Projeto Gráfico – teoria e prática da diagramação, de Antonio Celso Collaro

projeto-grafico-teoria-e-pratica-da-diagramacaoQuem estiver à procura de um livro que pense a diagramação de forma teórica, não deve utilizar este livro, apesar do título. Lançado em 1987 por Antonio Celso Collaro traz muitas considerações práticas, sobre como “direcionar a leitura” ou “conseguir a atenção”, mas de forma funcionalista apenas. Não se pergunta como, nem se debruça sobre a razão da utilização daquelas determinadas técnicas. Na segunda página do primeiro capítulo, o autor define estilo e exemplifica com estilos na arquitetura (!?), mas o máximo que consegue falar sobre cada um deles é em que séculos estiveram dominantes.

O livro é dividido da seguinte forma:

Cap. I – Princípios de Diagramação
Cap. II – Tipologia
Cap. III – Tipometria
Cap. IV – Sistemas de Composição Tipográfica
Cap. V – Obtenção de Textos para Reprodução Gráfica
Cap. VI – Cálculo de Texto
Cap. VII – Diagramação de Livros
Cap. VIII – House Organs
Cap. IX – Moderno Desenho dos Tablóides
Cap. X – O Jornal
Cap. XI – Os Sistemas de Impressão
Cap. XII – O Suporte e sua Importância na Reprodução de Impressos

O capítulo mais interessante é o oitavo, sobre house organs. Mas isso talvez porque não tenho experiência com o formato. No final das contas, é um livro que tenta abarcar assuntos demais em 100 páginas, e acaba por não se aprofundar o suficiente em nenhum deles. Pode ser tomado por um livro básico, mas não vai além disso. A edição de 2000 é atualizada com “os mais recentes recursos da informática”.

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Clix

A revista Clix já está em seu segundo número. “Imagens, imagens, imagens”: entre suas 68 páginas, uma seleção do que há de melhor na web, visualmente falando. Todas as artes visuais e suportes possíveis marcam presença, como fotografia, ilustração, design gráfico, grafitti, embalagens etc etc etc.

O primeiro número traz  fotografias do trabalho literalmente visceral do Carioca Studio (da Romênia!).  Em tempos de nova potência mundial, uma resenha do livro Graphic Design in China. Fechando a revista a coluna “P.S.”, do coletivo Cia de Foto, nesse primeiro número se debruça sobre a própria Clix, deixa a desejar. A imagem abaixo é a dupla  “Caixa de Ferramentas” com dois convidados engenheiros escrevendo sobre transmissão de imagens até a fase atual, digital.

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Clix #2 – Neste número, um texto interessante sobre a nomeção de obras de arte. Na seção “Tudão”, de dicas de sites e blogs, Marcelo Daldoce, sobre o qual já escrevi por aqui. A coluna “P.S”, dessa vez, está bem melhor escrita e discorre sobre o documental na fotografia. A imagem abaixo é uma dupla da matéria sobre Fred Einaudi, artista da capa.

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Para fazer uma criticazinha, senti a falta da opção de download. Não gosto desse sistema específico de publicação (a navegação é ruim) e preferiria ler em pdf. Responsável pela revista, a empresa de conteúdo Sixpix também produz várias publicações (entre outros produtos) disponíveis na internet, como a Pix, a ResultsOn e PixTrends.

Star Wars Steampunk

Steampunk é um termo que designa um subgênero de narrativas (originalmente literatura, mas alastrou-se para quadrinhos, cinema, anime etc) que mistura elementos “era do vapor” (steam = vapor) do século XIX com ficção científica. Geralmente a narrativa se passa em algum futuro distópico em guerra (steampunk pode ser definido mais rapidamente como ‘cyberpunk’ na época da revolução industrial do vapor). Como exemplos de steampunk podemos citar: Capitão Sky e o Mundo de Amanhã, Steamboy, A Liga Extraordinária, Wild Wild West e a animação da disney Atlantis.

A introdução aqui é para preparar o terreno para as imagens abaixo. São figuras de ação produzidas pela Sillof’s Workshop, imaginando como seriam os personagens de Star Wars caso George Lucas tivesse uma quedinha por steampunk. Leiam mais sobre o subgênero na Fraude #1 e na Wikipedia em português ou inglês.

[post originalmente publicado no blog do Petcom-UFBa]

Photoshop nelas!

Já é lugar comum dizer que fulana foi “photoshopada” para a Playboy. Outra revista de tanta “profundidade” (eventualmente até corporal) como a Caras também utiliza programas de edição de imagens para deixar os riquinhos “perfeitos”.

Em Berlim os artistas Epoxy, Mr Talion, Baveux & Kone realizaram a intervenção  urbana abaixo sobre a publicidade  de álbums de Britney Spears, Leona Lewis e Cristina Aguilera, devolvendo as ferramentas do Photoshop. Clique na imagem para ver mais.

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Blog do GJOL

gjolEssa dica pode ser batida para qualquer um com um pezinho no mundo acadêmico da Comunicação. O Grupo de Pesquisa em Jornalismo Online (GJOL), faz parte do Póscom-UFBA e é uma das referências mundiais. Coordenado pelo pós-doutor Marcos Palácios o grupo – e o blog – reúne alguns dos pesquisadores de ponta de graduação, mestrado e doutorado.

Com uma média de dois posts diários, os autores do blog não se restringem à jornalismo online. Mídias sociais, mecanismos de busca, creative commons, desenvolvimento web, fotografia, infografia etc etc etc. Ontem, uma nota sobre o lançamento do livro Blogs.com, organizado por Raquel Recuero, Adriana Amaral e Sandra Montardo.

Também merece visita pela extansa lista “Pontos na Blogosfera” de links de blogs sobre cibercultura, jornalismo online, pesquisa e internet em geral. O blog existe desde junho de 2006, já representando um material enorme.

+ Mais
– Site do Póscom
– Site do GJOL
– Site do Centro Internacional de Estudos e Pesquisa em Cibercultura
– Veja preços de Manual de Laboratório de Jornalismo na Internet, de Marcos Palácios e Beatriz Ribas
– Veja preços de O Ensino do Jornalismo em Redes de Alta Velocidade, organizado por Marcos Palácios e Elias Machado