Pictograms

“Desenhada para o LP “Conspiracy of One”, ela aponta o cosmos de vingança e desejo de justiça que pode queimar na cabeça de alguém – sem o suporte e reforço de outros indíviduos com idéias semelhanres – amaldiçoado a falhar se é apenas um único homem fazendo os planos.”
O texto acima é uma tradução mal-feita de trecho da postagem número 157 do blog pictograms.blogspot.com, sobre o logo da banda Offspring. Já são 164 postagens sobre logos, mascotes, emblemas e todos os tipos de ícones de bandas de classic, punk, experimental, industrial rock e heavy metal.
Entre as mais interessantes, podemos encotrar AC/DC, Dead Kennedys, Bauhaus, Bad Religion e Pearl Jam.

1000 Frames of Hitchcock

Você assistiu Os Pássaros (The Birds), do mestre Alfred Hitchcock? Bom, se não assistiu o texto e a imagem acima podem ser considerados spoilers, então se não quer ler saia do blog. Ou melhor, visite outro das postagem do Imagem, Papel e Fúria e continue por aqui.

Enfim, essa postagem aqui, rapidinha, é para falar do projeto do Dave Pattern chamado 1000 Frames of Hitchcock. O cara, que é gerente do sistema de bibliotecas da Universidade Huddersfield criou um site em que todos os filmes de Hitchcock são resumindos em 1000 fotogramas. A imagem acima, por exemplo, é uma das últimas de Os Pássaros. Quem lembra do filme com certeza ficou extasiado com aquele pesadelo apocalíptico representado num céu tenso e cinza da madrugada, repleto de pássaros.
Mais:
+ Robert F. Boyle, designer de produção
+ Robert Burks, diretor de fotografia
+ Larry Hampton, efeitos visuais
* créditos das informações a Rezboa, GJol e E-Cuaderno

Helvetica NOW Poster Contest – Resultado

Saiu o resultado do concurso “Helvetica NOW Poster Contest“. Em 8 de dezembro de 2007 criei uma postagem falando sobre meus cinco posters preferidos e os motivos. Visitem aqui o post original.

Dentre os cinco que selecionei, dois ficarem entre os 30 melhores. O Arial de Joana Sobral, Ana Simões e Jorge Amador ficou em 26°, e o clarity, de Jonathan Carl Scheele ficou em 11°.

Ao lado o cartaz vencedor, Bread-and-Butter-Type, de Nina Hardwig. Todos os vencedores e os demais 30 primeiros colocados, além das menções honrosas, podem ser conferidos aqui.

Faz Caber

“Faz Caber” é uma brincadeira com uma frase comum em redações, quando um texto excede o espaço da página. Nosso blog traz os bastidores do processo de produção da revista e dicas que podem interessar a quem, como nós, não fica satisfeito com página feia.

Quem já teve a experiência de diagramar um jornal ou revista sabe o quanto estes rapazes devem sofrer. O blog é escrito pela equipe de arte da revista Época. Além de notícias sobre design editorial, a cada semana o blog mostra os testes de capas realizadas pela equipe, para escolha da definitiva que irá às bancas.

Lovecraft

E se as criaturas criadas por Howard Phillips Lovecraft nos contos que mais tarde seriam categorizados por August Derleth como os Mitos de Cthulhu fossem reais? O romance gráfico Lovecraft propõe que o escritor foi perseguido por algumas de “suas” criaturas e os cultistas destas, incomodados pela publicação de seus trabalhos.

H. P. Lovecraft foi um contista de horror do início do século XX. Em seus escritos, a humanidade é irrelevante para o universo. Nos contos da fase chamada Mitos de Cthulhu, foi criada uma mitologia própria: além das divindades ‘verdadeiras’, existiriam algumas criaturas na Terra, os Grandes Antigos, tão poderosos que chegam a ser cultuados como deuses. Antes da humanidade florescer, esses monstros foram banidos e esperam uma oportunidade de reinar novamente. O Necronomicon, um livro mágico maldito, seria a chave para abrir o portal. A premissa da revista é de que este livro realmente existiu, e Lovecraft o recebeu como “herança”.

Adaptado por Keith Giffen, o roteiro de Hans Rodionoff é uma homenagem fundamentada. Fica claro que foi baseado em um amplo trabalho de pesquisa. São identificáveis referências históricas e minúcias biográficas, além da inevitável referência a estruturas narrativas lovecraftianas recorrentes. A introdução escrita pelo cineasta John Carpenter deixa clara a importância do escritor para grandes nomes do horror, como Stephen King e Clive Barker. O próprio Carpenter já homenageou Lovecraft com a premissa e o título original de À Beira da Loucura (em inglês The Mouth of Madness, referência a At The Mountain of Madness).

O horror cósmico criado por H. P. Lovecraft é um desafio para quem queira construir uma representação visual, principalmente se for estática, como no caso dos quadrinhos. Lovecraft construía suas criaturas sempre em termos de inadequação ao mundo e à compreensão humana. A vagueza de descrição era intencional, pois o narrador protagonista não tinha parâmetros de comparação para o “inominável”. O desenhista argentino Enrique Breccia faz um bom trabalho. Seu estilo não é realista, por isso mesmo atinge o objetivo. Os monstros aparecem de forma explícita, apesar disso não ficam banais. Talvez o resultado fosse ainda melhor se o uso de penumbras fosse mais freqüente, mas nada que comprometa a obra.

Alguns detalhes são deleites para os fãs. O desprezo de Lovecraft por seu conto Herbert West: O Reanimador, encomendado pela revista Weird Tales, é mostrado numa conversa com o editor da revista pulp, Edwin Baird. Como não poderia faltar, alguns dos escritores colaboradores de Lovecraft (mais tarde conhecidos como o “círculo lovecraftiano”) aparecem, como Frank Belknap Long e Robert E. Howard. E talvez a melhor das miudezas seja o encontro com o ilusionista Houdini, para quem trabalharia como ghost writer do conto Aprisionado com os Faraós. Atenção também para o papel de Edgar Allan Poe como ídolo e influência para Lovecraft. Apropriadamente uma citação de Poe abre a revista.

Mesmo quem sequer ouviu falar em Lovecraft pode apreciar a revista. Em passagens mais obscuras, notas de rodapé esclarecem o leitor. Se o neófito em Lovecraft não vai sorrir como o fã para cada referência, aos borbotões por página, ao menos vai ser despertado para um autor tão rico, embora ainda sem a fama merecida, setenta anos depois da morte.

Mais:
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