Entre os novos (nem tão novos assim) modos de inserção de conteúdo, experiências e marcas nas redes sociais, acho que os aplicativos sociais são os mais fascinantes. Mas que raios são aplicativos sociais, você pode se perguntar. Nos slides acima, realizados para a PaperCliQ, proponho uma definição de aplicativo social. Em seguida, mostro os cinco aplicativos sociais mais populares no Orkut em 24/06/09, segundo o diretório de aplicativos do Orkut, que leva em consideração, além de usuários totais, outros fatores como usuários ativos e tempo de uso. Os aplicatfvos são o BuddyPoke!, Minha Música, Vou, Não Vou!, Sou Corinthians! e Mosaico de Amigos.
A História da Arte, de Ernst Hans Gombrich (parte 1)
A História da Arte, de Ernst Hans Gombrich, foi publicado pela primeira vez em 1950. Quase sessenta anos depois, permanece como uma das referências obrigatórias para estudantes, estudiosos, pesquisadores ou “simplesmente apreciadores de arte.
É um livro monumental em todos os sentidos. São 700 páginas de textos e imagens produzidos por um autor minucioso, que foi professor e pesquisador da Universidade de Londres durante décadas e também é autor de diversos outros livros sobre história da arte, como Arte e Ilusão – um estudo da psicologia da representação pictórica.
Como vocês já podem ter lido na resenha de Arte e Ilusão, acho o estilo de escrita de Gombrich muito empolgantes, beirando a genialidade. Então decidi escrever vários posts sobre a obra, para ser mais minucioso. Na verdade, estou lendo a versão em inglês, The Story of Art, pelo simples e prosaico motivo: uma promoção me permitiu comprar o livro por metade do preço da versão em português. Mas, na medida do possível, tentarei conferir nomes de títulos e termos.
Neste primeiro post, depois dessas primeiras considerações sobre o livro como um todo, vamos a alguns pontos principais do Prefácio e da Introdução:
Prefácio
No prefácio, Gombrich fala sobre algumas regras que impôs a si próprio na produção de A História da Arte que mostram uma postura correta sobre a arte. Buscando produzir um livro que seja um primeiro contato com a história da arte (pintura, escultura e arquitetura, no caso), não concorda com uma linguagem extremamente didática que subestima o leitor e a evita.
Uma das regras “positivas” que Gombrich declara é tomar a arte historicamente não como uma evolução, como se as obras contemporâneas fossem melhores do que as do passado. O autor busca uma análise das obras a partir do que os artistas intencionam. Os objetivos dos artistas estão inscritos em um contexto específico, e buscando determinadas metas. Segundo Gombrich, cada ganho ou progresso em uma direção significa uma perda em outra, e esse progresso é subjetivo.
Esta edição, a décima-sexta, também inclui prefácios da 12ª, 13ª, 14ª e 15ª edições. Gombrich escreve sobre as adições de capítulos sobre arte contemporânea e novas ilustrações, assim como os anexos do livro, que incluem linha-do-tempo, mapas e bibliografia comentada.
Introdução – sobre arte e artistas
“Não existe uma coisa chamada Arte. Só existem artistas.” Gombrich começa a introdução criticando uma noção de Arte com A maíusculo, que é aquele tipo de postura que toma a arte como uma atividade esnobe ou fetiche. Para Gombrich, não existe um jeito errado de se gostar de uma obra de arte. Fazer com que o espectador lembre de alguém ou de algo querido, pela semelhança da representação é algo tão válido quanto outros motivos.
Estas primeiras discussões a seguir podem parecer ultrapassadas para quem lê o IPF, mas dois pontos precisam ser lembrados: A História da Arte é uma introdução; e foi publicado pela primeira vez em 1950. Então, Gombrich diz que não acredita que o “parecer com o real” deve ser o principal modo de valoração da arte. Toda arte, inclusive esta que busca uma semelhança com o real também é convencional. Para provar seu ponto, Gombrich usa dois ótimos exemplos. O primeiro é sobre a representação de cavalos em corrida. Durante séculos, pinturas mostraram os cavalos congelados na ação com quatro patas no ar. Com o desenvolvimento da fotografia, entretanto, provou-se que tal coisa não ocorre na realidade, entretanto durante algum tempo muitros ainda olhavam para pinturas esperando ver os cavalos representados daquele outro modo.
O segundo exemplo que Gombrich se utiliza e que merece a ilustração aqui é o processo de produção da obra de Caravaggio chamada “São Mateus e o Anjo”. Abaixo, duas versões da mesma obra, ambas de 1602. Feita por encomenda para o altar de uma igreja em Roma, a versão da esquerda foi a primeira realizada. Foi rejeitada pela Igreja, por representar São Mateus de uma forma humanizada. Nesta ação representada abaixo, o santo começa a escrever milagrosamente, guiado por um santo. Nada mais apropriado do que mostrar o homem simples que, tocado pela mão divina, ainda tem dificuldades de postura e manuseio dos objetos de escrita. Entretanto, a Igreja achou que tal representação mundana de Mateus e do anjo não era apropriada e preferiu a versão mais ascética.

