Justin Smith, cridor do site Inside Social Games participou do evento Game Developers Confererence 2010. Hoje, postou no ISG a apresentação em slides. Dá um panorama interessante sobre a indústria dos jogos sociais, com foco nos Estados Unidos e Facebook.
A Popcap, uma das principais desenvolvedoras de jogos sociais, realizou uma pesquisa sobre hábitos dos jogadores, como acesso aos jogos, atividades desenvolvidas, sites de redes sociais mais utilizados, compra de bens virtuais e motivação para jogar:
Na verdade, o próprio OpenSocial foi uma iniciativa do Google, MySpace e outras detentoras de sites de redes sociais para concorrer com o Facebook. No Brasil, os aplicativos sociais obtiveram bastante sucesso desde seu lançamento em julho de 2008 através de aplicativos como BuddyPoke, Vou Não Vou, Minha Música, Mosaico de Amigos e as (literalmente) centenas de aplicativos sobre times de futebol.
Atualmente, com o crescimento do Facebook no Brasil, que se deve em boa parte aos jogos sociais (lembrem: uma categoria de aplicativos sociais), os aplicativos e as demandas e ofertas por aplicativos sociais no Orkut estão sendo influenciadas. Nos últimos dois meses surgiram e se popularizaram diversos jogos sociais dos mesmos gêneros e estilos dos jogos sociais do Facebook, especialmente os da Zynga (empresa que produz Farmville e Mafia Wars, por exemplo).
A Zynga é conhecida também por já ter recebido diversos processos por plágio. Os principais e famosos jogos que ela detêm são, de fato, fortemente inspirados em outros já existentes. Mas o diferencial do apuro técnico e investimento em mídia fez os jogos da Zynga conseguirem mais sucesso do que seus “inspiradores”.
No Orkut, o jogo Colheita Feliz, por exemplo, já ultrapassou 12 milhões de instalações. Isso significa que, aproximadamente, mais de 5 milhões de brasileiros utilizam este jogo social, bem mais que os cerca de 700 mil usuários brasileiros de Farmville. Essa replicação de modelos prontos chega a ser escancarada. Vejam os prints do Joga Craque, da brasileira Vostu e do Mafia Wars:
Neste caso específico, é interessante observar como uma simples e, eu diria, não-sofisticada adaptação de uma estrutura de jogo ganhou um sucesso enorme (atualmente são 3,2 milhões de usuários) devido a uma particularidade cultural do principal público do Orkut. Resta saber se essa influência dos jogos sociais do Facebook vai gerar uma homogeinização entre a oferta de aplicativos sociais dos dois sites de redes sociais.
O presente artigo pretende analisar de que forma os jogos eletrônicos vêm sendo apropriados em sites de redes sociais e como tal apropriação, que acontece tanto pelo viés dos produtores de conteúdo como por parte dos usuários, acaba por modificar o próprio modo pelo qual o capital simbólico transita por tais redes. Para tanto, escolhemos dois jogos específicos: Farmville (Zynga, 2009) e Bejeweled Blitz (Popcap Games, 2008), no intuito de perceber como, em cada uma dessas situações, tanto a essência da atividade de jogo quanto o modo pelo qual é movimentado o capital simbólico parecem modificar-se.
A Taxi Labs acaba de lançar um jogo social para a Petrobras. O Podium Grand Prix é uma corrida para marcar pontos. Quanto mais longe o jogador conseguir ir (abastecendo com gasolina e evitando batidas), mais pontos acumula. Um diferencial são os quatro “estágios”: começa-se com gráficos semelhantes ao do Atari e, na medida em que o jogador coleta uns power-ups gasolina Podium, os gráficos ficam mais “avançados”. Vejam no vídeo abaixo:
Em relação à integração com o site de rede social no Orkut, nada demais. Os rankings classificam os usuários e aumentam a competitividade e é possível criar torneios específicos. O acúmulo de troféus apela para a exibição de habilidades dos jogadores. Em relação a atualizações de estado, não as encontrei, nem quando bati meus recordes: falha considerável. E a função de procurar por postos da Petrobras não foi incoporada ao aplicativo, sendo apenas um link externo.
Mas a grande novidade é: também foi lançado para o Facebook. Será o primeiro grande aplicativo social brasileiro para este site de rede social. Porém, não o consegui encontrar. Leia mais no Petrobras - Fatos e Dados.
A Patrícia Moura (@missmoura), ótima profissional de mídias sociais, entrevistou a Tahiana D’egmont (@tahidegmont), da Mentez, para o SimViral. O tema da entrevista foram os jogos sociais (ou social games), tão em voga na mídia na imprensa brasileira, finalmente. Porém, ao contrário de matérias ridículas que vemos por aí, as perguntas e respostas de profissionais efetivos das mídias sociais resultou em uma entrevista imperdível para interessados no assunto. Cliquem na pergunta abaixo, para a qual a Tahiana responde com dados reais, para acessar a entrevista:
7) Os destaques de 2009 são realmente Mafia Wars e FarmVille? Ou você citaria outros?
