Photo Icons – The Story Behind the Pictures Volume 2

photo-icons-the-story-behind-the-pictures-koetzle-volume-2Os dois volumes de Photo Icons – The Story Behind Pictures cobrem a história da fotografia de 1827 a 1991. Escritos por Hans-Michael Koetzle, cada um dos livros traz  a história de 20 fotografias, em ordem cronológica.

Neste segundo volume, boa parte dos trabalhos foram popularizados – e imortalizados – por meio da publicação em revistas. É o que aconteceu com “Marilyn’s Last Sitting”, de Bert Stern. O ensaio foi produzido três semanas antes do suicídio (?) da atriz para a revista Vogue. Como Koetzle escreve “o que começou como uma homenagem de oito páginas para a estrela de cinema, tornou-se um obituário que entrou para a história da fotografia.”

photo-icons-helmut-newtonA clássica fotografia de Che tomada por Alberto Korda não está presente no livro, mas é referenciada no ensaio de René Burri para a Look de 9 de abril de 1963. Neste segundo volume também está presente o “díptico” de Helmut Newton na Vogue francesa de novembro de 1981

O livro ainda traz, entre outros: Henri Cartier-Bresson com suas fotografias de 1945 na Alemanha; a cobertura do pós-guerra em 1991 no Kuwait, de Sebastião Salgado; e as “alegorias bizarras” de Joel-Peter Witkin em “Un Santo Oscuro”.

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Photo Icons – The Story Behind the Pictures Volume 1

photo-icons-the-story-behind-the-pictures-volume-1Os dois volumes de Photo Icons – The Story Behind Pictures cobrem a história da fotografia de 1827 a 1991. Escritos por Hans-Michael Koetzle, cada um dos livros traz  a história de 20 fotografias, em ordem cronológica.

O primeiro volume (1827-1926) começa com Niépce e Daguerre, passa por Nadar e finaliza com Man Ray. É uma edição da série Icons, da editora Taschen.

Para a fotografia de Jacques-Henri Lartigue, que também é capa do livro, o autor começa com o seguinte texto:

“Automobile racing was a keenly watched spectacle at the turn of the 20th century. Roaring down the open highways, various makes of autors strove to demonstrate their performance ability. At the Grand Prix of the ‘Automobile Cluv of France’ in 1912, the young Jacques Henri-Lartigue succeeded taking a photograph that we interpret today above all as a metaphor of the speed of the technological age.”

As 10 páginas dedicadas a essa fotografia se compõem  (além da fotografia, é claro) de uma breve biografia de Lartigue, depois o texto estabelece os fatores históricos no qual a fotografia se insere, as condições de registro e finalmente o seu lugar na história da fotografia. E não deixou de citar a inserção dessa fotografia na revista Stern, sobre a qual assisti uma aula do prof. Benjamim Picado. Um excerto do blog de seu grupo de pesquisa:

“[…]precisamos considerar a fotografia, não apenas na sua constituição enquanto veículo de representação do que quer que seja, mas também como unidade de um discurso visual consideravelmente mais complexo: precisamos avaliar a função desta imagem nos contextos gráficos com os quais ela eventualmente negocia, procurando analisar os sentidos em que aqueles aspectos de sua modelação icônica podem aqui funcionar como índices de seu encaixe no universo gráfico da página. Alguns comentadores fazem apelo à dimensão “tabular” do espaço da página, de modo a atribuir uma função significante ao suporte impresso, função esta que passa a regenciar, inclusive, as apropriações da matéria icônica da fotografia, no contexto enunciativo propriamente dito das matérias jornalísticas.” [ler mais]

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bannerblog-sexyBanner é um formato publicitário que é cada vez mais contestado. Volta e meia, porém, algum mais criativo consegue gerar burburinho por aí. O blog australiano BannerBlog reúne banners interessantes e interativos desde 2005. O conteúdo é categorizado por Agência, Marca e Categoria. A categoria magazines/newspapers, por exemplo, traz banner do Estadão e o anúncio exibido na imagem, Shake it On, para a revista Sexy.

São mais de 1200 banners postados. Mas o blog, que é patrocinado pela DoubleClick, também oferece outros serviços como mural de vagas de empregos e notícias.

Arte & Percepção Visual – Uma Psicologia da Visão Criadora, de Rudolf Arnheim

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Gestalt é uma palavra alemã “intraduzível”, algo como forma ou configuração. A psicologia da Gestalt (não confundir com um ramo da psicoterapia desenvolvido depois) começou a ser estabelecida no início do século XX. Arte e Percepção Visual é a maior obra que aplica os conceitos dessa corrente às obras de arte visuais.

Lançado em 1954 e consistentemente revisado em 1974, o livro de Rudolf Arnheim se mantém ao longo dos anos como bibliografia básica em cursos de artes, design e comunicação visual.

Sem nenhum rigor, poderia dizer que a psicologia da Gestalt (ou psicologia da forma) descobriu que “o todo é maior que a soma das partes”. Ou seja, uma experiência não pode ser definida pela enumeração de suas componentes. A apreensão da realidade é influenciada por algumas leis da mentes humana. Por isso a “visão criadora” do título. Cada pessoa organiza os estímulos que chegam através da visão por meio de leis comuns.

Quatro princípios da psicologia da Gestalt podem ajudar a explicá-los: tendência à estruturação; segregação figura-fundo; pregnância da boa forma; constância perceptiva. Todas se referam a tendência natural para a estabilidade.

Sobre a tendência à estruturação, as formas são agrupadas de acordo com semelhança e proximidade, na forma mais simples. A segregação figura-fundo é “fácil” de entender. Afinal, uma figura só existe inscrita em um fundo. Ou é possível ver um triângulo amarelo no fundo de mesma cor? Um experimento que causa algum desconforto é a clássica figura cálice-rostos.

arte-e-percepcao-visual-fig-42A pregnância da boa forma é uma característica da percepção humana que faz com que uma configuração qualquer seja percebida mais facilmente da forma simples e equilibrada. O exemplo ao lado é salutar? Pq vemos um triângulo e um retângulo, ao invés de uma forma irregular com 10 lados ou três formas diferentes? É a tendência pela “boa forma”. As coisas são “vistas” da maneira mais simples e fácil.

Tamanho, forma e cor tendem a se manter. Por isso, pelos mecanismos de compreensão da constância perceptiva, os seres humanos “ignoram” algumas mudanças puramente visuais, como a aparente mudança de tamanho de um objeto ao mover-se pelo espaço, as condições de iluminação em relação à cor, e a forma, em relação ao ângulo.

A minha descrição não passa de uma “pincelada” sobre o valor destas quase 500 páginas. O livro é dividido em dez capítulos: 1. Equilíbrio; 2. Configuração; 3. Forma; 4. Desenvolvimento; 5. Espaço; 6. Luz; 7. Cor; 8. Movimento; 9. Dinâmica; e 10. Expressão.

Cada capítulo possui de dez a vinte seções, abordando problemas como: Peso; Direção; O que é uma parte?; Projeções; Interação entre o plano e a profundidade; Consequências educacionais; Linha e contorno; Transparência; Sombras; A busca da harmonia; As revelações da velocidade; Experimentos sobre tensão dirigida; Composição dinâmica; Simbolismo na arte; etc etc etc.

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A compreensão da psicologia da Gestalt e a investigação realizada por Arnheim podem ser utilizadas para uma melhor prática do design gráfico, como no design de revistas, por exemplo. Já escrevi aqui sobre diagramação sequencial de revistas, usando como exemplo a revista Realidade #7. A imagem mostra como as leis da simplicidade, associadas à disposição espacial,  fazem com que os desenhos abaixo sejam lidos como um objeto em sucessão temporal.

joseph-brockmann-lpO LP ao lado, design de Josef Muller-Brockmann, por exemplo. Mesmo com essa sobreposição  de cores, simulando camadas transparentes (que está na moda, vejo em todo canto), as formas são compreendidas como círculos.

É claro que a maioria dos conceitos e descobertas da psicologia da forma são praticados naturalmente por todas as pessoas. Afinal, são variações de outras experiências humanas mais comuns e triviais (sem juízo de valor aqui). Mas, antes de serem a formulação de obviedades, a pesquisa, compreensão, discurso e debate contidos neste livro significam o refinamento da própria vida.

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– Gestalt na Wikipédia(pt) e na Wikipedia(en)

Realidade Sintética – os videogames na universidade

realidade-sinteticaQuase fui pesquisador em quadrinhos. Associados a outras questões pessoais e profissionais, os olhares de desprezo a meu pôster sobre Macanudo no SEMPPG de 2007 puseram um fim nessa pretensão. Acabei deixando a paixão só para a fruição e análise “não-acadêmica”.

Assim como os quadrinhos, um objeto de pesquisa muito subestimado é o videogame. São poucos os pesquisadores que enfrentam o preconceito. Alguns deles se reuniram no Realidade Sintética.

“O Realidade Sintética é um espaço de discussão e atualização sobre o que acontece no mundo dos videogames e como isso repercute na academia, na pesquisa científica. Acima de tudo, o Realidade Sintética é um blog – com abertura para comentários e uma versatilidade maior no quesito conteúdo – composto por pesquisadores do assunto alocados por vários lugares do Brasil.”

Os colaboradores são seis: três da UFBA, além de UFRJ, UFF e Concordia. São pouco menos de 20 posts desde outubro passado, entre notícias, análises e listas bibliográficas. No último post, Emmanoel Ferreira escreve sobre a “ilusão de controle” que acontece especialmente em determinados jogos, como os “baseados em história”. Emmanoel diz que somente em jogos em rede, podem realmente ser criadas novas variáveis, com um controle mais amplo do jogo. É o caso de World of Warcraft e de Ragnarok, por exemplo. Nestes jogos, com milhares (ou até milhões) de pessoas conectadas em um único mundo, dinâmicas sociais são transportadas para aquele espaço, que vira palco até de protestos.

Também são observados os ARG – Alternate Reality Games, ou Jogos de Realidade Alternativa. Recentemente tomei conhecimento do ARG produzido para o guaraná Antarctica, que fez um senador pagar mico nacionalmente. No blog, um ARG no mundo de Lost.

Mas uma das partes mais suculentas do blog é a lista de publicações do grupo. São mais de 30 artigos. Se ainda torces o nariz para os videogames, recomendo o O que podemos aprender jogando MMORPG.