Em seguida, Gombrich continua a escrever sobre a arte, comparando os processos pelo qual as pinturas são produzidas a ações do cotidiano, como a “simples” disposição de um arranjo de flores, por exemplo. No fundo, ambas atividades tratam de balancear formas e cores em busca de uma harmonia. Nas duas também é difícil dizer que harmonia é esta, mas, quando é alcançada, sabe-se que a obra está pronta.
Antes de finalizar a introdução reafirmando suas posições contra a Arte esnobe de A maíusculo, Gombrich escreve sobre a busca de regras, leis e métodos na arte. Dá o exemplo da criação de uma pintura de Rafael, mostrando os rascunhos que o pintor produziu para testar a configuração entre os personagens representados e declara que não é um manual que vai conter todos os passos para se produzir uma obra: ninguém nunca para de aprender sobre arte.
– Leia a segunda parte da resenha de A História da Arte
– Acesse o The Gombrich Archive [inglês]
– Artigo sobre Gombrich na Wikipédia
– Artigo sobre Gombrich na Wikipedia [inglês]
– Veja preços de A História da Arte
– Veja preços de Story of Art – Pocket Edition
Blogs sobre livros e livros sobre blogs
Os suportes de comunicação são, constantemente, dedicados a conteúdo de outros suportes ou meios. Meu blog Imagem, Papel e Fúria, por exemplo, escreve sobre revistas e livros. Mais cedo ou mais tarde, aconteceria o inverso. Recentemente recebi o livro Blogs: Mad About Design, que publicou imagens e informações de 240 blogs de design de todo o mundo, inclusive o IPF. Abaixo duas imagens linkando para mais informações:
Design Brasileiro em Cannes Lions
Por meio de um convênio entre a Associação Brasileira de Empresas de Design (Abedesign) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Brasil pôde liderar no número de inscrições na categoria Design, no Festival Cannes Lions. Foi uma iniciativa conjunta para promover o design brasileiro e, com isso, favorecer expostações, investimentos e o próprio reconhecimento do nosso design. Tal esforço deu resultados. O país trouxe 7 leões, mais que os seis da expectativa.
O vídeo abaixo é a apresentação do case da Identidade Visual das Havaianas . que trouxe um Leão de Ouro. Ainda vieram para o país mais 3 pratas e 3 bronzes.
Marcar com Estrela #4: realidade aumentada, cannes, redes sociais e livros
Online Shopping com Realidade Aumentada
Mais uma ação com realidade aumentada. A Zugara usa realidade aumentada para permitir que seus clientes “provem” as roupas que comprarão online.
Eu torcia pelo aplicativo social do Facebook, mas ele não ganhou. O Clube de Criação de São Paulo comenta.
100 búsquedas = un árbol plantado
E por falar em “ecologicamente correto” (e com trocadilho infame), o Ethicle é um buscador que tenta usar a vibe da sustentabilidade para se diferenciar.
Facebook: The Movie
A maior rede social do mundo, com população maior do que a do Brasil, vai dar origem a filme… sobre sua origem. Vamos torcer para que David Fincher (Clube da Luta) o dirija realmente.
As The Sun Sets on MySpace – Who Will Beat Facebook?
A contínua queda do já quase ex-rival do Facebook serviu de inspiração par Marshall Kikrpatrick, do ReadWriteWeb fazer futurologia e imaginar quem pode derrubar o FB em 2013.
Empresa vende apartamento pelo Twitter. E quer mais!
O blog da Pólvora comenta as ações digitais da Tecnisa, empresa que mantem, por exemplo, um gerente de redes sociais e investe 23% de sua verba publicitária em digital.
Redes sociais é eufemismo
Colaborador do Webinsider acha (no mínimo, inocentemente) que número de usuários totais é o único dado que interessa e sugere que rede social no Brasil deve ser singular = Orkut.
Sobre Sites de Rede Social: Orkut, Facebook e MySpace
Raquel Recuero, por sua vez, discute sobre usos e diferenças entre estas três redes sociais. Discussão que também toca em um fator que o texto do Webinsider não lembra: tempo de acesso.
Tecnologia e Livraria Cultura | ?EC
Goste ou não de Kindle e e-books, uma coisa é certa: livros de papel continuarão a ser deliciosos. A campanha da ?EC lembra isso e ganhou post no Puta Sacada.


