Apresentação que realizamos no SMW/Shared deste semestre, lá na Coworkers. Os diretores e gerentes da agência apresentaram suas ideias, concepções e dia-a-dia de suas respectivas áreas para estudantes e profissionais:
Apresentação que realizamos no SMW/Shared deste semestre, lá na Coworkers. Os diretores e gerentes da agência apresentaram suas ideias, concepções e dia-a-dia de suas respectivas áreas para estudantes e profissionais:
O Grupo COM+, da Escola de Comunicação e Artes da USP, está discutindo curadoria, curadoria digital e sua relação com as mídias digitais e redes sociais online como um projeto de pesquisa de sua coordenadora, Beth Saad, e de seus diversos pesquisadores. Como resultado deste esforço, o grupo acabou de lançar o livro “Curadoria Digital e o Campo da Comunicação“, que conta com artigos de membros do grupo e convidados. A importância deste debate é enfatizada por Saad, em trecho da apresentação do livro:
O termo curadoria entrou na categoria dos ciber-significados de uma forma impactante e muito recentemente. O bem conhecido e consolidado curador das artes ou aquele curador gestor legal de patrimônios passaram a conviver com uma multidão de curadores da informação, curadores digitais, curadores de festas, de musicas, de programações, de coletâneas literárias, entre outras novas funções que necessitam de “cura” para se concretizarem.
Um dos primeiros questionamentos que um pesquisador do campo das mídias e comunicação digitais faz ao deparar-se com tal profusão de usos de um mesmo termo está na analise do seu potencial transformador das relações sociais. Quando isso acontece no meio digital, nos vemos acelerando analises e olhares para entender as implicações de um novo ciber-significado nos contextos da comunicação e da informação. Antes que o significado se perca.
Tive a honra de compor a lista de autores, com artigo sobre o processo curatorial de publicações voltadas ao emergente mercado da comunicação em mídias sociais. Os trabalhos são: Anotações para a compreensão da atividade do “Curador de Informação Digital”,por Daniela Osvald Ramos; O papel do comunicador num cenário de curadoria algorítmica de informação, por Elizabeth Saad Corrêa e Daniela Bertocchi; Curadoria de informação e conteúdo na web: uma abordagem cultural por Adriana Amaral; Usuário-mídia: o curador das mídias sociais?, por Carolina Frazon Terra; Curadoria, mídias sociais e redes profissionais: reflexões sobre a prática, por Tarcízio Silva; Da edição para a curadoria: o jornalista-curador na revista Samuel, Heitor Ferraz em entrevista para Daniela Osvald Ramos.
Então, sem mais delongas, segue a publicação, que busca ser uma contribuição a este questionamento tão atual. Visualize o ebook e baixe através do issuu:
O fabulosíssimo projeto de pesquisa de Jermain Kaminski e Michael Schober é resumido no artigo Social Networks in Movies. Segue o abstract:
Although humanities and cultural studies have a long tradition in formalistic interpretations of works of art and literature (e. g. Wellek and Warren, 1956), only few writers have understood these works as networks of characters that (inter)act with each other. This paper expands this stream of thought by extracting, visualizing and analyzing the evolution of the characters’ interaction networks in about 797 movies from 1915 to 2011 and teasers a collobarative online solution of the technique, which is crowdsourcing the further development. There are only a very few examples of research where the social network of movies has ever been analyzed. These studies mostly had a low scale (n=1) and were not automated with machine learning algorithms (e.g. Hillman, 2011; Park et al., 2011; Ding and Yilmaz, 2010). Looking at the amount of analyzed movies and technique, this paper is a new approach.
Além de apresentar esta interessante perspectiva na interpretação de obras artísticas, os autores lançaram o site moviegalaxies, que apresenta as redes sociais de personagens de filmes. As quase 800 redes podem ser visualizadas de forma interativa, com os agrupamentos, métricas de grau, intermediaridade e cluster. Abaixo alguns exemplos de redes: Magnolia (diversos grupos, resultado das diversas linhas narrativas), Solaris (rede pequena e densa do sci fi claustrofóbico, que se passa em uma nave espacial), e Fight Club (rede altamente centralizada em Jack, protagonista narrador em primeira pessoa).
Mark Schaefer, que escreve no Business Grow, advoga pelo uso de mídias sociais nas estratégias de comunicação interna. Em recente artigo chamado Social Media ROI – You’re looking in the wrong place, Schaefer defende isto ao mostrar dados da McKinsey que mostram que a interação e consumo midiático em sites como Facebook e Twitter respondem por apenas 5% destas atividades, quando comparados a trocas presenciais, TV, rádio etc.
Os ramos de negócios que mais se beneficiariam das mídias sociais seriam aqueles que reúnem algumas das seguintes características:
– Alta porcentagem de trabalhadores do “conhecimento”
– Confiança no reconhecimento da marca e percepção do consumidor
– Necessidade de manter uma reputação forte para construir credibilidade e confinaça do consumidor
– Método digital de distribuição de produtos ou serviços
– Produtos ou serviços experienciais (ex: hotéis) ou inspiracionais (ex: produtos esportivos)
Empresas de mídia, educacionais, de software e de produtos de consumo seriam bons exemplos. O gráfico abaixo posiciona os setores das empresas de acordo com seu Valor Potencial x Facilidade de Capturar este Valor Potencial. O tamanho das bolhas se refere à importância do ramo no PIB (no caso, dos Estados Unidos):
O capítulo “Self, Self-Presentation, and the Use of Social Applications in Digital Environments” acaba de ser publicado. Escrevi o trabalho junto ao meu orientador de mestrado, José Carlos Ribeiro, para publicação no livro “Handbook of Research on Technoself: Identity in a Technological Society“. Organizado por Rocci Luppicini, o livro reúne 37 trabalhos de pesquisadores de todos os continentes: Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália, Suécia, África do Sul, Romênia, Noruega, Espanha, Hong Kong, Israel e Brasil.
Abstract
This chapter discusses the use of social applications in the process of the constitution of the self and the production of the self-presentation in digital environments. It examines two modalities: (1) the use of social applications that promote the comparative analysis of actions, speeches, and performance repercussions taken place in the digital environment, and (2) the use of applications and systems that enable the retrieval of the users’ social information in a systematic, sequential, and historical perspective. It also discusses how these applications present users with different methods of monitoring, controlling, visualizing, and planning information that is published not only by individuals themselves but also by the interacting individuals in the social digital environment.
Os volumes, que somam 1034 páginas, podem ser adquiridos completos ou por capítulo através da IGI ou através da Amazon. Para ver um preview de nosso texto, basta baixar o pdf.