A JWT acabou de lançar o já clássico “100 Things to Watch” para 2014.
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A JWT acabou de lançar o já clássico “100 Things to Watch” para 2014.
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Cerca de 6 anos atrás, o grande medidor dos fluxos de informação nas mídias sociais era o Technorati. Quem já trabalhava na área de “mídias sociais” na época lembra com saudade a expectativa para os relatórios anuais da Technorati, que saíam a cada ano. O diretório de blogs conseguia medir a web social em um momento em que a blogosfera recebia todos os merecidos holofotes da imprensa, profissionais e públicos. Hoje, apesar da blogosfera continuar forte e ativa, outras plataformas – muradas e fechadas como o Facebook – ganharam mais visibilidade e, especialmente no Brasil, parece que o mercado de comunicação tem subestimado sua força.
Então é com um olhar muito positivo que vejo iniciativas como a Social Brunch, que ajudam blogueiros e empresas a se conectarem. Segue abaixo uma rápida entrevista com o Juliano Kimura que, além da Social Brunch, também é idealizador e diretor da Trianons.
Fala um pouco sobre o projeto Social Brunch, Kimura? Como surgiu, qual o objetivo e quem está envolvido?
A ideia do projeto surgiu simplesmente por demanda. Participando de reuniões com clientes e prospectos, percebi que muitos acabavam pedindo um relacionamento com blogueiros. Teve dois momentos importantes: um quando um dos clientes pediu um Café da manhã com blogueiros dentro da empresa dele e outro quando pesquisei sobre lista e diretório de blogueiros não havia nenhum site que atendia essa necessidade. Primeiramente busquei um parceiro de desenvolvimento e fechei com a clicinterativa.com.br, uma pequena empresa de Limeira, interior de São Paulo. Fechamos um contrato de parceria e colocamos o projeto no ar em tempo recorde, um mês. Outros envolvidos no projeto são: Daybook e Usina Reality. O objetivo principal é criar interação entre empresas e blogueiros. Blogueiros de todos os tipos: Vlogueiros, twitteiros, facebookeiros e todos os outros eiros. O planejamento dos recursos da plataforma foram estudados para criar um ambiente favorável pra isso. Queremos promover eventos: Brunchs, palestras e até conferências dentro de outros eventos. Promover o networking e a troca de experiência.
Qual o papel dos blogs em tempos da hegemonia de Facebooks Ads e a relativa crise do conteúdo orgânico nas fan pages?
Existem três pilares do marketing digital: SEO, SEM e SMM. A grande verdade é que os Blogs nunca perderam sua importância, mas foram muito ofuscados pelas novas tendências. Um blog bem escrito e conectado com as redes sociais tem grande relevância na internet. O blog dentro dessa estratégia multiplataformas pode ser considerado a âncora. É dos blogs que nascem os posts nas redes sociais, o blog consolida o trafego gerado pelos canais sociais e tangibiliza os resultados.
Com as mudanças constantes nas mídias sociais, propriedades de marca são alternativas mais sólidas, mais usadas por relativamente poucos. Qual o estado dos blogs corporativos?
Os blogs corporativos tem, em muitos casos, uma utilização equivocada ou um uso inadequado. Falta conteúdo relevante ou intimidade com a estratégia de conteúdo. Um bom blog corporativo é como um jardim deve ser cultivado. É necessário frequencia nos artigos, relevância e um bom planejamento. Não apenas isso, é necessário ter relacionamento com outros blogueiros e parceiros. Caso contrário, o blog é apenas uma lição de casa mal feita. Sem relevância e sem resultados.
O que as mídias sociais nos reservam para este ano de 2014, na sua opinião?
Estamos vendo um colisão de valores entre as gerações. Millennials , baby boomers e nativos digitais. Acredito que 2014 veremos mais atitudes e muitas mudanças. O acesso a informação e o não-conformismo vão tornar as pessoas mais criticas. Esse ambiente propicio para mudanças pode criar um comportamento nômade digital. Aplicativos, novas redes sociais e um mundo de novos canais. Todos espalhados e, ao mesmo tempo, juntos.
Continuando a série de 12 livros para o profissional de comunicação ler em 2014, três publicações que tratam de estatística, sua aplicação e disseminação no cotidiano.
Para começo de conversa, o pequeno livro Thinking Statistically, do Uri Bram, não é um grande manual de estatística como os que você por aí. Tampouco busca ser um guia completo ou exaustivo dos conceitos de dados quantitativos, regressão múltipla ou métodos específicos de mensuração estatística. Como o título aponta, ele quer te ajudar a pensar melhor, raciocinar levando em conta as diversas variáveis que podem estar envolvidas em um problema ou hipótese.
