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Arquivo do autor:Tarcízio Silva
O que é uma métrica?
Estou lendo o livro “Retorno de Investimentos em Comunicação“, escrito por Mitsuru Yanaze e colaboradores do CEACOM/USP e fiquei surpreso/satisfeito de ver que tenho utilizado a mesma definição de métricas que o Yanaze. É uma definição de Paul Farris e colaboradores, publicada no livro “Métricas de Marketing: mais de 50 métricas que todo executivo deve dominar“, livro também excelente. Então segue a definição na língua original e em português:
A metric is a measuring system that quantifies a trend, dynamic, or characteristic. In virtually all disciplines, practitioners use metrics to explain phenomena, diagnose causes, share findings, and project the results of future events.
Uma métrica é um sistema de mensuração que quantifica uma tendência, uma dinâmica ou uma característica. Em virtualmente todas as disciplinas, os praticantes usam métricas são usadas para explicar fenômenos, diagnosticar causas, compartilhar descobertas e projetar os resultados de eventos futuros.
12 livros para o profissional de mídias sociais ler em 2011 – parte 1
No final do ano passado publiquei 12 livros para o profissional de mídias sociais ler em 2010 (ver parte 1, parte 2, parte 3, parte 4). Vou repetir a dose este ano, mas com um espaçamento de tempo maior. A cada quinzena vou falar sobre três livros por aqui.
#MidiasSociais: Perspectivas, Tendências e Reflexões
Orgulhosamente fazendo jabá do ebook que co-organizei junto com Danila Dourado, Marcel Ayres, Renata Cerqueira e lançamos em setembro de 2010. Deu bastante trabalho, mas foi recompensador. São sete seções de artigos de grandes profissionais brasileiros e espanhóis, falando sobre temas como: planejamento de comunicação, monitoramento, coolhunting, novas mídias, educação, inteligência coletiva etc.
Entre as 150 páginas e 17 artigos publicados, os estilos de texto, óticas e opiniões compõem um pequeno resumo das experiências de profissionais que enfrentam, dia a dia, o desafio de executar bem o trabalho, convencer clientes e ainda compartilhar seu conhecimento. O ebook, gratuito, pode ser lido e baixado em www.slideshare.net/papercliq/ebook-midias-sociais-perspectivas-tendencias-reflexoes
A segunda e a terceira dica são dois livros que tratam de memória digital, com opiniões bastante contrastantes . O motivo de indicar dois livros sobre memória digital é simples: características e desenvolvimentos em torno da memória digital estão envolvidos diretamente com a preocupação sobre reputação das marcas na web.
Em Delete – the virtue of forgetting in the digital age, por exemplo, Viktor Mayer-Schonberger procura explicar para o leitor como, hoje, seria mais fácil lembrar do que esquecer. Para o autor, a memória digital traz mais malefícios do que benefícios e, no final das contas, o que pretende com o livro é propor a “volta do esquecimento”. Por exemplo: limite de tempo em que uma informação pode ser armazenada em uma base de dados.
Através dos capítulos do livro, o autor apresenta as questões em relação à memória digital de uma forma bem sistematizada. Por exemplo, define e discorre sobre os motivadores do declínio do esquecimento, como digitalização, alcance global, recuperação fácil, armazenamento. Também fala dos perigos de algumas características da memória digital, como abrangência, acessibilidade e durabilidade.
Enquanto Mayer-Schonberger lamenta a “memória completa”, os autores de O Futuro da Memória – Como essa transformação mudará tudo o que conhecemos festejam e agem para que a humanidade alcance o sonho da memória completa sobre as experiências humanas. Gordon Bell e Jim Gemmel são pesquisadores da Microsoft e desenvolvem dispositivos como o MyLifeBits, projetados para armazenar através de texto, fotografia e vídeos toda a vida de quem os usa.
