Posted: August 28th, 2009 | Author: Tarcízio Silva | Filed under: Mídias Sociais | Tags: aplicativos sociais, facebook, farmville, publicidade, redes sociais | 14 Comments »
Farmville é um dos aplicativos sociais líder no Facebook. Apesar de acusado de plágio, é um exemplo de integração com a rede social. Faz alguns meses, escrevi para outro blog quais seriam as características que fazem um aplicativo social alcançar o sucesso. No BuddyPoke, líder na plataforma OpenSocial no Orkut, naquele momento observei quatro características: Formato; Customização; Atualização Constante; Referências Estéticas.
Estou repensando-as, mas o que tem me chamado atenção nas duas últimas semanas, na qual joguei Farmville, é sua integração ao seu container, o Facebook. Para quem ainda não conhece, Farmville é um joguinho no qual você pode fazer uma fazenda:

Em um resumo grotesco, a mecânica do jogo envolve plantações de vários tipos de vegetais, criação de animais e a decoração do terreno. O diferencial, na minha opinião, é o uso que Farmville faz da estrutura da rede social. Para avançar no jogo, os usuários tem de necessariamente divulgar o jogo entre sua rede de amigos, através de vários mecanismos.
No Facebook, um modelo forte de monetização de aplicativos sociais é a venda de itens/presentes/moedas virtuais que permitem novas funcionalidades, facilidades, itens ou avanço mais rápido. Em jogos massivos online (como World of Warcraft e Ragnarok) esse modelo de monetização já é comum, e só agora começa a aparecer na plataforma OpenSocial, através do líder BuddyPoke.
Então, o interesse dos gerenciadores de Farmville é que cada usuário repasse o jogo e sinta-se compelido a comprar a moeda (no caso, cédula) virtual do mundo Farmville. E o que destaco é o modo pelo qual este aplicativo usa as ferramentas padrão do container Facebook para aumentar os pontos de experiência e contato do usuário e amigos como aplicativo.
Por exemplo, para conseguir uma das Ribbons (Fitas no sentido de láurea), o jogador tem de fotografar uma certa quantidade de fazendas de amigos:

Dessa forma, os usuários do jogo que buscarem alcançar esta Ribbon possuirão também um álbum de fotos dedicado ao jogo.
Alguns animais e árvores só podem ser conseguidos através de presentes a amigos. Ou seja, o jogador que se envolver no jogo vai tentar conseguir o maior número de amigos fazendeiros – apresentando-os a Farmville e, logo, aumentando o número de jogadores pagantes.
É na Wall (Feed de Notícias) que Farmville coloca a cereja do bolo. A cada façanha alcançada, o jogador tem a possibilidade de publicar no seu feed de notícias. Pelo incentivo da competição, a maioria deve aceitar a publicação. Um exemplo de atualização abaixo:

Um amigo que utilize o aplicativo pode clicar em [Get a bonus from...] e receber moedas por comemorar com o amigo. Alguns itens especiais (como animais), também só podem ser conseguidos através do feed de notícias. A experiência de jogo em Farmville para alguns jogadores, então, é permeada de acessos à home (ou ao feed específico de Farmville) para acompanhar estas notícias. A associação entre o aplicativo e o Facebook, dessa forma, é desenvolvida e o primeiro recebe um pouco do afeto que os usuários de redes sociais possuem pelo último.
E, é claro, alguns dos itens só podem ser conseguidos através das cédulas especiais que são compradas com dinheiro real. O fato de ser um jogo no qual o avanço de um jogador significa o atraso de outro – muito pelo contrário, tem influenciado no crescimento . A pesquisadora Raquel Recuero publicou o post Social Games e o Facebook, na qual escreve:
“…o valor social desses jogos é potencializado pela ferramenta, que permite que os atores publiquem e dividam resultados com sua rede social, negociem presentes, compitam e cooperem de forma coletiva. Além disso, esses jogos podem ser instrumentos de reputação (divulgar entre seus amigos que você é o melhor), de sociabilidade (conhecer pessoas, participar de fóruns, ampliar a rede social para melhor atuar no jogo), de suporte social (apoio da rede nas tarefas difíceis) e etc. Ou seja, em última análise, o Facebook permite canalizar parte do capital social construído pelas suas redes também para os aplicativos que são adotados por elas.”
