{"id":5188,"date":"2011-05-01T00:11:02","date_gmt":"2011-05-01T03:11:02","guid":{"rendered":"http:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/?p=5188"},"modified":"2011-05-01T00:11:02","modified_gmt":"2011-05-01T03:11:02","slug":"monitoramento-de-marcas-e-conversacoes-alguns-pontos-para-discussao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/monitoramento-de-marcas-e-conversacoes-alguns-pontos-para-discussao\/","title":{"rendered":"Monitoramento de Marcas e Conversa\u00e7\u00f5es: alguns pontos para discuss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #888888;\">[Artigo originalmente publicado no ebook <\/span><a href=\"http:\/\/www.slideshare.net\/tarushijio\/midias-sociais-perspectivas-tendencias-e-reflexoes\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #888888;\">#M\u00eddiasSociais: Perspectivas, Tend\u00eancias e Reflex\u00f5es<\/span><\/a><span style=\"color: #888888;\">, em agosto de 2010.]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em <em>Cultura da Converg\u00eancia<\/em>, Jenkins cita Chris Ender, vice-presidente s\u00eanior de comunica\u00e7\u00f5es da CBS: \u201cNa primeira temporada [de <em>Survivor<\/em>], havia uma aten\u00e7\u00e3o crescente l\u00e1 dentro. Come\u00e7amos a monitorar os f\u00f3runs de discuss\u00e3o, na verdade, como uma ajuda a nos guiar em meios \u00e0s repercuss\u00f5es de nosso marketing. \u00c9 a melhor pesquisa de marketing que se pode fazer\u201d. \u00c9 uma cita\u00e7\u00e3o de 2002, anos antes da dissemina\u00e7\u00e3o maci\u00e7a dos sites de redes sociais e sites de compartilhamento como os conhecemos hoje. F\u00f3runs e chats online existem h\u00e1 d\u00e9cadas permitindo que interessados em determinado assunto ou atividade, mesmo que geograficamente distantes, comuniquem-se, troquem informa\u00e7\u00f5es e construam opini\u00f5es e tend\u00eancias socialmente. A cada dia novos sites, mecanismos e pr\u00e1ticas sociais surgem, se disseminam e se transformam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Monitoramento: \u00e9 importante?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Important\u00edssimo. A primeira etapa para qualquer atua\u00e7\u00e3o de uma empresa ou personalidade p\u00fablica na internet \u00e9 monitorar o que j\u00e1 foi escrito e produzido sobre sua marca, nome (que \u00e9 uma marca, afinal de contas) e outros termos diretamente relacionados. Quanto se publicou? Quem? Atrav\u00e9s de que m\u00eddias? Quando? Estas s\u00e3o s\u00f3 as primeiras perguntas a serem feitas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, j\u00e1 s\u00e3o quase 2 bilh\u00f5es de usu\u00e1rios de internet no mundo que, em maior ou menor grau, interagem atrav\u00e9s da web com outras pessoas, sites, plataformas e objetos culturais. Sites de redes sociais como Facebook, Orkut, Twitter e semelhantes ganham mais e mais visibilidade, enquanto praticamente todo site agrega recursos sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gosto sempre de citar duas defini\u00e7\u00f5es complementares destes tipos de sites. Uma delas foi redigida por duas reconhecidas pesquisadoras acad\u00eamicas para o artigo de abertura de uma edi\u00e7\u00e3o da revista <em>Journal of Computer-Mediated Communication<\/em> dedicada \u00e0 redes sociais. Danah Boyd e Nicole Ellison<a href=\"#_edn1\">[1]<\/a> definiram sites de redes sociais como: \u201cservi\u00e7os de web que permitem aos usu\u00e1rios (1) construir um perfil p\u00fablico ou semip\u00fablico dentro de um sistema conectado, (2) articular uma lista de outros usu\u00e1rios com os quais eles compartilham uma conex\u00e3o e (3) ver e mover-se pela sua lista de conex\u00f5es e pela dos outros usu\u00e1rios\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A outra defini\u00e7\u00e3o \u00e9 a que Andreas Kaplan e Michael Haenlein<a href=\"#_edn2\">[2]<\/a> fazem de m\u00eddias sociais na revista <em>Business Horizons<\/em>. Segundo eles, \u201cas M\u00eddias Sociais fazem parte de um grupo de aplica\u00e7\u00f5es para Internet constru\u00eddas com base nos fundamentos ideol\u00f3gicos e tecnol\u00f3gicos da Web 2.0, e que permitem a cria\u00e7\u00e3o e troca de Conte\u00fado Gerado pelo Usu\u00e1rio.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre uma defini\u00e7\u00e3o e outra, dois focos podem ser percebidos: nas conex\u00f5es e no conte\u00fado. Qualquer pessoa com determinadas condi\u00e7\u00f5es s\u00f3cio-econ\u00f4micas e t\u00e9cnicas pode acessar e produzir conte\u00fado de forma relativamente livre e conectar-se a pessoas e artefatos culturais de diferentes lugares e culturas atrav\u00e9s de m\u00faltiplas plataformas. Com a dissemina\u00e7\u00e3o do uso e o aumento das horas m\u00e9dias de acesso, a experi\u00eancia da comunica\u00e7\u00e3o online deixa de ser algo delimitado e estranho ao cotidiano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso leva a que mais e mais pr\u00e1ticas sociais relacionem-se e apresentem-se no ambiente online. E, com isso, opini\u00f5es, experi\u00eancias e expectativas de todo o tipo, seja em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras pessoas, a produtos ou \u00e0 pol\u00edtica tamb\u00e9m s\u00e3o expressadas na internet, de forma p\u00fablica. Se as organiza\u00e7\u00f5es entendem o potencial disso, ganha a organiza\u00e7\u00e3o e ganha o cidad\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O avan\u00e7o do Monitoramento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ambiente rigorosamente acad\u00eamico, pouco tem sido escrito sobre a aten\u00e7\u00e3o comercial a este fen\u00f4meno. Preocupa\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 privacidade e seguran\u00e7a j\u00e1 est\u00e3o presentes em alguns trabalhos, especialmente questionando como organiza\u00e7\u00f5es como Facebook e Google utilizam as informa\u00e7\u00f5es postadas pelos seus usu\u00e1rios. Um exemplo brasileiro \u00e9 o trabalho da pesquisadora Fernanda Bruno<a href=\"#_edn3\">[3]<\/a>. Em 2008, David Beer<a href=\"#_edn4\">[4]<\/a>, em resposta ao artigo &#8211; j\u00e1 refer\u00eancia para os que pesquisam sites de redes sociais \u2013 de Danah Boyd e Nicole Ellison, chamava a aten\u00e7\u00e3o para que tamb\u00e9m devemos nos perguntar sobre \u201cos modos pelos quais a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 retirada dos sistemas para informar sobre os usu\u00e1rios ou, em resumo, como os sites de redes sociais podem ser entendidos como arquivos do cotidiano que representam uma vasta e rica fonte de dados transacionais sobre uma vasta popula\u00e7\u00e3o de usu\u00e1rios\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos \u00faltimos anos, na medida em que o servi\u00e7o de monitoramento de m\u00eddias sociais, como \u00e9 mais comumente chamado, disseminou-se, a discuss\u00e3o em torno deste assunto floresceu no \u00e2mbito das ag\u00eancias de publicidade de todo tipo, fornecedoras de software, consultores, escolas, pesquisadores e profissionais. Entre alguns exemplos de produ\u00e7\u00e3o mais sistematizada, podemos destacar: <em>Profiling Machines: Mapping the Personal Information Economy<\/em><a href=\"#_edn5\"><em><strong>[5]<\/strong><\/em><\/a>; <em>Social Media Monitoring and Analysis: Generating Consumer Insights from Online Conversation<\/em><a href=\"#_edn6\"><em><strong>[6]<\/strong><\/em><\/a>; <em>Radically Transparent:\u00a0 Monitoring and Managing Reputations Online<a href=\"#_edn7\"><strong>[7]<\/strong><\/a><\/em>; <em>Social Media Listening, Measuring and Engagement Primer<a href=\"#_edn8\"><strong>[8]<\/strong><\/a><\/em>;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim como este \u00faltimo <em>white