O Prêmio Info 2009 premiará, em dezenas de categorias, serviços e produtos de internet, comunicação e tecnologia, escolhidos apenas pelos assinantes (tsc). Dessa vez, teremos a categoria “Aplicativo para rede social”. Mafia Wars (Facebook), BuddyPoke (Orkut e outras) e Grooveshark (Twitter e outras) estão no páreo. Clique abaixo para conferir:
A Zynga é a desenvolvedora de jogos sociais como Farmville e Cafe World, sobre os quais já escrevi aqui. O Inside Facebook acabou de publicar um artigo com uma apresentação do CEO da Zynga, Mark Pincus, sobre a web social. Concordo com a apresentação, que fala de uma terceira fase da web como sendo caracterizada pela “app economy”. Exageraram um pouco sobre “mudar o mundo”, usando como exemplo o item especial em Farmville que tem suas compras revertidas para alimentar crianças haitianas, mas é interessante. Veja abaixo:
Meu último post foi sobre anúncios no Facebook. Hoje vi no ADivertido um vídeo institucional do Facebook com depoimentos de colaboradores, clientes e agências, sobre os pontos fortes em anunciar no site de rede social.
O Facebook, que já chegou aos 300 milhões de usuários, anunciou, nesta semana, que pretende superar o Google em faturamento publicitário. Mas como são criados anúncios no Facebook? Já publiquei uma apresentação basiquérrima sobre marketing e publicidade no FB, mas aqui mostro um passo-a-passo simples para criar um primeiro anúncio no Facebook.
1. Crie seu anúncio
Clique em http://www.facebook.com/ads/create. Nessa primeira fase são escolhidos: (1) URL de destino; (2) Título; (3) Texto do corpo; (4) Imagem. O primeiro é o endereço para o qual o internauta será encaminhado quando clicar no anúncio. É importantíssimo escolher a melhor página. Para cada objetivo, uma estratégia será feita. Mas é indispensável ter uma página de destino adequada, leve para carregamento e que contenha o que o anúncio promete. Nada de link deceptivo ou você vai ter um internauta que odiará sua marca. Opcionalmente, pode ser anunciado algo no próprio Facebook, como uma Página, Aplicativo ou Grupo. Essa opção é recomendada se já estiver sendo feito um trabalho de otimização no próprio FB.
Título permite a inserção de 25 caracteres. Como é o elemento textual de destaque é importante ser conciso (na verdade, não há outra opção) e direto. Coloque o principal atrativo do produto ou marca a ser veiculada.
Em Texto, permite-se a inserção de 135 caracteres. Não chega nem a um tweet. Além de ser direto e conciso, há de ser envolvente. O seu anúncio estará segmentado (veremos mais à frente), então escreva mostrando o melhor de sua marca/produto e como este pode suprir alguma necessidade de quem vê o anúncio. Se for uma campanha que já possua, em outros espaços e mídias, um conceito mais forte, o texto pode se referenciar para ganhar com a lembrança do usuário.
A Imagem pode servir a diferentes propósitos, como promoção da marca (como no caso desse anúncio). Se for uma marca conhecida, a inclusão desta chamará atenção e dará credibilidade. Mas acredito que o melhor é mostrar o produto ou serviço. O tamanho máximo e ideal é de 110 por 80 pixels. Você estará pagando o mesmo preço por uma imagem menor, então aproveite cada pixel em uma imagem que valha a pena ser vista.
2. Público-alvo
Aqui está o grande trunfo do Facebook. É o maior site de rede social do mundo. Imagine a quantidade de informação gerada por tantos usuários, que preenchem seus perfis com informações geográficas, preferências musicais, entram em Grupos, adicionam Aplicativos e mais uma miríade de informações sobre si mesmos. Por questões de complexididade, ética e privacidade, o Facebook permite uma quantidade de customização mediana em comparação ao seu potencial.
Nesta fase da criação do anúncio é permitido segmentar a exibição por: (1) Localização; (2) Idade; (3) Data de Nascimento; (4) Gênero; (5) Palavras-chave; (6) Educação; (7) Local de trabalho; (8) Relacionamento; (9) Sexualidade; (10) Idiomas; (11) Conexões.
O anúncio acima, por exemplo, delimita a exibição para mulheres brasileiras de 18 a 25 anos, solteiras, graduadas em ensino superior, bissexuais e que são fãs de Haagen Dazs. Tal possibilidade de segmentação (que poderia ser ainda mais efetiva, levando em conta que nem todas as pessoas colocam todas informações no perfil) permite a criação de anúncios com linguagem textual e visual, páginas de destino e datas de exibição para um público muito específico.
3. Campanhas e Preços
A partir do tipo de anúncio, público alvo e estimativas de pessoas no perfil desejado, é hora de escolher orçamento, datas de exibição e se vai pagar por CPM ou CPC. Para quem não sabe, CPM significa Custo por Mil. Ou seja, será pago um valor a cada mil vezes que o anúncio for exibido. Já CPC significa Custo por Clique. Ou seja, será pagado um valor para cada clique realizado. A escolhe de um modelo ou outro envolve analisar o poder da marca, atratividade do anúncio e orçamentos disponíveis.
Por enquanto, ainda não é possível comprar anúncios em moeda brasileira. Esse é um problema que deve ser sanado em breve, com o crescimento do Facebook em terras tupiniquins. O passo seguinte é confirmar a compra.
Depois de exibidos os anúncios, existe a etapa de gerenciamento de anúncios. Mas fica para outro post. Este já está enorme e não passa de uma introdução. Mas uma coisa é fato. Anunciar onde quer que seja, principalmente em mídia online onde a possibilidade de ajustes e otimizações na campanha durante a veiculação é maior, é uma tarefa que requer planejamento e muita habilidade. Fazer de forma amadora acaba gerando algumas situações nonsense e anúncios ruins constrangedores. Em breve mais posts sobre Facebook.
Passeando pelo Slideshare, pesquisei e selecionei algumas apresentações que falam sobre aplicativos sociais, mesmo que em apenas alguns dos slides. Para não ficar jabá, não pus as minhas. Veja a seleção abaixo, sobre aplicativos sociais tanto para Orkut, quanto Facebook e outros sites de redes sociais:
Zynga é o desenvolvedor de jogos sociais (um tipo de aplicativo social) para Facebook. Desenvolveu, por exemplo, o Mafia Wars e o Farmville. Sites como o Inside Social Games estão observando e analisando as estratégias de lançamento e crescimento de seus jogos. Este site acabou de publicar um artigo sobre o efeito que o lançamento de Café World tem no mercado de jogos sociais como um todo.
A maioria dos jogos da Zynga são acusados de plágio por outras empresas desenvolvedoras. O Inside Social Games não concorda com essa alegação, entretanto reconhece que são jogos baseados em outros já existentes, mas com diferenças e melhoramentos consideráveis. O artigo traz gráficos mostrando que o lançamento de novos jogos da Zynga derrubam o acesso a jogos de outros desenvolvedores. Como a Zynga está arrecadando centenas de milhões por ano, investe também centenas de milhões em anúncios por todo o Facebook. Isso, além dos anúncios em seus próprios aplicativos. O artigo analisa implicações dessa estratégia e crescimento dos jogos Zynga para o mercado como um todo. Acessem o artigo original e completo em http://www.insidesocialgames.com/2009/10/08/zyngas-cafe-world-goes-from-0-to-8-6-million-users-in-a-week-with-big-implications/
“In Plain English” é um projeto da commoncraft que explica diversas questões, sobretudo tecnológicas, em “inglês básico”. Ou seja, de uma forma simples e didática. Este vídeo abaixo (de 2007), sobre sites de redes sociais (social networking) dá ênfase a dois aspectos: a exibição pública da rede social; e benefícios alcançáveis mais facilmente através de redes sociais.
One Point 0 é um filme americano de ficção científica e baixo orçamento. Cult, alguns diriam. Sem querer voltar a tentar me meter em crítica de cinema, indico esse filme aqui por causa de sua temática. O filme de Jeff Renfroe e Marteinn Thornsson tem como protagonista um programador que começa a receber misteriosos pacotes vazios em seu apartamento e, claro, passa a investigar o que são. Spoilers daqui pra frente.
Pouco tempo depois de receber os pacotes, o protagonista começa a comprar compulsivamente uma marca de leite. Mais à frente, descobre que estava recebendo nanorobôs naqueles pacotes. Era uma experiência (mal-sucedida) de desenvolvimento de uma publicidade mais “matadora”(rá). Essa temática sobre nanorobôs me assusta umpouco. Meus 0,00000005% ludista não vêem com bons olhos a miniaturização de robôs como estes aqui.
A discussão sobre o desenvolvimento de tecnologias para publicidade ou incentivo ao consumo já inflama discussões hoje em dia. Em relação à publicidade comportamental, utilizar sistemas de monitoramento de navegação web (que podem ser imbutidos em simples programas como navegadores ou toolbars) já levantam a discussão sobre privacidade e segurança. Se tal empresa que possui redes de anúncios pode desenvolver sistemas de análise e predição de comportamentos, até onde isso é ético e seguro?
A inteligência coletiva de 300 milhões de usuários do Facebook que postam frequentemente textos, conversas, fotos, vídeos e interagem com o sistema já levanta hipóteses conspirativas sobre o desenvolvimento de sistemas como a Skynet (do filme Exterminador do Futuro) e outros chamam o Google de “O Grande Irmão” (referência ao livro 1984)… Exageros à parte, para o bem ou para o mal, o poder da informação - que, com as atuais tecnologias de informação existentes, pode ser digitalizada, armazenada, analisada e utilizada com uma facilidade e escala nunca vistas - é crucial para todas as esferas da sociedade. Para desenvolvimento econômico, para melhorias da sociedade ou para a “dominação mundial”? O que será?