Social Web Day discute redes sociais e política em Ribeirão Preto

Posted: January 26th, 2012 | Author: | Filed under: Cursos, Eventos e Seminários | Tags: , , | 3 Comments »

No dia 15 de fevereiro, o evento Social Web Day tratará de redes sociais e política, tema que promete muito este ano. A palestrante será Nina Santos, pesquisadora e articulista do blog Comunicação e Política.


Quatro Aspectos dos Sites de Redes Sociais

Posted: September 17th, 2011 | Author: | Filed under: Mídias Sociais, Textos Acadêmicos | Tags: , , , , , , , , , | 1 Comment »

Em publicação recente, Danah Boyd revisita a definição de “site de rede social” proposta por ela e Nicole Ellison no Journal of Computer-Mediated Communication em 2007. Nesta revista, um marco na pesquisa acadêmica sobre o tema, as autoras definiram sites de redes sociais (SRS) como:

“serviços de web que permitem aos usuários (1) construir um perfil público ou semipúblico dentro de um sistema conectado, (2) articular uma lista de outros usuários com os quais eles compartilham uma conexão e (3) ver e mover-se pela sua lista de conexões e pela dos outros usuários”

É uma definição que acho bem interessante – apesar de não concordar totalmente – e me chamou a atenção quando foi publicada, justamente quando direcionei totalmente meu foco de pesquisa e trabalho para comunicação digital e mídias sociais. Foi criticada por autores como David Beer (que também publicou o ótimo New Media: The Key Concepts com Nicholas Gane) e utilizo, com algumas ressalvas, em artigos e aulas. Leia o artigo de Boyd e Ellioson em “Social Network Sites: Definition, History and Scholarship” e o de Beer em “Social Network(ing) sites: revisiting the story so far: A response to danah boyd & Nicole Ellison

No livro A Networked Self: Identity, Community, and Culture on Social Network Sites, organizado pela Zizi Papacharissi e recém-publicado, a Danah Boyd publicou um artigo sobre “públicos em rede” e revisita este conceito em uma seção do texto, focando em quatro aspectos: perfis, lista de amigos, ferramentas de comentário e stream based updates. Como são aspectos chave a serem observados por qualquer interessado nesses ambientes, apresento aqui algumas citações, comentários e links para que o leitor possa ler mais sobre o assunto.

Perfis
A possibilidade de se criar um perfil público ou semi-público é uma das principais características dos sites de redes sociais. Um perfil nesses ambientes representa uma pessoa, organização ou personagem através de fotos (avatar, álbuns e outras), mini biografias, dados demográficos, preferências culturais, aplicativos, subscrição a comunidades e grupos etc. Os usuários de SRSs customizam seus perfis de acordo com seus desejos de representação identitária.

Relacionado a este aspecto, os aplicativos “Grader” da Hubspot são um bom exemplo de análise de perfis a partir do agregado de dados. A partir da análise de determinadas informações, em referência a possíveis ideais, assim como da comparação dessas informações com a base de dados compostas pelos dados de outros usuários que já utilizaram seus sistemas.

Diversos pesquisadores se dedicaram a observar os processos de construção e edição dos perfis em sites de redes sociais. Scott Counts e Kristin Stecher, por exemplo, exploram os modos pelos quais as pessoas se apresentam nos sites de redes sociais durante a criação dos perfis pessoais no artigo Self-Presentation of Personality During Online Profile Creation. Esta perspectiva, de pensar os aspectos de gerenciamento de impressões nas interações sociais é abordada também pelos pesquisadores do GITS-UFBA, do qual faço parte.

Lista de Amigos
As listas de amigos é onde o usuário do SRS pode observar e editar suas conexões, podendo utilizar este recurso para navegar de perfil em perfil através das redes. Teoricamente, de perfil a perfil o usuário pode chegar a qualquer ponto da rede, acessando qualquer perfil que esteja relativamente conectado.

O artigo Public Display of Connections, publicado por Judith Donath e Danah Boyd em 2004 trata da importância do papel das conexões públicas na formação de impressões sobre determinado ator social. Para as autoras, ”social status, political beliefs, musical taste, etc, may be inferred from the company one keeps”. A pesquisadora Raquel Recuero já publicou trabalhos e postagens que analisam as redes de conversações online como as fans wars no Twitter.

Além disso, a análise das estruturas fluídas e mutáveis das redes sociais em torno de determinados atores pode ser esclarecedora. Os aplicativos Touchgraph (para diversos fins, incluindo versões gratuitas pra buscador e Facebook) e o LinkedIn Maps são dois aplicativos que permitem observar – a partir de uma rede ego – as conexões e centralidade de seus contatos nestas mídias sociais. Escrevi um post sobre o uso desses aplicativos para a análise de redes profissionais, no blog Dica 1.

Muitas vezes, também, a quantidade de conexões (amigos, seguidores ou inscritos) estabelecem um ponto de partida para as dinâmicas competitivas mais simples nestes ambientes. Pode-se falar de uma “mensuração reflectiva“, através da qual as pessoas observam dados e métricas dos ambientes para comparar a si e a outros atores sociais.

