Slides de relatório produzido no Observatório de Publicidade em Tecnologias Digitais. Produzido em parceria com Lucas Reis entre fevereiro e abril de 2009, foi o último relatório que produzi no Observatório, do qual me desliguei em abril. Toda minha produção no Observatório pode também ser conferida no Slideshare: Publicidade em Redes Sociais Online, Publicidade em Vídeo Online, A Campanha Digital de Barack Obama (case), Otimização de Mídias Sociais e Politics 2.0: A Campanha Online de Barack Obama em 2008 (artigo). Para conferir a produção dos outros pesqusiadores, visite também o slideshare do Observatório.
Arquivo do autor:Tarcízio Silva
Marcar com Estrela #5: mobile marketing, facebook, esquire, mídia social, google apps, microsoft
Esquire estréia blog
O departamento de arte da revista Esquire abriu um blog. Cá no Brasil, o Faz Caber é o blog da equipe de arte da Época que já tem dois anos de existência.
2.5 milhões de estudantes mineiros com o Google Apps
O governo de Minas fez acordo como Google, para que todos os estudantes do estado tenham acesso ao Google App Education
Wunderman cria área de marketing móvel
Sinal dos tempos: agência cria área exclusiva para desenvolvimento e criação de campanhas para mídias móveis
Mídia Social além do Hype?
Também, mas não só, como explica Raquel Recuero.
Facebook’s Twitterification: Is it the Right Move?
O Facebook está indo no caminho certo ao “twitterficar-se”?
Microsoft lança rede social
Tenham medo. No primeiro contato que tive, uma única percepção pulou aos meus olhos: “horrível”. No exato momento estou tentando fazer meu cadastro. Sistema cheio de erros. Se valer a pena, depois faço uma análise sobre o Windows Live Planet (até o nome é triste…)
O Livreiro – Conheça o Livreiro
O Livreiro: a comunidade para quem gosta de livro
No início do ano, produzi um relatório sobre Comércio Eletrônico e Mídias Sociais, e identifiquei uma tendência no avanço do uso de conteúdo gerado pelo usuário a uma nova etapa de envolvimento. A livraria Amazon, referência no assunto, sempre teve dois pilares básicos para seu sucesso: uma logística tremenda e uma interface que dava poder aos visitantes e compradores escreverem suas próprias resenhas e melhorar as informações de seus produtos. Assim, os usuários poderiam conhecer melhor os livros para comprar – ou desistir de comprar, a depender das informações -, e a Amazon ganhava em visitas, posicionamento nas buscas e prestígio = mais lucro.
O avanço no uso do conteúdo gerado pelo usuário a que nos referimos era passar das recomendações, notas e resenhas para uma maior integração às mídias sociais, incluindo a criação de mídias sociais exclusivas da amrca. Há menos de um ano, foi criada a mídia social de nicho de consumo Skoob, na qual os usuários cadastram seus livros. Sem muito investimento, o Skoob faz um relativo sucesso com a ajuda dos usuários cadastrados, mas ainda não passou dos 25.000 perfis.

Entretanto hoje, 01 de julho, foi lançado “O Livreiro: a comunidade para quem gosta de livro“, com o apoio da Livraria Cultura. Os usuários, ao invés de ter de cadastrar os livros, terão acesso a uma base que já contêm 2,2 milhões de livros. O Livreiro possui as ferramentas que o Skoob, ferramentas de redes sociais como comunidades e um diferencial pra fechar o pacote com grande estilo: escritores e críticos profissionais contratados para criar conteúdo exclusivo.
Estou começando utilizar agora O Livreiro (meu perfil), mas a Livraria Cultura está de parabéns. Entendeu que o consumidor usuário de internet não se satisfaz apenas com a oferta dos produtos, mas quer mais informações, experiências sociais e se expressar. Vamos acompanhar e ver como se desenrola.
Os 5 aplicativos sociais mais populares no Orkut
Entre os novos (nem tão novos assim) modos de inserção de conteúdo, experiências e marcas nas redes sociais, acho que os aplicativos sociais são os mais fascinantes. Mas que raios são aplicativos sociais, você pode se perguntar. Nos slides acima, realizados para a PaperCliQ, proponho uma definição de aplicativo social. Em seguida, mostro os cinco aplicativos sociais mais populares no Orkut em 24/06/09, segundo o diretório de aplicativos do Orkut, que leva em consideração, além de usuários totais, outros fatores como usuários ativos e tempo de uso. Os aplicatfvos são o BuddyPoke!, Minha Música, Vou, Não Vou!, Sou Corinthians! e Mosaico de Amigos.
A História da Arte, de Ernst Hans Gombrich (parte 1)
A História da Arte, de Ernst Hans Gombrich, foi publicado pela primeira vez em 1950. Quase sessenta anos depois, permanece como uma das referências obrigatórias para estudantes, estudiosos, pesquisadores ou “simplesmente apreciadores de arte.