Buscando alcançar este objetivo, o livro é dividido em três seções: Seleção, Endogenia e Bayes. O primeiro trata do selecionar coisas a serem observadas. Ao invés de falar de amostragem e seus complexos cálculos, antes explica como o senso comum pode levar a erros de seleção, como percepção seletiva. Já o capítulo sobre endogenia explica o porquê você deve olhar além do entorno de seu problema. A velha, clássica e sempre maltratada distinção entre correlação e causalidade é a chave deste capítulo. Por fim, apresenta os elementos da inferência bayesiana, que ajuda a colocar na fórmula – literalmente, as incertezas presentes em qualquer probabilidade.
O texto é redigido de modo quase informal, com exemplos e casos reais e ficcionais bem curiosos, garantindo a diversão na leitura. Na Amazon você compra a versão digital por apenas 6 reais.
O livro Big Data: A Revolution that Will Transform How We Live, Work, and Think, traduzido como Big Data: como extrair volume, variedade, velocidade e valor da avalanche de informação cotidiana explora de forma responsável e minuciosa os impactos da ideia de “big data”, tão em voga hoje nos mercados e imprensa. O conhecimento dos autores sobre a história da pesquisa permite uma profunda discussão sobre o impacto da abundância dos dados, como ao falar sobre amostragem aleatória: “random sampling has been a huge success and is the backbone of modern measurement at scale. But is only a shortcut, a second-best alternative to collecting and analyzing the full dataset”.
Viktor Mayer-Schonberger é professor de Oxford e Kenneth Cukier é jornalista e editor da revista The Economist. Juntos criaram um livro acessível e necessário a quem deseja entender o fenômeno para além do “buzz” mercadológico. Uma dica é acompanhar o blog do Lab404, da UFBA, que publicou posts sobre todos os capítulos do livro, que foi discutido por lá, como em Big Data: por que usar uma amostra quando é possível usar N=all?
Signal and the Noise, ou O Sinal e o Ruído, de Nate Silver, é um típico livro americano voltado a quem deseja estudar alguma inovação sobre o mundo tecnológico que influencia os negócios. Repleto de narração de casos – cada capítulo é amplamente baseado em um casos curioso de uma área, o autor passa do pôquer à política, tocando em temas como sismologia e baseball.
Silver é estatístico e ficou famoso ao “prever” as eleições americanas de 2008 e 2012, um caso que foi amplamente coberto pela imprensa e o tornou bastante famoso também em terras brasileiras. As histórias e metáforas que usa no livro são comumente utilizadas por clientes e gerentes de marketing: se você trabalha em agência ou consultoria, é mais um motivo pra lê-lo.
Não esqueça de ver a primeira parte em 12 Livros para o profissional de comunicação ler em 2014 – parte 1. Em breve, mais livros sobre comunicação para deixar seu 2014 repleto de boas ideias e inquietações.
A convite do Scup Ideas, 50 profissionais e estudiosos compartilharam suas visões sobre o que pautará o mercado de mídias sociais no ano de 2014. E, pelo que falam estes entrevistados, 2014 é o ano de métricas, inteligência e TV social.
Para Mariana Oliveira, gerente de data intelligence da Ogilvy:
Amadurecimento das disciplinas de monitoramento e métricas: mineração e análise estratégica dos dados, além do cruzamento com outras fontes de informação (como mídia, CRM, off e etc), gerando insights de negócio para as marcas.
Marcelo Salgado, do Bradesco, acredita que
certamente vamos errar em alguma medida (alguns dirão tomara), mas podemos pensar num cenário em que Facebook domina a audiência, ataca cada vez mais as mídias tradicionais (principalmente TV) e se adapta com centenas de atualizações em sua programação e layout para se manter onipresente na vida das pessoas.
A tendência parece estar muito ligada aos grandes eventos do próximo ano. Como explica Gabriel Ishida, analista de social intelligence da dp6,
Já vimos alguns movimentos do Twitter para oferecer anúncios segmentados por atrações televisivas e novos recursos do Google que consideram os múltiplos dispositivos para oferecer anúncios segmentados. Por parte das grandes marcas, elas enxergarão uma boa oportunidade para criar formas de engajar seu público, considerando essa convergência, principalmente, por conta da Copa do Mundo. Acredito que surgirão excelentes e criativas campanhas.
Veja esses e outras opiniões sobre 2014 no site do especial em http://ideas.scup.com/especial/scup-50