Ferramentas de Comunicação e Publicação
Termos utilizados no mercado como “conteúdo gerado pelo usuário” para dar conta de algumas novas práticas, que ganham ainda mais destaque nos sites de redes sociais (especialmente os focados na publicação e disseminação de conteúdo), de publicação, circulação e edição de conteúdo. O que André Lemos chama de “liberação do pólo da emissão” reúne “inúmeros fenômenos sociais em que o antigo “receptor” passa a produzir e emitir sua própria informação, de forma livre, multimodal (vários formatos midiáticos) e planetária”.

Dessa forma, o ecossistema midiático digital é muito mais fragmentado, algo que é positivo pois permite a expressão comunicacional e afetiva pelas mais diferentes pessoas e grupos. Nesse sentido, o fenômeno da cauda longa é intensificado pelo que os prosumers publicam no dia a dia, os mais diversos comentários sobre política, consumo, entretenimento ou mesmo o cotidiano.

Nas mídias sociais, estas ferramentas de comunicação e publicação resultam em uma enormidade de conteúdo em constante criação, circulação e remix nas redes. Diversos softwares como aplicativos e buscadores buscam realizar uma organização desse conteúdo a partir de fatores como visibilidade, tópicos e interesse do usuário. Alguns exemplos são o Topsy, Migre.me e Appinions. Um interessante artigo de Allison Hearn chamado Structuring Feeling: Web 2.0, online ranking and rating and the digital ‘reputation’ economy discute como a circulação de conteúdo e a retórica da influência vista em aplicativos como Klout e Empire Avenue reforçam modos de free labour na atual economia.

E, na medida em que os usuários de internet publicam mais e mais tipos de conteúdo como fotos, atualizações textuais, comentários, postagens e afins, a possibilidade de resgatar esta memória digital recebe mais atenção por pesquisadores, desenvolvedores e publicitários. A Danah Boyd, junto a alguns colaboradores, falou recentemente de “data portraits“, o Memolane faz considerável sucesso ao oferecer uma linha do tempo da vida dos usuários e iniciativas da Intel, Itautec e Coca Cola, por exemplo, se aproveitam desse interesse:


Stream Based Updates

Talvez o aspecto mais fugidio e contestável é a “stream based update”: em uma tradução grosseira, “atualizações baseadas em fluxo”. Os exemplos mais comuns hoje são a timeline do Twitter e o news feed do Facebook. Diversos outros SRS adotaram mecanismos semelhantes, como o Orkut e, recentemente, até o SlideShare. Mas este recurso ganha mais importância na medida em que o consumo de conteúdo e as interações são realizadas nestes espaços. Um estudo recente analisou a “vida média” de um link no Twitter.

No caso desta mídia social, dois modos básicos e mensuráveis pelos quais o público pode interagir com o conteúdo é o RT e o favoritamento. O aplicativo Favstar.fm permite medir os tweets mais retuitados e favoritados. É possível observar como os dois modos são bem delimitados: o RT é utilizado de forma mais intensa para circulação rápida de comentários, piadas, notícias etc, enquanto o favoritamento está mais ligado a aspectos informacionais.

Todos estes aspectos, em determinado grau, hoje podem ser analisados pelo profissional de comunicação com o apoio de softwares e aplicativos. Sejam ferramentas de monitoramento, de análise de rede social ou de processamento de informações sociais, o conteúdo, design, conexões e interações realizadas podem ser resgatados em determinado grau para falar algo sobre as pessoas, o fluxo de informações e as redes.

Os sites de redes sociais podem ser observados de diversos modos, mas uma coisa é certa: a pesquisa acadêmica pode ajudar muito o profissional de comunicação. Muito mais pode ser encontrado na web. Veja, por exemplo: os buscadores de trabalhos Periódicos Capes e Google Acadêmico; os blogs do Grupo de Pesquisa em Interações, Tecnologias Digitais e Sociedade, das pesquisadoras Raquel RecueroDanah Boyd; revistas como Journal of Computer Mediated Communication, Media Culture & Society; e uma lista de repositórios de eventos acadêmicos.


Mineração de Dados em Mídias Sociais

Posted: June 14th, 2011 | Author: | Filed under: Mídias Sociais, Textos Acadêmicos | Tags: , , , , , , , | No Comments »

O livro Social Network Data Analytics, organizado Charu C. Aggarwal, é composto de 16 artigos que tratam de temas como propriedades estatísticas das redes, descoberta de comunidades, classificação de nodos, algoritmos para análise de influência social, predição de links, visualização, mineração de texto, integração com setores e redes de informação multimídia.

Data Mining in Social Media, escrito por Geoffrey Barbier e Huan Liu, trata da mineração de dados em sites de redes sociais. Como os autores apontam, muitas vezes estes dados são caracterizados por serem extensos, dinâmicos e cheios de ruído. Explicam que mineração de dados é “identificar padrões novos e acionáveis nos dados”. Explicam a utilização de algoritmos, classificação, clustering e outras técnicas. O resumo do artigo:

The rise of online social media is providing a wealth of social network data. Data mining techniques provide researchers and practitioners the tools needed to analyzelarge, complex, and frequently changing social media data. This chapter introduces the basics of data mining, reviews social media, discusses how to mine social media data, and highlights some illustrative examples with an emphasis on social networking sites and blogs.

