Revista Muito #1

A primeira edição da Muito foi lançada. A revista vem, a partir de hoje, em todas edições de domingo do Jornal A Tarde. Há várias mudanças em relação ao número zero, disponível para download na página da revista. Em relação ao projeto gráfico, o azul substitui o vermelho no logotipo e nos títulos de seções.

A entrevista dessa vez é bem mais interessante. Solange Farkas, diretora do MAM-BA, fala da polêmica envolvida na sua indicação e sobre os rumos do museu.

A capa traz a estilista Márcia Ganem, algo meio despropositado. Ela só aparece na revista na matéria sobre o bairro “Santo Antônio Além do Carmo”, falando sobre a compra de imóveis no local em valorização. Talvez essa discrepância se deva a um problema explícito na revista, excessivamente de consumo. As opções de personagens ou temas mais relevantes para a capa são poucos.

Desgustação de cervejas importadas, que estão cada vez mais presentes nos supermercados soteropolitanos e um ensaio de moda com a Deusa do Ébano do Ilê Ayiê também ocupam espaço nessa edição. A ilustração que fecha a revista é outra vez de Juliana Moraes. A crônica dessa vez é pouco inspirada, mais uma enumeração do que literatura.

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Revista Muito #0

Fazer revista não é fácil. Já comecei outro texto deste blog com a mesma frase. Não é à toa que a Muito pode se gabar de ser a primeira revista semanal baiana, com maior tiragem.

A partir de amanhã, domingo 06 de abril, a revista criada pelo grupo A Tarde será distribuída, “de graça”, nas edições de domingo do jornal. Tiragem de 50.000, ultrapassa de muito longe as tiragens modestas, e periocidade mais ainda, das poucas revistas baianas, a maior parte delas univesitárias.

O número zero da revista já está disponível para download. A capa exibe Cláudia Leite de “bobs” no cabelo. A matéria é A fantástica fábrica de ídolos, sobre a produção de estrelas da música pop, rock e axé. De Kurt Cobain a Michael Jackson, nem Joelma fica de fora. No começo da revista, uma entrevista com a psicanalista Leda Guimarães, que fala algumas coisas interessantes e outras besteirinhas, o de sempre.

O projeto gráfico é bem bonitinho. Também foi criado por Iansã Negrão, responsável pelo jornal. As chamadas de capa são feitas em um tipo sem serifa bem fininho e elegante, que me lembra muito a Geo Sans Light, que uso nos títulos internos da Fraude. O logotipo da revista é a palavra ‘muito’, vermelha, com extremidades angulares ou arredondadas alternadamente. O “pingo” do “i” fica embaixo. Mais uma vez a tríade divina preto-branco-vermelho está presente.

Como não poderia deixar de ser em qualquer revista que queira viver mais que os habituais quatro primeiros números, a publicação é recheada de publicidade, tanto direta quanto indireta. De vestidinhos para as socialites da Vitória vestirem seus poodles a óculos de sol com mp3, para nenhum cooper da Barra botar defeito. Em moda, algumas bolsas pseudo-rústicas. Ainda tem uma seção de produtos de tecnologia e outra de cosméticos.

Bio fala de Receca Falcone, moça baiana multi-performática, que canta, dança, atua e desfila. A revista ainda traz dicas de estabelecimentos culturais e um pingue-pongue com o escritor Santiago Nazarian.

O melhor texto é a Crônica de Aninha Franco, “Mamãe, eu quero ir a Cuba e quero voltar…” Em Parede, fechando a revista, uma ilustração de Juliana Moraes.

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Revista Fraude #3

A Fraude chega ao terceiro número no final de 2005. A revista existia há dois números com outra equipe. Dessa vez, a revista se diferenciou bastante em relação aos primeiros números, em parte por causa dessa mudança.

Apesar de ter mais unidade que as duas primeiras, não é tão bonita. Há um uso muito maior de brancos e as texturas foram praticamente abolidas em favor da legibilidade. As duas matérias de três páginas, não utilizam bem a sequência, porém. O conto é uma das melhores duplas, utilizando um efeito de contraste/espelho muito interessante, apesar de inexato.

A dupla da matéria “Bonecas de Plástica”, uma das poucas com fotografias produzidas, também traz uma proposta interessante. A melhor, entretanto, é a da matéria “Na cena do crime”. Na página par, um aparente erro na imagem traz uma segunda interpretação do todo da página, e a página ímpar traz uma integração entre a ilustração e página bem realizada.

Em relação às pautas, essa edição trouxe como núcleo temático, essa edição trouxe à discussão a ‘Ficção e realidade: os labirintos do século XXI”: uma matéria sobre o reality show policial Linha Direta, outra sobre metaficção histórica, além de rastrear a inspiração para o programa Pânico na TV! , o comediante americano Andy Kaufman. Renovação constante da moda, literatura pop e programas infantis também tiveram espaço. Sobre cinema, a Fraude trouxe matéria sobre a nova abordagem do sexo, e outra sobre o monstro dos filmes de terror como representação do Outro.

O professor André Lemos contribuiu com o conto “Palavras Escritas”, enquanto que o jornalista Danilo Fraga (um dos fundadores da revista, atualmente no Caderno Dez!) escreveu texto sobre “A jovem Jovem Guarda”, mostrando a influência da Jovem Guarda no novo rock gaúcho. Uma dessas bandas é o Cachorro Grande, entrevistada nesse número da revista.

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Revista Fraude #2

Em um dos últimos posts, falei da revista Fraude #1. No mesmo ano de 2004, foi lançada outra edição da revista. Dessa vez as pautas se focaram mais na cidade de produção da publicação, Salvador.
Dessa vez o miolo da revista traz a temática “Os fins justificam os meios”? Uma matéria sobre programas jornalísticos populares(cos) da Bahia e outra sobre como a mídia deixou de ser uma crítica, ou vigilantes, para ser um poder em si mesmo.

O forte dessa edição são as matérias locais. Cinemas pornô, rock baiano, Museu do Objeto Imaginário e crise no Rio Vermelho (“bairro boêmio de Salvador) se unem à matéria sobre os jornais sensacionalistas, totalizando as 11 páginas locais da revista.

Ainda traz duas entrevistas. Uma bem curtinha, com a vocalista do Pato Fu, Fernanda Takai e outra mais extensa, com Yacoff Sarkovas. O fundador da Articultura critica as leis de incentivo à cultura do Brasil, que viciam o empresariado com vantagens prejudiciais à autonomia da cultura.

A capa é, na minha opinião, a melhor dentre todas as revistas Fraude. Mantêm as referências múltiplas numa colagem criativa. A diagramação continua pesada, com muitas texturas de fundo em sua maioria desagradáveis. Os pontos altos é a dupla 12-13, da matéria sobre Hermes e Renato, que brinca com a orientação da página. A montagem na saideira da página 38 também é interessante.

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O novo projeto gráfico da revista Época

Já falei aqui sobre o blog Faz Caber, da equipe de arte da revista Época. Ontem eles publicaram um vídeo no qual o diretor de arte, Marcos Marques, fala sobre o novo projeto gráfico da revista. Explica as inspirações e técnicas utlizadas. Já o vídeo abaixo, mais antigo, é sobre a criação gráfica de fotografias para ilustrar uma reportagem.