A Dança do Sozinho: Uma Análise da Arte Abstrata, de Armindo Trevisan

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O nome mais livre já indica: A Dança do Sozinho: Uma Análise da Arte Abstrata é um livro de artista. As discussões sobre arte abstrata são realizadas do ponto de vista de alguém que faz arte abstrata na prática.

Em setenta páginas A6, o livro de Armindo Trevisan começa, é claro, tratando do surgimento da arte abstrata. Para tanto, foi pelo caminho natural de contextualizar esta arte na sua fase religiosa, mítica dos “primitivos”. A imagem estilizada dos primitivos seria abstrata? Em seguida, escreve sobre a passagem para a mentalidade que busca um Naturalismo.

O sumário é o seguinte:

1. Gênese da Arte Abstrata
2. Diálogo sobre os Pressupostos da Arte Abstrata
3. Visibilidade x Visualidade
4. Diálogo sobre a Irrepresentabilidade da Arte Abstrata
5. Escultura Abstrata: Perdas e Ganhos

Nos capítulos escritos em diálogo (2º e 4º), senti um pouco de afetação desnecessária. Se esse modo de escrever incoropora mais dinamismo, também traz muita imprecisão e ambiguidade que poderiam ser evitadas.

O terceiro capítulo trata da gradual aceitação da arte abstrata do séxulo XX, inclusive sobre “movimentos que aplicavam seus princípios aos mecanismos do sistema industrial, como a Bauhaus e o De Stijl”. O quinto e último capítulo recorta a discussão para a arte da escultura, na qual Trevisan escreve:

“Ao bombardear o núcleo da escultura tradicional, isto é, o bloco, levando-a à fissão, ela desvinculou deste a figura. Noutras palavras, a partir dessa fissão, a efígie independentiza-se, criando a visão abstrata. Não se olha mais o bloco. Um pouco mais e não se olhará nem para este, mas tão-só através deste.”

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Profundidade de Campus

O campus de Ondina deve ser o mais curioso dos campi da Universidade Federal da Bahia. Além de pavilhões de aulas que congregam vários cursos (que se chamam PAF – Pavilhão de Aulas da Federação, apesar de estarem em Ondina…), é lugar da Biblioteca Central, do Instituto de Letras, Biologia, Dança, Veterinária, Química e… Comunicação.

Talvez seja o lugar da que mais reúne as diferenças do “universo” (trocadilho intencional) da UFBA. Sabendo disso, professor e alunos da disciplina Iniciação à Fotografia criaram o blog Profundidade de Campus. É, como vocês podem perceber, trocadilhos é a especialidade dessa faculdade.

O blog reúne fotografias sobre Arquitetura, Tecnologia, Trabalhadores, Moda, Comida e Banheiros(!) destes lugares peculiares. Vejam algumas das fotografias selecionadas e visitem:

A Imagem, de Eduardo Neiva Jr.

a-imagem-eduardo-neivaO livro faz parte da coleção Princípios, da editora Ática. Para quem não conhece, essa foi uma das muitas coleções de livros de bolso lançadas durante os anos 80, direcionadas a secundaristas e graduandos. Da mesma editora também existiu a coleção Fundamentos.

Este livro tem os capítulos:
1. Caracterização da imagem
2. A imitação
3. A perspectiva
4. A ilusão
5. A imagem fotográfica
6. O século das imagens
7. Vocabulário crítico
8. Bibliografia comentada

Eduardo Neriva Jr está preocupado com os níveis ontológicos e sociológicos da imagem. No terceiro capítulo, por exemplo, retoma a discussão de Panofsky sobre a perspectiva como forma simbólica.

No sexto capítulo “resume” seus argumentos sobre a imagem contemporânea como uma cópia da cópia e força a argumentação ao ponto de dizer que “A ilusão nos basta; afinal, tudo pode ser simulado por um duplo, que reproduz com perfeição a aparência e dispensa a autenticidade“. Em seguida, usa como exemplo o fato de que “muitos filmes de sucesso, por exemplo, são continuações, em série, de obras anteriores […] ou então refilmagens de filmes antigos” reunindo num mesmo saco Rambo II, Tubarão III, Macbeth de Kurosawa e as paródias de Mel Brooks em um trecho, no mínimo, incômodo.

A melhor parte é o capítulo A Ilusão, no qual o autor cita Descartes e sua célebre frase para explicar como a representação pela imagem é análoga a representação do mundo pelas idéias. Mas, entre os pontos baixos e altos, prefira o A Imagem de Jacques Aumont.

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Revista e Atualizada

revistaeatualizadaO blog Revista e Atualizada, que nasceu em fevereiro, vem se juntar ao Imagem, Papel e Fúria e ao Faz Caber como um dos poucos blogs brasileiros sobre revistas. No penúltimo post a autora Cíntia Sá falou sobre os endereços que lê: os referidos acima mais o Cuatro Tipos, MagCulture e Quinta Tinta, sobre os quais já escrevi aqui.

Cintia Sá além de blogueira é designer, cinéfila e fotógrafa. Entre os posts também merecem destaque os primeiros, focados em revistas femininas e o último sobre o arquivo da SPD, no qual reuniu layouts da New York Times Magazine. Ela também usa o Twitter e merece ser seguida.

We Heart It

we-heart-it-tarushijioWe Heart It é uma mídia social de favoritamento (essa palavra existe?) e marcação de imagens. Criada pelo designer e desenvolvedor brasileiro Fábio Giolito, é uma espécie de “delicious para imagens”. Uma vez que o hábito se construa, pode ser muito útil. Afinal, quem nunca lamenta não lembrar onde viu aquela imagem maravilhosa, enquanto passeva por Flickrs, Tumblr e Google Images por aí?

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É bem fácil. No “about” do site é só arrastar um botão para sua barra do navegador – Firefox, Safari (não funciona com o IE) – e, a partir daí, clicar quando vir uma imagem interessante. Depois é só adicionar tags e voilá! A imagem é salva no site e no seu perfil.

Uma falha relativamente grande é que, mesmo sendo criada por um brasileiro, o We Heart It está disponível apenas em inglês. Quem quiser começar a usar, pode visitar meu perfil recém-criado: http://weheartit.com/user/tarushijio