No final do post, Recuero escreve que, depois de um certo nível, o jogo perde interesse devido à limitação de desafios e repetição das tarefas (colher e plantar). No entanto, Farmville tem mostrado que o aspecto Atualização Constante está sendo desenvolvido. Especificamente para a repetição das tarefas, foram introduzidos veículos que permite colher e plantar mais rapidamente. No aspecto social, começa a inserir modos de um usuário interferir diretamente na manutenção da fazenda do outro (como nas tarefas de colheita).
Finalizando, Farmville é um bom aplicativo a ser observado para quem deseja criar aplicativos sociais. Em um post vindouro, escreverei sobre algum aplicativo social para Orkut com fins publicitários.
Para ler mais: Aplicativos Sociais no Orkut – os 5 mais populares.
Posted: August 17th, 2009 | Author: Tarcízio Silva | Filed under: Notícias | Tags: bahia, ideia 3, jobs, propaganda, publicidade, redator júnior, trabalho, vagas | No Comments »
A Ideia 3 é uma das maiores agências de propaganda do Nordeste. Atende clientes como Shopping Iguatemi, O Boticário, Abradif e também tem uma carteira sólida de clientes do ramo imobiliário. Se você é redator, ecursa o último ano de Comunicação ou concluiu a menos de um ano, é uma boa oportunidade de ter experiência em agência grande. Clique na imagem para ver detalhes.

Posted: August 10th, 2009 | Author: Tarcízio Silva | Filed under: Cursos, Eventos e Seminários, Pesquisa | Tags: artigos acadêmicos, curitiba, intercom, Pesquisa, propaganda, publicidade, redes sociais, twitter | 3 Comments »
Intercom 2009

De 04 a 07 de setembro acontecerá, em Curitiba, o XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom), na Universidade Positivo. É um dos maiores congressos brasileiros da área e se destaca por ser voltado a pesquisadores renomados, doutorandos, mestrandos, pesquisadores de iniciação científica e também a graduandos “normais” que podem, além de assistir aos grupos e de trabalho e núcleos de pesquisa, participar de oficinas e apresentar trabalhos práticos no Expocom.
Assim como a Compós, este evento preza pelo livre acesso à produção acadêmica e já disponibilizou todos os artigos a acesso público. O site que hospeda estes artigos está um tanto instável, então selecionei os links de alguns dos artigos que me interessaram. Cliquem com o botão direito e “Salvar como”:
Conteúdos Digitais e Convergências Tecnológicas
Este ano, terei a honra de um trabalho do qual participei ser apresentado no grupo de pesquisa Multimídia - Conteúdos Digitais e Convergências Tecnológicas. O artigo faz parte da pesquisa da profª. drª. Graciela Natansohn, do qual eu e Samuel Barros, co-autores, fazemos parte. Se chama “Revistas Online – cartografia de um território em transformação permanente” (ou no slideshare).
