Alerta de oportunidade afetiva-amorosa-sexual?

O Break Up Notifier é um aplicativo de alerta para o Facebook que se apresenta de forma bem direta: “You like someone. They’re in a relationship. Be the first to know when they’re out of it.” (Você gosta de alguém. Eles estão em um relacionamento. Seja o primeiro a saber quando eles não estiverem mais”. Funciona com três passos: 1) Logar com o Facebook; 2) Escolher o[s] contato[s] que estão namorando; 3) Receber um email quando o estado de relacionamento for modificado.

Dan Loewenherz, criador do aplicativo, fala de excesso de conteúdo/informação em seu site. Esse aplicativo trata disso, afinal de contas e apesar das reações exageradas. Explico porque acho exageradas (e hipócritas, talvez). Imagine que você goste de alguém compromissado/a do seu círculo de amizades. Vivemos em rede em qualquer situação social praticamente. Se um evento relevante acontece (relevante no contexto ambiente-grupo-indivíduo, claro), as informações circulam. Se estamos em um ambiente em que as pessoas adicionam estas informações e as atualizam, este programa não faz nada demais. Afinal de contas, a atualização apareceria no newsfeed de qualquer jeito. E pode servir para stalker maníacos obsessivos? Sim, mas de forma bem improvável. Tanto pelos motivos já citados quanto pelo fato de que só se pode adicionar perfis já amigos no Facebook.

Comecei a escrever o post nesta semana e ontem vi que o aplicativo foi bloqueado. Ao que parece, por uma grande quantidade de queixas de usuários. Dan Loewenherz pede que as pessoas curtam a página do aplicativo para reverter a situação e criou outro, mais “bidirecional”. O Crush Notifier permite que duas pessoas que ‘desejem’ uma à outra anonimamente descubram essa situação, caso seja recíproca.

São os aplicativos organizando a vida afetiva-amorosa-sexual das pessoas?

Think Facebook – blog brasileiro focado na maior mídia social do mundo

Hoje, Priscila Muniz (planejamento na PaperCliQ) e Anne Karolines lançaram o blog Think Facebook. Deu seus primeiros passos com um post chamado “O Facebook é uma rede social definitiva? Não. Sorry, Mark“. Segundo a descrição, é “um blog para pensar. Pensar sobre possibilidades, estratégias, comportamentos. Vasculhar o que está acontecendo nessa “rede social” e, quiçá, na mente do Mark. Um espaço para compartilhar ideias, inspirações e, sobretudo, mostrar todo nosso amor pelo Facebook.

Ótima iniciativa. Visitem, critiquem e colaborem.

Escritas e re-escritas de biografias digitais: projeções de Aza Raskin

O vídeo abaixo é uma palestra de Aza Raskin, um dos desenvolvedores do Firefox. Raskin fala sobre memória humana em ambientes digitais. Discute como o registro e o resgate  de experiências pessoais já é algo mais consolidado e fácil, devido ao suporte tecnológico. Mas, ao pensar o revisionismo destas experiências, fala como a memória de experiências passadas é sempre reconfigurada a cada lembrança e teme uma possível prática existente em um futuro próximo: product placement em fotos pessoais.

É, no mínimo, muito interessante pensar as implicações disso, ainda que apenas 25% dos usuários – do Facebook, por exemplo -, aceitassem esse tipo de prática. Raskin projeta alguns possíveis modelos de negócio que podem surgir neste mercado de “falsas memórias”. Vale a pena assistir.

Keynote for the John Seely Brown Symposium at University of Michigan from Aza Raskin on Vimeo.

Infográfico: mídias sociais mais utilizadas no Brasil

Publicado na Época. Dados interessantes, ainda que devem ser relativizados sempre. Número de acessos não significa engajamento. Outros dados como participação, tempo médio e tipos de atividades devem ser levados em conta na hora de decidir onde direcionar mais esforço:

infografico sites de redes sociais brasil