Videoinstalação Miradas

“A videoinstalação virtual Miradas é resultado da pesquisa realizada pela videoartista Maruzia Dultra, como Trabalho de Conclusão de Curso na Faculdade de Comunicação da UFBA. Com o tema ‘A vigilância perene na sociedade das visibilidades’, a obra traz como metáfora a estrutura do Panóptico para explicitar os sistemas atuais de segurança baseados na geração de imagem. Uma visibilidade constante, nos espaços públicos e privados, que torna o indivíduo vigilante e vigiado.”

Acontece dia 23 de novembro, no Cinema Saladearte da UFBa, no Vale do Canela – Salvador. A partir das 17hrs, mas também estará disponível no site. A orientadora da instalação Miradas é Karla Brunet, pesquisadora associada ao Poscóm. Além de fótografa, pesquisa cibercultura.

Maruzia Dultra também produziu performances e pesquisa junto ao Grupo de Pesquisa Poética Tecnológica da Dança. É um trabalho fascinante o desse grupo. Em 2007 apresentou no Expocom o trabalho “A Experiência Telemática ‘Versus‘” (.pdf) , que me fez conhecer este grupo. Utilizando softwares interativos e vídeo, a performance aconteceu simultaneamente em três cidades: Salvador, Brasília e João Pessoa! Acesse o trabalho para conhecer melhor.

designUp: ganhe livros!

Bom, a promoção começou dia 05. Mas como eu também quero ganhar, peguei uma dianteirinha na tua frente, querido leitor. Não leve a mal. Brincadeiras à parte, a promoção em questão é uma parceria do site designUp com as editoras 2AB, especializada em design, e da Index Book Brasil.
Os prêmios são 3 kits contendo os livros Viver de Design de Guilherme Strunck, Produção Gráfica para Designers de André Villas-Boas, Mídia Impressa: Como fazer um anúncio de jornal e revista de Newton Cesar e Mídia Eletrônica: A criação de comerciais para TV, rádio e internet do mesmo autor. Além de mais 15 livros Marca 2000 de Pedro Guitton. Ou seja, dezoito felizardos.

Para ganhar, é preciso metade mérito metade sorte. Desde o dia 05 de novembro, dia do design, até o dia 05 de dezembro, o site vai monitorar as atividades dos usuários. Ao final desse período, os prêmios serão sorteados entre os cinquenta mais ativos. As atividades podem ser criação e atualização de portifólio, inserção de imagens pra área de inspiração ou de links para a área bookmarks.

Boa sorte! Que ganhem um dos outros dois kits, que já estou rezando pra Santa Pixela pra um ser meu.

+ Veja minhas indicações de livros
+ Veja preços dos livros:
_ Viver de Design
_ Produção Gráfica para Designers
_ Mídia Impressa: Como fazer um anúncio de jornal e revista
_ Mídia Eletrônica: A criação de comerciais para TV, rádio e internet

Moda: perspectivas teóricas e artísticas

Aconteceu no dia 5 de novembro a palestra “Moda: perspectivas teóricas e artísticas“, reunindo o estilista Tarcisio Almeida e a pesquisadora Renata Pitombo. O evento teve lugar no auditório da Faculdade de Comunicação da UFBa.

Tarcisio Almeida – se é feito para o outro, não é arte?
O estilista, que cursa Direção Teatral, começou a sua exposição demonstrando que tem pensado sua arte também sob uma ótica teórica. Foi até a etimologia de design para deixar claro que o designer de moda é um profissional que trabalha com projeto, com um sistema que começa desde a pré-produção e tem de pensar até no descarte do objeto.

Pontuou que se desvincula de uma noção meramente estilística e estetizante da moda. Afinal, para elaborar suas peças, é preciso saber para quem está projetando, para onde vai etc. Ou seja, “se ele [o objeto] é feito para o outro, ele não é arte”. Não é arte naquele sentido retrógrado de arte pela arte, arte para satisfação pessoal apenas. E continuando a responder as perguntas formuladas na divulgação do evento, Tarcisio diz que é preciso acabar de vez com uma visão meramente ilustrativa ou decorativa da arte.

Definiu como uma das características de sua produção a relação entre a moda e a performance. Repensar as peças de vestuário em relação aos objetos de mobiliários, por exemplo, é uma questão abordada por alguns artistas.

