Informática Pessoal e Interação Humano-Computador: Design, Teoria e Implicações Sociais

No CHI (Conference on Human Factors in Computing Systems) de 2011 ocorreu um grupo de trabalho com o tema “Personal Informatics & HCI: Design, Theory, & Social Implications“, reunindo vários papers sobre a utilização de técnicas computacionais para fins pessoais, com proposta semelhante ao Self Quantificado.

Abaixo o resumo e link para alguns papers que destaco:

Calming Technologies – Neema Moraveji, Neekaan Oshidary, Roy Pea, BJ Fogg
Calming technologies are interactive systems that help users maintain optimal cognitive, physiological, and emotional resting state even while they performing tasks. We attribute the emergence of calming technologies to the widely acknowledged benefits of stress- and anxiety-reduction in physical health, productivity, and performance. We describe observed approaches to calming technologies and motivate researchers of personal informatics to consider how their work aligns or is at odds with the goals of calming. Personal informatics, persuasive systems, and calming technology overlap due to the prevalence of sensors and feedback in an attempt to influence user behavior.

Personal Informatics for Reflection on Personal Values – Christian Detweiler, Alina Pommeranz, Catholijn M. Jonker
In this paper we advocate the use of personal informatics systems for self-reflection on personal values. We describe the role values play as guiding principles in people’s lives. We then describe Value- Sensitive Design, an approach to the design of technology that aims to account for values throughout the design process. We subsequently argue that personal informatics, in its focus on self-reflection, is well-suited as a means for discovering and understanding personal values, which can then be used as a starting point for Value-Sensitive Design. Finally, we provide a preliminary description of a mobile application we will implement that will support reflection on personal values.

Your personal brand: itʼs not just you – Jacquelyn Martino, Patrick Wagstrom
Brand identity is relevant not just for companies, but also for individuals. Some advocate complex strategies for personal brand creation, but we assert that social network interactions in Facebook, LinkedIn and Twitter implicitly define a personal brand. We posit that the chain of people and entities with whom the individual interacts both explicitly and implicitly as well as the topics of those interactions is core to three facets of personal brands: actual, targeted, and perceived. Analysis and refinement of personal information generated in network relations can quickly create a personal brand. This paper presents an experiment to explore our position.

Sentiment Analysis on Personal Email Archives – Sudheendra Hangal, Monica S. Lam
A significant portion of a user’s digital past is recorded in the form of email messages, SMS texts, tweets, status up- dates and blog posts. We view this personal text archive as a personal informatics system that captures deep and meaningful information for the user. However, it is a challenge to efficiently browse and extract useful infor- mation from an unstructured text corpus spanning tens of thousands of entries accumulated over many years. We propose the use of sentiment analysis techniques on users’ personal text archives to aid in the task of per- sonal reflection and analysis . We have built and publicly released a system called Muse that processes an email archive, and slices it across different sentiment facets, such as those expressing various emotions, congratula- tory messages, and messages related to family matters, religion, and health. These slices are used for visualizing the archive and as entry point into browsing the actual messages. We describe some early experiences with this system.

A Informação Amorosa no Orkut

Apresentação A Informação Amorosa no Orkut: análise do comportamento e da cultura informacional dos usuários de comunidades virtuais do site destinadas à discussão do amor, do mestre em Ciência da Informação Ruleandson do Carmo.

Os “Assassinos Oba Oba” e as mídias sociais

Um dos tipos mais prejudiciais de profissionais de comunicação é aquele que eu chamo de “assassino oba oba”: aquele que é o primeiro a declarar a morte de alguma mídia (só pra SEO e ganhar RT) e fala coisas do tipo “mídia X é a nova febre”, como se a disseminação da inovação fosse algo patológico. Pra fomentar a resistência a esse tipo de profissionais recomendo duas publicações recentes:

Cinco mitos sobre o sucesso do Orkut nas táticas de mídias sociais
Quantas vezes por ano você ouve ou lê que o Orkut morreu? Não dá para contar nos dedos, não é mesmo? Então, este post foi feito para você que acredita que ele vai morrer em breve e, para você, que acredita no sucesso dele como a rede social on-line de maior sucesso no Brasil [leia mais no blog da Patrícia Moura].

Vlog Número Primo – episódio 2: A morte das mídias sociais
httpv://www.youtube.com/watch?v=ZEII8WoYq-c

 

Futuros da Pesquisa de Mercado

Fazer previsões sempre é algo extremamente complicado e polêmico. Esse é um dos motivos da apresentação abaixo chamar-se “Futures of Market Research”. Apresentada por Robert Moran, o slideshow mostra cinco tendências que estão moldando o setor: abundância de dados; mudança do “perguntar” para o observar; democratização, convergência; e o imperativo estratégico. A apresentação se baseia largamente no artigo já referência “The Shape of Marketing Research in 2021“, escrito pelo Moran com outros seis profissionais e pesquisadores. Também inclui dados do Greenbook Research Industry Trends 2011, que já mencionamos aqui no blog.

O gráfico acima mostra diversos tipos de serviços convergindo entre dados, insights, previsões e estratégias. Outro esquema particularmente interessante é o seguinte, no qual Moran utiliza a metodologia STEP para argumentar sobre as tendências observadas. STEP é acrônimo para Social, Technological, Economic e Politic: quatro óticas que devem sempre estar presentes na análise e inteligência organizacional. Quando ao Social, Moran fala da fragmentação, ascensão dos sites de redes sociais e considerações pessoais sobre privacidade. Quando ao Tecnológico, Moran fala sobre a compressão do tempo, explosão dos dados, novas ferramentas observacional, telefonia móvel e geolocalização. Quanto ao aspecto Econômico, temos a globalização, o consumo nas economias emergentes, demandas dos cilentes e substitutos não-tradicionais. E, quanto aos aspectos Políticos, questões de privacidade relacionadas a pesquisa observacional e mineração de dados.

Em seguida, Moran apresenta “22 futuros plausíveis”, a partir da ênfase nos aspectos econômicos, tecnológicos ou sociais. Por fim, diz que as empresas de insight da nova geração irão moldar o mercado, através de ações como: melhorar a pesquisa de ‘listening’; transformar diferentes fluxos de dados em insights; desenvolvar capacidade de previsão etc. Veja o documento completo: