Mojo Books

Mojo Books é, definitivamente, uma das coisas mais legais que conheci nos últimos tempos. A “primeira editora 100% digital do Brasil” veio com uma idéia simples, mas muitos já devem ter pensado em algo semelhante. E, justamente por isso, é tão empolgante. Sabe aquele álbum maravilhoso que já te inspirou uma narrativa ficcional? A MojoBooks recebe seu texto, diagrama bonitinho no formato encarte e publica em pdf. Qualquer um pode baixar pra ler ou imprimir e colcoar na caixinha do CD, ao som do álbum ou música que inspirou. Tá explicadinho com mais minúcias, por Ana Camila, no blog da Lupa.
Um problema no momento é que, no caso dos álbuns, não se pode enviar texto sobre algum que já foi publicado. Dummy, de Portishead, já existe. Semi-chateado com isso, baixei o texto de Ludmila Azevedo. Coloquei as músicas no shuffle, começando por Wandering Star. A narradora cita os primeiros versos da música “Please could you stay awhile to share my grief | For it’s such a lovely day | To have to always feel this way | And the time that I will suffer less | Is when I never have to wake” e tive a sorte de, coincidentemente, ler esse trecho sincronizado com o áudio. O texto é muito bom, merece ser lido. Está esgotado no site, mas quem quiser, é só me pedir por email.

As releituras das capas também são um diferencial. No caso de Dummy a referência é mais clara, mas em outras capas a arte é mais livre como Die Mensch Maschine.

Watchmen

Watchmen é um daqueles produtos que, de tão bom, nunca me permiti fazer uma crítica (ou melhor: o desfile de elogios). Na verdade, não me atrevo nem a resumir a história. A graphic novel de Alan Moore, com desenhos de Dave Gibbons, lançada entre 1986 e 1987 é considerada, com razão, uma das maiores obra-prima dessa arte. Quando anunciaram, outra vez, que ia ser adaptado ao cinema, fiquei insatisfeito mas despreocupado. O projeto de adaptar Watchmen já tinha sido anunciado e canceladotantas vezes, que não achei que seria dessa que a perfeição da obra estaria ameaçada com uma adaptação ruim. Zack Snyder foi responsável por Madrugada dos Mortos e 300. Apesar de gostar do primeiro e achar que o último foi uma adaptação à altura de Frank Miller, não é tão experiente. Porém, quando as primeiras imagens de divulgação foram lançadas, comecei a me tranquilizar. Finalmente, saiu o trailer abaixo. Tirem suas conclusões.

+ Compre os quadrinhos
+ Site do filme em português ou inglês
+ Saiba mais no F.A.R.R.A.
+ Ou na Wikipédia ou Wikipedia
+ Compre 300 (filme), 300 (hq) ou Madrugada dos Mortos

PHD Comics

PHD Comics (ou Piled Higher and Deeper) foi criada em 1997 por Jorge Cham, pesquisador da Stanford University, que fez seu p.h.d. em engenharia mecânica!? As tirinhas tratam de causos no meio acadêmico. Todos os clichês estão presentes: procrastinação, intercâmbios, o aluno que nunca se forma, festas loucas, seminários estranhos, escravidão acadêmica e, é claro, professores sádicos e mais professores sádicos e mais professores sádicos e mais professores sádicos e sadismo ad infinitum. Até o clássico sofá marca presença, cheio de manchas de café e de algo não identificado…