paper<\/em> citado, alguns artigos consistem na an\u00e1lise comparativa de softwares, por exemplo,\u00a0 o artigo <em>Monitoring Social Media: Tools, Characteristics and Implications<a href=\"#_edn9\"><strong>[9]<\/strong><\/a><\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, ag\u00eancias digitais passaram a oferecer o servi\u00e7o de monitoramento, e algumas foram criadas com esse neg\u00f3cio como central. Em outros casos, foram criados bra\u00e7os de ag\u00eancias ou institutos de pesquisa e an\u00e1lise de mercado dedicados \u00e0 atividade. Desde 2008, cerca de uma d\u00fazia de ag\u00eancias, em geral de m\u00e9dio porte, come\u00e7aram a produzir, publicar e apresentar conte\u00fado para educar o mercado sobre suas possibilidades, ainda que de forma n\u00e3o coordenada. A crescente demanda pelo servi\u00e7o tamb\u00e9m estabeleceu o contexto pro lan\u00e7amento de softwares nacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde o in\u00edcio de 2010, com o debate em torno destas elei\u00e7\u00f5es de legisla\u00e7\u00e3o novamente renovado, temas relacionados \u00e0s m\u00eddias sociais e o monitoramento das conversa\u00e7\u00f5es entraram em pauta. De portais de \u00e2mbito nacional aos blogs mais segmentados, vez ou outra se fala repetidamente da corrida pelo maior n\u00famero de tweets positivos, por exemplo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Monitoramento, a rigor, significa apenas a a\u00e7\u00e3o de <em>monitorar<\/em> algo em determinado ambiente. Esse \u00e9 um dos motivos pelos quais o desenvolvimento deste servi\u00e7o segue v\u00e1rias linhas diferentes. Por\u00e9m, melhor do que propor um termo unificador, pode ser mais interessante fomentar a discuss\u00e3o e levantamento de possibilidades, recursos e objetivos sendo alcan\u00e7ados pelo monitoramento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00edveis e Recursos Principais do Monitoramento de Marcas e Conversa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No contexto de minha ag\u00eancia, defino Monitoramento de Marcas e Conversa\u00e7\u00f5es como a coleta, armazenamento, classifica\u00e7\u00e3o, categoriza\u00e7\u00e3o, adi\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e an\u00e1lise de men\u00e7\u00f5es online p\u00fablicas a determinado(s) termo(s) previamente definido(s) e seus emissores, com os objetivos de: (a) identificar e analisar rea\u00e7\u00f5es, sentimentos e desejos relativos a produtos, entidades e campanhas; (b) conhecer melhor os p\u00fablicos pertinentes; e (c) realizar a\u00e7\u00f5es reativas e pr\u00f3-ativas para alcan\u00e7ar os objetivos da organiza\u00e7\u00e3o ou pessoa de forma \u00e9tica e sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O monitoramento pode ser oferecido e posto em pr\u00e1tica atrav\u00e9s de diferentes metodologias, utilizando diversos recursos, para m\u00faltiplos objetivos de empresas de portes variados. Segue aqui o exerc\u00edcio de cria\u00e7\u00e3o de uma lista dos principais recursos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Coleta e Armazenamento<\/em>. A primeira fase, a mais simples, pode receber o nome \u201cmonitoramento\u201d por si s\u00f3. Monitorar men\u00e7\u00f5es a uma marca em uma m\u00eddia em espec\u00edfico pode ser t\u00e3o f\u00e1cil quanto adicionar um endere\u00e7o de feed num agregador ou adicionar termos em um buscador. Mas apenas coleta e armazenamento n\u00e3o bastam, por isso foram desenvolvidos softwares especializados, com recursos de adi\u00e7\u00e3o e cruzamento de informa\u00e7\u00f5es mais afinados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Dimens\u00f5es de Tempo<\/em>. A primeira dimens\u00e3o a se cruzar \u00e9 a de Tempo. Identificar crescimentos, quedas ou estabilidade do volume de men\u00e7\u00f5es, em tabelas organizadas e\/ou gr\u00e1ficos