Newseum e Kiosko – Capas de Jornais

Newseum é um museu sobre o jornalismo. Existe desde 1997, e atualmente está no prédio que aparece na imagem ao lado, em Washington. A instituição alega ser o “museu mais interativo do mundo”. Para os terceiro-mundistas que só podem interagir com o site, uma seção muito interessante: Today’s Front Pages traz capas de jornais de todo o mundo. Outro site que oferece serviço semelhante é o Kiosko, com jornais dos Estados Unidos, Europa e Ásia.

Obvious – um olhar mais demorado…

Obvious é um blog de cultura que cobre artes e letras, arquitectura, tecnologia, design, fotografia, música, humor, motores, cinema, bd/hq, televisão e o indispensável guarda-chuva “outros”. Merece a citação pelo Imagem, Papel e Fúria por dois artigos sobre revistas.

O primeiro deles trata exclusivamente de índices. A postagem traz algum texto e vários exemplos realmente criativos de índices, mas sem os créditos devidos às revistas.


Começam outra postagem com a frase “As revistas são uma das invenções humanas mais extraordinárias.” Corretíssimos e ainda ganharam minha simpatia. Em outra parte do texto, continuam: “Elas representam o expoente máximo da comunicação impressa, um produto elaboradíssimo e sofisticado que funde admiravelmente textos e imagens com grande eficácia e beleza. Mais do que a cultura geral que nos inculcam, sem dúvida essencial à nossa formação, são um veículo de cultura visual de extrema importância.”

Revistas em Mutação – Mutation Magazines

“A palavra ‘magazine‘ vem da palavra árabe ‘mahzan‘, que significa loja ou depósito. Como a própria origem da palavra sugere, revistas armazenam uma coleção de elementos unidos e arranjados de uma certa maneira no espaço. A origem etimológica da palavra pode nos levar à falsa idéia que revistas só podem existir em sua forma física. E a forma física das revistas que nós tendemos a associar com capa, capa interna, logotipo, índice, artigos, fotografias, ilustrações, infográficos e publicidade. Mas essa idéia de revista é presa às características da mídia impressa, aonde foram feitas seus primeiros exemplares. Entretanto, é necessário enxergar além desta, ou qualquer outra conformação que a mídia revista pode ser expressa, para identificar e entender seus componentes reais. A identificação adequada desses componentes podem ajudar a estabelecer o que é realmente a mídia revista, e o por esses meios, abrir diferentes possibilidades nos modos de desenvolver e atualizar revistas em meios diferentes.“

No artigo “Mutation Magazines – the Media out of Medium“, José Faria Neto discute o conceito de revista a partir de sete produtos: “combate”, “Mediamatic”, “Visionaire”, “Statements”, “Fantástico”, “Artífice” e “Protótipo Design”. Este último é um projeto em que o próprio esteve envolvido. A imagem mostra uma tabela que o autor utiliza para comparar as várias revistas. A coluna da esquerda mostra as partes de uma revista: forma, abertura, mensagem escrita, mensagem estética, aglutinador compositivo e união técnica.Recomendo também a visita ao site do Is Not Magazine, uma revista em formato de cartaz. Sempre torci o nariz para ela (que previu isso desde o nome), mas olharei com mais atenção a partir do que Faria Neto diz.

Revista Muito: 20 números {parte dois: capas}

As capas da revista Muito foram muito irregulares. Sobre o primeiro número eu comentei em outra postagem sobre como traz a estilista Márcia Ganem, algo meio despropositado. Ela só aparece na revista na matéria sobre o bairro “Santo Antônio Além do Carmo”, falando sobre a compra de imóveis no local em valorização. Entre os pontos mais altos e mais baixos estão as seguintes.
No terceiro número a entrevista com Christian Cravo veio a calhar para a equipe da Muito. O auto retrato do fotógrafo encaixou-se muito bem à estrutura de informação da capa.

O quarto número da Muito foi um dos melhores até agora, qualidade que também se percebeu na capa. Sem a falta de tato do primeiro número ou a obviedade do retrato da zero e da dois, a reportagem sobre a bicicleta como alternativa de transporte não trouxe, surpreendentemente, o retrato de um cicilista vestido e paramentado a caráter. A dupla de abertura da reportagem e os infográficos utilizados também são exemplares, mas isso é tema de outra postagem.

Duas semanas depois, a pior capa. No domingo 11 de maio, dia das mães a revista Muito ficou de corpo, capa e alma um encarte publicitário. Familiazinha sorridente, rica, loura, feliz e abastada como o suposto público da revista.

Se esta não tivesse sido a única Muito dentre as vinte primeiras que não comprei no mesmo dia, teria ido reticente para a banca de revistas. O que poderia esperar quatro dias antes do dia dos namorados? Um casalzinho de classe alta feliz, louro. Ela de vestidinho, cabelo liso – ou chapado, e ele de camisa pólo. Surpreendendo as “expectativas”, a décima Muito foi a primeira a não ter um elemento humano direto (se contarmos o pé da bicicleta da quatro). Docinho aparentemente em formato de coração sobre uma embalagem (?) com as letras da palavra sad – tristeza em inglês.

A capa do oitavo número foi a primeira, e uma das poucas até agora, a se utilizar de arte gráfica. Gosto particulamente desta porque a arte da capa se desdobra na diagramação da matéria, que também utiliza do padrão de cores e das formas. A matéria “A saga de um cafona” pode ser conferida no Issuu.

O “peculiar” cantor e compositor de bossa nova, João Gilberto, foi o centro da capa #15, a mais elegante. Em preto-e-branco, a expressão -olhos semi-cerrados e o sorriso despreocupado – associada a iluminação dão uma sensação de proximidade tão presente.

Dessa vez, o miolo da revista é sobre “paternidade”, devido aos dias dos pais. Primeira capa totalmente ilustração (a capa do oitavo número é edição sobre fotografia), a reportagem do miolo também traz o mesmo tipo de arte.