{"id":563,"date":"2009-09-26T12:10:54","date_gmt":"2009-09-26T15:10:54","guid":{"rendered":"http:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/?p=563"},"modified":"2009-09-26T12:19:07","modified_gmt":"2009-09-26T15:19:07","slug":"a-ciencia-da-propaganda-de-claude-hopkins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/a-ciencia-da-propaganda-de-claude-hopkins\/","title":{"rendered":"A Ci\u00eancia da Propaganda, de Claude Hopkins"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-564\" style=\"margin: 4px;\" title=\"a ciencia da propaganda - claude hopkins\" src=\"http:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/a-ciencia-da-propaganda-claude-hopkins.jpg\" alt=\"a ciencia da propaganda - claude hopkins\" width=\"151\" height=\"217\" srcset=\"https:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/a-ciencia-da-propaganda-claude-hopkins.jpg 151w, https:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/a-ciencia-da-propaganda-claude-hopkins-150x215.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 151px) 100vw, 151px\" \/> O livro de Claude Hopkins tem &#8220;ci\u00eancia&#8221; no t\u00edtulo, mas passa muito longe de ser acad\u00eamico. Por\u00e9m, trazendo a experi\u00eancia de um publicit\u00e1rio de sucesso, foi uma tentativa bem sucedida de reunir reflex\u00f5es sistem\u00e1ticas sobre a pr\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como escreve David Ogilvy no pref\u00e1cio de 1965, Hopkins usa a palavra cient\u00edfica inadequadamente, tem um estilo abrupto, mas, desde a primeira vez em que leu o livro em 1938, David Ogilvy presenteara 379 exemplares a clientes e colegas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este livro \u00e9, obviamente, um reflexo de seu contexto. A propaganda por cupoms e amostras era largamente utilizada nos Estados Unidos. Se essa realidade n\u00e3o \u00e9 condizente com o Brasil nem com nossa \u00e9poca, as reflex\u00f5es e recomenda\u00e7\u00f5es de Claude Hopkins sobre a import\u00e2ncia da mensura\u00e7\u00e3o da efetividade da propaganda continuam atual\u00edssimas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1923, vejam s\u00f3, Hopkins j\u00e1 alertava para problemas de alguns redatores em fazer an\u00fancios para si mesmo e para os colegas. Se hoje \u00e9 comum os an\u00fancios &#8220;fantasmas&#8221; serem os mais populares no meio, j\u00e1 acontecia algo parecido na d\u00e9cada de vinte. Entretanto, a propaganda de vendas por reembolso postal &#8211; que Hopkins acredita ser o modelo a ser seguido, uma &#8220;escola&#8221; para qualquer publicit\u00e1rio &#8211; representa um controle de cada centavo gasto e de cada centavo de retorno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fazendo um paralelo com a publicidade digital, vale pensar sobre a import\u00e2ncia no desenvolvimento e rigor das m\u00e9tricas. Se a publicidade de links patrocinados ainda representa mais de 50%, em m\u00e9dia, do investimento nesse tipo de publicidade, significa tamb\u00e9m, em parte, que isso se deve \u00e0 falta de rigor na apresenta\u00e7\u00e3o de resultados e retorno de outras modalidades de publicidade digital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, j\u00e1 existem pr\u00e1ticas e m\u00e9tricas bem definidas na teoria, mas existe a falta de compromisso de profissionais e ag\u00eancias em utilizarem-na. Por exemplo, o IAB americano j\u00e1 publicou um documento Social Media Metrics Definition. Do lado de c\u00e1, no Brasil, o IAB ainda est\u00e1 na cartilha de Search Engine Marketing.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devido ao custo reduzido (comparativamente) na publicidade digital, uma pr\u00e1tica que ganha mais import\u00e2ncia s\u00e3o as campanhas-teste, que Hopkins diz, com raz\u00e3o, serem uma ferramenta primordial para garantir a efetividade de campanhas de investimento mais vultoso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, entre os 21 cap\u00edtulos Hopkins fala disso e de muitos outros fatores, como a import\u00e2ncia do nome da marca, desenvolvimento de estrat\u00e9gias, propaganda negativa, servi\u00e7os, relacionamento com revendedores, uso de amostras etc. Recomendo o livro. A leitura \u00e9 um \u00f3timo exerc\u00edcio de compara\u00e7\u00e3o de duas realidades e momentos que, no fundo, n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o diferentes assim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea pode comparar pre\u00e7os do livro no Buscap\u00e9: <a href=\"http:\/\/compare.buscape.com.br\/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=ciencia+da+propaganda+claude+hopkins&amp;site_origem=9531266\" target=\"_blank\">A Ci\u00eancia da Propaganda<\/a>. Mas, com 86 anos, o livro j\u00e1 est\u00e1 em dom\u00ednio p\u00fablico. Baixem em <a href=\"http:\/\/superdownloads.uol.com.br\/download\/43\/ciencia-propaganda\/\" target=\"_blank\">portugu\u00eas<\/a> ou <a href=\"http:\/\/www.geocities.com\/madisonavenue\/boardroom\/4124\/\" target=\"_blank\">ingl\u00eas<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O livro de Claude Hopkins tem &#8220;ci\u00eancia&#8221; no t\u00edtulo, mas passa muito longe de ser acad\u00eamico. 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