{"id":3966,"date":"2007-12-08T13:05:00","date_gmt":"2007-12-08T16:05:00","guid":{"rendered":"http:\/\/imagempapelefuria.wordpress.com\/2007\/12\/08\/desvendando-os-quadrinhos-usando-a-sarjeta\/"},"modified":"2007-12-08T13:05:00","modified_gmt":"2007-12-08T16:05:00","slug":"desvendando-os-quadrinhos-usando-a-sarjeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/desvendando-os-quadrinhos-usando-a-sarjeta\/","title":{"rendered":"Desvendando os Quadrinhos &#8211; &quot;Usando a Sarjeta&quot;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/compare.buscape.com.br\/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=desvendando+os+quadrinhos+scott+mccloud&amp;site_origem=5111154\"><img decoding=\"async\" style=\"margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 187px; height: 282px;\" src=\"http:\/\/bp3.blogger.com\/_V4McfIZt-6c\/R21Ps5ahNaI\/AAAAAAAAAKc\/O5olf3fqXUs\/s320\/desvendandoosquadrinhos2.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><\/a><span style=\"font-family:arial;\">O livro <\/span><span style=\"font-weight:bold;font-family:arial;\">Desvendando os Quadrinhos <\/span><span style=\"font-family:arial;\">\u00e9 uma \u00f3tima porta de entrada para quem quer saber mais sobre a &#8220;linguagem&#8221; da nona arte. O livro de Scott McCloud fala de v\u00e1rios aspectos dos quadrinhos, como o desenho, a narrativa, o tempo, cores e da rela\u00e7\u00e3o texto-imagem.  O diferencial da obra \u00e9 que s\u00e3o &#8220;quadrinhos sobre quadrinhos&#8221;. Sim, n\u00e3o \u00e9 um texto acad\u00eamico convencional, s\u00e3o quadrinhos nos quais o autor aparece e \u00e9 protagonista de uma aventura que busca definir o que afinal, s\u00e3o quadrinhos e sua linguagem.<\/span><span style=\"font-family:arial;\">Aqui apresento o fichamento que fiz do cap\u00edtulo tr\u00eas, &#8220;Usando a Sarjeta&#8221;, um dos mais interessantes, no qual o autor postula que os quadrinhos s\u00e3o a arte narrativa que mais exige do leitor, uma vez que seu tipo de &#8220;conclus\u00e3o&#8221; \u00e9 mais consciente e volunt\u00e1rio. \u00c9 um livro que vale a pena <\/span><a href=\"http:\/\/www.submarino.com.br\/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=21471&amp;ST=SR\">adquirir<\/a><span style=\"font-family:arial;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-style:italic;font-weight:bold;font-family:arial;\">McCLOUD, Scott. \u201cUsando a sarjeta\u201d. In: Desvendando os quadrinhos. S\u00e3o Paulo: Makron Books (1995): pp. 60,93.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:arial;\">A percep\u00e7\u00e3o n\u00e3o se d\u00e1 no &#8216;aqui-agora&#8217;. As coisas existem mesmo sem que os sentidos estejam debru\u00e7ados sobre. O mundo vis\u00edvel \u00e9 fragmentado, incompleto. A constru\u00e7\u00e3o da realidade \u00e9 baseada em experi\u00eancia anterior. No caso da atribui\u00e7\u00e3o de sentido a figuras com formas elementares, como o c\u00edrculo, a linha e dois pontos do smile, \u00e9 uma conclus\u00e3o. No caso da fotografia, os min\u00fasculos gr\u00e3os juntos d\u00e3o sensa\u00e7\u00e3o de uniformidade. No cinema, com a persist\u00eancia da imagem na retina, existe a sensa\u00e7\u00e3o de movimento. Na TV, s\u00e3o os pontos de luz.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:arial;\">Segundo o autor, os quadrinhos s\u00e3o &#8220;um meio de comunica\u00e7\u00e3o como nenhum outro&#8230; um meio onde o p\u00fablico \u00e9 colaborador consciente e volunt\u00e1rio, e a conclus\u00e3o \u00e9 o agente de mudan\u00e7a, tempo e movimento.&#8221; (p.65)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:arial;\">McCloud explica o que \u00e9 a sarjeta, o espa\u00e7o em branco entre os quadrinhos. \u00c9 nesse espa\u00e7o que a imagina\u00e7\u00e3o do leitor extrai sentido entre as vinhetas. &#8220;Nada \u00e9 visto entre dois quadros, mas a experi\u00eancia indica que deve ter alguma coisa l\u00e1.&#8221; (p.67) Os quadrinhos s\u00e3o fragmentos de tempo e espa\u00e7o, a conclus\u00e3o realizada pelo leitor faz com que esses fragmentos se tornem uma realidade \u00fanica. O autor usa a alus\u00e3o relacionando a iconografia visual a um vocabul\u00e1rio, enquanto a conclus\u00e3o seria a gram\u00e1tica. Ao contr\u00e1rio do que acontece na m\u00eddia eletr\u00f4nica, nos quadrinhos a conclus\u00e3o \u00e9 volunt\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:arial;\">O autor usa um exemplo de dois quadros. No primeiro \u00e9 mostrado algu\u00e9m prestes a desferir um golpe de machado em outrem. O segundo mostra o c\u00e9u noturno de uma cidade, cortado por um grito. Uma vez que a a\u00e7\u00e3o do assassinato n\u00e3o \u00e9 mostrada em imagem, o