Ao tratar especificamente da mineração de dados em mídias sociais, dizem que “os dados disponíveis através das mídias sociais podem nos dar insights sobre as redes sociais e sociedades que antes não eram possíveis, tanto em escala quanto em extensão”. Para fins de pesquisa e negócios, os dados podem ser utilizados para entender: detecção de grupos; difusão de informação; propagação de influência; monitoramento e detecção de tópicos; análise de comportamento de grupos; e pesquisa de marketing.

Os autores explicam os conceitos de redes sociais e a visualização através de estruturas de grafos para, em seguida, mostrar aplicações da mineração de dados em sites de redes sociais e redes de blogs. Em relação a estes últimos, falam de métodos de classificação de blogs, identificação de nodos influentes, detecção e mudança de tópicos e análise de sentimento. Em relação aos sites de redes sociais, explicam como funciona a detecção de grupos, perfilação de grupos e sistemas de recomendações. Finalizam o artigo aproximando estas técnicas à práticas de etnografia e netnografia e a mapas de eventos.


Análise de Redes Sociais – aula de Clara Pelaez Alvarez

Posted: June 19th, 2010 | Author: | Filed under: Cursos, Eventos e Seminários | Tags: , , | No Comments »

Os vídeos abaixo são de uma aula de Clara Pelaez Alvarez, que aconteceu na Conferência Internacional de Redes Sociais neste ano. Depois dos vídeos, os slides apresentados:




Circuito 4×1 – quatro eventos sobre marketing online em um só!

Posted: June 12th, 2010 | Author: | Filed under: Cursos, Eventos e Seminários | Tags: , , , , , , , , , | No Comments »

O Circuito4x1 é um evento que reúne quatro no mesmo dia: Oficina Hands-On, PodMak, Transmedia Videolog e o Bate Papo sobre E-Commerce. Já aconteceu no Rio de Janeiro e terá sua edição paulistana no dia 26 de junho. Estarei lá para conferir algumas palestras e participar das desconferências, especialmente a sobre “E-empreendedorismo”, com debate fomentado por @marcelayres e @renatacbc. Segue um slide com toda a programação:




Monitoramento de Marcas na Internet

Posted: May 6th, 2010 | Author: | Filed under: Mídias Sociais | Tags: , , , | 1 Comment »

Leia sobre as possibilidades do monitoramento de marcas na internet, em uma apresentação da PaperCliQ – Comunicação e Estratégia Digital:




Documentário – O Poder dos Seis Graus

Posted: April 30th, 2010 | Author: | Filed under: Uncategorized | Tags: , , | No Comments »

Disponibilizado e legendado por uma iniciativa de um grupo da Escola de Redes, o documentário começa falando do “mito” dos seis graus de separação para introduzir a teoria das redes sociais. Entrevistou teóricos como Laszlo Barabási, Steve Strogatz e Duncan Watts. Dirigido por Annamaria Talas e com roteiro de Simon Nasht, o vídeo simplesmente ignora o trabalho de Stanley Milgram e pesquisa anterior à década de noventa, além de trazer outras falhas consideráveis, mas vale ver a título de curiosidade.


Workshop – Netweaving na Comunicação Organizacional Online

Posted: March 25th, 2010 | Author: | Filed under: Apresentações, Cursos, Eventos e Seminários | Tags: , , | No Comments »

O quarto workshop do treinamento aplicou técnicas de netweaving, influência e capital social à comunicação organizacional online.




Augusto de Franco no TEDxSP

Posted: March 20th, 2010 | Author: | Filed under: Cursos, Eventos e Seminários | Tags: , | No Comments »

Palestra de Augusto de Franco no TEDxSP, sobre redes sociais, comunidades e colaboração. “Social é o que está entre as pessoas”.

TEDxSP 2009 – Augusto de Franco from TEDxSP on Vimeo.


Anúncio segmentado no Facebook para coleta de dados em projeto de mestrado

Posted: September 19th, 2009 | Author: | Filed under: Mídias Sociais | Tags: , , , | No Comments »

O Facebook, que já alcançou 300 milhões de usuários no mundo e anda a passos largos no Brasil, tem avançado nos seus sistemas de anúncio. Existe um tipo de anúncio chamado “self-service ads”. Como o nome indica é um tipo de anúncio, assim com o AdWords, que é produzido, comprado e manejado diretamente pela interface do Facebook. Hoje vi uma aplicação interessante desse tipo de anúncio. Para sua pesquisa de mestrado, o prof. Emilson Andrade se utilizou das possibilidades de segmentação (suponho que de localização, idade e escolaridade) para auxiliar na coleta de dados.

anúncio facebook - o que você pensa da escola

Para acessar o blog da pesquisa, visite As novas tecnologias na Educação – A velocidade da informação e as dificuldades do professor