Tarcízio Silva

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Comunicação digital e mídias sociais

The Cocktail Analysis

A Cocktail Analysis é uma empresa de pesquisa de marketing e consultoria estratégia especializada em tendências de consumo, comuincação e novas tecnologias. Seu slideshare traz várias apresentações interessantes.  Usa técnicas de cool hunting, enquetes, grupos focais e até tecnologias como eyetracking. A apresentação mais recente é uma análise do uso de sites de redes sociais na Espanha. Aqui, três selecionadas:

12 livros para o profissional de mídias sociais ler em 2010 – parte 1

Nos últimos anos, o que não faltou foram livros caça-níquel, aproveitando a disseminação das mídias sociais. Autores que transbordam de pretensão e carecem de senso do ridículo, lançaram publicações com palavras como “bíblia”, “guia definitivo”, “tudo” nos títulos. Infelizmente, muitos desses viraram best-sellers, sendo mais um desserviço para o mercado do que qualquer coisa.

Mídias sociais são tecnologias que permitem que usuários comuns produzam, publiquem, armazenem, disseminem, editem e categorizem conteúdos expressivos, pessoais, culturais etc. Estes usuários comuns são ligados entre si através destas tecnologias em redes sociais, nas quais as  dinâmicas das conexões e fluxos são decisivas para a comunicação.

Ser um bom profissional em mídias sociais, então, requer conhecimentos em informática, psicologia, matemática e, sobretudo, comunicação social. Pensando nisso, e pra evitar que você compre alguma dessas “bíblias”, fiz uma listinha de 12 livros para o profissional de mídias sociais. A ideia é que você possa ler um em cada mês do ano vindouro. Alguns são tomos, outros são menores, mas o número de 12 é um bom modo de organizar. Serão 4 posts, cada um com 3 indicações de livros.

Neste primeiro post, 3 livros disponíveis completos para download:

planeta web 2.0Planeta WEB 2.0. Lançado em 2007 por Cristobal Cobo Romaní e Hugo Pardo Kuklinski, o livro discute o conceito de web 2.0.

Trata de sites de redes sociais, inteligência coletiva, ensino e aprendizagem colaborativa etc. Um dos capítulos se propões a ser um mapa de aplicações 2.0 e trata de definir e trazer exemplos dos 4 pilares da web 2.0: sites de redes sociais; conteúdo gerado pelo usuário; organização social e inteligente da informação; aplicações, serviços e mashups. O livro pode ser baixado em www.planetaweb2.net

redes sociais na internet - raquel recueroRedes Sociais na Internet (Raquel Recuero) – O livro foi lançado em 2009 pela pesquisadora Raquel Recuero, referência na área. Publicado com o apoio da Cubo.CC, está disponível para download gratuito em www.redessociais.net.

Na primeira metade do livro, Recuero investiga e define elementos, topologias e dinâmicas das redes sociais. Na segunda parte, os sites de redes sociais são tomados para a investigação dos tipos de sites de redes sociais, como se dá a difusão de informações nestes sites e a criação de comunidades. A autora fecha o livro com considerações sobre os principais sites de redes sociais, como Orkut, Fotolog, Flickr, Facebook etc.

Cultura de RedeOlhares da Rede, organizado por Claudia Castelo Branco e Luciano Matsuzaki. É produzido pelo Grupo de Pesquisa: Comunicação, Tecnologia e Cultura da Rede, da Faculdade Casper Líbero.

Com apresentação escrita por Sérgio Amadeu, um dos coordenadores do grupo, o livro discute a  obra, investigações e conceitos de Yochai Benkler, Manuel Castells, Henry Jenkins, Lawrence Lessig e Douglas Rushkof, que estão entre os pensadores mais importantes da  pesquisa contemporânea sobre cibercultura e redes digitais. Pode ser baixado em www.culturaderede.com.br

Skoob e O Livreiro: Davi e Golias dos SRS de livros no Brasil

Esta semana o jornalista Breno Fernandes entrou em contato comigo para me pedir a opinião sobre o Skoob, O Livreiro e o Trocando Livros. Os dois primeiros são sites de redes sociais brasileiros de nicho. Voltados a troca de experiências, resenhas e media tracking de livros, representam duas iniciativas com um objetivo semelhante mas que são bastante diferentes no que se refere ao tipo de iniciativa, recursos e modos de colaboração.

jornal a tarde 25-11-09 skoob o livreiro

A partir da pesquisa, apuração e fontes, o texto publicado no Jornal A Tarde (Bahia) de hoje utiliza a referência à história dos personagens bíblicos Davi e Golias em um intertítulo. Enquanto O Livreiro é patrocinado pela Livraria Cultura e começou com uma base de dados de mais de 2 milhões de livros, o Skoob foi concebido e é mantido por dois jovens. Viviane Lordello, webdesigner e RP do Skoob, respondeu entrevista do jornal e explica as razões do sucesso do SRS. Hoje, possui 46 mil usuários. O Livreiro ainda conta com apenas 24 mil.