intuitivos j\u00e1 permite observar as conversa\u00e7\u00f5es de uma nova \u00f3tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Atribui\u00e7\u00e3o de Sentimento<\/em>. Muitas vezes tamb\u00e9m chamada de polaridade, val\u00eancia ou outros termos semelhantes, a Atribui\u00e7\u00e3o de Sentimento \u00e9 a fase na qual as men\u00e7\u00f5es coletadas podem ser classificadas na escala simples de Negativo, Neutro ou Positivo ou escalas mais complexas, com graus mais numerosos. Sistemas de polariza\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica tem sido ofertados, mas, mesmo que a precis\u00e3o fosse perfeita, o trabalho do analista \u00e9 indispens\u00e1vel nas outras etapas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Frequ\u00eancia, Associa\u00e7\u00e3o de Palavras e Clustering<\/em>. A freq\u00fc\u00eancia de determinados termos nos conte\u00fados coletados, a associa\u00e7\u00e3o de palavras pr\u00f3ximas aos termos-chave e a aplica\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas como <em>clustering<\/em> permitem observar que palavras e conceitos giram em torno dos termos pesquisados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Categoriza\u00e7\u00e3o por Tem\u00e1tica e Tipo de Emissor<\/em>. A adi\u00e7\u00e3o de pequenos peda\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o \u00e0s men\u00e7\u00f5es, geralmente atrav\u00e9s de categorias ou tags, permite organizar as men\u00e7\u00f5es de acordo com as demandas de informa\u00e7\u00e3o do analista. Por exemplo, um n\u00edvel comum de categoriza\u00e7\u00e3o para monitoramentos de pol\u00edtico \u00e9 o \u201c\u00c2mbito\u201d, que possuir\u00e1 categorias\/tags como Transporte, Cultura, Sa\u00fade etc. O n\u00edvel mais comum de categoriza\u00e7\u00e3o \u00e9 o \u201cTipo de Emissor\u201d que permite identificar se o emissor do conte\u00fado \u00e9 Institucional, Imprensa, Cliente, Usu\u00e1rio Comum etc. Aqui o trabalho de planejamento do processo de monitoramento se mostra especialmente crucial: depois de uma leitura pr\u00e9via, deve-se criar as categorias e n\u00edveis de categorias para que o trabalho de monitoramento permane\u00e7a consistente e coerente com o passar do tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Correla\u00e7\u00e3o com Eventos Ex\u00f3genos<\/em>. A identifica\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7as nos outros n\u00edveis (como volume, associa\u00e7\u00e3o de palavras e polaridade) a eventos ex\u00f3genos como campanhas, declara\u00e7\u00f5es e atua\u00e7\u00e3o da concorr\u00eancia pode permitir analisar o impacto destes eventos no ambiente online. O principal desafio aqui \u00e9 coordenar oferta e demanda de informa\u00e7\u00e3o, com os setores de marketing, vendas, rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e log\u00edstica da empresa e com as ag\u00eancias de propaganda e comunica\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m a atendem, por exemplo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Identifica\u00e7\u00e3o de Emissores Principais, Detratores e Defensores<\/em>. Atrav\u00e9s da identifica\u00e7\u00e3o manual ou automatizada de men\u00e7\u00f5es repetidas por um mesmo usu\u00e1rio, atrav\u00e9s de uma mesma m\u00eddia ou de v\u00e1rias, \u00e9 poss\u00edvel identificar tr\u00eas tipos de usu\u00e1rios que devem ser analisados de perto na an\u00e1lise da conversa\u00e7\u00e3o em torno de uma marca. Emissores Principais s\u00e3o aqueles que, simplesmente, por um motivo ou por outro, mencionam a marca muitas vezes. Detratores e Defensores s\u00e3o aqueles altamente inclinados para um dos p\u00f3los do sentimento de marca. Todos devem ser especialmente atendidos, seja para resolu\u00e7\u00e3o de problemas, seja para fomentar a advocacia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Gest\u00e3o