Posted: June 30th, 2011 | Author: Tarcízio Silva | Filed under: Mídias Sociais | Tags: bahia, dispositivos móveis, facom, jornal a tarde, jornalismo, salvador, ufba | No Comments »
A terceira edição do Ciclos de Jornalismo aconteceu ontem na Facom-UFBA e reuniu profissionais, pesquisadores e estudantes de comunicação para discutir o tema “Jornalismo em Dispositivos Móveis: celulares e tablets trazem nova vida ao jornalismo?”.
Na primeira, Adelino Mont’alververne mostrou diversas dinâmicas próprias da comunicação mobile como: os nômades digitais – profissionais conectados que utilizam diversos locais como ambiente de trabalho; o uso coordenado da comunicação por motoboys; a utilização de redes sociais; organizações de smart mobs; violência como ataques PCC. Também citou diversos projetos interessantes como o MurMur, Sonic City, Can You See Me Now? e Pac-Manhattan. Em seguida falou das peculiarides culturais de cada local e contexto, como no Brasil e em Uganda.
Rodrigo Cunha, mestrando do Póscom-UFBA, apresentou um mapeamento chamado “Revistas Brasileiras em Dispositivos Móveis”. O slideshow pode ser conferido abaixo:
Iloma Sales, editora do Mobi A Tarde, contou a história da iniciativa e como a equipe de jornalismo para dispositivos móveis do Jornal A Tarde trabalha. Lançada no início de 2009, foi uma das primeiras equipes dedicadas lançadas no Brasil. O conteúdo do portal mobi.atarde.com.br se posiciona entre o portal online, o jornal através do QR Code e o envio de SMS. Abaixo uma imagem do jornal, o primeiro brasileiro a utilizar esta tecnologia:

O evento Ciclos de Jornalismo volta no próximo semestre, com debate sobre jornalismo cultural. Assine o site e siga o Twitter para não perder: http://ciclosdejornalismo.blogspot.com/ e twitter.com/ciclosdejor.
Posted: November 25th, 2009 | Author: Tarcízio Silva | Filed under: Mídias Sociais | Tags: jornal a tarde, jornalismo, o livreiro, sites de redes sociais, skoob | 1 Comment »
Esta semana o jornalista Breno Fernandes entrou em contato comigo para me pedir a opinião sobre o Skoob, O Livreiro e o Trocando Livros. Os dois primeiros são sites de redes sociais brasileiros de nicho. Voltados a troca de experiências, resenhas e media tracking de livros, representam duas iniciativas com um objetivo semelhante mas que são bastante diferentes no que se refere ao tipo de iniciativa, recursos e modos de colaboração.

A partir da pesquisa, apuração e fontes, o texto publicado no Jornal A Tarde (Bahia) de hoje utiliza a referência à história dos personagens bíblicos Davi e Golias em um intertítulo. Enquanto O Livreiro é patrocinado pela Livraria Cultura e começou com uma base de dados de mais de 2 milhões de livros, o Skoob foi concebido e é mantido por dois jovens. Viviane Lordello, webdesigner e RP do Skoob, respondeu entrevista do jornal e explica as razões do sucesso do SRS. Hoje, possui 46 mil usuários. O Livreiro ainda conta com apenas 24 mil.
O jornalista selecionou a parte transcrita a seguir de minha análise dos sites, em que exponho os fatores que acredito serem causa do sucesso do “Davi”:
O Skoob, que surgiu antes do Livreiro, é uma iniciativa que traz muito de crowdsourcing. Se você tem aquele livro do aquele autor super obscuro que só você conhece, a página do livro pode ser criada e adicionada à sua “estante”. No Skoob, os usuários “comuns” participam muito mais ao cadastrar seus livros. Mas, especialmente nos primeiros dias do site, isso era um problema. Nem todo usuário de internet é produtor de conteúdo (seja por vontade, seja por falta de tempo) disposto a colocar as informações dos livros.
O projeto de O Livreiro traz problemas justamente por sua pretensão possibilitada pelos recursos financeiros. A base de dados é grande demais e o sistema de busca ruim. Para achar um livro específico, a busca resulta em centenas de livros, de todas as línguas e, muitas vezes, sem capa . As metáforas visuais (elementos em formato de livro, backgrounds simulando papel) são démodé, de uma internet da década de 90. Não bastasse o mau-gosto, não são práticas: resultam em um site mais pesado de abrir. O Skoob, por sua vez, tem uma interface limpa, própria da web e uma arquitetura da informação que permite interações mais fáceis e freqüentes com os amigos leitores.
Posted: December 20th, 2008 | Author: Tarcízio Silva | Filed under: Notícias e Eventos | Tags: arquivo, jornal, jornal a tarde, jornal última hora, jornal estado de s paulo | No Comments »
Entre os últimos posts do blog, falei do arquivo online da Veja pela editora Abril e de várias revistas americanas pelo Google. Pois não é que o mês está lucrativo para quem gosta de jornalismo impresso?
O jornal A Tarde anunciou a digitalização de todas edições do acervo entre 1912 e 1999. No caderno especial lançado neste sábado (20.12.08), um box mostra outros projetos de digitalização. Além da Veja, o Diário de Pernambuco já tem todas suas edições online. O Última Hora disponibiliza as edições dos tristes anos entre 1963 e 1969. O Estado de S. Paulo começou a digitalização, mas só para uso interno por enquanto.
Infelizmente a maioria desses projetos ainda vê a biblioteca enquanto espaço físico como local sagrado e irrevogável de pesquisa: geralmente os arquivos só podem ser vistos em terminais em bibliotecas ou centros culturais.
Posted: April 8th, 2008 | Author: Tarcízio Silva | Filed under: Críticas e Resenhas | Tags: bahia, design editorial, jornal a tarde, jornalismo cultural, revista muito, revistas | 1 Comment »

