{"id":4011,"date":"2007-12-08T13:06:00","date_gmt":"2007-12-08T15:06:00","guid":{"rendered":"http:\/\/imagempapelefuria.wordpress.com\/2007\/12\/08\/el-misterioso-hombre-de-negro-krazy-kat-e-umberto-eco-macanudo\/"},"modified":"2011-01-08T15:07:11","modified_gmt":"2011-01-08T18:07:11","slug":"el-misterioso-hombre-de-negro-krazy-kat-e-umberto-eco-macanudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/el-misterioso-hombre-de-negro-krazy-kat-e-umberto-eco-macanudo\/","title":{"rendered":"El misterioso hombre de negro, Krazy Kat e Umberto Eco (Macanudo)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/bp0.blogger.com\/_V4McfIZt-6c\/RyyMm2PT5VI\/AAAAAAAAAFc\/mzjXEhjhxbs\/s1600-h\/a2005.m09.d10.JPG\"><img decoding=\"async\" style=\"display:block;text-align:center;cursor:pointer;margin:0 auto 10px;\" src=\"http:\/\/bp0.blogger.com\/_V4McfIZt-6c\/RyyMm2PT5VI\/AAAAAAAAAFc\/mzjXEhjhxbs\/s400\/a2005.m09.d10.JPG\" border=\"0\" alt=\"\" \/><\/a>No livro <a href=\"http:\/\/www.submarino.com.br\/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=6187&amp;ST=SR\">Apocal\u00edpticos e Integrados<\/a> (1964), no cap\u00edtulo <span style=\"font-style:italic;\">O Mundo de Minduim<\/span>, Umberto Eco aponta para dois caminhos de genialidade individual nos quadrinhos. Sobre o primeiro caminho ele fala de Jules Feiffer e sua capacidade de se reportar aos tipos exemplificadores dos males da sociedade industrial.No segundo, ele fala de <a href=\"http:\/\/www.newpartisan.com\/home\/krazys-america-no-austerities.html\">Krazy Kat<\/a>, de George Herriman. Para quem n\u00e3o conhece, esta tirinha publicada na primeira metade do s\u00e9culo XX \u00e9 famosa pela inventividade do autor, que explorava uma mesma situa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica \u2013 um rato utilizando um tijolo como proj\u00e9til contra um gato, que acha a tijolada um ato de amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Eco, essa tirinha \u201cembora narre um fato que se conclui no fim de quatro vinhetas, n\u00e3o funciona tomada isoladamente, mas s\u00f3 adquire todo o seu sabor na sequ\u00eancia cont\u00ednua e teimosa que se desenrola, nas tiras que se seguem umas ap\u00f3s outras, dia ap\u00f3s dia\u201d. (p. 284)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seria uma condi\u00e7\u00e3o de poesia a \u201cobstina\u00e7\u00e3o l\u00edrica\u201d do autor. \u201cReproduzia-se, numa certa medida, o mito de Xerazade: a concubina tomada pelo Sult\u00e3o para o gozo de uma noite, ap\u00f3s o que seria eliminada, come\u00e7ava a narrar uma est\u00f3ria, e o sult\u00e3o, esquecida a mulher pela est\u00f3ria, descobria, afinal, um outro mundo de valores e prazeres\u201d. (p.285)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas tirinhas de Macanudo dedicadas ao <a href=\"http:\/\/autoliniers.blogspot.com\/2005\/04\/liniers-macanudo_17.html\"><span>El misterioso hombre de negro<\/span><\/a> identifico estrat\u00e9gia semelhante. Eu diria que estas tirinhas n\u00e3o buscam exatamente o riso. Depois de ler tr\u00eas ou quatro delas, se descobre qual o verdadeiro deleite na sua aprecia\u00e7\u00e3o. Alguns elementos s\u00e3o recorrentes, a gra\u00e7a est\u00e1 em apreciar o virtuosismo do autor em apresentar a mesma situa\u00e7\u00e3o com forma diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tirinha \u00e9 constitu\u00edda pelos mais variados e cl\u00e1ssicos signos de mist\u00e9rio. O personagem principal tem capa cinzenta que recobre todo o corpo, cartola preta e rosto enigm\u00e1tico. O texto da tirinha \u00e9 sempre uma locu\u00e7\u00e3o: <a href=\"http:\/\/autoliniers.blogspot.com\/2005\/09\/liniers-macanudo_30.html\">linguagem testemunhal<\/a>, parece que o enunciador da tirinha est\u00e1 a nos contar uma lenda urbana. A natureza macanudense  tamb\u00e9m contribui para criar a atmosfera de mist\u00e9rio: frequentemente <a href=\"http:\/\/autoliniers.blogspot.com\/2006\/06\/liniers-macanudo_09.html\">p\u00e1ssaros negros<\/a> interagem com o personagem, al\u00e9m das <a href=\"http:\/\/autoliniers.blogspot.com\/2005\/12\/liniers-macanudo_21.html\">\u00e1rvores desfolhadas<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No livro Apocal\u00edpticos e Integrados (1964), no cap\u00edtulo O Mundo de Minduim, Umberto Eco aponta para dois caminhos de genialidade individual nos quadrinhos. Sobre o primeiro caminho ele fala de Jules Feiffer e sua capacidade de se reportar aos tipos exemplificadores dos males da sociedade industrial.No segundo, ele fala de Krazy Kat, de George Herriman. 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