autor diz que \u201cmatar um homem entre os quadros significa conden\u00e1-lo a milhares de mortes\u201d. Cada leitor vai construir a a\u00e7\u00e3o do assassinato de um jeito diferente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:arial;\">A partir disso, McCloud fala que os quadrinhos criam uma \u201cintimidade\u201d com o leitor s\u00f3 superada pela palavra escrita. \u00c9 um \u201cpacto\u201d entre o criador e o p\u00fablico, por meio da arte e da habilidade do primeiro. A arte estaria relacionada ao aspecto pl\u00e1stico do desenho, enquanto a habilidade \u00e9 investigada sobre os tipos de transi\u00e7\u00f5es quadro-a-quadro. O primeiro tipo de transi\u00e7\u00e3o \u00e9 a de transi\u00e7\u00e3o momento-a-momento. H\u00e1 pouca conclus\u00e3o envolvida, uma vez que o segundo quadro representa o mesmo objeto, pouqu\u00edssimo tempo depois. A segunda \u00e9 a de a\u00e7\u00e3o-pra-a\u00e7\u00e3o. O que acontece entre duas a\u00e7\u00f5es correlacionadas de um mesmo objeto, no mesmo espa\u00e7o, fica na sarjeta. Na transi\u00e7\u00e3o tema-a-tema h\u00e1 um grau de envolvimento maior, em que a narrativa permanece dentro de uma mesma cena ou id\u00e9ia (o exemplo do assassinato se encaixaria aqui). O quarto tipo \u00e9 a transi\u00e7\u00e3o cena-a-cena, nas quais dist\u00e2ncias maiores de tempo e espa\u00e7o acontecem. A transi\u00e7\u00e3o aspecto-pra-aspecto mostra v\u00e1rios aspectos de um mesmo objeto. E a \u00faltima, a non-sequitur, \u00e9 o tipo de transi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o oferece nenhuma sequ\u00eancia l\u00f3gica. Apesar de usar a palavra l\u00f3gica, o autor esclarece que n\u00e3o pensa que existam realmente sequ\u00eancias de quadros que n\u00e3o possuam conex\u00e3o entre si. Sempre haver\u00e1 um sentido atribu\u00eddo, por mais diferente que seja.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:arial;\">Nas p\u00e1ginas seguintes o autor detalha uma experi\u00eancia estat\u00edstica que realizou comparando autores e &#8220;escolas&#8221; diferentes de quadrinhos. O primeiro analisado \u00e9 Jack Kirby. As transi\u00e7\u00f5es de a\u00e7\u00e3o, tema e cena, nessa ordem, s\u00e3o as \u00fanicas que aparecem no trabalho do autor, sendo que a primeira \u00e9 muito mais freq\u00fcente. Ao comparar com o trabalho de Herg\u00e9, descobre que a propor\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante e se pergunta se existe uma propor\u00e7\u00e3o universal. Mostra outros gr\u00e1ficos de autores americanos e europeus, que exibem uma propor\u00e7\u00e3o ainda muito parecida e predomin\u00e2ncia dos tr\u00eas tipos predominantes em Kirby e Herg\u00e9.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:arial;\">Ao considerar a hist\u00f3ria em quadrinhos como uma s\u00e9rie de eventos interligados, McCloud explica essa predomin\u00e2ncia dos tipos 2 a 4 por mostrarem os eventos de forma eficiente. A transi\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00e3o-pra-a\u00e7\u00e3o entre dois quadros pode resumir ou condensar o que uma sequ\u00eancia de momento-a-momento levaria cinco ou seis. O quinto tipo, por ser descritivo, seria um em que n\u00e3o &#8220;acontece nada&#8221;. E o sexto n\u00e3o se preocupa com os eventos ou narrativa direta.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:arial;\">Para conferir a const\u00e2ncia dessa regra, o autor mostra uma tabela com gr\u00e1ficos de transi\u00e7\u00f5es de obras experimentais de Art Spielgeman. Em alguns, h\u00e1 uma classe completa de transi\u00e7\u00f5es, que \u00e9 explicada pelo tipo de hist\u00f3ria e temas n\u00e3o-convencionais. Finalmente, para conferir se a predomin\u00e2ncia dos tipos 2 a 4 \u00e9 natural a narrativas diretas, McCloud analisa os tipos de transi\u00e7\u00f5es de Osamu Tezuka.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:arial;\">O gr\u00e1fico mostra os seis primeiros tipos de transi\u00e7\u00e3o. O segundo ainda \u00e9 o mais freq\u00fcente, mas acompanhado de perto por tema-a-tema, e aspecto-pra-aspecto tem ocorr\u00eancia significativa. O quinto tipo \u00e9 frequente nos quadrinhos japoneses. Geralmente \u00e9 usado para estabelecer a sensa\u00e7\u00e3o de um clima ou lugar. N\u00e3o s\u00e3o aspectos no tempo, mas sim em um mesmo momento, a partir dos fragmentos dispersos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:arial;\">Examinando outros autores japoneses, o aspecto-pra-aspecto continua tendo alta incid\u00eancia. A princ\u00edpio, um fator pode explicar o fen\u00f4meno. O tamanho dos quadrinhos japoneses, com muito mais p\u00e1ginas que os comics americanos ou os \u00e1lbuns europeus, permitem que p\u00e1ginas inteiras sejam dedicadas ao estabelecimento de um clima para cena.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:arial;\">O tamanho n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico fator, muito menos o principal. O autor sugere que essa particularidade se deve \u00e0 \u00eanfase que a cultura japonesa d\u00e1 ao processo, em estruturas labir\u00ednticas ou c\u00edclicas, ao contr\u00e1rio do padr\u00e3o ocidental de ir direto ao objetivo. A arte japonesa \u00e9 uma arte de<br \/>\nintervalos. O que n\u00e3o est\u00e1 na obra, as escolhas e elipses, tamb\u00e9m s\u00e3o parte da obra, assim como a figura e o fundo s\u00e3o constituintes de uma imagem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:arial;\">Em seguida, o autor mostra uma hist\u00f3ria contada em 52 quadros. Depois, a mesma hist\u00f3ria em 10 e 04 quadros, aumentando a economia gradativamente. Explica que a arte dos quadrinhos \u00e9 t\u00e3o substrativa quanto aditiva. O equil\u00edbrio \u00e9 indispens\u00e1vel. E essa economia \u00e9 poss\u00edvel porque os criadores pressup\u00f5em a experi\u00eancia do leitor. Novamente o exemplo cl\u00e1ssico dos quadros [olho fechado]&gt;[olho aberto].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:arial;\">Fala do controle que o autor pode ter. No caso da disposi\u00e7\u00e3o dos quadros, podem ocorrer equ\u00edvocos, e quando a conclus\u00e3o entre os quadros \u00e9 mais intensa, as interpreta\u00e7\u00f5es poss\u00edveis tornam-se mais numerosas. Deixa claro que os artistas podem montar transi\u00e7\u00f5es amb\u00edguas ou quadros que s\u00f3 mostram uma parte da cena de prop\u00f3sito.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:arial;\">O autor revisa a conclus\u00e3o obtida que a mente funciona como intermedi\u00e1ria preenchendo as lacunas entre os quadros e declara que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso o que acontece na leitura de quadrino. Fala novamente da transi\u00e7\u00e3o aspecto-para-aspecto para tratar da refer\u00eancia aos outros quatro sentidos. Diz que dentro de um \u00fanico quadro, o artista s\u00f3 pode exprimir informa\u00e7\u00f5es visuais, e que na rela\u00e7\u00e3o entre os quadros os outros sentidos s\u00e3o envolvidos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:arial;\">Menciona o cap\u00edtulo dois e se pergunta se o tipo de desenho afeta a conclus\u00e3o. Tomando como verdadeiro o pressuposto de que os desenhos chamados de &#8220;&#8216;cartunescos&#8221; existem como conceitos do leitor, uma sequ\u00eancia de quadros desse tipo flui com mais facilidade. Por outro lado, as imagens mais &#8220;real\u00edsticas&#8221; s\u00e3o menos fluidas porque se assemelham mais a &#8220;uma s\u00e9rie de imagens congeladas&#8221;. E, por fim, os desenhos mais abstratos, &#8220;nos quadrinhos que se preocupam mais com o plano da imagem&#8221;, s\u00e3o os que exigem um maior grau de esfor\u00e7o para se chegar \u00e0 conclus\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:arial;\">Para o autor, os quadrinhos \u00e9 o tipo de arte que mais exige do leitor, ao mesmo tempo que \u00e9 a que mais oferece. \u00c9 uma arte do &#8220;v\u00edsivel e do invis\u00edvel&#8221;. Por isso rejeita a no\u00e7\u00e3o de que os quadrinhos s\u00e3o uma mistura entre desenho e literatura.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">+ Compre <span style=\"font-size:130%;\"><a href=\"http:\/\/compare.buscape.com.br\/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=desvendando+os+quadrinhos+scott+mccloud&amp;site_origem=5111154\">aqui<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O livro Desvendando os Quadrinhos \u00e9 uma \u00f3tima porta de entrada para quem quer saber mais sobre a &#8220;linguagem&#8221; da nona arte. O livro de Scott McCloud fala de v\u00e1rios aspectos dos quadrinhos, como o desenho, a narrativa, o tempo, cores e da rela\u00e7\u00e3o texto-imagem. O diferencial da obra \u00e9 que s\u00e3o &#8220;quadrinhos sobre quadrinhos&#8221;. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[551],"tags":[725,980,1041],"class_list":["post-3966","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-criticas-e-resenhas","tag-desvendando-os-quadrinhos","tag-quadrinhos","tag-scott-mccloud"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3966","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3966"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3966\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3966"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3966"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3966"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}