Revista Pocket Provocante #2

Pocket [provocante] É uma revista soteropolitana de cultura, formato A6, “de bolso” e gratuita. Com apenas 10 de suas 48 páginas exibindo publicidade “declarada”, a publicação auto-declarada “a primeira revista de bolso de Salvador” é distribuída no circuito Saladearte, Bilbao, Paradoxus, Vivire e Abx Contempo.

Encontrei esse número na Saladearte da UFBa, no Pavilhão de Aulas do Canela. Depois de ver Lemon Tree (filme bom, cartaz ótimo) encontrei a revistinha dando sopa, apesar de ser de setembro. Em sua capa também exibe o endereço do site, mas tem o incômodo “em construção” de forma eufemista “aguardem nosso www“. O flash que mostra uma espiral girando confundiu um amigo versado em web, que achou que era um sinal de carregamento.O design é de Neri Molinero e abusa das colagens, geralmente com sucesso. O tratamento de “mosaico” em cima do ensaio de moda sobre Iemanjá ficou muito legal. A diagramação da entrevista com Paulo Borges é o deslize do número, difícil de ler. E, particularmente, odeio ver o rosto do entrevistado em cada resposta. As imagens abaixo são o expediente, uma dupla do ensaio e a seção ‘secos e molhados’, que indica o caro Amado e o barato e agradável Líder.

Revista Fraude #3

A Fraude chega ao terceiro número no final de 2005. A revista existia há dois números com outra equipe. Dessa vez, a revista se diferenciou bastante em relação aos primeiros números, em parte por causa dessa mudança.

Apesar de ter mais unidade que as duas primeiras, não é tão bonita. Há um uso muito maior de brancos e as texturas foram praticamente abolidas em favor da legibilidade. As duas matérias de três páginas, não utilizam bem a sequência, porém. O conto é uma das melhores duplas, utilizando um efeito de contraste/espelho muito interessante, apesar de inexato.

A dupla da matéria “Bonecas de Plástica”, uma das poucas com fotografias produzidas, também traz uma proposta interessante. A melhor, entretanto, é a da matéria “Na cena do crime”. Na página par, um aparente erro na imagem traz uma segunda interpretação do todo da página, e a página ímpar traz uma integração entre a ilustração e página bem realizada.

Em relação às pautas, essa edição trouxe como núcleo temático, essa edição trouxe à discussão a ‘Ficção e realidade: os labirintos do século XXI”: uma matéria sobre o reality show policial Linha Direta, outra sobre metaficção histórica, além de rastrear a inspiração para o programa Pânico na TV! , o comediante americano Andy Kaufman. Renovação constante da moda, literatura pop e programas infantis também tiveram espaço. Sobre cinema, a Fraude trouxe matéria sobre a nova abordagem do sexo, e outra sobre o monstro dos filmes de terror como representação do Outro.

O professor André Lemos contribuiu com o conto “Palavras Escritas”, enquanto que o jornalista Danilo Fraga (um dos fundadores da revista, atualmente no Caderno Dez!) escreveu texto sobre “A jovem Jovem Guarda”, mostrando a influência da Jovem Guarda no novo rock gaúcho. Uma dessas bandas é o Cachorro Grande, entrevistada nesse número da revista.

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Revista Fraude #2

Em um dos últimos posts, falei da revista Fraude #1. No mesmo ano de 2004, foi lançada outra edição da revista. Dessa vez as pautas se focaram mais na cidade de produção da publicação, Salvador.
Dessa vez o miolo da revista traz a temática “Os fins justificam os meios”? Uma matéria sobre programas jornalísticos populares(cos) da Bahia e outra sobre como a mídia deixou de ser uma crítica, ou vigilantes, para ser um poder em si mesmo.

O forte dessa edição são as matérias locais. Cinemas pornô, rock baiano, Museu do Objeto Imaginário e crise no Rio Vermelho (“bairro boêmio de Salvador) se unem à matéria sobre os jornais sensacionalistas, totalizando as 11 páginas locais da revista.

Ainda traz duas entrevistas. Uma bem curtinha, com a vocalista do Pato Fu, Fernanda Takai e outra mais extensa, com Yacoff Sarkovas. O fundador da Articultura critica as leis de incentivo à cultura do Brasil, que viciam o empresariado com vantagens prejudiciais à autonomia da cultura.

A capa é, na minha opinião, a melhor dentre todas as revistas Fraude. Mantêm as referências múltiplas numa colagem criativa. A diagramação continua pesada, com muitas texturas de fundo em sua maioria desagradáveis. Os pontos altos é a dupla 12-13, da matéria sobre Hermes e Renato, que brinca com a orientação da página. A montagem na saideira da página 38 também é interessante.

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