Toy Art na Revista Fraude #6

O simpático coelhinho acima é o Smokin Rabbit, um dos exemplares mais famosos de toy art.  Mas que raios é toy art? Isso você pode pesquisar no Google. Mas uma matéria bem escrita – modéstia à parte – sobre os artistas baianos, você só encontra na revista Fraude #6!

Dia 28 de novembro a sexta Fraude será lançada com esta matéria, escrita por mim e Alana Camara. A festinha pra apresentar este número ao mundo, e promover a catarse de todo estresse que os criadores superam, acontecerá aconteceu no Bar Balcão, a partir das 18h, no Rio Vermelho. Mais tarde, às 22h ocorrerá ocorreu um show da banda Os Mizeravão, que adapta músicas de diferentes estilos e proveniências em uma performance bem-humorada. Na entrada do show, será foi cobrado um ingresso no valor de R$13,oo.


Este número também trará matérias sobre software e cinema colaborativo, animação publicitária, literatura no Twitter e outras surpresas. Já escrevi bastante sobre a revista, da qual fiz parte da equipe do terceiro ao quinto número e dei uma ajudinha nesse sexto. Confiram: Fraude #1; Fraude #2; Fraude #3; Fraude #4; e Fraude #5.

Veja fotos do lançamento no blog do Petcom.

Moda: perspectivas teóricas e artísticas

Aconteceu no dia 5 de novembro a palestra “Moda: perspectivas teóricas e artísticas“, reunindo o estilista Tarcisio Almeida e a pesquisadora Renata Pitombo. O evento teve lugar no auditório da Faculdade de Comunicação da UFBa.

Tarcisio Almeida – se é feito para o outro, não é arte?
O estilista, que cursa Direção Teatral, começou a sua exposição demonstrando que tem pensado sua arte também sob uma ótica teórica. Foi até a etimologia de design para deixar claro que o designer de moda é um profissional que trabalha com projeto, com um sistema que começa desde a pré-produção e tem de pensar até no descarte do objeto.

Pontuou que se desvincula de uma noção meramente estilística e estetizante da moda. Afinal, para elaborar suas peças, é preciso saber para quem está projetando, para onde vai etc. Ou seja, “se ele [o objeto] é feito para o outro, ele não é arte”. Não é arte naquele sentido retrógrado de arte pela arte, arte para satisfação pessoal apenas. E continuando a responder as perguntas formuladas na divulgação do evento, Tarcisio diz que é preciso acabar de vez com uma visão meramente ilustrativa ou decorativa da arte.

Definiu como uma das características de sua produção a relação entre a moda e a performance. Repensar as peças de vestuário em relação aos objetos de mobiliários, por exemplo, é uma questão abordada por alguns artistas.

Renata Pitombo – moda enquanto vetor expressivo
A pesquisadora começa fazendo referência novamente ao release do evento, que estabelece perguntas sobre a moda como arte, fenômeno midiático e consumo. Neste ano escreveu artigos relacionados a cada uma das peguntas: “Moda e estilo: Introdução a uma estética da moda” (pdf) para a Compós; Jornalismo de moda: crítica, feminilidade e arte (pdf), para a Reconcavos; e para a revista dObra[s], Moda como Modo de Vida.

Renata diz que moda é um produto de consumo porque se inscreve numa dinâmica industrial. Todos usam roupas, a experiência do corpo do outro é mediada por essa segunda pele. Cita Lipovetsky que, a partir de Baudrillard, toma a moda como a espinha dorsal da sociedade de consumo. Nesse sentido, “moda” deixa de ser algo relacionado apenas a vestuário para ser algo mais amplo, relacionado a dinâmica do consumo na sociedade contemporânea.

De Walter Benjamim, a sua reprodutibilidade técnica é utilizada para entender a moda prêt-a-porter, produzida em grande escala, mas com signos de diferenciamento. Guy Debord tratou do assunto ao falar da espetacularização do cotidiano e, logo, do vestuário. Baudrillard e suas reflexões sobre a sociedade de consumo são chave para entender a moda como busca da felicidade e o mito da igualdade.