No Facebook, sim. E particularmente acho a mecânica do Mafia Wars fantástica, melhor que do Farmville. Para mim esse é o grande destaque de 2009 a nível mundial.
Se formos falar de Brasil o Facebook tem uma papel muito importante em social games. Vejo mais brasileiros utilizando apps lá do que no orkut (usuários totais / usuários em apps), mas o número de usuários brasileiros no Mafia Wars ou FarmVille não chega ao número de usuários brasileiros do Colheita Feliz, por exemplo. Analisando os números friamente: o Facebook tem pouco mais de 2 milhões de brasileiros: não podemos afirmar qual o percentual delas no Mafia Wars ou Farm Ville mas seria precipitado presumir que esses games tenham mais que os 1,5 milhões de usuários do Colheita Feliz, no orkut.
O Olhar Digital é um pequeno “portal de tecnologia” do UOL. Esse videozinho fala de jogos sociais (Farmville, Mafia Wars e YoVille – três da Zynga, deixou a multiplicidade de lado) e da nova interface do Orkut. Sem muita profundidade, o vídeo deixa a entender (erroneamente) que a nova interface do Orkut deveria trazer jogos sociais. Não explica como funciona o mecanismo dos aplicativos sociais como um todo.
Hoje (ontem) saíram os artigos aprovados para apresentação. O Grupo de Pesquisa em Interação, Tecnologia e Sociedade, do PPGCCC-UFBa, que venho frequentando, teve três trabalhos selecionados: Interacionismo Simbólico e Comunidades Virtuais, de Ruan Brito; Compartilhamento de fotografias na web: reflexões a partir da perspectiva do interacionismo simbólico, de José Carlos Ribeiro e Vítor Braga Gomes; e Jogos e o Fluxo de Capital Simbólico no Facebook: um estudo dos casos Farmville e Bejeweled Blitz, de Thiago Falcão, Tarcízio Silva (aka eu) e Marcel Ayres.
Entre os outros trabalhos (cuja lista pode ser acessada no site do evento) que provavelmente interessarão aos leitores deste blog, estão: Rede social, política e mídia: da esfera pública à esfera privada na Internet, de Aparecida Zuin; O merchandising no ciberespaço: transformando o consumidor em mídia e produto, de Jacy Braga; O blog corporativo e as redes sociais estabelecem um novo paradigma de comunicação nas organizações no ciberespaço?, de João de Carvalho; Redes sociais, buzz e propaganda, de Laryssa Farias, Marília Ferreira e Karla Patriota; e A publicidade e os recursos da realidade aumentada, de Hugo Santos, entre outros. Provavelmente em breve, os artigos estarão disponíveis para leitura. Vale visitar o site e ver as outras categorias do evento, que também trará workshops, performances e exposições.
Curioso como os veículos “brasileiros” são pautados pelos “americanos”. Com o sucesso dos jogos sociais no Brasil através do crescimento do Facebook por aqui, matérias muito ruins tem aparecido no G1, Terra, Idgnow etc falando de jogos sociais e, finalmente, de aplicativos sociais – uma pauta bastante subestimada até este ano, apesar do sucesso destes no Orkut.
O Brainstorm #9 publicou um artigo ontem sobre a economia dos aplicativos – sociais e mobile, por causa de uma matéria publicada na Business Week. Particularmente, acho que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Devem ser analisadas com suas particularidades, que são muitas. Mas segue o trecho inicial do post. Clique no final para ler inteiro:
“A edição dessa semana da Business Week traz uma excelente matéria sobre o que chamam de “A economia dos aplicativos”, inexistente há apenas dois anos. De jogos tolos e pedaços minúsculos de código, na maior parte do tempo, sem utilidade, os aplicativos para celulares e redes sociais geram hoje fortunas para o seus empreendedores.
Com cerca de 100.000 softwares criados, grande parte na App Store da Apple, a economia dos aplicativos tornou-se um negócio altamente lucrativo para startups como Zynga, Playfish e Playdom. Além da atenção de investidores, as três companhias, juntas, geram um valor estimado em 300 milhões de dólares anuais com a venda de bugigangas digitais.” [LER MAIS]
A Zynga é a desenvolvedora de jogos sociais como Farmville e Cafe World, sobre os quais já escrevi aqui. O Inside Facebook acabou de publicar um artigo com uma apresentação do CEO da Zynga, Mark Pincus, sobre a web social. Concordo com a apresentação, que fala de uma terceira fase da web como sendo caracterizada pela “app economy”. Exageraram um pouco sobre “mudar o mundo”, usando como exemplo o item especial em Farmville que tem suas compras revertidas para alimentar crianças haitianas, mas é interessante. Veja abaixo: