“Evolução: 8 estágios do ouvir”

Jeremiah Owyang é um famoso estrategista da internet. Dentre outras coisas, ele foi um dos profissionais que cunharam as 16 regras da otimização em mídias sociais, posts que cunharam o termo em 2006.  Este ano ele publicou um post chamado “Evolution: the eight stages of listening“, explicando oito passos evolutivos  para monitorar, analisar e participar de conversas com o público nas mídias sociais. A agência Foreplay gostou da ideia e traduziu as regras produzindo uma apresentação bem bacana. Vejam:

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Seis tipos de usuários/produtores nas mídias sociais

Alguns profissionais blogueiros (como o Brian Solis) utilizam uma categorização feita pela Forrest Research de usuários de internet no que tange sua postura frente ao conteúdo nas mídias sociais. É uma categorização interessante e pode ser utilizada na observação de interações na internet e desevolvimento de estratégias e campanhas.

Criadores (Creators): publicam blog(s); publicam seus próprios sites;  criam e enviam vídeos; criam e enviam músicas/podcasts/áudio; escrevem artigos e postam.

Críticos (Critics): classificam e escrevem resenhas sobre produtos, serviços e empresas; contribuem em fóruns online; comentam nos blogs que lêem; contribuem e editam artigos em wikis.

Coletores (Collectores): assinam feeds RSS; votam e classificam sites; adicionam tags em páginas e fotos.

Participantes (Joiners): mantêm e visitam perfis em sites de redes sociais.

Espectadores (Spectators): lêem blogs; ouvem podcasts; assistem vídeos produzidos por outros usuários;  lêem fóruns online; lêem resenhas e críticas feitas por outros usuários.

Inativos (Inactives): Nenhum acima.

O gráfico abaixo mostra a evolução na porcentagem em que cada grupo de práticas acima é realizada pelos americanos .

comportamento online produção social

Enquanto inativos passaram de 44% para 18%, as outras categorias aumentaram bastante. Os Criadores, categoria que mais produz conteúdo, já representa 21% dos internautas.

Essa categorização é inexata, como qualquer tentativa de classificação de indivíduos. Porém, pode ser utilizada como um ótimo operador estratégico no planejamento de campanhas, ações e marketing online. Que os usuários de internet ganham a possibilidade de criar, divulgar, “enterrar” e disseminar conteúdos e, por isso, ganham peso enorme no sucesso ou fracasso dae iniciativas de comunicação organizacional online, quase ninguém mais discorda.

A questão que tem de ser avançada e lembrada com mais frequência é que existem múltiplos tipos de usuários, com diferentes comportamentos. Conhecer os públicos reais e potenciais é importantíssimo: estilos, ferramentas, ‘veículos’, mídias e técnicas também tem de ser múltiplos na medida da audiência.

Skoob e O Livreiro: Davi e Golias dos SRS de livros no Brasil

Esta semana o jornalista Breno Fernandes entrou em contato comigo para me pedir a opinião sobre o Skoob, O Livreiro e o Trocando Livros. Os dois primeiros são sites de redes sociais brasileiros de nicho. Voltados a troca de experiências, resenhas e media tracking de livros, representam duas iniciativas com um objetivo semelhante mas que são bastante diferentes no que se refere ao tipo de iniciativa, recursos e modos de colaboração.

jornal a tarde 25-11-09 skoob o livreiro

A partir da pesquisa, apuração e fontes, o texto publicado no Jornal A Tarde (Bahia) de hoje utiliza a referência à história dos personagens bíblicos Davi e Golias em um intertítulo. Enquanto O Livreiro é patrocinado pela Livraria Cultura e começou com uma base de dados de mais de 2 milhões de livros, o Skoob foi concebido e é mantido por dois jovens. Viviane Lordello, webdesigner e RP do Skoob, respondeu entrevista do jornal e explica as razões do sucesso do SRS. Hoje, possui 46 mil usuários. O Livreiro ainda conta com apenas 24 mil.

O jornalista selecionou a parte transcrita a seguir de minha análise dos sites, em que exponho os fatores que acredito serem causa do sucesso do “Davi”:

O Skoob, que surgiu antes do Livreiro, é uma iniciativa que traz muito de crowdsourcing. Se você tem aquele livro do aquele autor super obscuro que só você conhece, a página do livro pode ser criada e adicionada à sua “estante”. No Skoob, os usuários “comuns” participam muito mais ao cadastrar seus livros. Mas, especialmente nos primeiros dias do site, isso era um problema. Nem todo usuário de internet é produtor de conteúdo (seja por vontade, seja por falta de tempo) disposto a colocar as informações dos livros.

