Curso “Monitoramento de Mídias Sociais – Inteligência de Mercado” é lançado na Casper Líbero

curso casper libero - monitoramento de midias sociais

A Faculdade Casper Líbero (São Paulo) acabou de lançar o curso livre “Monitoramento de Mídias Sociais – Inteligência de Mercado“, de minha autoria. São 16 horas de conteúdo e prática, incluindo exercícios com o objetivo de capacitar estudantes e profissionais de comunicação nas etapas de planejamento, análise e produção de relatórios de monitoramento de mídias sociais.

Nas 4 aulas, realizadas em 21, 23, 28 e 30 de julho (terças e quintas), os estudantes serão apresentados a conceitos, técnicas, softwares e inovações na área.programa de aula - tarcizio silva - monitoramento de mídias sociais

Para saber mais, basta visitar a página no site da Casper Libero e baixar o manual do aluno.


Você trabalha com conteúdo nas mídias sociais? Colabore com nova pesquisa

A Dani Rodrigues, planner e professora, lançou a chamada para a primeira pesquisa focada em produtores de conteúdo para mídias sociais. Quais são suas práticas? Quais são suas referências? Como vivem? Do que se alimentam (intelectualmente)? Responda e colabore: os resultados serão compilados em relatório gratuito:pesquisa - conteúdo nas mídias sociais


XII Seminário LGBT do Congresso Nacional terá como tema ““Nossa vida d@s outr@s – Empatia, a verdadeira revolução”

Nos dias 20 e 21 de maio de 2015 acontecerá o XII Seminário LGBT do Congresso Nacional. Sob o tema “Nossa vida d@s outr@s – Empatia, a verdadeira revolução”, o evento acontece no auditório Nereu Ramos, no Anexo II e será aberto pela cantora Daniela Mercury no primeiro dia de atividades (20/05).

Segue link e programação, como postados no Facebook do Jean Wyllys. Os temas são de especial interesse aos comunicadores digitais:
nossa vida dos outros
PROGRAMAÇÃO:

– Tema: Nossa vida dos outros

– Lema: Empatia: a verdadeira revolução
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20 DE MAIO, QUARTA-FEIRA

– Mesa de abertura – 9:00 horas

– Deputado Fábio Ramalho (PV/MG) – Presidente da Comissão de Legislação
Participativa

– Deputado Félix Mendonça Júnior (PDT/BA) – Presidente da Comissão de Cultura

– Deputado Fábio Sousa (PSDB/GO) – Presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática

– Deputada Erika Kokay (PT/DF)

– Deputado Jean Wyllys (PSol/RJ)

– Rogério Koscheck e Weykman Koscheck – Representantes da sociedade civil

– Daniela Mercury – Convidada especial

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Mesa 1 – 14:00 horas

– “Ódio nas redes” – Que sentimentos você propaga na web? Pare. Pense. Poste.

– Mediadora: Deputada Maria do Rosário (PT/RS)

– Raquel Recuero – Jornalista, professora e pesquisadora do
Programa de Pós-Graduação em Letras e do Curso de Comunicação Social da Universidade Católica de Pelotas. Dedica-se, principalmente ao estudo das redes sociais e comunidades virtuais na Internet, da conversação e fluxos de informação e capital social no ciberespaço, e ao jornalismo digital

– Bruno Magrani – Diretor de relações institucionais do Facebook Brasil

– Silvia Pilz – Jornalista e blogueira

– Romi Bencke – Pastora da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, mestra em Ciências da Religião pela Universidade Federal de Juiz de Fora e Secretária Geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC).

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21 DE MAIO, QUINTA-FEIRA

– Mesa 2 – 9:00 horas

– “Ódio na carne” – A agressão além do verbo/A expressão letal da injúria e difamação.

Mediador: Deputado Jean Wyllys (PSol/RJ)

– Márcia Tiburi – Filósofa, professora do Programa de Pós-Graduação em Educação, Arte e História da Cultura da Universidade Mackenzie, e professora convidada da Fundação Dom Cabral.

