedimento automático algorítmico que propriamente humano. Com base em na revisão da literatura, reiteramos entretanto que o processo curatorial configura-se como uma atividade inerente ao campo da Comunicação. O comunicador tem competências para assumir papéis de seleção, filtragem, agregação e, mais importante, re-mediação de conteúdos para partilha em rede, inclusive com auxílio de algoritmos.

Espaço, Mídia Locativa e Teoria Ator-Rede – André Lemos
Resumo: O social é o que emerge das associações, diz a Teoria Ator-Rede (TAR). As associações entre actantes (aquilo que produz uma ação) humanos e não-humanos são sempre localizadas. A TAR busca analisar como se dão as associações e suas localizações para conhecer o social. Esse tipo de enfoque sobre o social pode ser particularmente interessante para se pensar a espacialização nos processos comunicacionais e, mais ainda, naqueles emergentes com as atuais mídias de geolocalização . Esse artigo se insere em uma pesquisa maior sobre as “mídias locativas” a partir da TAR. Aqui discutimos, particularmente, a noção de espaço.