O projeto de O Livreiro traz problemas justamente por sua pretensão possibilitada pelos recursos financeiros. A base de dados é grande demais e o sistema de busca ruim. Para achar um livro específico, a busca resulta em centenas de livros, de todas as línguas e, muitas vezes, sem capa . As metáforas visuais (elementos em formato de livro, backgrounds simulando papel) são démodé, de uma internet da década de 90. Não bastasse o mau-gosto, não são práticas: resultam em um site mais pesado de abrir. O Skoob, por sua vez, tem uma interface limpa, própria da web e uma arquitetura da informação que permite interações mais fáceis e freqüentes com os amigos leitores.

Hotsite de Clube da Luta usa Facebook Connect para customizar trailer

Foi lançado a versão Blu-Ray de Clube da Luta (Fight Club, 1999, David Fincher), um dos melhores filmes dos últimos tempos. O personagem Tyler Durden marcou época e o discurso e estética anárquica anti-consumista foi marcante.  Essa edição especial, que também comemora os 10 anos do filme, foi lançada com um hotsite Welcome to Fight Club que utiliza o Facebook Connect para incorporar elementos de seu perfil (nome, avatar, local, idade…) do FB em um vídeo. Vejam nas imagens abaixo e cliquem para conferir:

welcome to fight club 1

welcome to fight club 2

welcome to fight club 3

Ferramenta de monitoramento de mídias sociais: Scup

scup marcaScup é uma ferramenta brasileira de monitoramento de mídias sociais. Produzida pela empresa Direct Labs, possui 4 planos básicos: Pessoal, Básico, Pleno e Premium, além da possibilidade de se fazer planos customizados. O Pessoal, plano gratuito, permite apenas 7 dias de monitoramento e 4 buscas. O Premium permite 45 mil itens em até 90 buscas, ao preço de R$2.000,00 por mês.

Para quem leu a pequena resenha sobre a ferramenta Trendrr, é necessário lembrar que são bem diferentes, especialmente os planos gratuitos. O Scup é uma ferramenta que permite a coleta e classificação de cada citação (post, vídeo, comentário, foto etc) e cadastramento e classificação também dos autores que publicaram os conteúdos. Dessa forma, a ferramenta permite desenvolvimento de estratégias e ações mais vinculadas ao relacionamento mesmo, através da identificação de advogados ou detratores da marca.

Eu iria fazer uma longa explanação do uso do Scup mas, como é ferramenta brasileira, muitos outros blogueiros já a fizeram antes de mim. Então, aqui indico o post do sempre indicado Israel Scussel: SCUP monitora mídias sociais.

O Scup permite a inserção de 17 tipos de fontes diferentes, entre buscas, alertas, notícias e feeds. O destaque fica para as buscas do Google Blog Search, Twitter, YouTube e Yahoo Respostas, na minha opinião.

Para mostrar algumas informações inéditas aqui nesse post, cadastrei como exemplo buscas relacionadas à Facom-UFBa. 1) “facom ufba” no Twitter; 2) “facom ufba” no Google Blog Search; 3) “faculdade comunicação ufba” no Twitter; 4) “faculdade comunicação ufba” no Google Blog Search.

Fluxo de Citações
Facom-UFBa - Estatísticas - FluxoEsse é o fluxo de citações. Não classifiquei todas as citações entre Negativo/Positivo/Neutro e considerei citações do tipo “evento com professor X da Facom” como neutras. O pico negativo no dia 10-11 ocorreu quando circulou a notícia de que um procurado pela polícia foi preso em frente à faculdade.

Termos mais citados
Facom-UFBa - Estatísticas - Scup - PalavrasEsses dados permitem ver as palavras mais presentes nas citações. A grande citações a palavras derivadas de “professor” se justifica pelo posicionamento da Facom-UFBA como referência. Sempre que existe um evento, entrevista ou acontecimento com um professor da faculdade

As citações a palavras derivadas de “publicidade”, apesar desta faculdade não oferecer essa habilitação, se deve em parte a cursos produzidos pelo NEPP. Outras palavras como “cultura” e “artes” marcam presença forte.

Estas são apenas algumas possibilidades do Scup. A ferramenta de “Inserção” permite inserir conteúdo direto pela interface do Scup no Twitter e no YouTube apenas, sendo quase inútil dado outros aplicativos que existem por aí. Mas a ferramenta “Relacionamento”, que permite ver os usuários mais ativos e adicionar anotações é muito boa para projetos de média e longa duração.

Em breve, resenhas sobre outras ferramentas de monitoramento de mídias sociais.