– Cláudia Pereira Dutra – Secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação

– Luma de Andrade – Professora e doutora em Educação. Em sua pesquisa analisou as experiências e resistências de jovens travestis no espaço escolar.

– Irina Bacci – Diretora do Departamento de Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República

*PAUSA PARA ALMOÇO – 12:00 às 14:00 horas

Mesa 3 – 14:00 horas

– “Mais amor, por favor!” – Tolerância, respeito e diferenças.

Mediador: Deputada Erika Kokay (PT/DF)

– Viviane Mosé – Poetisa, filósofa, psicóloga e psicanalista.
Mestre e doutora em filosofia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

– Maria Clara Araújo – Ativista do transfeminismo. Estudante de pedagogia da Universidade Federal de Pernambuco.

– Ana Lúcia e Letícia – Casal de lésbicas e seus dois filhos. História positiva de amor.

– Pedro HCM – Idealizador do canal de humor Põe na Roda composto por jovens LGBT. O canal fala sobre os limites do humor, o politicamente correto/incorreto e a liberdade de expressão/discurso de ódio.

Programação Cultural – 19:00 horas

– Apresentação do grupo teatral “Grupo Cantigas Boleráveis” – Teatro dos Bancários.

– Exposição “#AHomofobiaé”. Artistas e celebridades completam a frase “a homofobia é” para combater a intolerância contra a comunidade LGBT.

Serviço:

– 12º Seminário LGBT do Congresso Nacional:

“Nossa vida d@s outr@s. Empatia: a verdadeira revolução”.

Dias 20 e 21 de maio de 2015, no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados.

Informações: (61) 3215-5646.


Big Data: medindo e prevendo o comportamento humano

Em 20 de abril foi lançado o curso online massivo e aberto (MOOC: massive online open course) “Big Data: measuring and predicting human behaviour“. Possui a duração de 9 semanas e pode ser iniciado em qualquer momento até a última semana. Ou seja: corra pra fazer, que dá tempo!

Na primeira semana do curso, os professores se dedicam a apresentar o que é big data, especialmente em torno de um projeto desenvolvido pelos próprios professores do curso fazem parte. Suzy Moat e Tobias Preis falam sobre o Future Orientation Index, índice criado para identificar o quanto a população de determinado país se preocupa/planeja/pensa sobre o futuro. O mais interessante deste índice é que ele utiliza basicamente dados do Google Trends. Para cada país analisado (todos com 5mi ou mais de usuários de internet), os pesquisadores extraíram o volume de buscas pelos anos anteriores e anos futuros. O índice calcula se a população está mais voltada ao futuro ou ao passado em suas buscas. O gráfico da direita abaixo mostra considerável correlação entre o índice e o GDP per capita (Gross Domestic Product per capita, ou PIB per capita):

future orientation index

Tela de “Quantifying the Advantage of Looking Forward”, por Preis, Moat, Stanley e Bishop

Na segunda semana, o tema é “Medindo e Prevendo Comportamentos com Big Data”. São vários vídeos realizados pelos dois professores e por outros pesquisadores convidados mostrando seus projtos sobre mecanismos de busca, tecnologias vestíveis e cidades inteligentes. Merece destaque um projeto que me surpreendeu. Paul Lukowics, da DFKI/TU Kaiserslautern, mostra o “Magic Collar”, que tem o objetivo de conseguir medir classes de alimentos sendo engolidos através do som realizado na deglutição.
the magic collar

Nesta semana começam os exercícios práticos, que ensinarão coletas e processamentos simples de dados com o R e R-Studio. Da segunda à sexta semana, são apresentados passos simples de como redigir script para coletar dados históricos de visualização de páginas na Wikipedia. Tudo é realizado extraindo dados de forma organizada do stats.grok.se. Já conhecia e usava o website, mas a criação do script no R expande e aprofunda as possibilidades.

