{"id":3209,"date":"2009-06-29T10:38:05","date_gmt":"2009-06-29T13:38:05","guid":{"rendered":"http:\/\/imagem-papel-e-furia.com.br\/?p=2805"},"modified":"2022-05-22T13:35:13","modified_gmt":"2022-05-22T16:35:13","slug":"a-historia-da-arte-de-ernst-hans-gombrich-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/a-historia-da-arte-de-ernst-hans-gombrich-parte-1\/","title":{"rendered":"A Hist\u00f3ria da Arte, de Ernst Hans Gombrich (parte 1)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"http:\/\/compare.buscape.com.br\/categoria?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=historia+da+arte+gombrich&amp;site_origem=5111154\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><br \/>\n<\/a><a href=\"http:\/\/www.livrariacultura.com.br\/scripts\/cultura\/externo\/index.asp?id_link=8539&amp;tipo=2&amp;isbn=8521611854\" target=\"_blank\" rel=\"attachment noopener wp-att-7582\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-7582\" title=\"historia da arte - ernst hans gombrich\" src=\"http:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/historia-da-arte-ernst-hans-gombrich.jpg\" alt=\"\" width=\"216\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/historia-da-arte-ernst-hans-gombrich.jpg 216w, https:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/historia-da-arte-ernst-hans-gombrich-150x208.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 216px) 100vw, 216px\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/amzn.to\/3lycE9D\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A Hist\u00f3ria da Arte<\/a><\/strong>, de Ernst Hans Gombrich, foi publicado pela primeira vez em 1950. Quase sessenta anos depois, permanece como uma das refer\u00eancias obrigat\u00f3rias para estudantes, estudiosos, pesquisadores ou &#8220;simplesmente\u00a0 apreciadores de arte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 um livro monumental em todos os sentidos. S\u00e3o 700 p\u00e1ginas de textos e imagens produzidos por um autor minucioso, que foi professor e pesquisador da Universidade de Londres durante d\u00e9cadas e tamb\u00e9m \u00e9 autor de diversos outros livros sobre hist\u00f3ria da arte, como <a href=\"http:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/arte-e-ilusao-um-estudo-da-psicologia-da-representacao-pictorica-de-ernst-hans-gombrich\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Arte e Ilus\u00e3o &#8211; um estudo da psicologia da representa\u00e7\u00e3o pict\u00f3rica<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como voc\u00eas j\u00e1 podem ter lido na resenha de Arte e Ilus\u00e3o, acho o estilo de escrita de Gombrich muito empolgantes, beirando a genialidade. Ent\u00e3o decidi escrever v\u00e1rios posts sobre a obra, para ser mais minucioso. Na verdade, estou lendo a vers\u00e3o em ingl\u00eas, <a href=\"https:\/\/amzn.to\/3yZucDo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>The Story of Art<\/strong><\/a>, pelo simples e prosaico motivo: uma promo\u00e7\u00e3o me permitiu comprar o livro por metade do pre\u00e7o da vers\u00e3o em portugu\u00eas. Mas, na medida do poss\u00edvel, tentarei conferir nomes de t\u00edtulos e termos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste primeiro post, depois dessas primeiras considera\u00e7\u00f5es sobre o livro como um todo, vamos a alguns pontos principais do Pref\u00e1cio e da Introdu\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pref\u00e1cio<\/strong><br \/>\nNo pref\u00e1cio, Gombrich fala sobre algumas regras que imp\u00f4s a si pr\u00f3prio na produ\u00e7\u00e3o de A Hist\u00f3ria da Arte que mostram uma postura correta sobre a arte. Buscando produzir um livro que seja um primeiro contato com a hist\u00f3ria da arte (pintura, escultura e arquitetura, no caso), n\u00e3o concorda com uma linguagem extremamente did\u00e1tica que subestima o leitor e a evita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das regras &#8220;positivas&#8221; que Gombrich declara \u00e9 tomar a arte historicamente n\u00e3o como uma evolu\u00e7\u00e3o, como se as obras contempor\u00e2neas fossem melhores do que as do passado. O autor busca uma an\u00e1lise das obras a partir do que os artistas intencionam. Os objetivos dos artistas est\u00e3o inscritos em um contexto espec\u00edfico, e buscando determinadas metas. Segundo Gombrich, cada ganho ou progresso em uma dire\u00e7\u00e3o significa uma perda em outra, e esse progresso \u00e9 subjetivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta edi\u00e7\u00e3o, a d\u00e9cima-sexta, tamb\u00e9m inclui pref\u00e1cios da 12\u00aa, 13\u00aa, 14\u00aa e 15\u00aa edi\u00e7\u00f5es. Gombrich escreve sobre as adi\u00e7\u00f5es de cap\u00edtulos sobre arte contempor\u00e2nea e novas ilustra\u00e7\u00f5es, assim como os anexos do livro, que incluem linha-do-tempo, mapas e bibliografia comentada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o &#8211; sobre arte e artistas<\/strong><br \/>\n&#8220;N\u00e3o existe uma coisa chamada Arte. S\u00f3 existem artistas.&#8221; Gombrich come\u00e7a a introdu\u00e7\u00e3o criticando uma no\u00e7\u00e3o de Arte com A ma\u00edusculo, que \u00e9 aquele tipo de postura que toma a arte como uma atividade esnobe ou fetiche. Para Gombrich, n\u00e3o existe um jeito errado de se gostar de uma obra de arte. Fazer com que o espectador lembre de algu\u00e9m ou de algo querido, pela semelhan\u00e7a da representa\u00e7\u00e3o \u00e9 algo t\u00e3o v\u00e1lido quanto outros motivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas primeiras discuss\u00f5es a seguir podem parecer ultrapassadas para quem l\u00ea o IPF, mas dois pontos precisam ser lembrados: A Hist\u00f3ria da Arte \u00e9 uma introdu\u00e7\u00e3o; e foi publicado pela primeira vez em 1950. Ent\u00e3o, Gombrich diz que n\u00e3o acredita que o &#8220;parecer com o real&#8221; deve ser o principal modo de valora\u00e7\u00e3o da arte. Toda arte, inclusive esta que busca uma semelhan\u00e7a com o real tamb\u00e9m \u00e9 convencional. Para provar seu ponto, Gombrich usa dois \u00f3timos exemplos. O primeiro \u00e9 sobre a representa\u00e7\u00e3o de cavalos em corrida. Durante s\u00e9culos, pinturas mostraram os cavalos congelados na a\u00e7\u00e3o com quatro patas no ar. Com o desenvolvimento da fotografia, entretanto, provou-se que tal coisa n\u00e3o ocorre na realidade, entretanto durante algum tempo muitros ainda olhavam para pinturas esperando ver os cavalos representados daquele outro modo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo exemplo que Gombrich se utiliza e que merece a ilustra\u00e7\u00e3o aqui \u00e9\u00a0 o processo de produ\u00e7\u00e3o da obra de Caravaggio chamada &#8220;S\u00e3o Mateus e o Anjo&#8221;. Abaixo, duas vers\u00f5es da mesma obra, ambas de 1602. Feita por encomenda para o altar de uma igreja em Roma, a vers\u00e3o da esquerda foi a primeira realizada. Foi rejeitada pela Igreja, por representar S\u00e3o Mateus de uma forma humanizada. Nesta a\u00e7\u00e3o representada abaixo, o santo come\u00e7a a escrever milagrosamente, guiado por um santo. Nada mais apropriado do que mostrar o homem simples que, tocado pela m\u00e3o divina, ainda tem dificuldades de postura e manuseio dos objetos de escrita. Entretanto, a Igreja achou que tal representa\u00e7\u00e3o mundana de Mateus e do anjo n\u00e3o era apropriada e preferiu a vers\u00e3o mais asc\u00e9tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-7583\" title=\"caravaggio sao mateus e o anjo\" src=\"http:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/caravaggio-sao-mateus-e-o-anjo-600x421.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"421\" srcset=\"https:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/caravaggio-sao-mateus-e-o-anjo-600x421.jpg 600w, https:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/caravaggio-sao-mateus-e-o-anjo-150x105.jpg 150w, https:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/caravaggio-sao-mateus-e-o-anjo-400x281.jpg 400w, https:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/caravaggio-sao-mateus-e-o-anjo.jpg 1093w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><br \/>\nEm seguida, Gombrich continua a escrever sobre a arte, comparando os processos pelo qual as pinturas s\u00e3o produzidas a a\u00e7\u00f5es do cotidiano, como a &#8220;simples&#8221; disposi\u00e7\u00e3o de um arranjo de flores, por exemplo. No fundo, ambas atividades tratam de balancear formas e cores em busca de uma harmonia. Nas duas tamb\u00e9m \u00e9 dif\u00edcil dizer que harmonia \u00e9 esta, mas, quando \u00e9 alcan\u00e7ada, sabe-se que a obra est\u00e1 pronta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de finalizar a introdu\u00e7\u00e3o reafirmando suas posi\u00e7\u00f5es contra a Arte esnobe de A ma\u00edusculo, Gombrich escreve sobre a busca de regras, leis e m\u00e9todos na arte. D\u00e1 o exemplo da cria\u00e7\u00e3o de uma pintura de Rafael, mostrando os rascunhos que o pintor produziu para testar a configura\u00e7\u00e3o entre os personagens representados e declara que n\u00e3o \u00e9 um manual que vai conter todos os passos para se produzir uma obra: ningu\u00e9m nunca para de aprender sobre arte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Leia a <a href=\"http:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/a-historia-da-arte-de-ernst-hans-gombrich-parte-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">segunda parte da resenha de A Hist\u00f3ria da Arte<br \/>\n<\/a><br \/>\n&#8211; Acesse o <a href=\"http:\/\/www.gombrich.co.uk\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Gombrich Archive<\/a> [ingl\u00eas]<br \/>\n&#8211; Artigo sobre <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ernst_Gombrich\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gombrich na Wikip\u00e9dia<\/a><br \/>\n&#8211; Artigo sobre <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Ernst_Gombrich\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gombrich na Wikipedia<\/a> [ingl\u00eas]<br \/>\n&#8211; Veja pre\u00e7os de <a href=\"https:\/\/amzn.to\/3lycE9D\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A Hist\u00f3ria da Arte<\/a><br \/>\n&#8211; Veja pre\u00e7os de <a href=\"https:\/\/amzn.to\/3yZucDo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Story of Art &#8211; Pocket Edition<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Hist\u00f3ria da Arte, de Ernst Hans Gombrich, foi publicado pela primeira vez em 1950. 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