É um livro monumental em todos os sentidos. São 700 páginas de textos e imagens produzidos por um autor minucioso, que foi professor e pesquisador da Universidade de Londres durante décadas e também é autor de diversos outros livros sobre história da arte, como Arte e Ilusão – um estudo da psicologia da representação pictórica.
Como vocês já podem ter lido na resenha de Arte e Ilusão, acho o estilo de escrita de Gombrich muito empolgantes, beirando a genialidade. Então decidi escrever vários posts sobre a obra, para ser mais minucioso. Na verdade, estou lendo a versão em inglês, The Story of Art, pelo simples e prosaico motivo: uma promoção me permitiu comprar o livro por metade do preço da versão em português. Mas, na medida do possível, tentarei conferir nomes de títulos e termos.
Neste primeiro post, depois dessas primeiras considerações sobre o livro como um todo, vamos a alguns pontos principais do Prefácio e da Introdução:
Prefácio
No prefácio, Gombrich fala sobre algumas regras que impôs a si próprio na produção de A História da Arte que mostram uma postura correta sobre a arte. Buscando produzir um livro que seja um primeiro contato com a história da arte (pintura, escultura e arquitetura, no caso), não concorda com uma linguagem extremamente didática que subestima o leitor e a evita.
Uma das regras “positivas” que Gombrich declara é tomar a arte historicamente não como uma evolução, como se as obras contemporâneas fossem melhores do que as do passado. O autor busca uma análise das obras a partir do que os artistas intencionam. Os objetivos dos artistas estão inscritos em um contexto específico, e buscando determinadas metas. Segundo Gombrich, cada ganho ou progresso em uma direção significa uma perda em outra, e esse progresso é subjetivo.
Esta edição, a décima-sexta, também inclui prefácios da 12ª, 13ª, 14ª e 15ª edições. Gombrich escreve sobre as adições de capítulos sobre arte contemporânea e novas ilustrações, assim como os anexos do livro, que incluem linha-do-tempo, mapas e bibliografia comentada.
Introdução – sobre arte e artistas
“Não existe uma coisa chamada Arte. Só existem artistas.” Gombrich começa a introdução criticando uma noção de Arte com A maíusculo, que é aquele tipo de postura que toma a arte como uma atividade esnobe ou fetiche. Para Gombrich, não existe um jeito errado de se gostar de uma obra de arte. Fazer com que o espectador lembre de alguém ou de algo querido, pela semelhança da representação é algo tão válido quanto outros motivos.
Estas primeiras discussões a seguir podem parecer ultrapassadas para quem lê o IPF, mas dois pontos precisam ser lembrados: A História da Arte é uma introdução; e foi publicado pela primeira vez em 1950. Então, Gombrich diz que não acredita que o “parecer com o real” deve ser o principal modo de valoração da arte. Toda arte, inclusive esta que busca uma semelhança com o real também é convencional. Para provar seu ponto, Gombrich usa dois ótimos exemplos. O primeiro é sobre a representação de cavalos em corrida. Durante séculos, pinturas mostraram os cavalos congelados na ação com quatro patas no ar. Com o desenvolvimento da fotografia, entretanto, provou-se que tal coisa não ocorre na realidade, entretanto durante algum tempo muitros ainda olhavam para pinturas esperando ver os cavalos representados daquele outro modo.
O segundo exemplo que Gombrich se utiliza e que merece a ilustração aqui é o processo de produção da obra de Caravaggio chamada “São Mateus e o Anjo”. Abaixo, duas versões da mesma obra, ambas de 1602. Feita por encomenda para o altar de uma igreja em Roma, a versão da esquerda foi a primeira realizada. Foi rejeitada pela Igreja, por representar São Mateus de uma forma humanizada. Nesta ação representada abaixo, o santo começa a escrever milagrosamente, guiado por um santo. Nada mais apropriado do que mostrar o homem simples que, tocado pela mão divina, ainda tem dificuldades de postura e manuseio dos objetos de escrita. Entretanto, a Igreja achou que tal representação mundana de Mateus e do anjo não era apropriada e preferiu a versão mais ascética.

Em seguida, Gombrich continua a escrever sobre a arte, comparando os processos pelo qual as pinturas são produzidas a ações do cotidiano, como a “simples” disposição de um arranjo de flores, por exemplo. No fundo, ambas atividades tratam de balancear formas e cores em busca de uma harmonia. Nas duas também é difícil dizer que harmonia é esta, mas, quando é alcançada, sabe-se que a obra está pronta.
Antes de finalizar a introdução reafirmando suas posições contra a Arte esnobe de A maíusculo, Gombrich escreve sobre a busca de regras, leis e métodos na arte. Dá o exemplo da criação de uma pintura de Rafael, mostrando os rascunhos que o pintor produziu para testar a configuração entre os personagens representados e declara que não é um manual que vai conter todos os passos para se produzir uma obra: ninguém nunca para de aprender sobre arte.
– Leia a segunda parte da resenha de A História da Arte
– Acesse o The Gombrich Archive [inglês]
– Artigo sobre Gombrich na Wikipédia
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