stats wikipedia

O mercado financeiro é o tema da terceira semana. Os professores e entrevistados da semana mostram exemplos de estudos que relacionam atividades online de busca de informação, como visitas à Wikipedia e busca no Google, como correlacionados a atividades no mercado financeiro. O gráfico abaixo, tela de aula do Tobias Preis, mostra estudo que compara a busca pelos termos Lehman Brothers e Financial Crisis com o índice S&P 500 em torno da crise de 2008.

big data - university of warwick - mercado financeiro

A quarta semana traz estudos sobre big data, crime e conflito. São aplicações em redução e prevenção de criminalidade, sobretudo a partir da compreensão das dinâmicas de ocorrências nas cidades. Um bom projeto é realizado por Toby Davies, da University College London, que utilizou métricas como intermediaridade de rede para analisar a disseminação de ocorrências.

intermediaridade - big data - crime nas cidades

Mas de particular interesse para os brasileiros é o estudo liderado por Neil Johnson, do Complex Systems Initiative at the University of Miami (oh, a ironia). Johnson procurou descobrir uma fonte de dados que pudesse ajudar a prever o tamanho dos protestos realizados em 2013 no Brasil. O pesquisador explica as dinâmicas encontradas e como se surpreendeu que este dado foi a atividade e crescimento em páginas do Facebook dedicadas à política e protestos.

big data - neil johnson

Durante todo o curso, há atividades específicas de comentários e discussão. A cada semana, os professores e a assistente, Chanuki Seresinhe, publicam um novo vídeo “round-up” para resumir a semana anterior e comentar dúvidas e colaborações dos alunos nos campos de discussões e comentários. Mas a quinta semana levará tudo isto além, incluindo uma seção de Twitter Chat em torno da hashtag #FLBigData. Já há bastante debate e colaborações, como você pode ver no widget abaixo, mas no dia 21 de maio, entre 1-2PM Uk Time (entre 10h-11h da manhã aqui na faixa de horário de Brasília), Suzy e Tobias participarão ao vivo da conversa.


Uso do big data para saúde é o tema da interessante sexta semana. O caso mais curioso é o da história da predição efetiva de tendências de gripe através de buscas no Google e a posterior falha do mecanismo em 2013, causada por mudanças no comportamento dos indivíduos.

Detecting flu infections with Google searchesfacebook likes como preditores de atributos

A sétima semana vai tratar de felicidade! Há projetos baseados tanto em quantified self através de smartphones quanto do que as pessoas falam em Facebook e Twitter, através da identificação de marcadores linguísticos sobre afetividade, positividade e negatividade. Os estudos experimentais realizados pelo Facebook sobre difusão de estados emocionais e sobre predição de atributos através de likes (já escrevi sobre, aqui no blog), também são apresentados.

Nesta semana começa também a série de exercícios no R de redação de scripts para coletar e cruzar os mesmos dados que serviram de base para a criação do Future Orientation Index pelos professores do curso. Os dados de busca, obtidos através do Google Trends, serão cruzados com os dados do CIA World Factbook  nos exercícios.

Tratando de mobilidade e desastres, as aulas da oitava semana mostram como smartphones, Flickr e mapas colaborativos tem ajudado pessoas em situações de calamidades naturais. A tela abaixo mostra a correlação entre número de fotografias com hashtags selecionadas referentes ao furacão Sandy e a medição de uma variável ambiental: pressão atmosférica. O número de fotos esteve correlacionado à força do furacão.

Furacão Sandy - Flickr - Pressão Atmosférica - Big Data

Por fim, a nona semana é dedicada especialmente à reflexão e discussão do que foi aprendido. Um dos vídeos da última semana trata de como contar histórias com dados. Apresentado por Adrian Letchford, também da Warwick Business School, discorre sobre o processo de descoberta enquanto conta uma interessante história pessoal. Como exemplo, traz visualizações como a exibida abaixo, que comparou termos de busca em estados dos EUA com maior e menor taxa de natalidade.

Telling stories with data

Imagino que alguns destes poucos exemplos já devem ter despertado o interesse, não? Então cadastre-se em https://www.futurelearn.com/courses/big-data e participe!