Estudo de caso do Índice TA para medição de influência no Twitter

Artigo publicado por Érika Heidi Focke apresenta reflexões sobre influência e o índice TA, de sua ferramenta TweetAuditor. Nesta semana publicaremos entrevista com a desenvolvedora.

Medindo a influência nas mídias sociais [6]: entrevista com Israel Degásperi

Continuando a série de entrevistas sobre medição da influência nas mídias sociais, hoje vamos conversar com Israel Degásperi. Publicitário com pós graduação em novas mídias, rádio e TV, Israel é blogueiro, fundador de um dos principais blogs sobre mídias sociais do Brasil, trabalha com análise de mídias sociais na Tecnisa.  As entrevistas passadas podem ser vistas na tag do blog que reúne todas as entrevistas desta série.

O que define a influência das pessoas e organizações nas mídias sociais, para você? Qual a importância de medi-la?
Eu defino influência pelo feedback que você tem nos canais. Não importa o número de seguidores ou de fãs, mas sim o número de respostas para uma determinada pergunta, número de interações ou o quanto o seu conteúdo foi replicado além do interesse dessas pessoas no seu negocio e tipo de conteúdo que você compartilha. Você sabendo isso, consegue sempre alinhar seu conteúdo pelos interesses dos seus stakeholders, por isso é tão importante medir esses parâmetros.

Como selecionar as ferramentas principais e as ferramentas de apoio na gestão da comunicação digital de grandes empresas? Quais são os critérios e desafios?
É uma questão de experiência. Pesquisar muitas ferramentas (para twitter, para webanalytics, para gestão de projetos online, para monitoramento etc…) e definir o que você precisa apresentar de métricas e relatórios e analisar o custo benefício das ferramentas que você conhece. Falta de verba pode ser um critério de avaliação por decidir usar ferramentas gratuitas (se o custo x benefício for satisfatório para o seu cliente). Desafio é você se manter atualizado num mundo onde o excesso de informação é uma realidade. Outro desafio é a velocidade em que as ferramentas se atualizam e mudam, o próprio facebook, por exemplo, está sempre evoluindo e você precisa entender e se adaptar as novidades.

Analistas de comunicação digital terão, algum dia, um escore básico e consensual no mercado para se basear? O Klout Score está tentando virar esse índice padrão, mas será que ele – ou qualquer outro – conseguirá?
Não sei responder se um dia teremos um escore básico e padrão para tudo, eu acredito que as ferramentas irão sim, evoluir. Mesmo utilizando o Klout e o PeerIndex, as vezes decido por fatores diferentes, como a qualidade da informação nos comentários de um blog. Acredito na percepção humana em tomar esta decisão.

Como o estudante ou profissional pode entender melhor os índices principais das mídias sociais?
Lendo muito, temos vários posts de excelente qualidade, apresentações no slideshare (basta procurar!) e também questionando profissionais mais velhos no mercado, trabalhando no dia a dia com mídias sociais é fundamental também, participar de grupos de discussão. Com a internet e as próprias mídias sociais a informação fica muito mais acessível à todos.

Que avanços futuros são necessários para a mensuração e monitoramento das mídias sociais?
O entendimento do comportamento humano, da linguagem. São variáveis muito complexas de serem medidas. Mas em breve, acredito que a taxa de erro chegue à bem próximo de zero.

10 blogs sobre mensuração da comunicação e métricas em mídias sociais

Mais uma série de posts com dicas de conteúdo relacionados a inteligência digital. Vamos começar com 10 blogs sobre mensuração da comunicaão e métricas para mídias sociais. Em próximos posts, dicas de blog sobre temas como monitoramento, cool hunting e tendências, (n)etnografia, pesquisa de marketing, análise e visualização de dados e inteligência competitiva.

InComMetrics – www.incommetrics.com
O InComMetrics é o blog mantido por membros do Centro de Estudos de Avaliação e Mensuração em Comunicação e Marketing da USP: Mitsuru Yanaze, Otávio Freire e Diego Senise. Eles são autores do livro Retorno de Investimento em Comunicação, recomendadíssimo.

Blog da Direct Performancewww.directperformance.com.br
O blog da Direct Performance é atualizado por membros da empresa, especializada em business intelligence e web analytics.

ComMetricswww.commetrics.com
Já o blog ComMetrics é escrito por Urs E. Gattiker da Suíça, mas quase todo em inglês. Recomendo a excelente lista de recursos informativos disponibilizados no blog.

Web Metrics Guruwww.webmetricsguru.com
Apesar do nome ridículo e pretensioso, o blog de  Marshall Sponder é bem interessante e sistemático. Ele é autor de um recente livro sobre o tema, Social Media Analytics.

MetricsMan – www.metricsman.wordpress.com
Don Bartholomew escreve sobre mensuração, métricas e monitoramento. Publicou uma ótima série de posts sobre planejamento de monitoramento.