O jornalista selecionou a parte transcrita a seguir de minha análise dos sites, em que exponho os fatores que acredito serem causa do sucesso do “Davi”:

O Skoob, que surgiu antes do Livreiro, é uma iniciativa que traz muito de crowdsourcing. Se você tem aquele livro do aquele autor super obscuro que só você conhece, a página do livro pode ser criada e adicionada à sua “estante”. No Skoob, os usuários “comuns” participam muito mais ao cadastrar seus livros. Mas, especialmente nos primeiros dias do site, isso era um problema. Nem todo usuário de internet é produtor de conteúdo (seja por vontade, seja por falta de tempo) disposto a colocar as informações dos livros.

O projeto de O Livreiro traz problemas justamente por sua pretensão possibilitada pelos recursos financeiros. A base de dados é grande demais e o sistema de busca ruim. Para achar um livro específico, a busca resulta em centenas de livros, de todas as línguas e, muitas vezes, sem capa . As metáforas visuais (elementos em formato de livro, backgrounds simulando papel) são démodé, de uma internet da década de 90. Não bastasse o mau-gosto, não são práticas: resultam em um site mais pesado de abrir. O Skoob, por sua vez, tem uma interface limpa, própria da web e uma arquitetura da informação que permite interações mais fáceis e freqüentes com os amigos leitores.

Aplicativos Sociais: “Os reis da audiência” segundo a Info

Hoje, graças a um tweet sobre 200 milhões de usuários no OpenSocial, folheei a revista Dicas Twitter da Info. Era uma matéria sobre mídias sociais, que já tinha lido na Info Exame de maio. O título da matéria era “O que dá certo ou não na hora de falar com os consumidores no Orkut, Twitter, Facebook e companhia“. Baseada no evento Seminário Info, o final da matéria fala sobre aplicativos sociais, trazendo depoimentos de alguns profissionais brasileiros. Digitei esta parte, colocando em negrito pontos que destaco. Vejam:

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Os reis da audiência

Outra solução para uma empresa se comunicar com os internautas são os aplicativos para redes sociais. Os melhores exemplos do gênero trazem ferramentas úteis ou permitem algum tipo de interação. “Se você não der alguma coisa para o usuário, ele não vai simplesmente aderir ao que você quer”, disse Guilherme Stocco, gerente de desenvolvimento de negócios e estratégias para a área de Consumo e Online da Microsoft Brasil.

Segundo o Google, mais de 200 milhões de pessoas usam aplicativos sociais criados com a plataforma OpenSocial por mês, principalmente no Orkut. Entre os exemplos que deram certo está o Amazônia.vc, criado pelo portal Globo.com, que permite aos internautas denunciar sua indignação com as queimadas e o desmatamento da floresta. Apenas 17 horas depois de entrar no ar houve um milhão de protestos. “O perfil dessas pessoas é infinito, então o aplicativo tem que ser fácil de usar“, disse Christiane Melcher, arquiteta de informação do Globo.com.

Mas vale a pena tomar algumas precauções. “Não dá para enganar o usuário”, disse Rogério Bonfim, CEO da empresa de marketing digital VirtualNET. “Existem aplicativos que vendem uma imagem e jogam o usuário para fora do Orkut. Eles clicam uma vez e, depois, nunca mais. Copiar algo bem-sucedido de uma rede apra oturoa também pode dar errado: o público é diferente. “É preciso analisar sua ideia”, afirmou Vítor Prado, diretor da HiperSocial, que desenvolve aplicativos para redes como Orkut e MySpace. “Quanto mais teor social o aplicativo tiver, mais chances ele tem de deslanchar”.

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Os Seminários Info disponibilizam podcasts completos das palestras e mesas-redondas. Para ler sobre e ouvir as mesas-redondas que deram origem ao texto acima, visite http://info.abril.com.br/seminariosinfo/blog/midias-sociais/

Aplicativos sociais: interação, rede e publicidade

Slides de uma apresentação que fiz para a disciplina Análise de Publicidade e Propaganda, que estou frequentando como ouvinte na Facom/UFBa.

Sobre

Tarcízio Silva é mestrando no PPGCCC-UFBa e diretor da PaperCliQ [+]

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