Mundoutro é o blog de Nina Santos, estudante de jornalismo, que pesquisa e trabalha com comunicação política e democracia. O blog é novinho, mas já tem alguns bons textos sobre o caos na câmara de vereadores de Salvador e sobre a prática da assessoria de comunicação online.
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Politweets – O Twitter na política brasileira
Os políticos brasileiros estão se inserindo nas mídias sociais pouco a pouco. O site Politweets reúne os perfis verdadeiros de políticos brasileiros no Twitter. Atualmente são: 01 governador, 17 senadores, 47 deputados federais, 11 deputados estaduais e 46 vereadores. O único governador é José Serra, do PSDB-SP. Entre os senadores, merece destaque o Aloízio Mercadante, que dá destaque em seu site a Facebook, YouTube, Twitter, Flickr, RSS, Slideshare e até Orkut.
Entre os políticos da Bahia, temos pouquíssimos:
Senador
César Borges – PR
Deputados Federais
Alice Portugal – PCdoB
ACM Neto – DEM
Colbert Martins – PMDB
Vereadores
Luiza Maia – PT
Vania Galvão – PT
Mas não se enganem: o Politweets não é uma iniciativa democrática “inocente” (se é que isso existe). Foi criado pela eztiva, em uma ótima estratégia de posicionamento.
Revista Lupa #5
A revista Lupa lança seu quinto número, produzido pela turma da disciplina Temas Especiais em Comunicação 2008.1. A demora foi fruto de problemas burocráticos típicos brasileiros. Mas não é isso que importa aqui, e sim a qualidade da publicação.
Pois bem. Logo na capa, a melhor até agora, em minha opinião. É uma montagem sobre foto de Jacques Wagner, atual governador da Bahia, bem jovem. No “embalo” dos 40 anos completados desde 1968, a matéria “Nada Será como Antes”, escrita por Edna Matos e Samuel Barros discute o engajamento político da juventude e conseguiu fotos de arquivo de políticos baianos, quando jobens. Interessante e curiosíssima a pa´gina com imagens de Olívia Santana, Lídice da Mata, Geddel Vieira Lima e outros.
Um pouco depois, uma dupla sobre o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano inspirou o infográfico mais elaborado já produzido na Lupa. Usando a estrutura do Banco Imobiliário, faz um bom panorama de problemas, soluções e interesses literalmente em jogo nessa questão.
Mais à frente, esta Lupa continua mais “séria” do que seus outros números e descobriu como escolas militares “ensinam” a história do “Dia da Revolução Democrática de 1964”.
O ensaio fotográfico da seção Impressões, por Caio Sá Telles e Mariele Góes, traz um tema que gosto: “anjos caídos”. Ainda há textos sobre arte cemiterial, rpg, convergência e mais.
O Cinema Manipula a Realidade?, de Sidney Ferreira Leite
O Cinema Manipula a Realidade? é um livrinho de bolso da coleção “Questões Fundamentais da Comunicação”, lançado em 2003. Cada um dos livrinhos dessa coleção da editora Paulus parte de uma pergunta da área. Também existe coleção dedicada ao Cotidiano, à Educação, à Fé e ao Ser Humano.
O livro de Sidney Ferreira Leite é dividido em três partes. Na primeira, um pouco de história do cinema. Começa por analisar o surgimento do cinema como “registro do real”, passa pelos dois pioneiros Griffith e Eisenstein e finaliza falando de roteiro.
Na segunda parte, Hollywood. Usos intencionais e ideológicos do cinema durante grandes guerras e durante a guerra fria, além do “simples” imperialismo cultural.
A terceira parte começa com uma análise que mostra, com o filme O Parque dos Dinossauros, como o cinema pode fazer um desserviço à ciência e mostra como o filme enfatia o tema “o homem não deve ir aonde Deus não quer que ele vá”. Em seguida, analisando os filmes hollywoodianos que mostra a Roma antiga escreve sobre o cinema que retratam mais o período no qual são produzidos do que o período representado historicamente. Por fim, Todos os Homens do Presidente deturpou alguns dos acontecimentos nos quais se baseia, para gerar uma narrativa maniqueísta, mais própria do cinema hollywoodiano, segundo o autor.
Pequenino, são apenas 95 páginas de 10,5cmx18cm. O preço segue as dimensões físicas, e é uma aquisição que vale a pena para quem gosta de analisar a ideologia por trás de cada produto da sétima arte.
+ Mais
– Veja preços de O Cinema Manipula a Realidade?
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_ Por que as comunicações e as artes estão convergindo?
_ Publicidade: é possível escapar?
_ Qual a lógica das políticas de comunicação no Brasil?
Banco Imobiliário Sustentável e outras falácias [supostamente] verdes
Os encartes especiais do Dia das Crianças desse ano me apresentaram o Banco Imobiliário Sustentável! Todo feito em papel reciclável, o produto, produzido em parceria da Estrela com a Braskem tem, ao invés de Leblon ou XXX, reservas naturais como Pantanal, Chapada dos Veadeiros etc. Ao invés de companhias de transporte, companhias de reciclagem ou reflorestamento.
Mesmo se esse joguinho pode ser educativo, é incrível como a falácia da sustentabilidade tem se disseminado por todos os cantos. Falácia sim, porque o discurso e os símbolos da sustentabilidade são utilizados na publicidade e nas embalagens, mas a produção e o modelo de lucro continua o mesmo.
Como a publicidade do tênis Rainha, comentado por Claudia Chow, mantenedora do blog Ecodesenvolvimento (leiam o que tá escrito na página esquerda).
Outro exemplo, sobre o qual não pesquisei nada mais substancial, mas o “rebranding” do PFL em Democratas usa uma arvorezinha meiga com sobreposição de tons verdes e azuis. Tão lindo, né? Super juvenil e renovado, a marca e ACM, o Neto (como diria Hilton)…
Ainda do blog Ecodesenvolvimento recomendo a leitura do comentário sobre o manifesto de Thomas Friedman.
[post originalmente escrito em outubro de 2008 para o falecido blog 300edois]



