Aplicativos sociais: interação, rede e publicidade

Slides de uma apresentação que fiz para a disciplina Análise de Publicidade e Propaganda, que estou frequentando como ouvinte na Facom/UFBa.

Social Networking in Plain English

“In Plain English” é um projeto da commoncraft que explica diversas questões, sobretudo tecnológicas, em “inglês básico”. Ou seja, de uma forma simples e didática. Este vídeo abaixo (de 2007), sobre sites de redes sociais (social networking) dá ênfase a dois aspectos: a exibição pública da rede social; e benefícios alcançáveis mais facilmente através de redes sociais.

httpv://www.youtube.com/watch?v=6a_KF7TYKVc

Tim Berners-Lee sobre a futura web

Para quem ainda não conhece, TED (Technology, Entertainment and Design) é um projeto que organiza palestras com grandes nomes desses três campos e suas interseções. O vídeo que recomendo hoje é de Tim Berners-Lee, criador do protocolo HTTP que deu origem à web. Neste vídeo, de março deste ano, Berners-Lee fala sobre os 20 anos da web e a importância da informação linkada. A possibilidade de inter-operabilidade (que vemos avançando em projetos como OpenID,  Facebook Connect e Google Friend Connect) entre sites de redes sociais é abordada como um avanço necessário. “Data is relationship”. Informação é relacionamento. Em sites de redes sociais ou projetos colaborativos como a Wikipédia ou, ainda, a liberação de informações científicas ou governamentais é um passo para a web futura que integre todas as pequenas colaborações de cada usuário para possibilitar grandes avanços em várias áreas.

A legenda em português não está das melhores. Para ver com legenda em outras línguas, acesse http://www.ted.com/talks/tim_berners_lee_on_the_next_web.html

One Point 0 – teorias da conspiração e a publicidade digital

One Point 0 é um filme americano de ficção científica e baixo orçamento. Cult, alguns diriam. Sem querer voltar a tentar me meter em crítica de cinema, indico esse filme aqui por causa de sua temática. O filme de Jeff Renfroe e Marteinn Thornsson tem como protagonista um programador que começa a receber misteriosos pacotes vazios em seu apartamento e, claro, passa a investigar o que são. Spoilers daqui pra frente.

httpv://www.youtube.com/watch?v=sEkH5tFYG8A

Pouco tempo depois de receber os pacotes, o protagonista começa a comprar compulsivamente uma marca de leite. Mais à frente, descobre que estava recebendo nanorobôs naqueles pacotes. Era uma experiência (mal-sucedida) de desenvolvimento de uma publicidade mais “matadora”(rá). Essa temática sobre nanorobôs me assusta umpouco. Meus 0,00000005% ludista não vêem com bons olhos a miniaturização de robôs como estes aqui.

A discussão sobre o desenvolvimento de tecnologias para publicidade ou incentivo ao consumo já inflama discussões hoje em dia. Em relação à publicidade comportamental, utilizar sistemas de monitoramento de navegação web (que podem ser imbutidos em simples programas como navegadores ou toolbars) já levantam a discussão sobre privacidade e segurança. Se tal empresa que possui redes de anúncios pode desenvolver sistemas de análise e predição de comportamentos, até onde isso é ético e seguro?

A inteligência coletiva de 300 milhões de usuários do Facebook que postam frequentemente textos, conversas, fotos, vídeos e interagem com o sistema já levanta hipóteses conspirativas sobre o desenvolvimento de sistemas como a Skynet (do filme Exterminador do Futuro) e outros chamam o Google de “O Grande Irmão” (referência ao livro 1984)… Exageros à parte, para o bem ou para o mal, o poder da informação – que, com as atuais tecnologias de informação existentes, pode ser digitalizada, armazenada, analisada e utilizada com uma facilidade e escala nunca vistas – é crucial para todas as esferas da sociedade. Para desenvolvimento econômico, para melhorias da sociedade ou para a “dominação mundial”? O que será?