Sleevage – capas e encartes de álbums

Faz tempo que procuro um banco de dados de capas e encartes de álbum. Algumas sempre me fascinaram, então pretendia escrever aqui e no Beware the Invasion sobre o assunto. Finalmente encontrei, por acaso, enquanto não estava procurando. Mas Sleevage não é apenas um banco de imagens. Cada postagem traz capas e encartes oficiais, edições limitadas, informações sobre o artista e links para vídeos no Youtube. Podemos encontrar facilmente o que pesquisamos pelas categorias Artista da Música, Artista da Capa, Estúdio de Design, Gravadora, Gênero e Década! A imagem ao lado é a capa do single Boy from School, da banda Hot Chip. Nesta página há mais de vinte imagens com capas do álbum e de vários singles da banda, que foram criados com um mesmo conceito.

Into the Pixel

Into the Pixel é uma exposição anual que, desde 2004, seleciona arte produzida por artistas digitais e designers de videogames. Os dezesseis melhores de cada ano são expostos na E3, a maior exposição de videogames do mundo. É realizada em parceria com as instituições Entertainment Software Association (ESA), a Academy of Interactive Arts & Sciences (AIAS), e Prints and Drawings Council of the Los Angeles County Museum of Art (LACMA).

A imagem ao lado é arte de Daniel Dociu, chamada Floating Mosque, para o jogo Guild Wars.

Alexandre Wollner e a formação do Design Moderno no Brasil

Outra dica de documentário. Alexandre Wollner e a formação do Design Moderno no Brasil foi produzido em 2005 pela Tecnopop, uma das maiores produtoras de design do país. André Stolarski, diretor de projetos e um dos sócios da empresa, visitou o grande nome do design moderno do Brasil: Alexandre Wollner.

Na casa-escritório de Wollner falam sobre a história do design e do designer, sobre Max Bill e a escola de Ulm, além da fundação da ESDI e outros marcos. Também mostra propostas criadas por ele para a marca do governo brasileiro e para o projeto gráfico do jornal O Estado de São Paulo. Numa caminhada pela cidade, críticas ácidas a projetos de má qualidade. Entre um causo e outro, o designer acaba por ensinar alguns de seus preceitos. A parte suculenta dessa vez é a história do rompimento entre Wollner e o banco Itaú em um caso raro de firmeza que poucos podem ousar.

Pode ser baixado de graça por torrent oferecido pela própria Tecnopop. O documentário é encartado também no livro de mesmo nome, que pode ser comprar aqui.

UPDATE. Veja no Vimeo:

Alexandre Wollner e a Formação do Design no Brasil from Mauricio Campos – COMMO design on Vimeo.

Helvetica

Helvetica (Gary Hustwit, UK, 2007) é um documentário do ano do cinquentenário da fonte criada por Max Miedinger. Em seus 80 minutos de duração, alterna entrevistas com designers e sequências de impressos, sinalização e todo tipo de comunicação visual em que aparece. A história da Helvetica é explicada. O filho de Edward Hoffman (o dono da tipografia Haas Type Foundry, que encargou Miedinger do trabalho) fala do processo de produção, e mostra desenhos originais.

Talvez a parte mais suculenta do documentário sejam os depoimentos (repletos de alfinetadas) de defensores do design moderno de um lado, e do design pós-moderno, de outro.

Massimo Vignelli está presente no filme e, num inspirado momento compara o papel do design com o do médico. Mas é particularmente interessante uma crítica aos “pós-modernos”: Nos anos 70, a geração jovem estava atrás de fontes psicodélicas, e qualquer coisa junkie que poderiam encontrar. Nos anos 80, com suas mentes completamente confusas por essa doença que foi chamada de Pós-Modernismo, as pessoas estavam desnorteadas como galinhas sem cabeça, usando todo tipo de fontes que poderiam dizer “não modernas”.

O papa do design pós-moderno, David Carson, fala de seu processo de criação e dá um testemunho sobre a polêmica matéria que desenhou na lendária Ray Gun: Se é chato e não vale a pena ler, porque não pôr o texto em Zapf Dingbats? É uma fonte.

Mas a maioria dos depoimentos, entretanto, fala da ubiquidade inescapável da fonte suíça. Michael C. Place traz um causo descontraído: Fiz convites de casamentos, e nunca farei de novo. É o tipo de trabalho mais estressante que já tive, lidar com sogras é horrível. Mas eu fiz o nosso, e pus um pequeno crédito agradecendo Max Miedinger pela Helvetica.

A ideologia do design também é posta na mesa. Do lado dos ”contraventores”, Paula Scher fala sobre sua época de estudante: Eu era moralmente contra a Helvetica, porque eu a via em grandes corporações patrocinadoras da Guerra do Vietnã.

Mas estes excertos aí acima são apenas fragmentos coletados por alguém que acabou de assistir o vídeo. Confiram com os próprios olhos, o documentário é uma verdadeira aula de história, contada de forma divertida (se bem que essa tarefa não é das mais difíceis em se tratando de design).

Get Out The Vote

Desde 2000 a AIGA (American Institute of Graphic Arts) promove uma campanha de criação entre designers estadunideneses com o objetivo de convencer os compatriotas a votarem. Como vocês devem saber, lá o voto não é obrigatório, e a quantidade de votantes é bem baixa. Então a associação abre o concurso que escolhe alguns modelos (vinte e três em 2000, por exemplo), busca apoio para impressão e distribui os cartazes pelo país. Em 2000 foram 25000, e em 2004 o número dobrou. No meio de fevereiro estarão abertas as inscrições 2008. O cartaz ao lado é de James David Nesbitt, de Seattle, para 2004.

Vejam os cartazes:
2004
2000