Outros trabalhos deste GP que me chamaram a atenção e estão na lista de leitura:
Especificidades Midiáticas e Convergência Digital: Estranhamentos dos Meios – Rafael Franco Coelho(UFG), Cleomar de Sousa Rocha(UFG)
Edições Digitais de Periódicos: Gradações de Interatividade e Potencial Hipermidiático – Ildo Francisco Golfetto(UFSC), Berenice Santos Gonçalves(UFSC)
Os Gadgets do Presidente: Interatividade e Mobilidade na Campanha Eleitoral de Barack Obama – Renata Gonçalves(UFSJ)
A atuação da promoção de vendas em meios digitais – Adriano de Almeida Gadbem(UMESP)
Era Digital: novas linguagens para a construção do Design de Relações – Joana Gusmão Lemos(UNESP)
Cibercultura
Cibercultura também faz parte da divisão temática Multimídia. Alex Primo, o coordenador deste GP, produziu um blog especialmente para o evento. É curioso como a quantidade de trabalhos sobre Twitter explodiu este ano, merecendo um painel exclusivo com cinco trabalhos, além de trabalhos nos outros GPs e no Intercom Júnior. Entre os que mais me chamaram a atenção:
Como fazer amigos e influenciar pessoas 2.0: quando o capital social desvia para o capital de influência – Jorge Rocha Neto da Conceição(UNA)
Mobile Social Network: a tecnologia móvel e o avanço das novas redes sociais – Sandra Mara Garcia Henriques(PUCRS)
Informações Hiperlocais no Twitter: Produção Colaborativa e Mobilidade – Gabriela da Silva Zago(UFRGS)
Conteúdo Gerado pelo Consumidor: Reflexões sobre sua apropriação pela Comunicação Corporativa – Sandra Portella Montardo(Feevale)
Apontamentos metodológicos iniciais sobre a netnografia no contexto pesquisa em comunicação digital e cibercultura – Georgia Miroslau Galli Natal(utp), Adriana Amaral(utp), Lucina Reitenbach Viana(utp)
Publicidade e Propaganda
Na divisão temática específica para publicidade e propaganda, destaco:
A publicidade pessoal nas redes sociais – Walter Freoa(Cásper)
Entender a classe C: o novo desafio da comunicação publicitária – Sandra Dalcul Depexe(UFSM)
Observatório de Marcas – Elizete de Azevedo Kreutz(UNIVATES), Francisco Javier Mas Fernández(UMAYOR)
A luz como elemento de linguagem em filmes publicitários – Armando Pilla(FURB), Cynthia Morgana Boos de Quadros(FURB)
+ Publicidade e Comunicação Digital
O evento ainda conta com outros dois motivos para interessar ao publicitário digital. A Mesa Redonda 11 – “Comunicação Publicitária em Novos Formatos”, reunirá Adolpho Queiroz (INTERCOM / UMESP), Vicente Frare (PULP), Patrícia Papp (PULP) e Fernanda Ávila (PULP). Também acontecerá o lançamento dos livros Como Planejar e Executar uma Campanha de Propaganda de Marcelo Abilio Públio(PUCPR) e Publicidade na Era Digital: um desafio para hoje, de Mariana Lapolli(UFSC) e outra dezena de livros das área de comunicação digital e publicidade.
Vou tentar cobrir o congresso para este blog e para o blog da PaperCliQ. Enquanto isso, visite o site e o Ning do evento.
Posted: July 29th, 2009 | Author: Tarcízio Silva | Filed under: Mídias Sociais | Tags: empresas, Marketing, negócios, propaganda, publicidade, twitter | No Comments »
Se você lembrou da genial websérie de brand content da Locaweb, saiba que foi intencional. Em muitas ocasiões me vi em situações como as daquele “carinha da TI”. No meu caso, falando de mídias sociais e tentando explicar o que é o Twitter, por exemplo.
Recentemente a empresa do passarinho azul lançou o Twitter 101 or Business, um site repleto de conteúdo explicando as vantagens do uso do Twitter para os negócios. Entre este conteúdo, os slides Twitter 101 – A Special Guide, voltado a empresários.
Apenas em inglês, o guia ainda perde algum alcance devido às limitações da língua. Então decidimos fazer uma tradução, não-oficial, do guia:
Para ver os slides originais, baixe na página oficial do Twitter, ou leia direto pelo Slideshare:
Posted: July 28th, 2009 | Author: Tarcízio Silva | Filed under: Blogs | Tags: bahia, blog, publicidade | No Comments »
Olha o Crivo é um novo blog que exibe peças de publicitárias baianos para votação, como o esperto anúncio de oportunidade abaixo feito pela Objectiva:
Se você está em Marte e não entendeu o anúncio, acesse Entrevista de Joel Santana em Inglês.
Posted: April 11th, 2009 | Author: Tarcízio Silva | Filed under: Críticas e Resenhas | Tags: design editorial, jornal, jornalismo online, publicidade, publicidade online, revistas, web | No Comments »
Leitores de jornais online costumar ler mais conteúdo do que em jornais impressos! Essa foi uma das descobertas inesperadas da pesquisa Eyetracking the News – A Study of Print and Online Reading, do Poynter Institute. O livro, escrito por Pegie Stark Adam, Sara Quinn e Rick Edmonds reúne os resultados de experiências realizadas em 2007, com os jornais Philadelphia Daily News, Rocky Mountain News, St. Petersburg Times e Star Tribune. Esses quatro publicam dois jornais standard, dois tablóides e dois onlines que foram os objetos de pesquisa.
Foram 605 participantes da pesquisa, que toparam usar um óculos especial que rastreava a trajetória do olho na leitura. Dessa forma, pode-se quantificar a quantidade de “paradas” dos olhos, caminhos de leitura, tempo de leitura de cada elemento – textual ou gráfico – e por onde se “entra” na página, só pra citar alguns dos fatores analisados.
O prefácio é feito por ninguém menos que Mario García, pesquisador, consultor e dono da García Media. Todo o livro é bem “americano”: muitos gráficos, muitos dados e a crença quase absoluta no peso dos números.
O índice traz:
- Reading Depth
- Reading Patterns
- Reading Sequences
- Story Packaging
- Photographs & Graphics
- Advertising
- Click-throughs
É um livro que interessa a várias áreas da comunicação, portanto. Sobre a publicidade, por exemplo, o livro foi uma das bases de relatório produzido por Breno Fernandes para o Observatório de Publicidade em Tecnologias Digitais. Abaixo, os slides de “Publicidade em Sites de Notícia”:
+ Leia Cor, Contraste e Volume no Design de Notícias, outra pesquisa realizada pelo Poynter Institute
Posted: March 13th, 2009 | Author: Tarcízio Silva | Filed under: Críticas e Resenhas | Tags: análise da image, fotografia, imagem, Pesquisa, publicidade, teoria | No Comments »

Introdução à Análise da Imagem, de Martine Joly, traz os seguintes capítulos:
1. O Que É uma Imagem?
2. A Análise da Imagem: Desafio e Métodos
3. Imagem Protótipo
4. A Imagem, as Palavras
No primeiro, esta pergunta fundamental para o livro é respondida. O que é uma imagem? A autora escreve sobre os diferentes usos dessa palavra, como em “imagem mental” por exemplo. Em seguida, introduz um pouco o leitor à Linguística e Semiologia, passo inicial para poder tratar a imagem como signo, a partir de então.
O segundo capítulo discorre sobre a “análise da imagem”. Depois de escrever sobre o que tem incentivado a “recusa da análise”, explica o porque a análise da imagem é importante. Finaliza o capítulo analisando o quadro Usine à Horta de Ebro, de Pablo Picasso.
“Imagem protótipo” se refere às imagens da publicidade. Os anúncios publicitários são bons objetos de análise porque, além de sempre incluírem signos linguísticos, tem um objetivo declarado: vender um produto. Portanto, a autora revisa a Retórica e sua relação com a produção de imagens publicitárias.
O quarto capítulo situa a imagem em relação às palavras. Cita Godard que disse: “Palavra e imagem são como cadeira e mesa: se você quiser se sentar à mesa, precisa de ambas”. Aborda a relação imagemxpalavra em termos de exclusão, interação, verade e mentira, para concluir que o mais aproriado é tomar essa relação em termos de complementaridade. Também transcreve um trecho do romance O fio do horizonte, no qual um personagem tenta descobrir a identidade de um morto a partir da fotografia que carrega.
