Vektorika

A Vektorika é uma revista dedicada à ilustração vetorial. Temática desde o segunda número, já reuniu trabalhos sobre: Helvetica, Superstar, Erotika, Toys+Games, Beauty, Rock n’ Roll, Love, Asiana, Character Design. Apesar de ter algumas páginas realmente inspiradas, em alguns números a redundância é muito marcada. Sobre o tema Beleza, por exemplo, somente uma ilustração representa um garoto. A imagem ao lado é de Amalia Kartika, artista da Indonésia, sobre Amor.

Revista Diva

A Diva é a revista customizada da Unilever, aquela empresa do ramo de higiene, saúde e ‘estética’ que fabrica metade desses produtos no país. Apesar de alguns clichês desagradáveis no conteúdo (Glória Kalil, por exemplo), traz algumas páginas agradáveis. Nesse número, o 21, além dessas duas duplas lindas da matéria “o poder dos hormônios”, também traz uma dupla com ilustração de Suppa.

IdeaFixa

rafael-nobre-ideafixa-desejoA ilustração ao lado foi publicada na IdeaFixa n°11, outra revista de ilustração, fotografia, design e artes plásticas. O último número teve o tema “Desejo”. Destaco também o primeiro número “Sexo” e o sétimo, “Comida”.

Para mim, a ilustração remete a Crepax e sua Valentina quando ‘fora de si’. O uso de preto, branco e tons de marrom e cinza dão um caráter meio sépia, como se fosse alguma trangressão secular. Transgressão essa, aparente, pelo corpo nu envolto em cordas. Em cima, o detalhe da mão segurando a corda reforça a intencionalidade, cumplicidade da “submissão”. Porém, o texto em tipografia vinculada o fundo da ilustração, com formas e direções delgadas – fumaça -, traz um texto um tanto schopenhauriano, nada otimista. Por fim, o cabelo ocultando a face traz universalidade de um lado, e obscurantismo de outro. Pode ser qualquer uma, mas essa uma se esconde.

Rafael Nobre, o autor da ilustração, é designer, ilustrador e diretor de arte. Seu portfólio mostra trabalhos interessantes, como design editorial dos livros Ata e Água Viva.

Revista Prata #00


A Prata é uma revista de fotografia produzida pelos estudantes de artes visuais da ESAP (Escola Superior Artística do Porto). É, de fato, uma revista para publicar fotografia. Apresenta alguns problemas comuns como tipografia com problemas de legibilidade, uso de texturas no fundo de texto e outras coisinhas tristes em relação ao design. Porém, as fotografias, em geral, são de ótima qualidade, apesar de dispostas sem inventividade. Destaque para as fotografias de Sofia Romualdo, nas págs 16-17. Ainda no número de estréia, lançado em maio último, está na fase de experimentar, errar e testar o que dá certo. Fiquemos de olho.

Jornalismo de Revista, de Marília Scalzo

Uma revista tem três características definidoras. A primeira é a especialização. Cada uma possui um tipo público bem definido e deve ser feita visando falar com essas pessoas, trazer projeto editorial e gráfico condizente com suas expectativas e repertório.

A segunda é o próprio formato físico. Maior apuro gráfico, papel e impressão melhores, portanto maior cuidado com a imagem. O design de revistas é algo mais refinado que o de outros produtos comunicacionais impressos. A terceira, finalmente, é a periodicidade. As revistas jornalísticas semanais, por exemplo, se diferenciam dos jornais impressos por aprofundar mais o assunto e por dar mais espaço para o estilo individual do escritor etc.

É a jornalista Marília Scalzo quem cita essas três características, altamente correlacionadas, em um capítulo breve e suculento de seu livro Jornalismo de Revista. Em nove capítulos, o livro trata de aspectos econômicos do mercado de revistas, história e evolução das revistas no Brasil, características do bom jornalista de revista, o que faz uma boa revista, e questões éticas.

Marília Scalzo dirige o famoso e concorrido Curso Abril de Jornalismo. Já trabalhou na Folha de São Paulo e nas revistas Playboy, Capricho, Veja SãoPaulo, Casa Claudia e A&D, além de ter criado o projeto editorial de Claudia Cozinha. O livro faz parte da coleção Comunicação, da Editora Contexto. Assim como os outros livros lançados (Jornalismo Digital, Assessoria de Imprensa, Jornalismo Cultural etc), foca-se em questões práticas da profissão, não tem peso teórico. Porém, são leituras muito interessantes, mesmo os trechos mais próximos ao relato.

Outro capítulo que destaco no livro é o VII: “O que é uma boa revista”. Além de falar da importância da pauta e do texto propriamente dito, a autora fala de quatro aspectos de maior relevância para os leitores aqui do blog. Capa, fotografia, infografia e design, com o bom subtítulo que, talvez justamente pela sua obviedade didática, é chamativo: “design de revista não é arte”.

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