Os Livros Mais Bonitos da França

Desde 1963 acontece anualmente em Leipzig (Alemanha) um concurso que elege os melhores exemplares de design de livro do “mundo”. Na verdade são 33 países (basicamente os maiores da Europa, mais China, Japão e EUA). Primeiro acontece uma fase eliminatória em cada país, como a francesa, que acontece desde 2007. Os vencedores franceses são expostos na galeria Anatome. A página do Concours des plus beaux livres français traz informações, notícias, fotos e links sobre o concurso. Vale a visita.

Into the Pixel

Into the Pixel é uma exposição anual que, desde 2004, seleciona arte produzida por artistas digitais e designers de videogames. Os dezesseis melhores de cada ano são expostos na E3, a maior exposição de videogames do mundo. É realizada em parceria com as instituições Entertainment Software Association (ESA), a Academy of Interactive Arts & Sciences (AIAS), e Prints and Drawings Council of the Los Angeles County Museum of Art (LACMA).

A imagem ao lado é arte de Daniel Dociu, chamada Floating Mosque, para o jogo Guild Wars.

Exposição Baiano Tem É Arte [catálogo e vídeo]

baiano-tem-e-arte-catalogoEstudo Produção em Comunicação em Cultura na UFBa. Uma das disciplinas, a mais característica do curso, se chama Oficina de Produção Cultural. Nela os alunos devem criar um evento ou produto cultural durante o semestre. Tive a oportunidade de produzir uma exposição de arte. Apesar no nome ridículo (fui terminantemente contra), a experiência foi interessante. Aconteceu em julho de 2006. O texto inicial do release e do catálogo é o seguinte:

O projeto “Baiano Tem é Arte” surgiu da idéia de se questionar o que pode ser considerado ‘arte’. Através da exposição de artes visuais alternativas, o “Baiano Tem é Arte” representa peculiaridades da cultura baiana sob a perspectiva de artistas locais.

Durante 11 dias, quatro formas de artes
urbanas estarão expostas simultaneamente na Galeria da Cidade. O Mangá, mistura da cultura baiana com a cultura oriental; o Grafitti e os Stickers, típicas manifestações artísticas urbanas; e o VJing, representante da cultura eletrônica apropriada pelo jeito baiano de ser, formam um quarteto diversificado que, através de esculturas, quadros, desenhos, vídeos ou telas, mostram que o “Baiano Tem é Arte”. O projeto é realizado pelos alunos de Produção Cultural da UFBA que aliam o embasamento teórico na área de Comunicação e Cultura à inovação artística, garantindo o sucesso do projeto “Baiano Tem é Arte”.

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Este post sobre a exposição é para apresentar o catálogo e vídeo. A primeira é o catálogo realizado para o BTEA. Há ao menos uma obra de cada artista que expôs no evento. O projeto gráfico e design foi de Janaína Cerqueira. Eu fotografei as obras, editei o texto e finalizei (os erros encontrados creditem a mim). Clique aqui para baixar uma versão em resolução média (21Mbs) ou uma versão de baixa resolução (3Mbs).

E este é um vídeo que o professor da disciplina, Leonardo Costa, conseguiu capturar sobre reportagem realizada pelo Informe Bahia, telejornal da Tv Itapoan:

Causos de banca de revista

Estava eu, distraído e serelepe, folheando revistas a decidir qual seria a eleita do meu escasso dinheirinho. Eis que chego na Homem Vogue do mês, capa com Wagner Moura. No miolo, especial sobre mulheres que se destacaram em 2007. Concentrado em como conseguiram deixar Fernanda Machado quase feia, com aquela maquiagem e um fotógrafo ruim, me sobressalto quando ouço:
Essa sacana é gostosa, hein? Ssssss. [aquele ruído entre os dentes que supostamente demonstra tensão sexual]

O senhor, de seus 54 anos, estava sozinho. Acompanhava-o apenas a VIP e a barriga proeminente. Decerto tentava uma aproximação. Nada mais sutil, se queria conversar coisas de ”macho”.

Dei um passo pro lado e comecei a folhear a DOM (que será tema de uma postagem em breve)…
O senhor não puxou assunto.

* fotografia de Marcelo Guidoux Kalil

Helvetica NOW Poster Contest

Em 1957 o suíço Max Miedinger criou a fonte Helvetica. Criada para concorrer no mercado suíço (que na época tornou-se referência mundial em design) com a fonte Akzidenz Grotezk, tornou-se, desde então, a fonte sem serifa mais usada e plagiadano mundo.
Cinquenta anos depois, o banco de fontes Linotype lançou o concurso Helvetica NOW Poster Contest. A proposta é a criação de um cartaz comemorando o cinquentenário da Helvetica. Centenas de cartazes foram submetidos, a votação já foi finalizada e os vencedores serão anunciados em janeiro.
Aqui eu mostro os meus cinco preferidos, e o porquê.

Helvetic-tac
de Janka Kovach

Vários dos concorrentes utilizaram a referência ou às cores da bandeira suíça ou aos famosos relógios. Este daqui faz do próprio cartaz o relógio, com bom equilíbrio (a tríade perfeita) entre preto, branco e vermelho.

clarity
de Jonathan Carl Scheele

Leitura fácil e rápida, visibilidade perfeita, clareza. Assim é a Helvetica. Dezenas e dezenas de fontes em volta, com ou sem serifa, de tamanhos variados, mas o destaque é da pequenina palavra ‘communicate’.

Discrete Power
de Steven Whitfield

Boas idéias e poder discreto. A direção do olhar de quem vê o cartaz é levado, do canto superior direito, traçando a linha do cabo Helvetica até a luminosidade da lâmpada, brilhante como a fonte.

Helvetica knife design
de Rafael Chimicatti

Outra idéia meio óbvia e bastante recorrentes: canivete suíço. Gosto deste cartaz em particular por que não faz o canivete como um objeto tridimensional. O que basta aqui é a forma básica em elipse, assim dá ênfase à Helvetica, e não ao virtuosismo do designer. Em cima o nome do concurso, embaixo as “ferramentas” são frases sobre Helvetica e sobre design, mostrando a textura do texto que utiliza a fonte.

Arial
de Joana Sobral, Ana Simões, Jorge Amador

Cartaz mais simples de todos. Fast design, quase um MacDonald. Mas brilhante a idéia. A fonte Arial, assim como dezenas de outras são baseadas (ou cópias em alguns casos) da formosa Helvetica. Corpo enorme, contraste gigantesco, quase que engana. A palavra ‘Arial’ fica mais bonita em Helvetica.