A bibliografia não se limita a listar os livros utilizados. Os livros são classificados de acordo com o tema, seguidos de comentários.
- Veja preços de Introdução à Análise da Imagem
Posted: February 21st, 2009 | Author: Tarcízio Silva | Filed under: Outros sites e blogs | Tags: banners, blog, publicidade, publicidade online, revista sexy | No Comments »
Banner é um formato publicitário que é cada vez mais contestado. Volta e meia, porém, algum mais criativo consegue gerar burburinho por aí. O blog australiano BannerBlog reúne banners interessantes e interativos desde 2005. O conteúdo é categorizado por Agência, Marca e Categoria. A categoria magazines/newspapers, por exemplo, traz banner do Estadão e o anúncio exibido na imagem, Shake it On, para a revista Sexy.
São mais de 1200 banners postados. Mas o blog, que é patrocinado pela DoubleClick, também oferece outros serviços como mural de vagas de empregos e notícias.
Posted: January 25th, 2009 | Author: Tarcízio Silva | Filed under: Críticas e Resenhas | Tags: arte, marshall mcluhan, Pesquisa, publicidade, semiótica, sociologia | 1 Comment »
Teoria da Cultura de Massa, com introdução, comentários e seleção de Luiz Costa Lima reúne doze dos textos mais clássicos da área das teorias que observam a cultura de massa, como sociologia, comunicação, semiótica e arte.
Com direito a capa colada com durex, a imagem ao lado é o meu exemplar escaneado: primeira edição, de 1969 pela Editôra (com circunflexo e tudo) Saga. Já são seis edições, desde então, agora na editora Paz e Terra.
O nome deste blog é levemente inspirado no título de Visão, Som e Fúria de Marshall McLuhan. O teórico canadense, autor de Os Meios de Comunicação como Extensões do Homem, foi um dos pesquisadores mais “pop” dos anos 60 e 70, ao ponto de fazer participação no filme de Woody Allen chamado Annie Hall (me recuso a reproduzir a “tradução” do título em português).
McLuhan dicuste os meios de comunicação dando alguma ênfase na forma específica de cada um deles. Portanto, discute a página impressa a partir dos livros da época de Gutemberg, que “liquidou” com a cultura manuscrita e que criou uma cultura abstrata. Discute a invenção da fotografia e do jornal como uma mudança para o visual. E a televisão, por sua vez, como a retomada de uma cultura da visão e do som. A partir deste paradigama, junto a outros “avanços” tecnológicos da comunicação e dos transportes, criou o conceito de “aldeia global”.
Este texto de McLuhan foi originalmente publicado em 1954. O autor faleceu antes do advento da internet comercial. Hoje em dia suas teorias ainda são discutidas em relação aos novos meios, como computador, dispositivos móveis etc. Praticamente todos os textos deste livro ainda são “atuais” na discussão da comunicação e cultura “de massa”. Recomendo especialmente também os textos de Jean Baudrillard e Roland Barthes.
Os doze textos são:
Doutrinas sobre a Comunicação de Massas – Abraham A. Moles
Comunicação de Massa, Gosto Popular e A Organização da Ação Social – Paul F. Lazarsfeld, Robert K. Merton
O Turno da Noite – David Riesman
Visão, Som e Fúria – Marshall McLuhan
A Indústria Cultural, O Iluminismo como Mistificação de Massa – Max Horkheimer, Theodor W. Adorno
A Obra de Arte na Época de sua Reprodutibilidade Técnica – Walter Benjamin
A Arte na Sociedade Unidimensional – Herbert Marcuse
Sociologia da Vanguarda – Edoardo Sanguineti
Significação da Publicidade – Jean Baudrillard
A Semiologia: Ciência Crítica e/ou Crítica da Ciência – Julia Kristeva
A Mensagem Fotográfica – Roland Barthes
Estilo e Meio no Filme – Erwin Panofsky
- Veja preços de Teoria da Cultura de Massa
Posted: December 28th, 2008 | Author: Tarcízio Silva | Filed under: Mídias Sociais | Tags: design editorial, design gráfico, literatura, livros, propaganda, publicidade, usabilidade, web | 2 Comments »
Listas são sempre controversas, mas divertidas. Pra ficar só o divertido e não ter nada de controverso, fiz meu top10 dos livros que mais me divertiram nesse ano que já já acaba. Não é uma lista de melhores livros de 2008, uma vez que nenhum deles foi lançado esse ano.