Renata Pitombo – moda enquanto vetor expressivo
A pesquisadora começa fazendo referência novamente ao release do evento, que estabelece perguntas sobre a moda como arte, fenômeno midiático e consumo. Neste ano escreveu artigos relacionados a cada uma das peguntas: “Moda e estilo: Introdução a uma estética da moda” (pdf) para a Compós; Jornalismo de moda: crítica, feminilidade e arte (pdf), para a Reconcavos; e para a revista dObra[s], Moda como Modo de Vida.

Renata diz que moda é um produto de consumo porque se inscreve numa dinâmica industrial. Todos usam roupas, a experiência do corpo do outro é mediada por essa segunda pele. Cita Lipovetsky que, a partir de Baudrillard, toma a moda como a espinha dorsal da sociedade de consumo. Nesse sentido, “moda” deixa de ser algo relacionado apenas a vestuário para ser algo mais amplo, relacionado a dinâmica do consumo na sociedade contemporânea.

De Walter Benjamim, a sua reprodutibilidade técnica é utilizada para entender a moda prêt-a-porter, produzida em grande escala, mas com signos de diferenciamento. Guy Debord tratou do assunto ao falar da espetacularização do cotidiano e, logo, do vestuário. Baudrillard e suas reflexões sobre a sociedade de consumo são chave para entender a moda como busca da felicidade e o mito da igualdade.

Edgar Morin é citado porque tratou do star system do cinema hollywoodiano. As estrelas do cinema produzem padrões de beleza e comportamento para toda a sociedade. Pitombo fala da questão do uso de cigarro, incentivado pelo cinema, especialmente no caso das mulheres, que começaram a fumar socialmente a partir do sistema de estrelas.

Ao tomar moda como fenômeno midiático, a pesquisadora fala da dupla articulação entre imitação e distinção, questão já tratada por Zimmel e antes por Gabriel Tarde. O desejo de consumo é um modo de distinção social, mas também a busca do prazer.

Características próprias ao fenômeno moda vão se propagar por outras áreas da vida cotidiana: fenômeno cíclico; culto ao presenteísmo; apego aos detalhes; sedução como meta. A forma passa a “conformar” a vida cotidiana, e aí também pode se correlacionar o desenvolvimento do design de produto e embalagem, avanço das artes gráficas na publicidade etc.

Por “fim”, a polêmica moda x arte. A problemática da função é retomada. Pitombo diz que “antes de tudo a moda é algo da ordem funcional, logo não seria arte”, para alguns. Mas o funcional pode ser criativo e artístico sim. É uma discussão que tem século de vida, mas ainda é controversa. A pesquisadora fala do conceito de Pareyson chamado formatividade. A arte é tomada como uma atividade formativa. Afinal, “toda operosidade humana já tem em si mesma uma atividade intrínseca”.

+ Blog de Tarcisio Almeida
+ Alguns livros citados:
O Império de Efêmero, de Gilles Lipovetsky
A Sociedade de Consumo, de Jean Baudrillard
A Obra de Arte na Época de sua Reprodutibilidade Técnica, de Walter Benjamim (em Costa Lima)
A Sociedade do Espetáculo, de Guy Debord
As Estrelas: Mito e Sedução no Cinema, de Edgar Morin
Estética: Teoria da Formatividade, de Luigi Pareyson

Dia do Designer – “Bata os Brancos com a Cunha Vermelha”, de El Lissitsky

Hoje, 05 de novembro, é o dia do designer. A obra acima é uma composição criada por El Lissitsky, um dos grandes expoentes das artes gráficas soviéticas pós-revolução. Teve Malevich como mentor e criou a obra acima em 1919, chamada “Bata os brancos com a cunha vermelha” permanece como uma aula genial de simbolismo.

Encontro Nacional de Revistas Culturais Independentes

Entre 5 e 7 de novembro acontecerá, em São Paulo, o primeiro Encontro Nacional de Revistas Culturais Independentes.

Na programação estão crítica cultura, produção, políticas para a diversidade e a importantíssima questão da internet e convergência.

Faz parte do projeto, realizado pelo SESC-SP e com apoio do edital Cultura & Pensamento, um levantamento das revistas independentes, que será disponibilizado na internet. Segundo a divulgação, a partir do evento o Ministério da Cultura pretende lançar um programa de estímulo para o segmento. Vamos torcer.