Dica de Blog e Site: magCulture

tokion-magcultureJeremy Leslie é, talvez, o maior nome em design editorial do mundo. É autor dos livros Issues: New Magazine Design e magCulture: New Magazine Design. O primeiro é um livro coletânea de imagens de bons designs de revistas, o segundo é mais teórico, digamos assim. Ele é outro dos três curadores do Colophon.

magCulture.com serve de apoio ao livro magCulture: New Magazine Design. Mostra algumas revistas inovadoras em relação a Formato, Capa, Ritmo, Tipografia e Imagens. Tem algum conteúdo muito bom, mas deixou de ser atualizado.

O magCulture.com/blog, por sua vez, traz análises de revistas constantemente. Apesar de também dar notícias sobre a área de publicação de revistas, o que diferencia o blog de Jeremy Leslie são as boas críticas, como a desse redesign.

Uma categoria interessante do blog é “How We Sell Magazines”, que mostra imagens de bancas e lojas de revistas pelo mundo. Foi em um desses posts que conheci a mag nation.  A imagem deste post aqui foi retirada da análise da revista Tokion.

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Top 10 Livros 2008

Listas são sempre controversas, mas divertidas. Pra ficar só o divertido e não ter nada de controverso, fiz meu top10 dos livros que mais me divertiram nesse ano que já já acaba. Não é uma lista de melhores livros de 2008, uma vez que nenhum deles foi lançado esse ano.

01º. Em um ano muito cheio e atarefado, consegui acabar de ler o gigantesco Moby Dick. Nas suas centenas de páginas Herman Melville conta a história de um capitão de barco baleeiro obsessivo por encontrar e matar a baleia-mito que arrancou sua perna. O narrador Ismael descreve minuciosamente a pesca baleeira, a vida marítima e o conhecimento do século XIX sobre o “peixe”, mas de forma fascinante. A Cosac Naify lançou uma edição muito bonita, com direito a hotsite e tudo. [ver hotsite | ver preço]

02º. A dinâmica do consumo analisada por Jean Barudrillard em A Sociedade de Consumo chega a deprimir o leitor. É triste e, ao mesmo tempo, fascinante a construção simbólica em torno dos produtos e do consumo, e da tranformação de práticas triviais em rituais de consumo e diferenciação social. Indispensável. [ver preço]

03º. Em A Imagem, o teórico do cinema e da imagem Jacques Aumont trata de aspectos biológicos, físicos, químicos, psicológicos, sociológicos e artísticos da imagem.[ ler resenha | ver preço]

04. Em Design Brasileiro antes do Design, Rafael Cardoso Denis reuniu nove ensaios sobre a história gráfica do Brasil antes da ESDI e da própria conceituação do que é “design”. Já  postei sobre o ensaio de Julieta Costa Sobral acerca de J. Carlos. [ler sobre o ensaio | ver preço]

05. A Linguagem da Propaganda, de Torben Vestergaard e Kim Schroder estabelece a linguagem da publicidade e da propaganda através de inteligentes análises de anúncios.[ ler resenha | ver preço]

06º. A Prática do Design Gráfico: Uma Metodologia Criativa é um livrinho bem simpático  que, além de abordar todos os níveis simbólicos e produtivos do design gráfico, trata em específico também da responsabilidade social da profissão. [ler resenha | ver preço]

07º. Javier Diaz Nóci é um dos principais pesquisadores de jornalismo digital do mundo. La Escritura Digital é um ótimo livro tanto para jornalistas quanto para qualquer um que produz ou pretende produzir conteúdo para a internet. [ver blog de Nóci | ver preço do livro]

08º.  O último livro do ano conseguiu o oitavo lugar. Na verdade ainda faltam algumas páginas, mas A Cor como Informação, de Luciano Guimarães, merece já constar aqui. Assim como Aumont, o autor brasileiro divide o livro por níveis, do biológico ao social. Mas aplica a análise da cor a um objeto deveras interessante: a revista. [ver preço]

09º.  Mais um livro de literatura que conseguiu entrar nessa lista, Lolita, de Vladimir Nabokov. Narrado pelo pedófilo(?) Humbert Humbert, o texto sempre deixa o leitor sobre uma linha tênue entre o ódio e a pena tanto por Humbert quanto por Lolita. [ver preço]

10º.  Por fim, mas não menos importante, Priotizing Web Usability, de Jakob Nielsen e Hoa Loranger. Mais um livro do  renomado pesquisador, co-fundador do Nielsen Norman Group, que trata de usabilidade com ênfase e um texto divertido, ao mesmo tempo. [ver preço]

Caricaturistas Brasileiros 1836-2001, de Pedro Corrêa do Lago

caricaturistas-brasileirosEm mais de 200 páginas, o grande livro Caricaturistas Brasileiros, de Pedro Corrêa do Lago, reúne os 40 principais nomes do país entre 1836 e 2001. Na introdução, o autor fala da história da caricatura e sobre a metodologia de escolha dos artistas. Em uma passagem discute o uso dos diferentes termos para caricatura, e sua definição. O seguinte trecho é interessante:

“A abrangência do termo “caricatura” é difícil de definir e vale citar Cássio Loredano, profundo conhecedor do tema, que talvez tenha mais bem explicado a questão ao escrever: ‘Nada é muito preciso. Charge e caricatura são a mesma palavra: carga; mas quando numa redação brasileira se diz charge, em geral se está pensando na sátira gráfica a uma situação política, cultural, etc. estritamente atual; caricatura é geralmente sinônimo de portrait-charge; e cartum vale para o comentário satírico duma situação independente de atualidade.‘

Já Chico Caruso tem uma explicação empírica mais espacial: uma cena de horizonte amplo seria um cartum. centrada numa situação ou em personagens definidos seria uma charge, e focada exclusivamente numa pessoa, uma caricatura. Mas ‘caricatura’ é ainda o termo genérico que se aplica no Brasil ao desenho de humor em geral.”

Entre os artistas  estão Henrique Fleiuss, J. Carlos,  Cardoso Ayres, Millôr, Ziraldo, Henfil e Angeli, fechando o livro. De duas a dezoito páginas (para J. Carlos) para cada artista, são mais de 300 imagens, acompanhadas de um bom texto histórico e por vezes crítico. Uma “curiosidade” que descobri com o livro: Walt Disney pode ter se inspirado em desenho de J. Carlos para criar o Zé Carioca. A imagem abaixo é um desenho de Nássara representando os presidentes da ditadura militar:

nassara

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Dica de Blog: Magtastic Blogsplosion

time-magtasticAndrew Losowsky é designer editorial com décadas de experiência e um dos curadores do evento internacional Colophon. Mantêm um blog chamado Magtastic Blogsplosion sobre  publicação, revistas e design editorial. Além de fundador de várias revistas, é o editor do livro We Love Magazines.

De um modo geral, o blog é composto principalmente por compilações de notícias. Periodicamente Losowsky posta “News from Magosphere”, com uma dúzia de links. Entre os posts mais interessantes, destaco a análise da revista GOOD.

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Marca 2000, de Pedro Guitton

marca-2000Lançado em 2001, o livro Marca 2000 é resultado do trabalho de conclusão de curso de Pedro Guitton, em Desenho Industrial – Programação Visual na UniverCidade, Rio de Janeiro. Ganhei este livro em promoção do designUp.

O estudante reuniu mais de 200 marcas produzidas por estudantes de design, sobretudo do próprio estado do Rio de Janeiro. A idéia do livro é dar um panorama da criação dos jovens designers na área.

A organização se deu por ramo de produto/serviço/negócio: Alimentação; Assessoria/Consultoria; Companhia Aérea; Concursos; Design/Multimídia; Educação/Cultura; Esporte/Lazer; Eventos/Festivais; Filmes/Vídeo; Informática; Marca Pessoal; Miscelânea; Produtos; Saúde; Som; Vestuário; Veterinária; Viagem/Turismo; e Website.

Perdidos entre alguns trabalhos que claramente obtiveram uma “ajudinha” do WordArt, encontrei uns que me chamaram a atenção de forma boa.  A marca para o café Gengibre, feita por Sheila Manhães, e a do restaurante El Mariachi, de Katia Bongadini, por exemplo.

No final das contas, é um livro que passa muito longe de ser necessário. Além dos problemas terminológicos que dariam pano pra manga em certos lugares (logomarca?), questões editoriais também me incomodaram. Há um excesso de marcas da UniverCidade e, especialmente, do próprio autor. Quem comprar este livro ao ler, na capa, a frase “Símbolos e logotipos de estudantes do Brasil”, certamente se sentirá logrado.

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