Content Summit 2013

Em 13 de julho acontecerá mais um evento da Media Education, o Content Summit! Passando por tópicos como Branded Content, formatação de estratégias e diálogos, SAC até a prática, o evento promete abordar os diversos aspectos que envolvem desde insights e concepção de conteúdo até a execução e o retorno esperado.

A Media Education é a responsável por eventos como Social Media Brasil, Metrics Summit e Social Media Summit.  Neste ano reformulou seu sistema de curadoria, apresentando grandes avanços. Neste evento Daniele Rodrigues, chefe de curadoria da ME, definiu a grade junto com Bárbara Mota (Alquimistas) e Guilherme Valadares (Papo de Homem).

Entre os debates já confirmados, estou ansioso para os seguintes:

O resto da grade também está excelente, com temas tais como “O que a marca ganha ao não falar diretamente de si mesma? ” e “KPIs invisíveis: quanto custa o bom conteúdo e como medir o retorno do conteúdo”. Não perca tempo e se inscreva em http://mediaeducation.com.br/contentsummit/

Samsung e Foursquare lançam aplicativo publicitário baseado em informações sociais

Desde 2008 observo os aplicativos sociais, do lançamento do OpenSocial no Orkut brasileiro e a febre do BuddyPoke aos chamados “aplicativos de análise de informações sociais”, tema de minha dissertação de mestrado. Tais aplicativos se baseiam nas informações sociais disponibilizadas pelos usuários no seu contexto normal de uso (expressão, relacionamento, interação etc), extraindo-as, processando-as e reclassificando-as de acordo com outros objetivos simbólicos. Entre os exemplos mais interessantes destes aplicativos estão seus usos publicitários. Em artigo publicado na revista Comunicação & Mercado analisei quatro deles: Você é mais do que você imagina (Coca-Cola), Sociorama (Itautec), Museum of Me (Intel) e First Times (Virgin).

Agora, para divulgar o Galaxy S4, a Samsung fez uma parceria com o Foursquare e lançou o The Foursquare Time Machine. Seus recursos não são exatamente novos (há diversos outros aplicativos que fazem este resgate e visualização dos checkins), mas o modo pelo qual transformam os dados em um excelente infográfico com o objetivo de ser replicado, é fascinante. Vejam abaixo:

Reproduzo aqui as conclusões do artigo supracitado, para enfatizar como tais campanhas são interessantes e apropriadas ao atual panorama das mídias sociais:

“A comunicação publicitária nas mídias pós-massivas se reinventa de acordo com as contingências sociotécnicas que emergem do comportamento e relações entre indivíduos, organizações, empresas e desenvolvedores de  ambientes digitais. Os aplicativos de análise de informações sociais com fins publicitários parecem alcançar seus  objetivos por agregarem dinâmicas e recursos que equilibram interesses de diversos níveis de atores relacionados.

O próprio formato de publicação e disseminação do aplicativo social é interessante aos mantenedores dos sites  de redes sociais. Extremamente fáceis de serem utilizados, adicionados e excluídos pelos usuários, os aplicativos que  fazem sucesso não são exatamente os que investem mais dinheiro em mídia publicitária, mas sim os que engajam  mais os usuários por diferentes motivos. Estes usuários não se vinculam fortemente a nenhum aplicativo, mas sim os utilizam apenas enquanto percebem significado e utilidade para estes. Enquanto isto, as empresas e desenvolvedores de aplicativos buscam oferecer estes programas que, longe de possuírem a intrusividade da publicidade  tradicional, precisam ganhar o interesse e colaboração dos consumidores.

Entre estas relações de poder, influência e dinheiro, o leque de experimentação e exploração de si parece ser aumentado para os indivíduos. Talvez possamos falar de uma experiência de construção identitária e entendimento de si ampliada na medida em que mais dispositivos e recursos são disponibilizados – por diferentes motivos – para os usuários de sites de redes sociais analisarem, medirem e explorarem a si mesmo e suas auto-apresentações” (SILVA, 2012)

Dados em Mídias Sociais: Reflexos no Self e no Mercado

Segue abaixo slideshow de palestra que realizei na Unisinos São Leopoldo. A convite da prof. Adriana Amaral, realizei esta palestra em São Leopoldo e uma disciplina sobre monitoramento e métricas na especialização em Cultura Digital da Unisinos Porto Alegre. A especialização possui uma estrutura curricular bastante interessante e é coordenada pelos profs. Adriana Amaral e Ronaldo Henn. Quem possuir interesse no curso pode conferir mais em http://www.unisinos.br/especializacao/cultura-digital