Edgar Morin é citado porque tratou do star system do cinema hollywoodiano. As estrelas do cinema produzem padrões de beleza e comportamento para toda a sociedade. Pitombo fala da questão do uso de cigarro, incentivado pelo cinema, especialmente no caso das mulheres, que começaram a fumar socialmente a partir do sistema de estrelas.

Ao tomar moda como fenômeno midiático, a pesquisadora fala da dupla articulação entre imitação e distinção, questão já tratada por Zimmel e antes por Gabriel Tarde. O desejo de consumo é um modo de distinção social, mas também a busca do prazer.

Características próprias ao fenômeno moda vão se propagar por outras áreas da vida cotidiana: fenômeno cíclico; culto ao presenteísmo; apego aos detalhes; sedução como meta. A forma passa a “conformar” a vida cotidiana, e aí também pode se correlacionar o desenvolvimento do design de produto e embalagem, avanço das artes gráficas na publicidade etc.

Por “fim”, a polêmica moda x arte. A problemática da função é retomada. Pitombo diz que “antes de tudo a moda é algo da ordem funcional, logo não seria arte”, para alguns. Mas o funcional pode ser criativo e artístico sim. É uma discussão que tem século de vida, mas ainda é controversa. A pesquisadora fala do conceito de Pareyson chamado formatividade. A arte é tomada como uma atividade formativa. Afinal, “toda operosidade humana já tem em si mesma uma atividade intrínseca”.

+ Blog de Tarcisio Almeida
+ Alguns livros citados:
– O Império de Efêmero, de Gilles Lipovetsky
– A Sociedade de Consumo, de Jean Baudrillard
– A Obra de Arte na Época de sua Reprodutibilidade Técnica, de Walter Benjamim (em Costa Lima)
– A Sociedade do Espetáculo, de Guy Debord
– As Estrelas: Mito e Sedução no Cinema, de Edgar Morin
– Estética: Teoria da Formatividade, de Luigi Pareyson

Revistas na web: uma análise dos casos Bravo!, Carta Capital, Época, e Piauí

No primeiro semestre de 2008 analisamos, no PetCom-UFBa, os sites de algumas revistas brasileiras. A pesquisa resultou em um artigo que foi apresentado no Intercom Nordeste deste ano, ocorrido no Maranhão.

resumo:”Com o aumento do acesso à Internet na última década e o surgimento de novas tecnologias de comunicação, o jornalismo precisou adaptar-se às possibilidades oferecidas pela Internet na elaboração de seus produtos. A utilização de recursos como Multimidialidade, Hipertextualidade, Atualização Contínua, Personalização, Interatividade e Memória permitem avaliar o estágio em que se encontra o jornalismo de revistas web no Brasil. Esses recursos serviram de base para a análise dos casos das versões online das revistas Bravo!, Época, Carta Capital e Piauí. Concluímos que os recursos acima citados ainda são utilizados de forma incipiente e as potencialidades da Internet não foram completamente exploradas, mantendo as versões para a web ainda pautadas no produto impresso.”

+ Baixe em .pdf
+ Leia a postagem Revistas em Mutação – Mutation Magazines
+ Visite o blog do Grupo de Pesquisa em Jornalismo Online
+ Bibliografia:
_ Jornalismo de Revista [ler resenha|comprar]
_ Modelos do Jornalismo Digital [comprar]
_ As Tecnologias da Inteligência [comprar]

Dica de Blog: About Vogue

O jovem About Vogue foi criado pela estudante de Produção Cultural (Facom-UFBa) Ísis Miyaoka. A autora está em processo de criação do seu trabalho de conclusão de curso, sobre as estratégias de comunicação utilizadas pela revista Vogue e criou o blog para reunir e divulgar material relacionado à publicação.

Um diferencial que provavelmente não faz diferença pra meu leitor, mas que amplia o alcance, é o fato de ser escrito em duas línguas! Miyaoka escreve cada postagem em português e inglês com o conteúdo de cada dividido por colunas.

Na última postagem escreveu sobre o seriado Model.Live, uma websérie feita pela Vogue em parceria com uma grande empresa de varejo e a Ford Models. É um ótimo exemplo de produção de conteúdo audiovisual relacionado a e-commerce. Foi um dos cases analisados em “Tendências da Publicidade em Vídeo Online”, relatório que terá seu resumo publicado em breve no OPTDigitais.