Com prefácio de Bill Gates, o livro é dividido em três partes. Na primeira, os autores falam do projeto MyLifeBits, escrevem sobre memória, biomemória e “e-memory”. No segundo falam do impacto da memória digital pros Âmbitos do trabalho, saúde, aprendizagem, vida diária e pós-vida. No último, escrevem sobre como a pessoa comum poderá abraçar essa revolução da maneira mais proveitosa e saudável.
Para entender a comunicação online, estes dois livros completam-se no que se refere à memória digital. Entender a importância, por exemplo, da reputação, monitoramento, boca a boca, favoritamento e recomendação social em um contexto no qual as interações e publicações são armazenadas passa pela memória. Veja duas apresentações minha sobre o tema: O declínio do esquecimento e Registro e Uso dos Traços Informacionais em Sites de Redes Sociais.
Daqui a duas semanas, mais três dicas de livros. Aguarde e assine o feed do blog pra não perder nada: http://feeds2.feedburner.com/tarciziosilva
Oficina de Monitoramento Online e Coleta de Dados para Pesquisa Acadêmica
Renata Cerqueira e Marcel Ayres, meus sócios na PaperCliQ, apresentaram a seguinte oficina no IV Simpósio da ABCiber deste ano, ocorrido na UFRJ. A ideia da oficina foi apresentar os softwares comerciais de monitoramento – como Scup e Seekr, como ferramentas para o pesquisador acadêmico.
O conteúdo da oficina, entretanto, é abrangente e serve para o analista ou planejador de mídias sociais e monitoramento entender melhor este serviço. Ainda serve, é claro, para quem quer ter um primeiro contato com as possibilidades do monitoramento de marcas e conversações. Marcel e Renata falam de: Registro, Resgate, Processamento e Classificação; Ambientes Online; Softwares de Monitoramento; Etapas de Planejamento e Análise; Visualização da Informação; Reflexões: questões éticas, limites e potencialidades.
Confira:
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Pesquisa e Desenvolvimento para Comunicação Digital
Ontem eu incorporei a imagem abaixo aqui nesse post, para escrever hoje um post sobre pesquisa e desenvolvimento. Ao acordar e fazer minha terceira ação “pós acordar”, que é ler o Google Reader, vi a notícia da criação do MediaLab da Unilever. Não podia ser mais apropriado.
Segundo o texto publicado na Meio & Mensagem Online, o MediaLab é “um ambiente que deverá servir de experimentação para as ações da companhia nos meios digitais.” Com apoio de agências digitais e outros parceiros, a empresa gigante criou este laboratório para testar formatos e efetividades pra sua comunicação. Eu acredito que essa é uma tendência a ser abraçada por mais empresas do porte da Unilever que, naturalmente, devem investir bastante em pesquisa e desenvolvimento.
Mais especificamente no que tange “as novas tecnologias” e a comunicação digital, isso é indispensável não apenas para empresas do porte da Unilever. Agências de propaganda e agências digitais que se propõe entender o mundo digital deveriam sempre possuir pessoal – ou pelo menos investir parte do tempo do pessoal – dedicado à atualização dos conhecimentos e serviços.
Na atual configuração da minha agência, sou responsável por isto junto com uma assistente formanda em computação, algo pensado também para diversificar as “óticas” com as quais a equipe vê a comunicação. Veja um post da Aline Bessa sobre a relação entre Pesquisa e Inovação nas Empresas. Na verdade, a própria criação da agência se deve a uma experiência de integração universidade-mercado na UFBA.
Gosto bastante do grárfico abaixo, publicado no artigo “Bridging the gap between research and industry”, Brian David Johnson. O Arquiteto de Experiência do Consumidor da Intel’s Digital Home – User Experience Group vê o processo de desenvolvimento da seguinte forma:

Segundo Johnson, “Revisiting old problems and asking new questions, discovering new possibilities, and creating new approaches is the cornerstone of innovation, and it not only advances science but also fuels industry developments.” Um parabéns à Unilever que acredita nisso e um chamado a mais empresas e agências a fazer o mesmo.