Dica de Blog: Magtastic Blogsplosion

time-magtasticAndrew Losowsky é designer editorial com décadas de experiência e um dos curadores do evento internacional Colophon. Mantêm um blog chamado Magtastic Blogsplosion sobre  publicação, revistas e design editorial. Além de fundador de várias revistas, é o editor do livro We Love Magazines.

De um modo geral, o blog é composto principalmente por compilações de notícias. Periodicamente Losowsky posta “News from Magosphere”, com uma dúzia de links. Entre os posts mais interessantes, destaco a análise da revista GOOD.

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Marca 2000, de Pedro Guitton

marca-2000Lançado em 2001, o livro Marca 2000 é resultado do trabalho de conclusão de curso de Pedro Guitton, em Desenho Industrial – Programação Visual na UniverCidade, Rio de Janeiro. Ganhei este livro em promoção do designUp.

O estudante reuniu mais de 200 marcas produzidas por estudantes de design, sobretudo do próprio estado do Rio de Janeiro. A idéia do livro é dar um panorama da criação dos jovens designers na área.

A organização se deu por ramo de produto/serviço/negócio: Alimentação; Assessoria/Consultoria; Companhia Aérea; Concursos; Design/Multimídia; Educação/Cultura; Esporte/Lazer; Eventos/Festivais; Filmes/Vídeo; Informática; Marca Pessoal; Miscelânea; Produtos; Saúde; Som; Vestuário; Veterinária; Viagem/Turismo; e Website.

Perdidos entre alguns trabalhos que claramente obtiveram uma “ajudinha” do WordArt, encontrei uns que me chamaram a atenção de forma boa.  A marca para o café Gengibre, feita por Sheila Manhães, e a do restaurante El Mariachi, de Katia Bongadini, por exemplo.

No final das contas, é um livro que passa muito longe de ser necessário. Além dos problemas terminológicos que dariam pano pra manga em certos lugares (logomarca?), questões editoriais também me incomodaram. Há um excesso de marcas da UniverCidade e, especialmente, do próprio autor. Quem comprar este livro ao ler, na capa, a frase “Símbolos e logotipos de estudantes do Brasil”, certamente se sentirá logrado.

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O mapa de guerra dos soldadinhos de chumbo

omapa

A imprensa era um exército de 26 soldados de chumbo com os quais poderia conquistar-se o mundo.

Foi a partir dessa frase, atribuída a Johannes Gutenberg, João Batista de Macedo Júnior entitulou seu trabalho de conclusão de curso em Artes Plásticas. “O mapa de guerra dos soldadinhos de chumbo – o pensamento visual no espaço da página”. Orientado por Omar Khouri, João Macedo apresentou esse trabalho para conseguir o bacharelado em Artes Plásticas no Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista.

O texto sofre  de problemas de estilo e revisão. Repetidamente algumas frases não tem verbo, como se estivessem incompletas e os erros de digitação são comuns. Todo o trabalho usa KOOP ao invés de KOPP.

A estrutura é a seguinte:
1. Escrita
2. Tecnologias
3. Livro
4. Diagramação
5. Cronologia
6. Poesia Visual
7. Trabalho Prático

Os primeiros  capítulos fazem a história da escrita, das tecnologias de impressão, tipografia e do livro. “Diagramação” tenta definir a prática. “Cronologia” é uma história do design gráfico, muito calcado em Design Gráfico Cambiante, de Rudinei Kopp e com algum material de Richard Hollis e Steven Heller.

Finalmente chega o capítulo “Poesia Visual” para salvar o interesse. Depois que a história da poesia concreta brasileira é contada, a análise de alguns poemas da época e alguns atuais. O último capítulo decepciona. Apesar do título, é apenas um comentário sobre o próprio trabalho. Aqui na UFBA é chamado de “Memória”, essa parte reflexiva sobre o trabalho Experimental. Mas é um documento em separado, e mais desenvolvido.

Ao chegar ao fim da leitura, se percebe que o título não é tão adequado assim. O núcleo e objetivo do trabalho não é diretamente ligado à imprensa.

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– Visite o site do autor
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Banco Imobiliário Sustentável e outras falácias [supostamente] verdes

Os encartes especiais do Dia das Crianças desse ano me apresentaram o Banco Imobiliário Sustentável! Todo feito em papel reciclável, o produto, produzido em parceria da Estrela com a Braskem tem, ao invés de Leblon ou XXX, reservas naturais como Pantanal, Chapada dos Veadeiros etc. Ao invés de companhias de transporte, companhias de reciclagem ou reflorestamento.

banco-imobiliario-sustentavel

Mesmo se esse joguinho pode ser educativo, é incrível como a falácia da sustentabilidade tem se disseminado por todos os cantos. Falácia sim, porque o discurso e os símbolos da sustentabilidade são utilizados na publicidade e nas embalagens, mas a produção e o modelo de lucro continua o mesmo.

Como a publicidade do tênis Rainha, comentado por Claudia Chow, mantenedora do blog Ecodesenvolvimento (leiam o que tá escrito na página esquerda).

anuncio-rainha

Outro exemplo, sobre o qual não pesquisei nada mais substancial, mas o “rebranding” do PFL em Democratas usa uma arvorezinha meiga com sobreposição de tons verdes e azuis. Tão lindo, né? Super juvenil e renovado, a marca e ACM, o Neto (como diria Hilton)…

democratas

Ainda do blog Ecodesenvolvimento recomendo a leitura do comentário sobre o manifesto de Thomas Friedman.

[post originalmente escrito em outubro de 2008 para o falecido blog 300edois]

Revista Continuum – o desenho das idéias

continuum-itau-cultural-desenho-das-ideiasA revista Continuum é uma publicação do Itaú Cultural. A cada número um tema é escolhido para ser investigado através de reportagens e entrevistas. O primeiro, de junho de 2007, foi “A Internet e o Mundo Contemporâneo”, e entre os 17 já lançados também já foram discutidos temas como violência e arte, cultura imaterial e gerações.

O que tive em mãos a versão impressa foi “O desenho das idéias”, de maio de 2008. Este número, sobre design. O primeiro texto, claro, é introdutório sobre o que é o design e suas diversas faces. Em seguida, sustentabilidade. Depois, o texto mais interessante da revista, sobre oito “clássicos” do design brasileiro.  Depois da entrevista com Rafael Cardoso Denis, design editorial de capas de livros no Brasil. Pra finalizar com chave de ouro, um paper toy na contracapa.

Todos os números podem ser lidos no site, em versão para navegador, como website ou baixados em .pdf a versão impressa.