KDPaine’s PR Measurement Blog – http://kdpaine.blogs.com
A Katie Delahaye Paine é uma profissional, no mínimo, curiosa. Mas seu conteúdo sobre relações públicas é bem útil e recomendo seu livro Measuring Public Relationships e já comprei o Measure What Matters, sua publicação mais recente.

intelligent measurement – intelligentmeasurement.wordpress.com
Richard Gaunt e Glenn O’Neil publicam constantemente e se preocupam muito com o conteúdo que oferecem, sempre trazendo links, referências e notícias.

measurement matters – metrica.net/measurement-matters
O measurement matters é o blog da Metrica PR, empresa do GorkanaGroup, e é um dos blogs focados no assunto que consta na lista AdAge Power 150.

PR 2.0 – http://www.briansolis.com
Foi difícil escolher em que lista o Brian Solis deveria estar, mas pensar conteúdo online sobre inteligencia digital sem indicar o PR 2.0 seria uma falha.

Skrol – http://www.skrol.com
Merece estar nesta lista também o blog do Sérgio Salustiano, recém-entrevistado aqui no blog. O conteúdo traz reflexões sobre ferramentas, mercado e até planilhas de trabalho para download.

Blogs Omniture – http://blogs.omniture.com
A Omniture, uma das empresas que oferece um dos softwares líderes de web analytics, tem um grupo de quase 40 profissionais escrevendo sobre os assuntos relacionados à analytics. Fica aqui como um extra pra lembrar da tendência e necessidade de integrar a mensuração da comunicação em mídias sociais com os dados provenientes de outros ambientes.

Medindo a influência nas mídias sociais [5]: entrevista com Sérgio Salustiano

A série de entrevistas “Medindo a Influência nas Mídias Sociais” continua. Ontem publiquei no LinkedIn uma lista de links sobre o tema e o retorno do pessoal foi bem positivo, a demanda realmente está forte. Para conferir as entrevistas passadas é só acessar os posts: Paulo MilreuPatrícia MouraEduardo PrangeLeandro Reinaux.

A conversa hoje é novamente do ponto de vista do usuário das ferramentas. Sérgio Salustiano atualmente é professor convidado da pós-graduação Igec/Facha em Métricas e coordenador do setor de Métricas da Agência Casa Digital. Segundo o próprio, é “mestrando quase jubilado em Estatística”, formado em Comunicação, especialista em Gestão de Comunicação Institucional e traz na bagagem 12 anos de experiência no setor em grandes projetos e agências como a Frog e Textual. Além disso, escreve ótimas reflexões sobre o mercado e métricas no seu blog www.skrol.com.

Como você definiria influência nas mídias sociais? Qual a importância de medi-la?

Definiria como a capacidade de mobilização, interação, afiliação e até mesmo mudança de percepção de um produto, serviço ou campanha. Medir a influência e os laços que ela cria é gerar ferramentas e/ou inteligência capaz de munir os diversos setores (planejamento, criação, mídia, gerência, entre outros) de como trabalhar, atender e atingir o seu público-alvo.

O que você acha dos métodos, métricas e modelos de negócio de softwares de mensuração da influência como Klout e PeerIndex? Escores do tipo podem apoiar decisões de comunicação?
Vejo que são ferramentas interessantes que demonstram como o mercado está preocupado com o impacto das mídias sociais nas estratégias de comunicação. Entretanto, elas seguem modelos que não são adaptáveis a realidade brasileira onde o Orkut e blogs podem gerar um considerável impacto em ações. As métricas utilizadas são um pouco confusas e os métodos de cruzamento de perfis é imediatista e ignora toda a base de relacionamento construída nas redes e potencial de influencia de uma pessoa ou marca. Com todos esses pontos negativos eu não utilizaria nenhuma desses softwares para apoiar uma decisão, como sempre faço recorreria ao conhecimento acumulado e ao meu banco de dados que mantenho atualizado com perfis relevantes de vários segmentos.

No que as ferramentas brasileiras de monitoramento e mensuração que você utiliza poderiam melhorar?
Principalmente em passar a utilizar o conhecimento de profissionais de métricas para o desenvolvimento ou melhoria dos seus softwares. Quando se pega o que é oferecido com as reais necessidades dos profissionais percebe-se que existe um grande abismo entre as empresas desenvolvedoras de software e os profissionais. Enquanto isso, as empresas estrangeiras fazem o caminho inverso e buscam ouvir e extrair, o conhecimento e aplicar em suas ferramentas as sugestões dos profissionais brasileiros.

Entre tantas mídias, práticas, serviços e ferramentas, qual seria o perfil ideal do profissional analista de monitoramento e métricas?
O perfil do profissional é de uma pessoa generalista, mas totalmente antenada com tudo que está acontecendo a sua volta. É aquele tipo de pessoa que você vê conversando sobre o impacto da taxa de juros e logo em seguida está falando sobre o último meme com a mesma naturalidade, pois ele sabe que mundo virtual e real se cruzam e ambos se influenciam. Para complementar tem que ser apaixonado por números, afinal mais de 50% do trabalho envolve cálculos.

Que avanços futuros você vislumbra para o mercado da mensuração e monitoramento das mídias sociais?
Eu vejo que o mercado de agências está amadurecendo de forma lenta para a necessidade de montar uma equipe de métricas dentro da sua estrutura, durante um bom tempo ainda vai permanecer a cultura que o analista de mídias sociais tem que planejar, criar, executar e monitorar. Enquanto isso, as empresas muitos mais antenadas e preocupadas com o investimento, impacto e retorno estão correndo por fora e montando equipes próprias para monitorar suas marcas e abastecer os gestores de inteligência para a tomada de decisões. Ao mesmo tempo vejo um crescimento exponencial de pessoas em busca de qualificação nessa área, que hoje é também durante um bom tempo vai ser a que oferece os melhores salários. Assim, durante os próximos dois anos não vejo grandes mudanças no mercado de agências,

Medindo a influência nas mídias sociais [4]: entrevista com Paulo Milreu

E as contribuições para o debate sobre influência nas mídias sociais continuam! Hoje publicamos a quarta entrevista desta série, que já conversou com Patrícia Moura, Eduardo Prange e Leandro Reinaux.

Hoje o papo é com Paulo Milreu, empreendedor e professor. Sócio das empresas SmartIS Agência Digital, do Laboratório de Novas Mídias Digitais e do Livebuzz, software de monitoramento e gestão de mídias sociais. Também é presidente da ACOPADi.

Como surgiu a ideia do Livebuzz? O que a software busca oferecer aos clientes?
A ideia surgiu em fevereiro de 2009 a partir da utilização que fazíamos de várias ferramentas gratuitas relacionadas a redes sociais, sejam elas de monitoramento, publicação, análise ou estatísticas, e na sequência a geração de relatórios em Excel. Percebíamos como a produtividade era baixa, como o cliente demandava agilidade e pedia sempre mais rápida a resposta e os indicadores. Então vimos que precisávamos de uma ferramenta que melhorasse nossa produtividade.

Desde o início o Livebuzz foi criado com o objetivo de colaborar na gestão do processo de atuação em mídias sociais, seja no monitoramento, publicação, marketing e métricas, seja com foco em agências ou empresas que poderiam usufruir dos benefícios de seus recursos.

O que define a influência nas mídias sociais, para você? Qual a importância de medi-la?
Acho impossível definir a influência nas mídias sociais. Acho que podemos apenas estimá-la, nos baseando em alguns métodos e indicadores dessa influência, e a partir daí construindo uma “história” de resultados que comprovem essa dita influência.

Um exemplo seria adotar o Klout, olhando seus 4 indicadores, para perfis que citam a marca (entendendo perfis como pessoas ou organizações com todas as suas redes sociais, e não contas em redes sociais separadamente) e criar assim uma análise histórica do relacionamento.

Como foi a decisão e o processo de incorporar o SIM Score e o Klout Score no Livebuzz?
No caso do último, a coleta de dados em inglês é um empecilho? Não queríamos criar nenhum indicador, pois acreditamos que cada agência ou empresa deve analisar quais indicadores são mais interessantes para sua análise. Assim, entendendo que o SIM Score tem um referência e já é adotado no mercado por algumas empresas, o incorporamos como opção para a análise de sentimento, podendo o analista o utilizar ou não.

Já o Klout, estavamos percebendo no mercado que o mesmo começava a despontar e ser utilizado, além de ser citado e analisado por vários sites e profissionais desse mercado, o referenciando. Vimos também a evolução do mesmo, incluindo Facebook e agora LinkedIn em sua análise, e a partir de contato com a equipe do Klout, recebemos autorização e o incorporamos.

Analistas de comunicação digital terão, algum dia, um escore básico e consensual no mercado para se basear? O Klout Score está tentando virar esse índice padrão, mas será que ele – ou qualquer outro – conseguirá?
Eu acredito que cada cliente, cada monitoramento e cada análise merecem uma avaliação e definição de indicadores específicos, bem como análises muito pontuais. É possível utilizar um escore básico como análise inicial, mas é importante evoluir a partir daí.

Eu acredito que qualquer indicador, seja SIM Score, Klout Score, PeerIndex ou outro, deva passar por uma sistemática aplicação em série histórica no processo de monitoramento, e uma análise aprofundada apontará se o mesmo é relevante ou não para o caso.

Que avanços futuros você vislumbra para o monitoramento e mensuração das mídias sociais?
Acho que as empresas esperam uma tecnologia de inteligência artificial mais assertiva para tornarem o processo mais rápido e com um custo menor. Acho que os analistas esperam que o mercado compreenda a importância da avaliação humana de contexto e cultura, elaborando um parecer mais completo e único.

Esperamos também profissionais mais preparados, com formação ampla e experiências múltiplas. As discussões devem também evoluir, e devemos compreender que o processo vai além do monitoramento.