Parq

Seu primeiro número é de fevereiro deste ano. Mensal, a revista portuguesa Parq publica 20.000 exemplares e também é distribuída gratuitamente em pdf em um site bem criativo. Em alguns títulos de seções, o clichê de termos em inglês. “Really People” são pequenas entrevistas – um ou duas páginas -, com músicos, artistas plásticos, produtores. “You Must – Trends” é só a apresentação visual de produtos. Mas é bem criativa: as peças estão como que suspensas no ar, e a revista segue essa disposição em todos os números. “You Must – News” traz as imagens dos produtos acompanhados de pequenas críticas, assinadas divertidas. “View Point” são ensaios fotográficos ou cobertura de exposições, acompanhadas de resenha ou entrevista com o artista. “Soundstation” traz novidades da música, de dj’s semi-desconhecidos ao novo álbum de R.E.M. “Grande Entrevista” é auto-explicativo. A seção “Moda” traz ensaio fotográfico de moda, em torno de um ‘conceito’ por edição. Em “Central Parq”, por fim, reportagens e ensaios.

O design da Parq é bem pop. Abusa das cores saturadas e gradientes, mas de forma elegante. Essa elegância também pode ser encontrada no uso dos fios tipográficos. O conteúdo da revista, sejam imagens, sejam colunas textuais, é organizado entre fios lineares ou ornamentais. Justamente na resenha a “Letras Brancas”, de Stephanie Dermond, temos texto rosa em fundo branco. Cria um contraste cromático e textual com o título e as imagens e enfatiza a intencionalidade na escolha das cores, seja da revista, seja das peças em cerâmica. No segundo número, surpresa rara: crítica de revista, da Avant Garde. No quinto número, Pedro Marques é novamente convidado para falar de outra revista, a Interview.

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