de Relacionamento Customizado com o Cliente<\/em>. O chamado CRM (Custom Relationship-Management) n\u00e3o \u00e9 nada novo, mas a aplica\u00e7\u00e3o sistematizada por empresas costuma ainda ser rara. Tamb\u00e9m o \u00e9, talvez ainda mais acentuadamente, no ambiente online. Por\u00e9m, algumas ferramentas de monitoramento j\u00e1 oferecem \u2013 ou podem ser apropriadas para tal \u2013 recursos de CRM. \u00c9 poss\u00edvel, atrav\u00e9s de diversos m\u00e9todos, atribuir cada men\u00e7\u00e3o pass\u00edvel de \u201cresolu\u00e7\u00e3o\u201d (como uma queixa, problema, elogio, sugest\u00e3o) a um membro da equipe de comunica\u00e7\u00e3o. Posteriormente, sistematizar a\u00e7\u00f5es, medi\u00e7\u00f5es e relatos pode trazer benef\u00edcios para a empresa ou equipe no que tange ao relacionamento com os consumidores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Produtos de Informa\u00e7\u00e3o Competitiva<\/em>. Relat\u00f3rios aprofundados, an\u00e1lises pontuais ou alertas s\u00e3o alguns dos produtos de informa\u00e7\u00e3o competitiva que podem ser redigidos pelos analistas. \u00c9 preciso entregar diferenciadamente as informa\u00e7\u00f5es relevantes apresentadas em formato us\u00e1vel e pertinente aos diferentes setores, diretores ou profissionais da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Transformar informa\u00e7\u00e3o em a\u00e7\u00e3o e resultados: \u00e9 esse o ponto para o qual devem convergir todas as etapas do monitoramento de marcas e conversa\u00e7\u00f5es. Os analistas, ag\u00eancias e empresas que desejam sucesso nessa empreitada n\u00e3o podem esquecer disso. An\u00e1lise de mercado, desenvolvimento de produtos, relacionamento com o consumidor e mensura\u00e7\u00e3o de campanhas, por exemplo, s\u00e3o alguns dos resultados poss\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para onde vai o Monitoramento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Organiza\u00e7\u00f5es, mercado publicit\u00e1rio, grandes empresas de internet, pesquisa acad\u00eamica, imprensa e usu\u00e1rios \u201ccomuns\u201d: s\u00e3o apenas alguns dos grupos envolvidos na cria\u00e7\u00e3o do presente e do futuro. Dizer para onde se direcionar\u00e1 o servi\u00e7o de monitoramento de marcas e conversa\u00e7\u00f5es \u00e9 uma tarefa praticamente imposs\u00edvel, mas dois fatores devem ser observados de perto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma primeira quest\u00e3o \u00e9 a crescente consci\u00eancia dos usu\u00e1rios em geral sobre a perman\u00eancia e indexabilidade dos seus rastros digitais. Mesmo que o pr\u00f3prio conceito de privacidade esteja mudando, como alguns defendem (e concordo), essa consci\u00eancia sobre a visibilidade das informa\u00e7\u00f5es pode, de um lado, gerar mais cautela das pessoas e, por isso, declara\u00e7\u00f5es menos espont\u00e2neas e, por outro lado, mais a\u00e7\u00f5es mobilizadas e coordenadas de demandas e colabora\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0s empresas, marcas e produtos preferidos ou odiados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra \u00e9 a intera\u00e7\u00e3o entre os grandes <em>players<\/em> do mercado da comunica\u00e7\u00e3o digital. Algumas empresas como Google e Facebook possuem dom\u00ednios que re\u00fanem muito do conte\u00fado online e possuem capacidade financeira e tecnol\u00f3gica para produzirem e disponibilizarem seus pr\u00f3prios softwares de monitoramento. J\u00e1 se especula, por exemplo, a cria\u00e7\u00e3o pelo Google de um software gratuito, integrado a seus servi\u00e7os e potencialmente melhor do que qualquer software dispon\u00edvel no mercado. As conseq\u00fc\u00eancias disso neste ainda debutante mercado seriam profundas e poderiam abalar as estruturas hier\u00e1rquicas entre grandes e pequenas empresas, ag\u00eancias e profissionais no que tange o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas nada do que foi dito aqui contraria a necessidade de se debater o assunto em seus v\u00e1rios n\u00edveis, como o n\u00edvel t\u00e9cnico de desenvolvimento do servi\u00e7o e softwares, o n\u00edvel comunicacional de compreens\u00e3o aprofundada de an\u00e1lise e o n\u00edvel \u00e9tico de aplica\u00e7\u00e3o desses processos de uma forma que os v\u00e1rios grupos sociais envolvidos se beneficiem.