[slideshare id=21302371&doc=dadosemmidiassociaisreflexosnoselfenomercado-130517003645-phpapp01]

Palestra na DigitalWeek sobre monitoramento e mensuração de mídias sociais

Ontem, 07 de maio, participei do evento DigitalWeek, da ESPM São Paulo, na Trilha de Mídias Sociais. Falei um pouco sobre monitoramento e mensuração de mídias sociais, seus padrões e processos. Segue a apresentação:

[slideshare id=20740297&doc=monitoramentometricasespmdigitalweek-130507120241-phpapp02]

Blogs acadêmicos sobre mídias sociais, pesquisa, métodos e sociologia digital

Como um profissional situado nas interseções entre os (falsamente) separados mundos do mercado e da academia, repetidamente rebato alguns preconceitos sobre a “academia” e tento mostrar o esforço de divulgação científica que pesquisadores fazem. Deste modo, a postagem abaixo serve para mostrar alguns blogs brasileiros e internacionais de pesquisadores que, além de estarem atentíssimos à realidade e às tendências, publicam em tempo real algumas de suas reflexões e pensamentos.

O que ocorre muitas vezes é a preguiça ou falta de interesse de se buscar estas referências, então aqui dou minha contribuição. Vamos para a lista dos blogs que sigo com mais atenção, devido a seus temas e autores. Para cada blog, indico um artigo mais recente de algum dos autores:

O GITS, que já mencionei aqui, é um grupo de pesquisa em Interações, Tecnologias Digitais e Sociabilidade, na Universidade Federal da Bahia.  Foi o grupo do qual fiz parte durante meu mestrado. Liderado pelo prof. José Carlos Ribeiro, tem pesquisadores que estão interessados em temas como uso da web por jovens, presença virtual, comunicação corporativa digital, jogos eletrônicos, cidades digitais e outros. Recomendo para início o artigo “Sites de vídeos pornográficos amadores: encenação, midiatização e exibicionismo do anonimato“, publicado por Thaís Miranda e José Carlos Ribeiro.

Os membros do grupo de pesquisa Lab 404 – Laboratório de Pesquisa em Mídia Digital, Redes e Espaço (anteriormente GPC) publicam textos relacionados a seus interesses e projetos. Entre eles, vejam post sobre uso de realidade aumentada para memória urbana, smartcities, internet das coisasvigilância e muitos outros.  Também da UFBA, o grupo é coordenado pelo prof. André Lemos, que escreve sobre cibercultura há 12 anos no blog Carnet de Notes. Um dos artigos mais recentes chama-se “Things (and people) are the tools of the revolution!” e se posiciona naquele debate sobre o impacto das mídias sociais nas revoluções no Oriente Médio e Áfrice em 2011. Para tanto, Lemos apresenta e se utiliza da Teoria Ator-Rede, uma corrente teórica, metafísica e metodológica que ganhou muito espaço na comunicação nos últimos anos, inclusive no Brasil.

Também com influência da Teoria Ator-Rede, os recentes projetos de “cartografia de controvérsias” realizados pela prof. Fernanda Bruno e seu laboratório em mídias e métodos digitais na UFRJ, que investigam rastros digitais, usando diversas técnicas, incluindo  análise de redes sociais são descritos no blog MediaLab UFRJ. Fernanda Bruno mantêm há anos o blog Dispositivos de Visibilidade e Subjetividade Contemporânea, do seu projeto de análise de diversas tecnologias de vigilância como câmerasuniformes inteligentes,  Um de seus artigos publicados em 2006, “Dispositivos de vigilância no ciberespaço: duplos digitais e identidades simuladas“, pensa a vigilância de dados empreendida por organizações como Amazon e Google em busca de prever comportamentos de consumo.

Por falar em grandes organizações, se eu entrasse nessa querela, seria “team Microsoft” por diversos motivos, e entre tais motivos está o investimento que esta empresa faz em pesquisa. O Social Media Collective, por exemplo, é um grupo de pesquisa da Microsoft Research New England, com um blog bastante ativo que trata de temas como remixes, cultura participativa, cultura do medo e muitos outros.

