Entrevista com Jay Handelman, professor de cool hunting

Cool hunting é uma atividade que vem ganhando o Brasil nos últimos anos. Ano passado começamos (PaperCliQ) a oferecer este serviço para uma agência com sede aqui em Salvador e tenho pesquisado as raízes da prática. Recentemente encontrei uma entrevista de 2006 com Jay Handelman, professor de marketing, branding e cool hunting na Queen’s University. A entrevista completa poe ser lida em inglês no site Trendhunter, mas traduzi algumas das perguntas e respostas:

Como você define uma tendência?
Uma tendência é uma onda de atividade cultural que captura a imaginação de um grupo de  consumidores por um dado período de tempo. Esse período de tempo para estar ficando cada vez mais curto ao longo dos anos.

Por que você acha que é importante descobrir tendências e caçar o novo?
Porque representa o ponto de corte do gerenciamento de marketing. Os dias de categorizar consumidores em segmentos e achar que as pessoas em um dado segmento são homogêneas e que raramente mudam seus gostos e interesses não existe mais. Entender os fundamentos e tendências e caçar o novo permite desenvolver um conhecimento de como planejar a função do marketing nesse novo ambiente.

Para ler mais sobre cool hunting, acesse o Trendhunter e meu texto “Sobre marteladas, submarino e tendências“.

A bússola do social marketing

Brian Solis é um dos profissionais mais reconhecidos no mundo das mídias sociais e, sem dúvida, um dos meus observadores prediletos desse mundo em constante transformação. Ano passado ele lançou um infográfico chamado de “A bússola do social marketing” (Social Marketing Compass). Segundo Solis, “Uma bússola é um dispositivo para  orientar descobertas e serve como um verdadeiro indicador de direções físicas. A bússola do social marketing aponta para a marca uma direção física e experimental para verdadeira e efetivamente conectar-se com consumidores, parceiros e influenciadores, onde eles interajem e procuram por orientação online.“

Colocando a marca no centro da bússola, vai através de quatro níveis do social marketing:  atores, plataforma, canais e emoções/sentimentos. Interessantíssimo, cliquem na imagem abaixo para ver em tamanho maior:

social marketing compass

Blogs Culturais no Soterópolis

O vídeo abaixo é uma matéria exibida no programa televisivo Soterópolis, da TVE Bahia. Traz entrevistas com diversos blogueiros de alguns dos principais blogs culturais do estado. O jornalista e literato Breno Fernandes, que mantem o Abre Parentese fala bastante sobre literatura e comunicação digital. Nessa matéria também marca presença o Luciano Mattos, responsável pelo talvez melhor site de música da Bahia, o El Cabong. Entre os blogs aparece também o Imagem, Papel e Fúria, meu primogênito (pelo menos entre os ainda vivos) também aparece, representado pelo colaborador Marcel Ayres. Ainda aparecem blogs como o Blog das Ruas e Cine Pipoca Cult.

httpv://www.youtube.com/watch?v=8QOkHie0ki0

Mercado de aplicativos sociais no Orkut é influenciado pelo Facebook

Na verdade, o próprio OpenSocial foi uma iniciativa do Google, MySpace e outras detentoras de sites de redes sociais para concorrer com o Facebook. No Brasil, os aplicativos sociais obtiveram bastante sucesso desde seu lançamento em julho de 2008 através de aplicativos como BuddyPoke, Vou Não Vou, Minha Música, Mosaico de Amigos e as (literalmente) centenas de aplicativos sobre times de futebol.

Atualmente, com o crescimento do Facebook no Brasil, que se deve em boa parte aos jogos sociais (lembrem: uma categoria de aplicativos sociais), os aplicativos e as demandas e ofertas por aplicativos sociais no Orkut estão sendo influenciadas. Nos últimos dois meses surgiram e se popularizaram diversos jogos sociais dos mesmos gêneros e estilos dos jogos sociais do Facebook, especialmente os da Zynga (empresa que produz Farmville e Mafia Wars, por exemplo).

orkut - Colheita Feliz

FarmVille no Facebook

A Zynga é conhecida também por já ter recebido diversos processos por plágio. Os principais e famosos jogos que ela detêm são, de fato, fortemente inspirados em outros já existentes. Mas o diferencial do apuro técnico e investimento em mídia fez os jogos da Zynga conseguirem mais sucesso do que seus “inspiradores”.

No Orkut, o jogo Colheita Feliz, por exemplo, já ultrapassou 12 milhões de instalações. Isso significa que, aproximadamente, mais de 5 milhões de brasileiros utilizam este jogo social, bem mais que os cerca de 700 mil usuários brasileiros de Farmville. Essa replicação de modelos prontos chega a ser escancarada. Vejam os prints do Joga Craque, da brasileira Vostu e do Mafia Wars:

Mafia Wars no Facebook

orkut - Joga Craque

Neste caso específico, é interessante observar como uma simples e, eu diria, não-sofisticada adaptação de uma estrutura de jogo ganhou um sucesso enorme (atualmente são 3,2 milhões de usuários) devido a uma particularidade cultural do principal público do Orkut. Resta saber se essa influência dos jogos sociais do Facebook vai gerar uma homogeinização entre a oferta de aplicativos sociais dos dois sites de redes sociais.