01º. Em um ano muito cheio e atarefado, consegui acabar de ler o gigantesco Moby Dick. Nas suas centenas de páginas Herman Melville conta a história de um capitão de barco baleeiro obsessivo por encontrar e matar a baleia-mito que arrancou sua perna. O narrador Ismael descreve minuciosamente a pesca baleeira, a vida marítima e o conhecimento do século XIX sobre o “peixe”, mas de forma fascinante. A Cosac Naify lançou uma edição muito bonita, com direito a hotsite e tudo. [ver hotsite | ver preço]
02º. A dinâmica do consumo analisada por Jean Barudrillard em A Sociedade de Consumo chega a deprimir o leitor. É triste e, ao mesmo tempo, fascinante a construção simbólica em torno dos produtos e do consumo, e da tranformação de práticas triviais em rituais de consumo e diferenciação social. Indispensável. [ver preço]
03º. Em A Imagem, o teórico do cinema e da imagem Jacques Aumont trata de aspectos biológicos, físicos, químicos, psicológicos, sociológicos e artísticos da imagem.[ ler resenha | ver preço]
04. Em Design Brasileiro antes do Design, Rafael Cardoso Denis reuniu nove ensaios sobre a história gráfica do Brasil antes da ESDI e da própria conceituação do que é “design”. Já postei sobre o ensaio de Julieta Costa Sobral acerca de J. Carlos. [ler sobre o ensaio | ver preço]
05. A Linguagem da Propaganda, de Torben Vestergaard e Kim Schroder estabelece a linguagem da publicidade e da propaganda através de inteligentes análises de anúncios.[ ler resenha | ver preço]
06º. A Prática do Design Gráfico: Uma Metodologia Criativa é um livrinho bem simpático que, além de abordar todos os níveis simbólicos e produtivos do design gráfico, trata em específico também da responsabilidade social da profissão. [ler resenha | ver preço]
07º. Javier Diaz Nóci é um dos principais pesquisadores de jornalismo digital do mundo. La Escritura Digital é um ótimo livro tanto para jornalistas quanto para qualquer um que produz ou pretende produzir conteúdo para a internet. [ver blog de Nóci | ver preço do livro]
08º. O último livro do ano conseguiu o oitavo lugar. Na verdade ainda faltam algumas páginas, mas A Cor como Informação, de Luciano Guimarães, merece já constar aqui. Assim como Aumont, o autor brasileiro divide o livro por níveis, do biológico ao social. Mas aplica a análise da cor a um objeto deveras interessante: a revista. [ver preço]
09º. Mais um livro de literatura que conseguiu entrar nessa lista, Lolita, de Vladimir Nabokov. Narrado pelo pedófilo(?) Humbert Humbert, o texto sempre deixa o leitor sobre uma linha tênue entre o ódio e a pena tanto por Humbert quanto por Lolita. [ver preço]
10º. Por fim, mas não menos importante, Priotizing Web Usability, de Jakob Nielsen e Hoa Loranger. Mais um livro do renomado pesquisador, co-fundador do Nielsen Norman Group, que trata de usabilidade com ênfase e um texto divertido, ao mesmo tempo. [ver preço]