Uma das pesquisadoras do grupo Social Media Collective é a danah boyd (assim, minúsculo) da New York University , que em sua tese analisou profundamente o impacto de mídias sociais, especialmente MySpace e Facebook nos jovens americanos e continua a escrever sobre este e outros assuntos no seu blog Zephoria. Seu artigo mais citado é o “Social network sites: Definition, history, and scholarship”, de 2007, no qual faz uma breve história, propõe uma definição e analisa os temas de pesquisa sobre sites de redes sociais. Foi publicado em uma edição já histórica do Journal of Computer Mediated Communication todo dedicado à sites de redes sociais que todo profissional ou pesquisador do tema deveria ler completo. Para ler um resumo dos principais pontos deste primeiro artigo, tem uma postagem aqui no blog bastante útil: Quatro Aspectos dos Sites de Redes Sociais.

Em resposta ao artigo da danah boyd e Nicole Ellison citado no parágrafo anterior, o professor  David Beer, da Universidade de York na Inglaterra, escreveu o excelente “Social network(ing) sites…revisiting the story so far: A response to danah boyd & Nicole Ellison“, extremamente indicado. David Beer mantem o blog Thinking Culture no qual escreve sobre eventos, resenhas de livros e dois dos temas sobre o qual mais se interessa: sociologia digital e a relação “novas mídias” x cultura popular. Em um dos seus artigos mais recentes, Beer fala de como ferramentas de monitoramento impactam e podem ser utilizadas na pesquisa social: “Using Social Media Data Aggregators to Do Social Research“.

Raquel Recuero provavelmente é a pesquisadora mais conhecida da listagem entre os leitores deste blog, devido a seus livros sobre redes sociais na internet, especialmente o primeiro de 2009 que foi distribuído gratuitamente com apoio de uma agência. Recentemente compartilhou suas ideias sobre a querela engajamento x audiência no Facebook e sobre sua pesquisa que analisa a violência nos sites de redes sociais, desenvolvida na Pós-Graduação em Letras da UcPel, onde leciona. Entre os últimos artigos, recomendo o “Jogos e Práticas Sociais no Facebook: Um estudo de caso do Mafia Wars“, por exemplo.

Frequentemente publicando em co-autoria com a Recuero (como o excelente Métodos de Pesquisa para Internet, que conta ainda com a Suely Fragoso), a Adriana Amaral (UNISINOS) pesquisa cibercultura, gêneros musicais, fandom, sci-fi e cultura pop. Recomendo o trabalho dela chamado Mapeamento Temático da História da Cibercultura no Brasil. O artigo analisa a produção sobre o tema publicada no ABCiber e faz parte de uma série de artigos que analisam a produção brasileira também no Intercom e na Compós e AOIR. Excelentes trabalhos para quem deseja dimensionar e se posicionar no universo brasileiro de temas de pesquisa. Os artigos foram escritos com a Sandra Montardo (Feevale), que também se interessa por comunicação corporativa. Escreveu um dos primeiros textos brasileiros sobre monitoramento e o excelente artigo “Questões teórico-metodológicas sobre reputação corporativa e métricas“, com uma versão publicada no meu ebook também.

Voltando às potencialidades e desafios das mídias digitais para a pesquisa social, outros diversos blogs internacionais representam pesquisadores que trabalham métodos e sociologia digital. Da Austrália, o Axel Bruns (Queensland University of Technology) investiga métodos de pesquisa para análise e mapeamento de públicos digitais no seu blog Snurb e no blog do projeto Mapping Publics Online. Apesar de não possuírem blogs com publicação periódica constante, os sites dos projetos Mapping Controversies (internacional, com sede em Paris) e Digital Methods (Amsterdam) merecem citação pela quantidade de recursos disponíveis.

Voltando à  Microsoft, a empresa também é uma das patrocinadoras da ferramenta NodeXL (sobre a qual falarei em breve no Projeto Pontos, Linhas e Métricas). A NodeXL é uma ferramenta que pode ser instalada no Excel e permite a coleta, processamento e visualização de redes sociais. É produzida pela Social Media Research Foundation, apoiada por diversas universidades. Um dos líderes do desenvolvimento da ferramenta é o Marc Smith, doutor pela UCLA e chefe de um grupo de consultoria que também dá nome a seu blog, Connected Action.

E estas são as dicas de blogs que acompanho com mais atenção. A quantidade de pesquisadores gerando luz (e muita luz) sobre as mídias sociais, sites de redes sociais, sociologia digital, métodos digitais e temas afins é enorme. Basta pesquisar um pouco e você poderá encontrar os que mais se adequam a seus interesses. Aqui na sidebar vocês podem encontrar mais dicas de pesquisadores, revistas acadêmicas, grupos de pesquisa e universidades.