Digital Strategy Toolbox

Amber Horsburgh e Julian Cole descrevem nesta apresentação 17 ferramentas online para estrategistas digitais realizarem pesquisa de consumo, pesquisa, análise de discurso e de ambiente. Algumas destas ferramentas são bastante conhecidas – tais como Google Search Trends e Topsy, e outras ainda não tinha contato como a MixRank que monitora e documenta a redação e métricas de alguns anúncios. A análise foi realizada utilizando hipoteticamente a presença digital do Holiday Inn, o que é um plus para quem trabalha ou gosta do ramo hoteleiro.

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Metrics Summit: evento sobre mensuração e monitoramento de internet e mídias sociais

Daqui a exatamente um mês, no dia 29 de novembro, acontecerá em São Paulo o Metrics Summit. Você provavelmente deve conhecer o Social Media Brasil, evento que já se tornou uma referência no país e chegou à sua quarta edição em 2012, certo? Pois bem, a Media Education, mesma empresa por trás do SMBR – e de outros eventos – é a que nos traz este importante marco no mercado de monitoramento e mensuração de web e mídias sociais.

Na programação, temas de palestras e debates como “Do tradicional para o social: a perspectiva de ROMI para o anunciante e o novo conceito de usuário”, “Métricas para pequenos e-commerces”, “Monitoramento, e agora? Planejamento, how-to e avaliação”, “All Media Analytics” e “Padrões e Tendências do Monitoramento de Mídias Sociais aplicado à inteligência de mercado”. Este último tema é de uma mesa que terei o prazer de dividir com Gabriel Ishida (dp6) e Danila Dourado (Moringa Digital), dois profissionais que admiro bastante.

Bastante gente legal, né? Confira mais detalhes sobre o evento em http://metricssummit.com.br/.

Te vejo lá!?

Using Social Media Data Aggregators to Do Social Research, por David Beer

Tenho observado o monitoramento e mensuração de mídias sociais há anos como possíveis ferramentas também para o pesquisador acadêmico em ciências sociais, especialmente comunicação. Incrível como alguns ferramentais surgidos e desenvolvidos no mercado podem ajudar a coletar dados de forma agregada e usável, mas uma parte dos pesquisadores ainda exibe desconhecimento ou preconceito. Por me interessar e trabalhar nos dois mundos, sempre advoguei pela integração, seja do lado dos pesquisadores seja do lado dos fornecedores. Hoje, uma evolução é que diversos players do mercado de monitoramento no Brasil oferecem planos para pesquisadores acadêmicos e pode-se perceber o crescimento do uso destas ferramentas em trabalhos apresentados nos congressos em cibercultura pelo país.

David Beer, autor que acompanho há alguns anos (destaco três trabalhos anteriores dele: uma crítica à pesquisa sobre redes sociais online; uma discussão sobre web 2.0 e “sociologia vernacular”; e o livro sobre conceitos de “novas mídias”, em parceria com Nicholas Gane) publicou recentemente o artigo Using Social Media Data Aggregators to Do Social Research:

This article asks if it is possible to use commercial data analysis software and digital by-product data to do critical social science. In response this article introduces social media data aggregator software to a social science audience. The article explores how this particular software can be used to do social research. It uses some specific examples in order to elaborate upon the potential of the software and the type of insights it can be used to generate. The aim of the article is to show how digital by-product data can be used to see the social in alternative ways, it explores how this commercial software might enable us to find patterns amongst ‘monumentally detailed data’. As such is responds to Andrew Abbott’s as yet unresolved eleven year old reflections on the crucial challenges that face the social sciences in a data rich era.

Beer discute se e como estas ferramentas podem fazer parte da metodologia de pesquisa e se aprofunda em conceitos e tipos de dados que são perseguidos pelo mercado: geografia, associação de palavras, influência, buzz e sentimento. O autor utiliza a ferramenta Insighlytics e diversos tipos de gráficos resultantes da coleta e processamento de dados para descrever as possibilidades e restrições. Para ler o artigo, basta acessar o site da revista Sociological Research.

SoLoMo – O futuro digital passa por aqui

O futuro digital está notoriamente atrelado a ser SoLoMo (social, local and mobile). A cada nova ferramenta, pesquisa ou artigo, que procura devastar ou compreender o futuro digital e as relações sociais mediadas por computadores ou dispositivos móveis, parece apontar para o mesmo norte: SoLoMo (social local mobile).

O tema não é novidade, vem crescendo a largos passos, acompanhando as inovações tecnológicas e de comunicação, de maneira que caminha na linha tênue entre ser ou não uma tendência.

Antes de abordar o quanto SoLoMo já faz parte de nossas experiências sociais, locais e móveis, alguns pontos básicos a serem destacados e compreendidos:

– Real life + Internet + Real time = SoLoMo;

– O foco está nas pessoas, por isso não deve se limitar a dispositivos e aplicativos;

– Não se limita a smartphones e tablets;

– Pessoas curtem compartilham experiências;

– Deve-se contruir relacionamento, não espetacularização da marca;

– Conteúdo + Engajamento + SoLoMo = Advogados da marca;

– dispositivos e browsers cada vez mais mobile-friendly;

Ser ou não ser tendência, eis a questão

De acordo com um estudo do Tarcízio Silva sobre early early adopters, há uma curva de adoção de inovações, criada por Geoffrey Moore, em 1991, para descrever como acontece o fluxo de nascimento, adoção e ‘esquecimento’ de uma inovação. O mesmo pode ser aplicado às tendências.

No caso de SoLoMo, podemos considerar que está em fase de transição, entre early adopter e early majority, pendendo mais para deixando de ser tendência. Um dos principais pontos a ser observado para saber se algo deixou de ser tendência é quando grandes marcas passam a reverberar determinada inovação em forma de ação de marketing para o mercado. Para ilustrar cito alguns exemplos, tirado de um estudo da We Are Social:

Nike Running – a Nike criou uma ferramenta que permite os corredores acompanharem, compartilharem e compararem suas corridas, por meio de estatísticas e rotas traçadas pelo GPS.

Jimmy Choo – espalhou sacolas com um par de sapatos, em Londres, promovendo uma corrida entre fãs da marca. O primeiro que econtrasse a sacola, levava o par de sapato dentro dela;

Starbucks – torna-se mayor no Foursquare de qualquer uma das lojas e ganhe descontos no Frappuccino;

Outro motivo que aponta como SoLoMo está sendo incorporado progressivamente ao nosso cotidiano é que, ao observar as constantes inovações tecnológicas, comportamentos vão se delineando através das fotografias, por exemplo. Ao analisar o infográfico da Jiwire, podemos perceber que os homens compartilham mais imagens que possa estreitar ainda mais seus laços com amigos do que as mulheres, que por sua vez, compartilham mais imagens de viagens e experiências do que os homens.

Para conferir mais artigos sobre SoLoMo:

http://www.midiatismo.com.br/o-mobile/solomo-o-futuro-e-social-local-e-movel

http://mashable.com/2012/01/12/solomo-hyperlocal-search/

http://www.forbes.com/sites/fredcavazza/2011/09/19/the-truth-about-solomo/

http://www.fastcompany.com/1799122/solomo-and-future-mobile-technology

http://www.socialmediaexaminer.com/how-mobile-is-changing-social-media/

http://rocketfuel.com/newsroom/blog/making-sense-of-the-solomo-landscape

 

* Post por Mariana Ferreira, publicitária e gestora de mídias sociais na Dendê Brands.