Dica de Blog: Printfetish

printfetish

Começando as dicas de blog em outras línguas, apresento um dos melhores nomes: printfetish, em inglês. Além de revistas, eles escrevem sobre fanzines, impressos ou feitos à mão. Para quem quer ler de graça, revistas em pdf. Toda semana é publicada uma estante criativa para revistas. Uma das mais criativas é a última, prática para quem gosta de ler na cama.

I can haz cheezburguer?

Gatos são seres superiores per si. Se ainda são reforçados pela criatividade coletiva, tornam-se ainda mais fascinantes. “Lolcats ‘n’ Funny Pictures of Cats – I Can Haz Cheezburguer” é um site em formato blog que publica fotos de ‘lolcats”, um meme de internet que consiste em fotos de gatos com legendas engraçadas. Lol é uma sigla da internet que vem de Lot of Laughs – Bocado de Risadas. “I can haz cheezburguer”, por sua vez, veio de uma foto de um gato com as patas levantadas como se segurasse um cheeseburguer imaginário. Os erros ortográficos são um vício na internet do mesmo tiop deses ridícuols de orktu, migo.
O exemplo acima exibe a estrutura básica das lolpictures. A imagem de um ou mais gatos agindo de forma análoga a alguma ação humana é acompanhada de frases que poderiam estar sendo ditas pelos gatos ou algum comentário engraçado.

Até uma “mitologia” dos lolcats foi criada. O “ceiling cat” – ou gato do sótão -, é a divindade sagrada, enquanto o “basement cat” – ou gato do pórão -, é o seu antagonista.

O site fornece um tutorial de como produzir suas próprias imagens. Os mantenedores do I Can Haz Cheezburguer também mantêm sites parecidos de “lolpictures” envolvendo aqueles bichos sem dignidade, os cachorros, aqueles com menos dignidade ainda, os políticos, além de Fail Blog, que são lolpictures de “falhas”. É realmente curioso o sucesso desse meme, que foi até assunto da Times:

Crise: As Vítimas de Papel

Observador tanto da produção de conteúdo impresso quanto da produção de conteúdo e publicidade online, infelizmente não fiquei tão surpreso com  algumas notícias que chegaram no meu leitor de feed e no meu email.

A crise mundial vitimou várias revistas. Por todo o mundo, inclusive no Brasil, várias revistas estão sendo fechadas ou mantidas “apenas” online. Abaixo alguns links e excertos de notícias relacionadas.

Crise, o grande trampolim para a publicidade digital
Para Alonso, isso [oportunidade para a publicidade digital] já está acontecendo, “já que se trata do único setor que cresce em meio à turbulência atual. Os cortes nos orçamentos de marketing impulsionam a busca por canais onde se possam investir apenas alguns poucos GRPs (gross rating points, índice que mede o impacto de uma campanha) tradicionais e que hoje estão caros demais para o orçamento de que as empresas dispõem”.

PC Mag deja de imprimirse y se mueve al mundo online
Y ahora, finalmente, se empieza a ver que es evidente que el negocio de papel tiene un problema… luego de 27 años ni un ícono se salva, ¿porque caen primero las revistas? porque son ediciones que cubren un nicho que, les guste o no, esta compitiendo en velocidad de publicación, actualización de contenidos y multimedia contra Internet y esa carrera no la pueden ganar de ninguna mane

“Continuar em outra editora ou ir para o digital”, diz editor da DOM sobre o futuro da revista
Muito sincero, Tino diz ter recebido a notícia com muita tristeza. “A principio nós ficamos muito tristes por não saber o que aconteceu, foi surpreendente, mas estamos super esperançosos, vai dar tudo certo e estamos muito a fim de continuar”. Quando o fato se tornou público, o editor relata que os leitores se manifestaram pela continuação da revista. “Os assinantes, os leitores escreveram para nós continuarmos”.

Farewell Amelia’s
Amelia’s always impressed me with its single-minded pursuit of a particular aesthetic and the way Amelia (the person) wanted to prove that magazines could be more than the usual newsstand fodder.

Acervo Digital Veja

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Para o bem ou para o mal, a revista Veja faz parte da história do Brasil. A tendência de publicação de conteúdo na internet é ubíqua. Se, por um lado, a Memória é uma característica importante do webjornalismo, por outro, os usuários criam a demanda por esse tipo de conteúdo. E se o próprio produtor de conteúdo não disponibiliza, alguém vai disponibilizar. Quem nunca leu uma revista escaneada em pdf, atire o primeiro comentário.

Sobre essa questão, adoro o texto de Mark Pesce chamado “Hypercasting”. Mais especitificamente sobre vídeo online, Pesce diz o seguinte: “Why has YouTube become the redistributor of these clips? Because none of the copyright holders made an effort to distribute these clips themselves. YouTube has been acting as an arbitrageur of media, equalizing an inequity in the market place.”

Mesmo se direitista e reacionária, a revista não pode brigar com os milhões de usuários geradores de conteúdo. Então, o melhor é que a própria publique seu conteúdo: todas as revistas, desde a fundação em 1968, estão disponíveis para visualização em flash.

Um problema compreensível é a busca. Inseri “Jimi Hendrix” e obtive 119 resultados. Porém, o mais antigo é de 1996. Ou seja, só as revistas originalmente produzidas com recursos digitais possuem informações completas. Mas é uma falta que não compromete o arquivo.

+ Ler texto de Marcos Palácios: Jornalismo Online, Informação e Memória (pdf)

Google lança arquivo online de revistas

Depois que reclamei que o Google lançou o arquivos “apenas” de (todas) fotos da Life Magazine, sem as matérias completas, com texto e diagramação orginais, eis que o Google Book Search começa a lançar algumas revistas históricas no mesmo sistema. Entre as que já possuem muitos exemplares online, estão a New York Magazine, Popular Science, Ebony e Jet.

A imagem de entrada do post é um recorte da capa da New York de 23 de junho de 1975, em plena crise do petróleo. Este arquivo vai ser interessante não apenas como fonte de pesquisa e inspiração para jornalistas, fotógrafos e designers, mas também para historiadores, estudantes etc. Tomara que a iniciativa abarque algum dia também as publicações brasileiras. Um projeto brazuca sobre o qual já falei foi o Memória Gráfica Brasileira, que pôr online as edições das revistas Para Todos… e o Malho, com “direção de arte” de J. Carlos.

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Popular Science de maio de 1870