<\/p>\n<div>\n<hr size=\"1\" \/>\n<div>\n<p><a href=\"#_ednref1\">[1]<\/a> BOYD, Danah; ELLISON, N. B. Social network sites: definition, history, and scholarship. <strong>Journal of Computer-Mediated Communication<\/strong>, 13 (1), article 11, 2007. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/jcmc.indiana.edu\/vol13\/issue1\/boyd.ellison.html\">http:\/\/jcmc.indiana.edu\/vol13\/issue1\/boyd.ellison.html<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"#_ednref2\">[2]<\/a> Andreas M. Kaplan, Michael Haenlein, Users of the world, unite! The challenges and opportunities of Social Media, Business Horizons, Volume 53, Issue 1, January-February 2010, Pages 59-68. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/B6W45-4XFF2S0-1\/2\/600db1bd6e0c9903c744aaf34b0b12e1\">http:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/B6W45-4XFF2S0-1\/2\/600db1bd6e0c9903c744aaf34b0b12e1<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"#_ednref3\">[3]<\/a> Ver <a href=\"http:\/\/www.dispositivodevisibilidade.blogspot.com\/\">http:\/\/www.dispositivodevisibilidade.blogspot.com<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"#_ednref4\">[4]<\/a> BEER, David. Social network(ing) sites\u2026revisiting the story so far: A response to danah boyd &amp; Nicole Ellison. <strong>Journal of Computer-Mediated Communication<\/strong>, 13 (2), article 8, 2008. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www3.interscience.wiley.com\/journal\/119414153\/abstract\">http:\/\/www3.interscience.wiley.com\/journal\/119414153\/abstract<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"#_ednref5\">[5]<\/a> ELMER, Greg. <strong>Profiling Machines: Mapping the Personal Information Economy<\/strong>. The Mit Press, 2004.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"#_ednref6\">[6]<\/a> <strong>Social Media Monitoring and Analysis: Generating Consumer Insights from Online Conversation. Aberdeen Group<\/strong>. <a href=\"http:\/\/www.aberdeen.com\/\">www.aberdeen.com<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"#_ednref7\">[7]<\/a> BEAL, Andy; STRAUSS, Judy. <strong>Radically Transparent:\u00a0 Monitoring and Managing Reputations Online<\/strong>. Wiley Publishing, 2008.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"#_ednref8\">[8]<\/a> <strong>Social Media Listening, Measuring and Engagement Primer<\/strong>. Ebook da Radian6. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.radian6.com\/\">www.radian6.com<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"#_ednref9\">[9]<\/a> LAINE, Mikko; FRUWIRTH, Christian. Monitoring Social Media: Tools, Characteristics and Implications. In:\u00a0 TYRV\u00c4INEN, P. ; JANSEN, S.; CUSUMANO, M.A. (Eds<strong>.): Lecture Notes in Business Information Processing<\/strong>, 2010, Volume 51, Part 2, Part 7, 193-198. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.springerlink.com\/content\/l3363q237821v632<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[Artigo originalmente publicado no ebook #M\u00eddiasSociais: Perspectivas, Tend\u00eancias e Reflex\u00f5es, em agosto de 2010.] Em Cultura da Converg\u00eancia, Jenkins cita Chris Ender, vice-presidente s\u00eanior de comunica\u00e7\u00f5es da CBS: \u201cNa primeira temporada [de Survivor], havia uma aten\u00e7\u00e3o crescente l\u00e1 dentro. 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