Concretismo!

O Concretismo une poesia e tipografia. A dica deste blog de Victor Az, Concretismo.zip.net pelo twitter de @herdeirodocaos, reacendeu o interesse por esse tipo de arte. A produção de Az é bem inconstante, com algumas que se destacam como esta abaixo.

HOJENÃOTEMPOESIA

OJENÃOTEMPOESIA

JENÃOTEMPOESIA

ENÃOTEMPOESIA

NÃOTEMPOESIA

ÃOTEMPOESIA

OTEMPOESIA

TEMPOESIA

EMPOESIA

MPOESIA

POESIA

OESIA

ESIA

SIA

IA

A


Mas o site Poesia Concreta: o projeto verbivocovisual, com apoio da Petrobrás e do Ministério de Cultura, é recheado de material audiovisual e histórico. Biografias de Haroldo de Campos, Décio Pignatari, Augusto de Campos, José Lino Grunewald e Ronaldo Azeredo. É de Pignatari, também teórico de comunicação e semiótica, um dos exemplares mais famosos de poesia concreta, mostrada na imagem a lado.

Dica de Blog: designGrafico

Essa é a primeira de muitas vindouras postagens com dicas de blogs, preferencialmente em português. Aos poucos vou apresentar os itens que assino sobre design e comunicação visual.
O primeiro deles não poderia deixar de ser o designGráfico. É uma iniciativa que pretende formas uma verdadeira comunidade brasileira de design e compõe a maior lista brasileira sobre o assunto (está no Yahoo! Grupos, mas vale a pena). Apesar de ter pouquíssimo conteúdo criativo próprio, a quantidade de eventos, vagas de emprego e links postados é absurda. Frequentemente esse blog supera a dezena de postagens diárias. Sem deixar passar a piadinha, é mantido por um designer que tem até nome apropriado: Armando Fontes.

Assinem.

Revista Muito: 20 números {parte três: infográficos}

O uso de infográficos nos vinte primeiros números da revista Muito foi disperso. Dez infográficos foram encontrados. Em uma divisão arcaica, organizei-os em: mapas e trajetórias; quantidade e dimensões; processos e procedimentos.

Quantidade e dimensões

É o tipo mais “simples” de infográfico, o que tenta mostrar visualmente relações quantitativas, tornando-as mais interessantes. As duas imagens em seguida são do 6° e do 13° números. Gráficos de bola não são dos mais exatos porque a relação espacial não é tão fácil de ser apreendida. A terceira imagem, do 4° número, é o melhor desse tipo. Bonito e claro, mostra o total de quilômetros que várias cidades latino-americanas possuem de ciclovias.



Mapas e trajetórias
No primeiro número, um mapinha bem simpleszinho, bobo, quase dispensável. Foi feito na matéria sobre o Sto. Antônio Além do Carmo e seus imóveis de luxo. As duas imagens em seguida também são do quarto número da revista, uma aberração entre seus pares, de tão bem realizado visualmente (exceto o ensaio fotográfico, o pior de todos). O infográfico sobre o deslocamento pela cidade em bicileta, carro ou ônibus é criativo, informativo e bem realizado. A outra imagem é da matéria seguinte, sobre um baiano que pedalou de Salvador até Nova York. Como a viagem aconteceu de 1927 a 1929, o mapa é estilizado com aspeco quase oitocentista. As duas matérias preparam o leitor para a dupla de “consumo” (se é que a revista toda já não é) com materiais esportivos.

A quarta imagem é do 9° número da revista. O texto sobre o navegador Aleixo Belov tinha de mostrar sua volta ao mundo, é claro. O desenho do barco vem logo abaixo. Simples mas interessante.





Processos e procedimentos

As diversas etapas de um acontecimento, no caso da Muito todos ligados às ciências naturais de certa forma. Na Muito 11, a entrevista com um pesquisador mostra a utilização de células troncas com fins terapêuticos. No Muito 15, também em entrevista com um pesquisador, um pneumologista, o infográfico representa a duração das diversas etapas do sono, mas as etapas em si são totalmente explicadas por texto.

No oitavo número a Muito publicou a dupla abaixo, ensinando com texto, fotografias e gráficos com ocultivar ervas e montar uma floreira. Deve muito na integração dos materiais informativos, mas não deixa de ser interessante.


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