A primeira edição da
Muito foi lançada. A revista vem, a partir de hoje, em todas edições de domingo do Jornal A Tarde. Há várias mudanças em relação ao número zero, disponível para download na página da revista. Em relação ao projeto gráfico, o azul substitui o vermelho no logotipo e nos títulos de seções.
A entrevista dessa vez é bem mais interessante. Solange Farkas, diretora do MAM-BA, fala da polêmica envolvida na sua indicação e sobre os rumos do museu.
A capa traz a estilista Márcia Ganem, algo meio despropositado. Ela só aparece na revista na matéria sobre o bairro “Santo Antônio Além do Carmo”, falando sobre a compra de imóveis no local em valorização. Talvez essa discrepância se deva a um problema explícito na revista, excessivamente de consumo. As opções de personagens ou temas mais relevantes para a capa são poucos.
Desgustação de cervejas importadas, que estão cada vez mais presentes nos supermercados soteropolitanos e um ensaio de moda com a Deusa do Ébano do Ilê Ayiê também ocupam espaço nessa edição. A ilustração que fecha a revista é outra vez de Juliana Moraes. A crônica dessa vez é pouco inspirada, mais uma enumeração do que literatura.
+ Página da revista Muito
+ A Tarde Online
+ Matéria sobre o lançamento
Posted: April 5th, 2008 | Author: Tarcízio Silva | Filed under: Críticas e Resenhas | Tags: bahia, design editorial, jornal a tarde, jornalismo cultural, revista muito, revistas | 1 Comment »

Fazer revista não é fácil. Já comecei outro texto deste blog com a mesma frase. Não é à toa que a
Muito pode se gabar de ser a primeira revista semanal baiana, com maior tiragem.
A partir de amanhã, domingo 06 de abril, a revista criada pelo grupo A Tarde será distribuída, “de graça”, nas edições de domingo do jornal. Tiragem de 50.000, ultrapassa de muito longe as tiragens modestas, e periocidade mais ainda, das poucas revistas baianas, a maior parte delas univesitárias.
O número zero da revista já está disponível para download. A capa exibe Cláudia Leite de “bobs” no cabelo. A matéria é A fantástica fábrica de ídolos, sobre a produção de estrelas da música pop, rock e axé. De Kurt Cobain a Michael Jackson, nem Joelma fica de fora. No começo da revista, uma entrevista com a psicanalista Leda Guimarães, que fala algumas coisas interessantes e outras besteirinhas, o de sempre.
O projeto gráfico é bem bonitinho. Também foi criado por Iansã Negrão, responsável pelo jornal. As chamadas de capa são feitas em um tipo sem serifa bem fininho e elegante, que me lembra muito a Geo Sans Light, que uso nos títulos internos da Fraude. O logotipo da revista é a palavra ‘muito’, vermelha, com extremidades angulares ou arredondadas alternadamente. O “pingo” do “i” fica embaixo. Mais uma vez a tríade divina preto-branco-vermelho está presente.
Como não poderia deixar de ser em qualquer revista que queira viver mais que os habituais quatro primeiros números, a publicação é recheada de publicidade, tanto direta quanto indireta. De vestidinhos para as socialites da Vitória vestirem seus poodles a óculos de sol com mp3, para nenhum cooper da Barra botar defeito. Em moda, algumas bolsas pseudo-rústicas. Ainda tem uma seção de produtos de tecnologia e outra de cosméticos.
Bio fala de Receca Falcone, moça baiana multi-performática, que canta, dança, atua e desfila. A revista ainda traz dicas de estabelecimentos culturais e um pingue-pongue com o escritor Santiago Nazarian.
O melhor texto é a Crônica de Aninha Franco, “Mamãe, eu quero ir a Cuba e quero voltar…” Em Parede, fechando a revista, uma ilustração de Juliana Moraes.
+ Página da revista Muito
+ A Tarde Online
+ Baixem o número zero
+ Matéria sobre o lançamento