Memória Digital: duas perspectivas contrastantes

Digite um nome de um amigo próximo na busca interna do seu email. Ou navegue pelas fotos digitalizadas de sua vida. Busque seu nome no Google. Tente lembrar seu histórico de doenças. E o histórico financeiro?  E você sabe quantas vezes foi registrado por uma câmera de vigilância? Entre informações que você tem à sua disposição e outras que você nem tem ideia que existam, o registro das atividades humanas – seja em uma ótica pessoal ou institucional – estão cada vez mais intensos, presentes e pervasivos. Quais os impactos da memória digital?

Trago nesse post dois vídeos que são gravações de palestras de apresentações de livros, respectivamente Total Recall: How the E-Memory Revolution Will Change Everything e Delete: the Virtue of Forgetting in the Digital Age.

Jim Gemmel e Gordon Bell se perguntaram “e se pudéssemos lembrar de tudo”? A partir de uma perspectiva otimista, desenvolveram pesquisa, dispositivos e experimentos para analisar os benefícios da memória digital. Financiados pela Microsoft Research, um dos principais resultados da pesquisa é o projeto experimental MyLifeBits que tem como objetivo fornecer um sistema organizado de anotação e registro dos mais diversos materiais, em várias mídias e formatos.

Viktor Mayer-Schonberger, por sua vez, tem uma opinião totalmente contrária. Em seu livro, apresenta diversos casos em que a ausência do esquecimento prejudicou – injustamente – pessoas reais. Apresenta a questão da memória digital como um problema a ser enfrentado. Fala sobre as relações entre memória, tempo e poder. O esquecimento seria, para Mayer-Schonberger, algo natural e benéfico à existência humana.

As questões apresentadas são apenas algumas das muitas envolvendo a memória digital. E você, o que acha?

Um comentário sobre “Memória Digital: duas perspectivas contrastantes

  1. Pingback: O self quantificado | Tarcízio Silva

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *