{"id":10007,"date":"2017-01-02T21:51:21","date_gmt":"2017-01-02T23:51:21","guid":{"rendered":"http:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/?p=10007"},"modified":"2017-05-28T12:47:07","modified_gmt":"2017-05-28T15:47:07","slug":"post-mine-repeat-livro-de-helen-kennedy-hmtk-estuda-o-uso-cotidiano-dos-dados-sociais-digitais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/post-mine-repeat-livro-de-helen-kennedy-hmtk-estuda-o-uso-cotidiano-dos-dados-sociais-digitais\/","title":{"rendered":"Post, Mine, Repeat: livro de Helen Kennedy (@hmtk) estuda o uso cotidiano dos dados sociais digitais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.amazon.com\/gp\/product\/113735397X\/ref=as_li_qf_sp_asin_il_tl?ie=UTF8&amp;tag=imapapefur-20&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;linkCode=as2&amp;creativeASIN=113735397X&amp;linkId=65847b206ec30710ef2c7b75624b66f1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-medium wp-image-10012 alignright\" src=\"http:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Post-Mine-Repeat-Helen-Kennedy-213x300.jpg\" alt=\"post-mine-repeat-helen-kennedy\" width=\"213\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Post-Mine-Repeat-Helen-Kennedy-213x300.jpg 213w, https:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Post-Mine-Repeat-Helen-Kennedy-106x150.jpg 106w, https:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Post-Mine-Repeat-Helen-Kennedy.jpg 354w\" sizes=\"auto, (max-width: 213px) 100vw, 213px\" \/><\/a>Algumas ferramentas de monitoramento de m\u00eddias sociais l\u00edderes mundialmente, como Sysomos e Brandwatch, nasceram em 2006, 2007. Ou seja, sem sequer contar pr\u00e1ticas anteriores de estudo mercadol\u00f3gico das conversas nas m\u00eddias sociais, temos ao menos 10 anos deste mercado. Tornou-se cotidiano, ordin\u00e1rio. Mesmo grandes ag\u00eancias de publicidade, tipicamente retardat\u00e1rias em inova\u00e7\u00e3o, criaram setores internos de monitoramento de m\u00eddias sociais,\u00a0<em>social listening<\/em>,\u00a0<em>social business intelligence<\/em>,\u00a0<em>social big data<\/em> ou qualquer reinven\u00e7\u00e3o de anglicismo em moda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de se estudar limites e possibilidades tecnol\u00f3gicas e metodol\u00f3gicas do campo, urge estudar como a pr\u00e1tica de minera\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise de dados sociais digitais se configurou\u00a0como um mercado pr\u00f3prio que engendra atividades e gera impacto sobre\u00a0as pessoas. \u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/hmtk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Helen Kennedy<\/a>, professora da <a href=\"http:\/\/www.sheffield.ac.uk\/socstudies\/staff\/staff-profiles\/helen-kennedy\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Universidade de Sheffield<\/a>,\u00a0publicou em 2016 o livro\u00a0<a href=\"https:\/\/www.amazon.com\/gp\/product\/113735397X\/ref=as_li_qf_sp_asin_il_tl?ie=UTF8&amp;tag=imapapefur-20&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;linkCode=as2&amp;creativeASIN=113735397X&amp;linkId=65847b206ec30710ef2c7b75624b66f1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Post, Mine, Repeat: Social Media Data Mining Becomes Ordinary<\/strong><\/a>\u00a0com este objetivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os tr\u00eas primeiros cap\u00edtulos da publica\u00e7\u00e3o buscam explicar como a <strong>minera\u00e7\u00e3o de\u00a0dados em m\u00eddias sociais<\/strong> se tornou cotidiana, ordin\u00e1ria; a import\u00e2ncia de estudar como estes dados s\u00e3o constru\u00eddos e impactam a sociedade; e o que deve nos preocupar sobre a minera\u00e7\u00e3o de dados em m\u00eddias sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 frequentemente mencionada no discurso popular: <strong>privacidade.<\/strong> \u00c9 comum, em alguns meios, a cr\u00edtica a usu\u00e1rios de plataformas de m\u00eddias sociais por n\u00e3o lerem os Termos de Uso ou ainda, ignorarem a poss\u00edvel coleta de dados. A partir de refer\u00eancias bibliogr\u00e1fica e entrevistas com usu\u00e1rios comuns de m\u00eddias sociais, Helen Kennedy explica no livro que h\u00e1 diferentes no\u00e7\u00f5es do que constitui privacidade:<\/p>\n<blockquote><p>there is a distinction between social privacy (controlling which people within their networks get access to their information) and institutional privacy (the mining of personal information by social media platforms and other commercial companies) and that social media users\u2019 concerns about controlling their personal information relate to the former, not the latter (KENNEDY, 2016, p.17)<\/p><\/blockquote>\n<p>A segunda grande quest\u00e3o \u00e9 o potencial de se criar mais e mais discrimina\u00e7\u00e3o e controle social atrav\u00e9s dos dados nas m\u00eddias sociais. Como j\u00e1 escrevi ao falar do <a href=\"http:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/delete-the-virtue-of-forgetting-in-the-digital-age-resenha\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">direito ao esquecimento<\/a> e de <a href=\"http:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/web-2-0-vigilancia-e-monitoramento-entre-funcoes-pos-massivas-e-classificacao-social-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">escores como o Klout<\/a>, as informa\u00e7\u00f5es pervasivas sobre as pessoas s\u00e3o usadas por empresas e governos ao tomar decis\u00f5es que podem impactar profundamente os indiv\u00edduos. De empregos a migra\u00e7\u00e3o, at\u00e9 perfiliza\u00e7\u00e3o de consumo, a<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Social media data mining raises serious questions in relation to rights, liberties and social justice, and the fact that the \u2018data delirium\u2019 (van Zoonen 2014) is driven by the agendas of big business and big government should trouble those of us who doubt whether these agendas serve the public interest. (KENNEDY, 2016, p.22)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Persiste em alguns meios a ideia de que dados s\u00e3o objetivos. No atual panorama internacional, no qual startups cospem novos produtos diariamente baseados em &#8220;intelig\u00eancia&#8221; artificial com pouca ou nenhuma responsabilidade\u00a0sobre seus impactos sociais, a ideia de &#8220;quantifica\u00e7\u00e3o de tudo&#8221; se torna uma meta. Mas quantifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um processo de medir o mundo, mas sim de orden\u00e1-lo e gerenci\u00e1-lo:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quantification is a process of managing the world, ordering it, not understanding it: what is lost when numbers dominate are the understandings that qualitative sensibilities help us to generate,\u00a0(KENNEDY, 2016, p.136)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">As preocupa\u00e7\u00f5es metodol\u00f3gicas comp\u00f5em a terceira preocupa\u00e7\u00e3o central do livro e est\u00e3o\u00a0diretamente relacionadas \u00e0 quarta, que trata das novas <strong>desigualdades de acesso<\/strong> a estes dados. Plataformas como Facebook re\u00fanem trilh\u00f5es de pontos de dados di\u00e1rios criados pelos usu\u00e1rios no seu uso cotidiano, mas que s\u00f3 a pr\u00f3pria empresa tem acesso. Como alertam diversos pesquisadores nos \u00faltimos anos (SAVAGE &amp; BURROWS, 2009; MARRES, 2012) testemunhamos uma redistribui\u00e7\u00e3o e realoca\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos: novos atores tem acesso exclusivo de uma quantidade nunca antes imaginada de dados &#8211; para fins tamb\u00e9m particulares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas onde est\u00e1 a\u00a0<strong>ag\u00eancia<\/strong> dos atores envolvidos? Quem toma as decis\u00f5es que moldam as pr\u00e1ticas? Kennedy vai observar sobretudo a a\u00e7\u00e3o dos trabalhadores deste mercado, dos usu\u00e1rios e o conceito\u00a0de\u00a0<strong>tecno-ag\u00eancia<\/strong>. A partir desta ideia, discorre sobre como as rela\u00e7\u00f5es de poder se corporificam nas tecnologias que reproduzem e retroalimentam suas pr\u00f3prias raz\u00f5es\u00a0de existirem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como pesquisa prim\u00e1ria para o livro, Kennedy realizou entrevistas,\u00a0acompanhamento, workshops e produ\u00e7\u00e3o de relat\u00f3rios junto a oganiza\u00e7\u00f5es do setor p\u00fablico e do ramo comercial. O quarto e quinto cap\u00edtulos, respectivamente, se dedicam a descrever as percep\u00e7\u00f5es dos profissionais envolvidos com o monitoramento de m\u00eddias sociais. Para estudar as organiza\u00e7\u00f5es do setor p\u00fablico, Kennedy realizou\u00a0<strong>pesquisa-a\u00e7\u00e3o<\/strong> durante 6 meses em duas\u00a0c\u00e2maras municipais e um grupo de museus da Inglaterra. Junto a consultores, explorou junto \u00e0s equipes destas institui\u00e7\u00f5es as possibilidades da minera\u00e7\u00e3o de dados em m\u00eddias sociais e descreveu as quest\u00f5es, problemas e potencialidades vistas pelas organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No cap\u00edtulo seguinte, focado no ramo comercial, entrevistou em profundidade 14 profissionais de ag\u00eancias e consultorias especializadas em monitoramento e pesquisa em m\u00eddias sociais. A pesquisadora explorou as percep\u00e7\u00f5es destes profissionais quanto a suas pr\u00e1ticas, limites \u00e9ticos, no\u00e7\u00f5es de privacidade e a dualidade entre benef\u00edcios\/malef\u00edcios para as popula\u00e7\u00f5es monitoradas. Al\u00e9m de diagnosticar as tentativas de justifica\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas atrav\u00e9s de no\u00e7\u00f5es limitadas &#8211; e n\u00e3o baseadas em fatos &#8211; do que os usu\u00e1rios finais acham, percebeu tamb\u00e9m pouco conhecimento sobre o que efetivamente \u00e9 feito com os dados, informa\u00e7\u00f5es e insights depois que os entregam em relat\u00f3rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta lacuna de informa\u00e7\u00e3o fornece o gancho para o sexto cap\u00edtulo, com o t\u00edtulo literal\u00a0<em>What Happens to Mined Social Media Data?<\/em> (O que acontece com os dados minerados de m\u00eddias sociais?). Tamb\u00e9m atrav\u00e9s de entrevistas, a pesquisadora falou com universidades, organiza\u00e7\u00f5es de m\u00eddia, c\u00e2maras municipais, museus e ONGs. Entre os conceitos derivados das entrevistas, merece particular destaque a ideia de &#8220;Evangelismo de Dados&#8221; e o &#8220;<strong>Fetichismo dos Milhares<\/strong>&#8220;, atrav\u00e9s do qual Kennedy explica como parte dos profissionais entrevistados buscam determinados indicadores n\u00e3o para realizar a\u00e7\u00f5es concretas, mas para legitimar suas decis\u00f5es &#8211; independente dos insights possivelmente (e frequentemente ausentes) gerados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No cap\u00edtulo seguinte, sobre preocupa\u00e7\u00f5es dos usu\u00e1rios quanto a estas pr\u00e1ticas, a autora oferece uma percep\u00e7\u00e3o que\u00a0tenho observado nos \u00faltimos anos sobre o l\u00e9xico envolvido na \u00e1rea. Segundo Kennedy:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">By the time of writing this chapter in 2015, the term \u2018social media monitoring\u2019 is much less widely used, perhaps because of the surveillant connotations of the word \u2018monitoring\u2019. I use these and other terms (\u2018insights\u2019, \u2018intelligence\u2019, \u2018monitoring\u2019, \u2018analytics\u2019, \u2018data mining\u2019) interchangeably here to reflect company language, conscious that new terms may come into usage in the time between writing and publishing the book.\u00a0(KENNEDY, 2016, p. 160)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa mudan\u00e7a sem\u00e2ntica tenta deixar de lado o aspecto vigilantista que est\u00e1 no cerne do mercado de monitoramento de m\u00eddias sociais. Kennedy faz uma revis\u00e3o dos relativamente raros estudos sobre percep\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios quanto a pr\u00e1ticas de monitoramento de seus dados e descobre, a partir de grupos focais realizados por sua equipe, que usu\u00e1rios da Inglaterra, Espanha e Noruega possuem ideias bem diversas do que significa &#8220;ser monitorado&#8221;. De modo geral, a maior parte dos grupos estudados (com exce\u00e7\u00e3o dos profissionais de marketing): n\u00e3o sabem das possibilidades concretas de monitoramento de m\u00eddias sociais; n\u00e3o conhece\u00a0os termos de uso das plataformas; e bom n\u00famero\u00a0tem uma vis\u00e3o dos limites do monitoramento baseado na ideia de &#8220;uso justo&#8221; <strong>(<em>fairness<\/em>)<\/strong> dos dados que pode variar muito e, definitivamente, n\u00e3o corresponde ao que plataformas ou analistas fazem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa rela\u00e7\u00e3o entre usu\u00e1rios e profissionais, Kennedy fala de uma &#8220;<strong>flexibilidade interpretativa<\/strong>&#8220;:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">We might characterise the ethics of commercial social media data mining as being in a state of interpretative flexibility, a term used within Science and Technology Studies (STS) to characterise socio-technical assemblages for which a range of meanings exist, whose definition and use are still under negotiation\u00a0(KENNEDY, 2016, p. 192)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O oitavo cap\u00edtulo busca revisar e entender potenciais de se &#8220;fazer o bem com os dados&#8221;. Inicia com uma excelente revis\u00e3o do que est\u00e1 sendo feito mundialmente (no mundo angl\u00f3filo, na verdade) sobre uso de dados em m\u00eddias\u00a0sociais para pesquisa cient\u00edfica. Em seguida, explora o\u00a0<strong>ativismo de dados<\/strong> e seu estado da arte em projetos proativos e reativos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como conclus\u00e3o, o nono cap\u00edtulo revisa as novas &#8220;<strong>rela\u00e7\u00f5es de dados<\/strong>&#8221; na contemporaneidade, onde o desejo pelos n\u00fameros e a datafica\u00e7\u00e3o s\u00e3o pervasivas. A quantifica\u00e7\u00e3o do qualitativo traz em si o risco de transformar rela\u00e7\u00f5es sociais e de poder em &#8220;caixas pretas&#8221;:<\/p>\n<blockquote><p>In datafied times, what was once qualitative is now measured quantitatively, so numbers are desired in relation to aspects of life previously the domain of the qualitative. This quantification of the qualitative should concern us because of what is lost when numbers are assigned such power, when numbers become cultural objects, and take on a new force.\u00a0\u00a0(KENNEDY, 2016, p. 227)<\/p><\/blockquote>\n<p>Assim, \u00e9 preciso seguir os m\u00e9todos atrav\u00e9s dos meios na medida em que evoluem e se transformam, como a autora prop\u00f5e a partir das reflex\u00f5es do Richard Rogers:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Follow the methods of the medium as they evolve, learn from how the dominant devices treat natively digital objects, and think along with those object treatments and devices so as to recombine or build on top of them. (Rogers 2013, p. 5)\u00a0(KENNEDY, 2016, p. 289)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de procurar resultados e conclus\u00f5es definitivas &#8211; que nunca as foram -, devemos usar o pensamento sobre m\u00e9todos para entender a pr\u00f3pria indetermin\u00e2ncia das plataformas em seu \u00e2mago.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">social researchers should embrace their under-determinacy.\u00a0\u00a0(KENNEDY, 2016, p. 299)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>KENNEDY, Helen. <strong>Post, Mine, Repeat<\/strong>. Ebook: Palgrave Macmillan, 2016.<\/p>\n<p>MARRES, Noortje. The redistribution of methods: on intervention in digital social research, broadly conceived. In: <strong>Sociological Review<\/strong>, vol. 60, s. 1, 2012. pp. 139-165.<\/p>\n<p>SAVAGE, Mike; BURROWS, Mike. Some Further Reflections on the Coming Crisis of Empirical Sociology. <strong>Sociology<\/strong>, vol. 43, n. 4, 2009. pp. 765\u2013775<\/p>\n<p>ROGERS, Richard. <strong>Digital Methods<\/strong>. Londres: The MIT Press, 2013.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Algumas ferramentas de monitoramento de m\u00eddias sociais l\u00edderes mundialmente, como Sysomos e Brandwatch, nasceram em 2006, 2007. Ou seja, sem sequer contar pr\u00e1ticas anteriores de estudo mercadol\u00f3gico das conversas nas m\u00eddias sociais, temos ao menos 10 anos deste mercado. Tornou-se cotidiano, ordin\u00e1rio. 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